Ateus são mais inteligentes do que religiosos

Em Humanidades, Pesquisas @ 11.Aug.2008. por supercordas.

É o que afirma Richard Lynn, professor emérito e chefe do Departamento de Psicologia da Universidade do Ulster na Irlanda do Norte. Ph.D. pela Universidade de Cambridge, é um dos maiores especialistas  em estudos de inteligência em raças e gêneros.

Graças ao seu campo “minado” de estudos, ele provoca com suas descobertas os mais variados ataques, mas ele entende muito bem qual é a sua posição. “Faz parte do ofício de um cientista revelar o que as pessoas não estão prontas para receber”, afirma. O que nos leva diretamente a Bertrand Shaw quando este afirma que as grandes verdades começam como grandes blasfêmias. E Richard Lynn nos apresenta uma, e uma das grandes: Os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior. Se a pessoa tem uma educação melhor, ela possui acesso a teorias alternativas da criação do mundo. Por isso, um Q.I. alto leva à falta de religiosidade. O estudo publicado reune dados de diversas pesquisas (o que se chama de “meta-pesquisa”, o que lhe confere maior peso e credibilidade pois não parte de uma única fonte) e é o mais completo sobre o assunto.

A média da população dos Estados Unidos, por exemplo, tem Q.I. 98, alto para o padrão mundial, e mesmo assim, 90% da população acredita em uma divindade. Essa exceção porém é explicada por Lynn devido ao grande fluxo de imigrantes de países católicos, como o México, que ajuda a manter índices altos de religiosidade na população. Tiradas as ondas migratórias, o país teria um índice muito maior de ateus, parecido com os encontrados na Inglaterra (41,55%) e Alemanha (42%).

Cuba é outro país que à primeira vista seria uma exceção, pois, baseado em sua porcentagm de ateus (40%), o Q.I. da população (85) deveria ser maior que o americano. No entanto, houve muita propaganda contra a crença religiosa. Lá em Cuba não teria se chegado ao ateísmo pela inteligência. A população não chegou a se atéia pois questionou a religião. Foi uma imposição governamental.

O Brasil segue a lógica descrita pela pesquisa de Lynn: Possui um porcentual muito baixo de ateus (1%) e Q.I. mediano (87). É um país miscigenado e sofreu forte influência do catolicismo de Portugal e das crenças vindas com os negros da África.

Lynn conclui que a religião é um instinto. O homem primitivo possuía uma crença religiosa (ainda que com outros discursos e personificações) e por uma série de fatores, se manteve até hoje. Mas, acredita ele: “Somos capazes de superar isso com a razão”.

Fonte: Revista Época

National Cathedral
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4 Comentários

  1. Miriam em 20/ Aug/ 2008

    Comentário de uma cética, mas brasileira…( portanto, QI mediano). Razão não é sinônimo de inteligência. É uma parte dela.

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  2. Alex.. em 2/ Oct/ 2008

    Também penso que o pensamento racional não é necessariamente atrelado à inteligencia, e não creio necessario ser mais inteligente para estar propenso à recusar os dogmas religiosos… basta uma educação baseada na lógica, pois o exercicio do raciocinio por si só já descarta qualquer dogma religioso. .. A crença está acima disso, e penso que deve ser meramente uma opção para “QI” mais elevados… enquanto para os que não compreendem o suficiente para desafir estes pensamentos, apenas os seguem… ..e se nem educaçao basica a maioria tem, nao consegue acompanhar um raciocinio lógico… e por conseguinte, religioso sempre será… … enfim…

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  3. cassius em 4/ Dec/ 2008

    Quando a questão do ateísmo, não tenho comentários. Todavia, é interessante discutir com a um cientista pode afirmar que povos, como: anglo-saxões que mataram, exploraram, escravizara e piratiraram outras raças e povos, conseguiram crescer de formas honestas.Por outro lado, ele não comentou sobre o auto indíce de suicidio, psicopatia e neuroses em geral, especialmente, na população anglo-saxônica. Por enquanto não são os afro-descendentes que vão ás escolas e universidades e matam pessoas sem motivos algum.
    Viva o teste de QI

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  4. José em 2/ Feb/ 2009

    @Cassius
    Seu comentário é totalmente vazio frente o estudo.
    Sua argumentação é ridícula, frases soltas, sem qualquer conexão com o texto e uma conclusão ridícula.
    Discuta a metodologia do estudo, a interpretação dos dados ou a validade do estudo com bases científicas, não chutes a esmo, isso seria honesto; o que você fez foi poluir o blog.

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