Passei por aqui hoje só para ver se tinha comentário pendente e aproveitar para espanar as teias de aranha e deixar avisado que eu só volto ano que vem.
Este fim de ano me está sendo mais agitado e cheio de coisas que um cachorro morto em cima dum formigueiro.
Em janeiro, por outro lado, estarei de férias e deverei aparecer aqui mais vezes (voltando também com as minhas capciosas perguntas das sextas-feiras). Não precisam avisar à polícia.
Preciso também avisar para que meus leitores não esqueçam de algo importantíssimo que ocorrerá à meia-noite entre o dia 31 e o dia primeiro. Adicionem um segundo aos seus relógios.
Essa medida se deve ao fato de a Terra girar mais lentamente que os nossos relógios (ela é velha e sábia e não compartilha da nossa pressa).
Portanto, a tradicional contagem regressiva para o ano novo deve se dar assim: 5… 4… 3… 2… 1… +1… FELIZ ANO NOVO!
Dia primeiro é feriado no mundo todo. Relaxem e aproveitem.
Eu sou descendente de africanos, como prova essa minha caricatura simpsoniana:

E no dia que surgiu a idéia de uma blogagem coletiva sobre a África eu fiquei excitadíssimo e cheio de idéias.
No dia em que chegou o email dizendo que “semana que vem”, todas as minhas idéias desapareceram mais rápido que coragem de poodle quando o alvo de seus latidos se move.
Eu até quis culpar o infame “bloqueio de escritor” mas não consigo imaginar um autor de livros jogando vôlei.
Então, eis que estava um dia sem ter muito o que fazer e resolvi ler a internet toda e tive a idéia de falar do ovo (o título deste artigo se refere à estória do Ovo de Colombo (quem não a conhece, clique aqui e leia), onde resolve-se um problema aparentemente difícil de uma maneira completamente simples que deixa a todos com a sensação de “por que não pensei nisso antes”).
Dois produtos simples, desenvolvidos para melhorar a qualidade de vida daqueles sem condições de desenvolver produtos eles mesmos.
Enquanto lia e escrevia, notei que poderia incluir no carnaval e passei a redigir com esse propósito (apesar de eventos fora do meu controle tenham me impedido de participar em tempo).
O primeiro deles é um canudo que possibilita o portador a beber água com segurança, mesmo que esta esteja salobra, barrenta, contaminada ou imprópria para o consumo de um jeito ou de outro.

O LifeStraw (link em inglês) é eficaz contra bactérias e vírus e, por conter carvão ativado, também útil em barrar partículas sólidas.
Água limpa e segura para todos.
Ponto para nós!
Em algumas partes, os poços estão a vários quilômetros das vilas e aldeias e as crianças são geralmente escaladas para a tarefa de andar muitas léguas carregando baldes cheio de água que aumentam de peso a cada passo.
Porém isso pode chegar ao fim, graças ao Hippo Water Roller, talvez a mais simples das invenções úteis neste mundo (prevejo que daqui há algumas décadas será enquadrada no rol das máquinas simples, entre a alavanca e o plano inclinado).
Basta encher o tanque de 90 litros e sair rolando-o por aí.

Não é mais necessário a força de um semideus ou a disposição de um maratonista para se trazer água suficiente para toda a família.
Água que pode ser bebida sem medo com o canudinho da vida.
Dois pontos.
Devo mencionar também que li sobre um gerador eólico portátil, mas não achei tão prático assim.
Algo sobre a dependência de se morar num lugar com vento e a baixa produção não me animaram muito.
É uma idéia boa, sem dúvida, mas ainda precisa melhorar para chegar ao nível dessas duas aí em cima.

