Mais uma sexta-feira desprovida de artigos sérios ou interessantes, outro enigma, portanto.
Me digam o nome dessa molécula e o que mais conseguirem de informações sobre ela.
Resposta segunda-feira se não amanhecer muito frio.
Para quem gostou, tem mais aqui.
Mais uma de auto-análise.
Sexta-feira foi feriado aqui em Natal, logo, quinta-feira virou sexta e sexta-feira virou sábado.
Sai com os meus amigos, como de costume, mas não bebi álcool, apenas águas adoçadas, gaseificadas e coloridas artificialmente.
Porém essa falta de etanol afetando os disparos de sinapses cerebrais não impediu que eu me embriagasse.
O que geralmente acontece é estarmos todos juntos, bebendo e ficando bêbados no mesmo ritmo.
Normalmente eu presto atenção ao meu estado de cognição e reflexos, notando a medida em que vou me embriagando e anotando mentalmente o que está acontecendo.
Nesse fim-de-semana prolongado eu não bebi, no entanto, a medida em que eu percebia o comportamento familiar dos meus amigos atravessando a zona de transição etílica (onde sorrisos exigem o fechamento dos olhos e palavras com mais de três sílabas são pronunciadas com o respeito de como se fossem sagradas), eu também sai da praia da sobriedade para a piscina-natural (água até o joelho, ainda sem ondas) da ebriedade.
Depois de alguns minutos, meu cérebro ligou o automático e passou a registrar minhas mudanças, como faz sempre que bebo (Pavlov teria orgulho de mim!), até me avisar e fazer com que eu percebesse que ainda não havia ingerido gota sequer de álcool.
Momento esse que desintegrou toda a ilusão e voltei ao estado original de sóbrio e alerta.
O que não durou muito tempo. Assim que minha atenção foi desviada, estava novamente bêbado.
E assim fiquei por duas noites, me embebedando com o comportamento alheio.
Durante um desses eventos, eu comentei o que estava acontecendo e TODOS disseram já ter passado por essa alteração-de-consciência-induzida-por-colegas.
Isso tem sido (ainda não voltei a beber) uma experiência comportamental interessante. Preciso tomar mais notas.
A notícia é velha mas é boa.
Aqui em Natal (sim, eu moro onde vocês passam férias) nós temos um parque chamado Cidade da Criança, o apelido municipal é Cidade do Sol e, a partir de 2009, teremos o complexo Cidade da Ciência.
Voltado para estudantes, professores, público em geral e até turistas, o Cidade da Ciência acabará por se constituir num importante atrativo turístico, pois além do Planetário, a Casa da Ciência, com três pavimentos, terá um espaço para exposições itinerantes, um mezanino, onde ficará o memorial do invento e do inventor potiguar, e um outro espaço destinado à exposições permanentes.
Pelo que eu li, irá incluir planetário, observatório e terraço astronômico (o que me parecem a mesma coisa), laboratórios de matemática, física, química, biologia, robótica e ecologia e também o Espaço Jovem Cientista, o Memorial do Cientista Potiguar, o Espaço do Invento e da Invenção, rádio comunitária, auditório com cinema (que me soa como uma sala de cinema normal), sala de videoconferência, brinquedoteca e biblioteca.
Depois do Instituto Internacional de Neurociência de Natal (que não é aqui, mas no município vizinho de Macaíba) e da excelente idéia de colocá-lo aqui perto de mim, parece que as porteiras se abriram e um incentivo apareceu para se criar essa Cidade da Ciência e, espero, outras coisas mais (como, por exemplo, melhorar a Barreira do Inferno e o museu aeroespacial de lá), porque não podemos viver só de História.
E nem precisa ser tudo a dez quilômetros da minha casa (seria maravilhoso ver o Lajedo de Soledade organizado e suas pinturas rupestres protegidas e bem evidenciadas).
Não vou me apegar a custos ou méritos, mas ao que pode nos trazer.
Quando digo “nós”, me refiro não só aos natalenses. Me refiro, sim, a todos os cidadãos brasileiros, principalmente aqueles fora do “eixo Rio-São Paulo”, lugar mais bem associado a coisas legais que acontecem.
Essa iniciativa pode ter aberto um precedente importantíssimo não só para o desenvolvimento científico descentralizado mas também para a divulgação científica em geral.
Como Natal é uma cidade essencialmente turística, isso poderia se tornar mais uma atração no itinerário dos visitantes nacionais e internacionais, mostrando que aqui também se faz Ciência.
Dizem que vai ser inaugurado em 2009, mas não dizem quando começara a funcionar (aqui existe uma tendência a inaugurarem coisas antes delas estarem prontas).
Quando estiver pronto eu irei lá ver e virei aqui descrever. Até!
Eu só soube disso graças a Isis.
P.S. a praia da foto lá em cima, com Natal ao fundo, chama-se Genipabu.
Um dos meus hobbies é investigar emails que me parecem falsos.
E eu recebo MUITAS dessas correspondências eletrônicas.
Ontem eu recebi um com o assunto “Batons causam câncer”, o que já me chamou a atenção e ativou algumas sirenes de alerta.
“Batons causam câncer? Todos eles? Que tipo de câncer? Quem disse isso? Por que eu não conheço uma só mulher que tenha câncer de lábios apesar de 100% das mulheres que eu conheço usarem batons?” e por aí vai.
Ou adrenalina.
Esse hormônio, secretados pelas glândulas supra-renais (acordo ortográfico não fez efeito aqui ainda) é bem famoso para aqueles que escalam, andam de kart ou assistem a qualquer programa de esportes na TV.
É secretado como reflexo a alguma ameaça, para que o indivíduo fuja ou se defenda, aumentando o batimento cardíaco e o fluxo de sangue para as pernas (correr) e braços (lutar), entre outras coisas (dilatação das pupilas, por exemplo).

O nome “adrenalina” vem do fato dela provir de um lugar acima (ad-) dos rins (renal) e de ser uma substância química (-ina).
P.S.
Nome todo: 4-[1-hidroxi-2-(metilamino)etil]benzeno-1,2-diol
Acho que a maioria já sabe o que fazer: descubra que molécula é essa e diga qual o nome dela nos comentários. Dizer de onde vem não diminui a pontuação.
A dificuldade está aumentando!
Não precisam correr com a resposta, vocês têm o fim-de-semana inteiro.
Resposta só segunda-feira, se eu não acordar muito assustado com o despertador.
Mais enigmas moleculares aqui.



