Hoje eu ia falar sobre Rorschach e suas manchas de tinta:
Mas desisti.
Lembrei que da última vez que tinha pesquisado sobre esse método, tinha ficado confuso, pois a eficácia é bastante contestada e polêmica.
Aí eu lembrei de outro tipo de mancha, bem mais cientificamente aceitável:
Quando eu era criança, me explicaram daltonismo de um jeito que parecia que as pessoas trocavam as cores (geralmente verde e vermelho), mas não é isso que ocorre.
Um daltônico não acha que uma graviola é vermelha ou uma acerola é verde, pois enxerga as duas como tons de amarelo (ou até cinza). Eles podem confundir essas duas cores quando elas estão lado a lado, pois elas ficam muito parecidas, mas não trocam de posição.
Existem vários tipos de cegueira cromática (vide link, não vou me aprofundar muito aqui), a total, visão monocromática (ou acromática), sendo mais rara (pessoas com esse tipo de deficiência são chamados de monocromatas).
A causa dessa situação é o mal-funcionamento dos receptores (cones e bastonetes) da retina, geralmente de ordem genética e congênita (desde o nascimento), mas podendo ser provocada por lesões cerebrais, nos nervos, ou nos olhos (o que acaba dando no mesmo, como um vazamento na caixa d’água, no cano ou na torneira, só mudando o tamanho do dano).
Quando é genético, se manifesta no cromossomo X.
Para um homem (XY) ser discromatópsico (ô nome massa! Difícil da primeira vez, escorre pela língua da segunda em diante), basta ter o X errado. Uma mulher (XX), no entanto, precisa ter os dois X’s recessivos, o que torna muito mais difícil mulheres nascerem assim, mas não impossível, como diziam quando eu era inocente (das mesmas bocas também saia que mulheres não tinham ataques cardíacos).
Toda mulher daltônica tem, necessariamente, pai daltônico.
Humm…
Deu vontade de escrever sobre sinestesia.
Acho que as cores nesse teste me deram fome.
Tenho um primo que sabe que é quinta-feira pelo tom de azul que o mundo toma (acho que já disse isso).
Legal.