Esta foi a minha pobre tentativa, corrida porém atrasada, de participar da blogagem coletiva sobre a África, promovida pelo nosso condomínio.
Eu vou tirar uns dias de férias da minha vida e devo reaparecer com a mente revigorada e com a alma bronzeada em breve.
Mas não me esperem com a respiração presa. Minha viagem de volta pode atrasar se eu perder a escala saindo de Sanidade para o Mundo Real.
Até logo.
=¦¤þ
Dessa vez não fiz pegadinha, a resposta para a pergunta de sexta-feira passada é bem simples: nas mesmas regiões que o Sol.
Esse vídeo mostra uma simulação da Lua vista na cidade de Alert, no Canadá (latitude de 64,5°N), durante o solstício de inverno.
A lua cheia ocorreu dia 12 de dezembro, mas o satélite nasceu dia 7 e só se pôs dia 17.
Isso se dá porque durante o inverno, a Lua percorre mais ou menos o mesmo caminho que o Sol percorre no verão, quando fica visível por vários dias.
E o mesmo fenômeno também se dá no hemisfério sul, em junho (em latitudes suficientemente altas que permitam que haja o Sol da meia-noite).
Pensando melhor, talvez o fato da pergunta não conter uma pegadinha tenha sido em si uma…
Estafa. Vou deitar.
Mantendo a tradição iniciada semana passada, mais uma pergunta envolvendo a Lua:
Por causa do ângulo de rotação da Terra, durante os verões nos pólos (meio do ano no norte, fim do ano no sul) o Sol não se põe, movendo-se elipticamente no céu, jamais descendo abaixo do horizonte.
Assim como a estrela, é sabido que nosso satélite também surge e some em pontos diferentes na nossa abóbada celeste todos os dias, efeito esse causado, novamente, pelo ângulo de rotação terrestre.
Pergunta: em que regiões do planeta o mesmo ocorre com a Lua, de modo que ela passe mais de um dia sem desaparecer do céu?
Respostas na segunda-feira às oito horas da manhã em ponto, Hora Legal Brasileira, que é o horário natural, não o de verão (um alô para o Luiz Netto!).
Ah, os comentários aqui embaixo então sendo moderados e só aparecerão segunda-feira, portanto não se desesperem achando que seus comentários não chegaram aqui.
A moderação não é uma medida de censura, mas uma de anticola, para que respostas anteriores não influenciem as novas.
Segundo meu contador (um automático, que conta visitas, não uma pessoa que faz minha contabilidade), este blogue atingiu NESTE INSTANTE (ou quase. É difícil ser preciso em situações com t=0) a marca de 42 mil visitas.
UAU!
Botões de periféricos de entrada já desceram e subiram quarenta e duas mil vezes dentro desta página!! Isso merece uma celebração! Cadê meu abridor de champanhe?
(O título deste artigo também poderia ser “Marcador Insignificante”, mas o número combina mais com o aspecto geral do que eu tento passar aqui.)
42 é um número importante para mim porque é engraçado (nem muito alto nem muito significativo. Quem não entende é porque ainda não está pronto para encarar a realidade do mundo) e desprovido de sentido (ou metassentido. Se bem que talvez ele faça sentido em si mesmo, mas eu não sou de saber dessas coisas), a não ser que se esteja buscando o dobro de 21 ou a idade de alguém nascido em 1966 (até esse dado varia bastante, dependendo inteiramente do ano e, muitas vezes, do mês).
42 é também a resposta para uma pergunta (ainda) inexistente. A matriz computacional ainda não está pronta para gerar o resultado, mas quem está com pressa?
Por enquanto nós (eu) vamos (vou) por aí, tentando aprender um dado novo ao dia (pelo menos), evitando Trolls e suas proverbiais clavas de ignorância e desinformação, esperando que o sol venha e os transforme em pedra.
Agradeço aos meus visitantes esporádicos e leitores assíduos, aos que gostam do que escrevo, aos que acham que minha carreira literária é tão promissora quanto um dirigível revestido de metal impermeável à radiação, àqueles que lêem meus artigos e têm a sensação de que estão sendo surrados até a morte por cadarços perfumados e aos que simplesmente chegaram aqui por engano ajudando a inchar o volume de visitas sem se dar conta.
Me sinto obrigado a agradecer (é do encurtamento dessa frase que vem o termo “obrigado”, que usamos hoje em dia em troca de um favor ao invés de dinheiro ou outra contribuição efetiva ou realmente significante para nosso interlocutor) também aos meus colegas de Lablogatório que me permitem compartilhar de suas presenças virtuais.
É uma sensação ótima estar rodeado desse tipo de gente sem ter que ouvir a cada cinco minutos “senhor, por favor comporte-se!” ou “você ainda está aqui?”.
Finalmente, o Google merece ser citado como a entidade unidimensional (ocupando apenas a dimensão Tempo) que tem sugado cada segundo extra que me sobraria caso não existisse.
Aliás, nem sei se isso merece um agradecimento. Talvez no máximo uma meia balançada de cabeça se ele passar por mim.
Ou um aceno sem lateralidade e um sorriso sem dentes se cruzarmos olhares de longe.
Bom, de toda forma, estou escrevendo isso mais por ter tempo de fazê-lo e por ter notado a tempo de fazê-lo do que por relevância propriamente dita.
E já estava em tempo de agradecer a alguém. Faz tempo que não faço isso.
(”Tempo” é uma palavra sem sinônimos adequados para os usos adotados acima. Normalmente eu não repetiria algo tanto assim se pudesse evitar.)
Obrigado!
=¦¤þ
Eu ia comentar o quão ridículo é o fato de um clube de futebol contratar um jogador que não pode mais jogar e isso ter gerado uma renda imensa através da compra de ingressos e camisetas por torcedores esperançosos querendo ver fazer gols alguém que, pelo visto, não será mais que um garoto propaganda.
Algo equivalente seria o Flamengo contratar Zé Carioca.
Mas eu não falo de futebol aqui. Não pelo fato de ser um assunto polêmico ou pessoal, mas por simplesmente não gostar do esporte.
Só apareci aqui para dizer que tenho muitas idéias e muito pouco tempo (o pouco que tive hoje estou gastando escrevendo isto).
Ainda preciso falar da África, de ovos, de frutas, livros e várias outras coisas, mas eu procuro escrever sobre algo sério (diferente de futebol, que não deve ser levado a sério) depois de um mínimo de pesquisa, que consome exatamente o tempo que eu não tenho.
Isso e o fato de eu não ter conexão com a Internet em casa e ter no trabalho.
O oposto de “navegar pela Internet” não é “não ter Internet”.
O oposto de “navegar pela Internet” é o que passa por conexão no meu trabalho…

