Título original: The Day the Earth Stood Still
1951
Direção de Robert Wise
Roteiro de Edmund H. North baseado no conto de Harry Bates
Elenco: Michael Rennie, Patricia Neal, Hugh Marlowe e Sam Jaffe
Perfil no IMDB
Um disco voador pousa na capital dos Estados Unidos da America. Klaatu (Michael Rennie) emerge e declara que veio em paz em uma missão amigável. Entretanto, quando ele abre um pequeno aparelho, ele é ferido por um tiro, disparado por um soldado nervoso que confundiu o mesmo com uma arma. Em resposta, um grande robô chamado Gort caminha para fora da espaço-nave e derrete todas as armas presentes sem ferir ninguém, até que Klaatu ordena que ele pare. Klaatu explica que a “arma” era um presente para o presidente que poderia ser usado para estudar vida em outros planetas.
Ele é levado para o Walter Reed Hospital e rapidamente se recupera. Enquanto lá, Klaatu recebe o secretário do presidente, Sr. Harley, mas é incapaz de convencê-lo a organizar um encontro de todos líderes mundiais. Klaatu sugere a ONU, mas lhe é dito que não representam todos os países, e mais tarde, os líderes mundiaus não concordam sobre o local de encontro para a ocasião. Quando Klaatu sugere viver entre pessoas comuns, para conhecê-los melhor, Harley reçacha a idéia e implica que ele é um prisioneiro. Klaatu escapa pela noite.
Ele vai para um pensionato, como “Sr. Carpenter”, o nome em uma etiqueta do terno que ele pegou. Entre os residentes estão Helen Benson (Patricia Neal), uma empregada do governo, e seu filho Bobby (Billy Gray). Helen é uma viúva; seu marido foi morto na Segunda Guerra Mundial. Na manhã seguinte, Klaatu ouve um comentarista de rádio junto com outras pessoas, que especulam durante o café da manhã se a espaçonave é realmente de outro planeta; um deles sugerem que possa ser trabalho dos soviéticos. Quando o namorado de Hellen, Tom Stephens, planeja o dia para os dois, Klaatu oferece-se para tomar conta de Bobby.
Bobby leva Klaatu pela cidade, incluindo uma visita ao túmulo do pai do garoto no Arlington National Cemetery, onde Klaatu aprende que a maioria daqueles lá enterrados foram mortos em guerras. Logo depois os dois visitam o Memorial de Lincoln e a bem guardada espaçonave onde Gort permanece sem movimento em guarda. Klaatu, impressionado por uma inscrição de Abraham Lincoln, fica com esperança de que as pessoas sejam sábias o suficiente para entender sua mensagem. Quando ele pergunta a Bobby que diga o nome do maior homem vivo no mundo, o garoto menciona um proeminente cientista americano, Professor Barnhardt, que vive ali perto.
Bobby leva Klaatu até a casa de Barnhardt. O professor não estava em casa, mas Klaatu entra em sua sala de estudo e ajuda a resolver um avançado problema matemático escrito em um quadro negro, antes de deixar seu endereço com uma senhora. Mais tarde, um agente o governo escolta Klaatu para ver Barnhardt, que notou que a correção de seu trabalho não poderia ter sido falsificada.
Klaatu alerta o professor que as pessoas dos outros planetas estão preocupadas com suas segurança por que os seres humanos desenvolveram o poder atômico. Barnhardt oferece a Klaatu a oportunidade de falar em um encontro de cientistas de todo mundo que ele está organizando; Klaatu aceita. Barnhardt fica apavorado quando Klaatu declara que se sua mensagem ser rejeitada pelos líderes das nações, “O planeta Terra será eliminado”. O professor implora que Klaatu antes provenha uma demonstração menor de seu poder como um aviso.
Klaatu retorna a sua espaçonave naquela noite para implementar a sugestão do professor. Bobby o segue e fica assustado quando seu novo amigo entra na nave. Quando Tom Stephens e Helen Benson retornam de sua saída, Bobby lhes conta que o Sr. Carpenter é o homem do espaço. Eles não acreditam nele inicialmente, mas quando Bobby vai para cama, Helen nota que seus sapatos estão molhados. Suas suspeitas crescem quando Tom encontra um diamante caríssimo no quarto de Carpenter.
