Sinestesia (subs. fem.)
Psicol. Relação subjetiva que se estabelece espontaneamente entre uma percepção e outra que pertença ao domínio de um sentido diferente.
Eu sabia o que era sinestesia até ler essa definição no Aurélio. Acessível? Acho que não…
Bom, explicando melhor, sinestesia é sentida quando um estímulo sensorial (um cheiro, por exemplo) causa outro diferente (uma cor).
Existem pessoas que vêem cores quando escutam certas notas musicais, outras que sentem gostos quando escutam palavras específicas, etc. A relação é sempre fixa. Se um sinesteta vê um tom de azul quando escuta uma nota ré, sempre que ouvir a mesma nota, verá a mesma cor.
…experimentado por um sinesteta…
Qualquer um dos sentidos pode se interligar a qual(is)quer outro(s) e até maneiras de perceber algo podem se misturar.
Exemplo mais próximo que eu tenho: um primo meu vê cada dia da semana com um tom de cor diferente (as quintas-feiras são manchadas de azul, os domingos são cinzentos).
Há pessoas que vêem letras e números com cores distintas
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E outras que enxergam as palavras com a cor de uma letra predominante (geralmente a primeira letra dá a tonalidade da palavra).
Antes de continuar, por favor notem a falta de links e corroboração. Eu estou escrevendo a maioria disto de memória (que não é 100% confiável em ocasião alguma) por já ter lido e pesquisado muito sobre o assunto, inclusive para um trabalho de faculdade.
MAS
Não tomem tudo que tem aqui como verdade. Eu não mentiria de propósito, mas posso estar enganado no que estou dizendo.
Se acharem o assunto interessante, pesquisem e procurem por fontes confiáveis (publicações com revisão-por-pares é o melhor caminho).
Continuando.
Há quem sinta o cheiro de uma textura, uma veja uma luz quando pensa em água suja.
Aparentemente, limite não existe. Se pode ser vivido, por ser confundido.
O mecanismo não é bem entendido, não se sabe ao certo porquê o cérebro fica ligado com os fios trocados.
Exames de ressonância magnética funcional mostraram que áreas do cérebro de sinestetas se confundem e respondem a estímulos errados (no caso som-cor, quando uma nota é tocada, tanto a área que corresponde à aquisição do estímulo sonoro quanto a da visão acendem).
Especula-se (hoje é meu dia de ser vago e inconclusivo) que, além da predisposição genética, influência externa durante a infância contribui para o fenômeno.
Salas de alfabetização em escolas geralmente expõe as letras do alfabeto nas paredes. Se um dos estudantes já apresentar o defeito, pode aprender a associar as letras às cores (como na figura acima, o A sendo vermelho, o B amarelo, etc).
Sentir gosto de presunto quando falam em presunto não é sinestesia, é condicionamento. (Valeu Felipe!)
Só se torna sinestesia se for sempre e com a mesma intensidade, independente do tipo (peru, chester, suíno, defumado, parma, podre).
Eu tenho sinestesia adquirida (ou seja, não tenho sinestesia, estou inventando moda).
Por causa da minha linha acadêmica (mexo com som, basicamente), eu desenvolvi um sistema de identificação de certos tons e ruídos que me ajudam a achar problemas mais rapidamente.
Eu associo um barulho numa caixa de som gerado por falta de aterramento, por exemplo, com o fundo da minha garganta. Um ruído muito semelhante, mas causado por interferência elétrica, está no meu céu-da-boca.
Um ruído branco (barulho de TV fora-do-ar) é uma sensação na língua parecida com aquelas balas que “explodem”.
Ruído rosa, muito parecido com o branco mas com a quantidade de energia diferente (tecnicalidades) é mais pra cima, entre as bochechas.
Oitocento hertz é bem docinho enquanto 14kHz é gelado.
Não nasci com isso, nunca tive sinestesia, mas sou estranho o suficiente para conseguir fazer isso quase sempre (também sei espirrar com os olhos abertos e estou treinando para lamber meu cotovelo e morder minha testa).
Edição:
Tem um filme da BBC sobre isso, chamado Derek tastes of earwax (Derek tem gosto de cera de ouvido), deve ter no youtube.
Bom para quem sabe inglês, não sei se existe traduzido.



Perfume doce « 42. em 20/ Aug/ 2008
[...] Atualidades, Sinestesia, Sorvete — Igor Santos @ 3:03 pm Estava tentando pensar numa sinestesia para colocar no título, quando um coloca aqui do trabalho disse isso [...]
Felipe Epaminondas em 20/ Aug/ 2008
“Sentir gosto de presunto quando falam em presunto não é sinestesia, é condicionamento.
Só se torna sinestesia se for sempre e com a mesma intensidade, independente do tipo (peru, chester, suíno, defumado, parma, podre).”
Condicionamento é o mesmo que aprendizagem, no caso, pode-se “aprender” a ter sinesteria, mais ou menos do jeito que você fez. No entanto, numa situação como a sua, você consegue ter uma melhor idéia de como e quando você obteve essa aprendizagem e quando ela lhe é útil. Uma criança que foi treinada a identificar cores com letras na infância, depois de crescer dificilmente vai conseguir lembrar detalhes suficientes para explicar que foi assim que ela “aprendeu” a ter sinestesia.
Em todo caso, sendo aprendida ou por alguma variável genética ou fisiológica, o resultado é o mesmo, e é sempre interessante! Comecei recentemente a ler o livro “Alucinações Musicais” do Oliver Sacks, se não me engano existem alguns capítulos desse assunto…
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Igor Santos Reply:
August 21st, 2008 at 10:51 am
Existe. Esse livro é ÓTIMO!
Ainda não vi nada ruim produzido por Sacks, o cara é muito bom.
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» O sabor da m em 20/ Aug/ 2008
[...] exemplo, ao ver um n
Luis Brudna (Massa Crítica) em 20/ Aug/ 2008
Muito azul esse seu texto!
Eu tinha ´na manga´ um post pro HnC, justamente sobre isso. Escrevi…
http://www.humornaciencia.com.br/blog/2008/08/gosto-da-musica/
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Wario em 22/ Aug/ 2008
Eu sempre (desde que me lembro) associei os números e letras a gêneros. Eu acho que os números 2, 5 e 6 são meninas, enquanto o 1, 3, 4, 7, 8 e 9 são meninos. As letras também: A e B são meninos, mas C, e i (minúsculo) são meninas. O Z eu acho que é uma velha ranzinza. Não sei se entra na categoria sinestesia, mas é muito escroto.
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