Da série “eu já sabia!”, li uma notícia (New Scientist, via BBC) que diz que o cheiro do café já é suficiente para acordar o cérebro.

Um teste foi feito em ratos deixados sem dormir por um dia inteiro. Ao fim da maratona de alerta, os animais foram expostos ao aroma de café e os cientistas registraram altos níveis de atividade em genes funcionais que indicam que o cérebro está “disposto”.
Uma resposta parecida com a registrada quando os ratos ingeriram cafeína.

“Eu já sabia!” porque sempre que passo pela seção de café do supermercado e sinto a lufada de trimeteilxantina eu preciso parar por um segundo para apreciar enquanto meu cérebro liga o turbo.

Duas observações, no entanto, são pertinentes:

1 - os testes nos roedores podem não traduzir bem para humanos, pois os genes são diferentes, e;
2 - o que eu sinto no mercado, obviamente, é prazer por estar sentindo o cheiro de algo em que sou (quasi) viciado.
Se fico mais alerta é pela antecipação de encostar os lábios uma xícara cheia do meu ópio negro.

Delícia...

Delícia...

Numa notícia relacionada (pela própria BBC), café descafeinado aumenta o risco de doenças coronárias.

Eu acho é pouco!

Beber café sem cafeína é um absurdo, uma bizarrice, um atentado à natureza!
Café sem cafeína é o mesmo que x-salada sem salada!
É como um leite sem lactose (como se o desnatado já não fosse uma afronta grande o suficiente), goiabada sem goiaba ou água seca!

Pessoas que bebem café descafeinado são as mesmas (pelo menos para mim) que fazem churrasco vegetariano (urgh!).
Não come carne? Não faça churrasco!
Não gosta de cafeína? Beba guaraná (porque ninguém merece tomar chá)…