No dia seguinte, Tom leva o diamante a um joalheiro, que declara nunca ter visto um como aquele antes. Indo encontrar Helen no trabalho, Klaatu insiste em falar com ela. Enquanto andavam de elevador, o mesmo pára. Uma série de cenas mostram que Klaatu suprimiu o poder elétrico de todo o mundo (ainda mais miraclosamente, sistemas críticos como hospitais, aviões em vôo, etc, foram poupados e continuaram a funcionar normalmente). Isto levou todo o mundo a parar. Durante o blackout, Klaatu confirma as suspeitas de Helen e pede a ajuda dela. Ela urgentemente busca por Tom para que ele não conte às autoridades, mas ele diz a ela que pretende denunciar Klaatu e se tornar rico e famoso. Helen corre até sua casa para alertar Klaatu. Juntos, eles tomam um táxi para que ele se esconda na casa de Barnhardt até que o encontro ocorra com os cientistas. No caminho, Klaatu conta a Helen que se qualquer coisa acontecer com ele, ela deverá ir até Gort e dizer, “Klaatu barada nikto.” Logo, eles são parados e quando Klaatu corre para fora do táxi, ele é morto com um tiro.
Lutando contra o medo, Helen faz como Klaatu instruiu. Gort gentilmente a carrega para dentro da espaçonave. Então leva o corpo de Klaatu de volta à nave. Usando o equipamento a bordo, Gort traz Klaatu de volta à vida (mas apenas temporariamente). Klaatu caminha para fora da espaçonave e endereça-se aos cientistas reunidos. Seu discurso é o seguinte:
“Estou indo logo, me perdoem se eu falar de forma confusa. O universo encolhe a cada dia, e a ameaça de agressão por qualquer grupo a qualquer momento não pode mais ser tolerada. Deve haver segurança para todos, ou não há segurança para ninguém. Isso não quer dizer abrir mão da liberdade, exceto a liberdade de atos irresponsáveis. Seus ancestrais sabiam disso, quando fizeram leis para se governarem, e contrataram policiais para reforçá-las. Nós de outros planetas já aceitamos esse princípio há muito tempo. Nós temos uma organização para a proteção mútua de todos os planetas, e para a eliminação completa de agressão. O teste de tal autoridade superior é, evidentemente, a força policial que a suporta. Para nossos policiais, nós criamos uma raça de robôs. Suas funções são patrulhar os planetas e espaçonaves como esta, e preservar a paz. Em termos de agressividade, nós os demos poder total sobre nós. Esse poder não pode ser revogado. Ao primeiro sinal de violência, eles automaticamente reagem contra o agressor. A penalidade por provocar sua reação é terrível demais para arriscar. O resultado é: nós vivemos em paz, sem armas ou exércitos, seguros por saber que nós somos livres de agressão e guerra, livres para buscar mais negócios lucrativos. Não pensamos ter atingido a perfeição, mas nós temos um sistema, e funciona.
Eu vim aqui para lhe dar esses fatos. Não é de nossa conta como vocês dirigem seu planeta. Mas caso vocês ameacem estender sua violência, essa sua Terra será reduzida a cinzas. Sua escolha é simples: Juntem-se a nós e vivam em paz, ou persistam em seu caminho atual e arquem com sua total obliteração . Estamos esperando sua resposta. A decisão está em suas mãos”.
Ele então entra para dentro da nave e decola, deixando a humanidade com a escolha do pacifismo ou da destruição. O filme foi produzido bem no início do período conhecido como Guerra Fria onde as duas superpotências, Estados Unidos da América e a União Soviética entraram em uma corrida armamentista e criaram armamentos que poderiam destruir o planeta diversas vezes.
Alguns declaram que há uma alegoria cristã no filme. Alusões à história de Jesus Cristo podem ser vistas como uma forma de suportar o personagem de Klaatu e sua mensagem de paz: Klaatu, após chegar na Terra, usa um nome semi-bíblico, argumenta na frente dos sábios, escapa do governo após discordar deles e prefere estar com as pessoas comuns. No Novo Testamento, Jesus Cristo é chamado de “o filho do carpinteiro”, e como Jesus, Klaatu adota o nome terráqueo de “John Carpenter” (Carpenter em inglês é carpinteiro). Klaatu ensinando ao professor Barnhardt em seu próprio quadro negro, é um paralelo com o jovem Jesus ensinando aos rabinos no templo. A morte de Klaatu nas mãos dos soldados ecoa a morte de Jesus. Jesus foi removido de uma tumba selada por um anjo e Gort remove o corpo de Klaatu de uma cela trancada. Helen, a amiga de Klaatu faz o papel de Maria, questionando o que está acontecendo. Klaatu dá seu climático discurso e então abandona a Terra em sua nave; na Bíblia, Jesus dá sua mensagem final a seus discipulos antes de ascender aos céus.
Dica: Assistam antes que saia o ramake este ano com Keanu Reeves no papel principal. Além de poder comparar nossos anseios pelo desenvolvimento científico após mais de 50 anos, a história principal ao que parece foi alterada em muitos pontos. Clássico que merece ser visto.
Ocorrido há mais de 100 anos, em 30 de Junho de 1908 às 7h15 da manhã, evento ainda é uma incógnita para a ciência. Tunguska é um rio na região da Sibéria Central onde, às 7h15 da manhã de 30 de junho de 1908, houve uma gigantesca explosão após uma bola de fogo ser vista atravessando o céu. Não foram encontrados vestígios de meteorito, mas uma onda de impacto devastou toda a região do lago Baikal, afetando em menor grau todo o norte da Europa. Este evento recebeu o nome desta região, evento de Tunguska.
O que exatamente foi isso
Ao cruzar o céu e em seguida tocar o horizonte (segundo testemunhas), uma bola de fogo gerou uma enorme explosão caindo próximo à bacia do Rio Tunguska, uma região remota e praticamente desabitada. Foram destruídos aproximadamente 2000 quilômetros quadrados de florestas em redor do local do suposto impacto devastando cerca de 50000 árvores.
Segundo consta o impacto fora tão violento que liberou uma energia 1000 vezes superior à explosão da bomba de Hiroshima, o estrondo foi ouvido a 800km de distância e há relatos de pessoas que estavam a mais de 60km do local disseram que sentiram uma forte onda de calor. Durante dois dias em Londres, a cerca de dez mil quilômetros de distância do evento, se podia ler jornal à noite graças à luminosidade remanescente, enquanto a finíssima poeira dispersava-se na atmosfera terrestre se aproximando de regiões cada vez mais distantes.
Possíveis Explicações
O evento ocorrido em Tunguska, segundo alguns físicos nucleares, pode ter sido algum fragmento de antimatéria destruído em energia ao se deslocar na atmosfera Terra lançando raios gama. O que contradiz esta teoria é a ausência de radioatividade residual em quantidade significativa.
Alguns físicos postulam a passagem de um minúsculo buraco negro pela Terra, porém não existem registros de ondas de choque provenientes do Atlântico Norte. Pode-se dizer que existe uma unaminidade no evento: “a gigantesca explosão seguida de uma monumental onda de choque e incêndio na floresta.”
Os cometas são formados principalmente de gelo de metano (CH4), gelo de amônia (NH3), e gelo de água (H2O). Entrando na atmosfera da Terra com uma velocidade de 31 km por segundo, um objeto deste produzirá uma enorme bola de fogo que irradiará muita luz e energia, causará uma onda de vento de grande intensidade e temperatura que queimará instantaneamente árvores e o que estiver em seu caminho.
No caso de Tunguska o cometa desintegrado-se a 6km de altitude pela atmosfera terrestre explicaria a presença de pequenas esferas de silício espalhadas pela região e assim a ausência de cratera além de, segundo alguns, o achamento de micro-diamantes
Estes diamantes são formados pela enorme pressão e temperatura no momento de reentrada e no impacto com a superfície. A matéria prima é o carbono do metano do próprio cometa que se aquece rapidamente e não se dispersa, ao contrário do hidrogênio. Foram estes minúsculos diamantes que Emlen V. Sobotovich encontrou na região do suposto impacto cometário. Estudiosos têm encontrado freqüentemente micro-diamantes em regiões impactadas por meteoritos que provavelmente se formaram em interiores cometários e sobreviveram à entrada na atmosfera. Também não existem vestígios de cratera de impacto na região.
Porém há outros pesquisadores que acreditam que o mais provável seja que a área tenha sido atingida por consecutivos impactos de asteróides. Outra teoria de um cometa, sustentada por cientistas russos, é que a explosão tenha sido causada por um violento choque de um cometa gasoso.
Mas ainda hoje o fenômenos permanece sem explicação. Parece apenas mais uma curiosidade senão fosse o fato de que, como não soubemos o que aconteceu, sempre existe a chance de algo assim se repetir porém em uma região superpolosa como Tokio, Nova York ou São Paulo!

