Olá você! Está meio parado por aqui, hã? Esta postagem é tanto um pedido de desculpas como um vislumbre do que eu espero oferecer-lhes. Quando ouvi a proposta dos Lablogatórios lembro de ter elogio na hora a proposta. Sempre fui fascinado por um ciência. Disse que adoraria fazer parte e sugeri que iria escrever um blog que iria falar de ficção-científica, sua relação com a ciência “real”, resenhas, etc. Sou um escritor de ficção científica (da soft, não da hard) logo nada mais natural. Mas ainda nem mesmo dei o ponta pé inicial nessa empreitada com propriedade.

Senta que lá vem a história…

Fui me sentar e criar um mapa do que eu queria fazer com este blog. Isso mesmo. Um mapa. Sempre os crio quando estou com algum projeto querendo ser concebido. Acho muito mais fácil ter um mapa quando se quer chegar a um lugar. Então logo notei que eu não me sentia plenamente preparado para a empreitada. Veja bem, eu nasci em 1986, tomei gosto pela leitura lá pelos 10, 11 anos (e já estamos em 1997). Comecei a ser um leitor de ficção científica entre 13 e 14 anos (e chegamos em 2000) e a ver os filmes de forma crítica bem mais tarde. E ainda assim quase que me limitando aos lançamentos. Vivo em uma cidade do interior, as locadoras possuem uma disponibilidade muito baixa de filmes antigos. E agora, na altura dos meus 22 anos não tinha assistido aos grandes clássicos e faltava um ou outro autor clássico do gênero para devorar.

Então estou em um processo de educação. Na última semana eu assisti: Alphaville (1965), Fahrenheit 451 (1966) , Invasion of the Body Snatchers (1956), Soylent Green (1973) Darkstar (1974), Dia Que A Terra Parou (1951), Guerra dos Mundos (1953), Dr. Strangelove (1964), Solaris (1972), Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e li 3 livros do gênero. Então, em breve, postagens e mais postagens. Postagens em cima de postagens. Pelo menos é o que eu espero.

Política de comentários

Embora no momento os comentários sejam literalmente uma “terra de ninguém”, há regras. Todo a política de comentário se resume no que segue: “Aquelas pessoas do outro lado da internet é um ser humano. Trate-os como tal e eles estarão propensos a fazer o mesmo. Qualquer um que quebrar esta regra sendo ofensivo, atacando pessoas e não idéia, postando links maliciosos ou spam terá o status de ser humano revogado e o comentário deletado”.

Quem sou eu?

Se nem a fenomenologia me ajuda a responder precisamente tal pergunta o máximo que posso fazer é soltar informações aleatórias que possam fazer sentido às pessoas: Eu não acredito no deus cristão. Eu acredito em cultura livre. Eu escrevi um livro chamado EQM que você pode baixar de graça. Eu sou tímido. Eu escrevo o blog 1001 Gatos de Schrödinger. 3 livros: “O Fim da Infância”, de Clarke, “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Saramago, “Dance Dance Dance”, de Haruki Murakami. Sou tímido. Ainda vou terminar a faculdade de filosofia. E os perspicazes e luminosos adjetivos são cortesia da casa.

Acho que é isso. Sentia a necessidade de explicar o aparente estado hibernante deste blog e me apresentar a todos, afinal, a pessoa do outro lado da internet é ser humano. Que tal fazerem o mesmo? Vamos lá, como o velho filósofo uma vez disse, just do it.

Ocorrido há mais de 100 anos, em 30 de Junho de 1908 às 7h15 da manhã, evento ainda é uma incógnita para a ciência. Tunguska é um rio na região da Sibéria Central onde, às 7h15 da manhã de 30 de junho de 1908, houve uma gigantesca explosão após uma bola de fogo ser vista atravessando o céu. Não foram encontrados vestígios de meteorito, mas uma onda de impacto devastou toda a região do lago Baikal, afetando em menor grau todo o norte da Europa. Este evento recebeu o nome desta região, evento de Tunguska.

O que exatamente foi isso

Ao cruzar o céu e em seguida tocar o horizonte (segundo testemunhas), uma bola de fogo gerou uma enorme explosão caindo próximo à bacia do Rio Tunguska, uma região remota e praticamente desabitada. Foram destruídos aproximadamente 2000 quilômetros quadrados de florestas em redor do local do suposto impacto devastando cerca de 50000 árvores.

Segundo consta o impacto fora tão violento que liberou uma energia 1000 vezes superior à explosão da bomba de Hiroshima, o estrondo foi ouvido a 800km de distância e há relatos de pessoas que estavam a mais de 60km do local disseram que sentiram uma forte onda de calor. Durante dois dias em Londres, a cerca de dez mil quilômetros de distância do evento, se podia ler jornal à noite graças à luminosidade remanescente, enquanto a finíssima poeira dispersava-se na atmosfera terrestre se aproximando de regiões cada vez mais distantes.

Tunguska
Creative Commons License photo credit: Bicholoco

Possíveis Explicações

O evento ocorrido em Tunguska, segundo alguns físicos nucleares, pode ter sido algum fragmento de antimatéria destruído em energia ao se deslocar na atmosfera Terra lançando raios gama. O que contradiz esta teoria é a ausência de radioatividade residual em quantidade significativa.

Alguns físicos postulam a passagem de um minúsculo buraco negro pela Terra, porém não existem registros de ondas de choque provenientes do Atlântico Norte. Pode-se dizer que existe uma unaminidade no evento: “a gigantesca explosão seguida de uma monumental onda de choque e incêndio na floresta.”

Os cometas são formados principalmente de gelo de metano (CH4), gelo de amônia (NH3), e gelo de água (H2O). Entrando na atmosfera da Terra com uma velocidade de 31 km por segundo, um objeto deste produzirá uma enorme bola de fogo que irradiará muita luz e energia, causará uma onda de vento de grande intensidade e temperatura que queimará instantaneamente árvores e o que estiver em seu caminho.

No caso de Tunguska o cometa desintegrado-se a 6km de altitude pela atmosfera terrestre explicaria a presença de pequenas esferas de silício espalhadas pela região e assim a ausência de cratera além de, segundo alguns, o achamento de micro-diamantes

Estes diamantes são formados pela enorme pressão e temperatura no momento de reentrada e no impacto com a superfície. A matéria prima é o carbono do metano do próprio cometa que se aquece rapidamente e não se dispersa, ao contrário do hidrogênio. Foram estes minúsculos diamantes que Emlen V. Sobotovich encontrou na região do suposto impacto cometário. Estudiosos têm encontrado freqüentemente micro-diamantes em regiões impactadas por meteoritos que provavelmente se formaram em interiores cometários e sobreviveram à entrada na atmosfera. Também não existem vestígios de cratera de impacto na região.

Porém há outros pesquisadores que acreditam que o mais provável seja que a área tenha sido atingida por consecutivos impactos de asteróides. Outra teoria de um cometa, sustentada por cientistas russos, é que a explosão tenha sido causada por um violento choque de um cometa gasoso.

Mas ainda hoje o fenômenos permanece sem explicação. Parece apenas mais uma curiosidade senão fosse o fato de que, como não soubemos o que aconteceu, sempre existe a chance de algo assim se repetir porém em uma região superpolosa como Tokio, Nova York ou São Paulo!

Para saber mais

A Russian Mystery
Creative Commons License photo credit: jgarber

É impressionante. Lovercraftiano, como notou alguém. Sachiko Kodama é uma física que se tornou artista cuja intimidade com as leis do magnestismo a levaram a criar arte de imãs e óleos misturados a partículas magnéticas. Como os imãs interagem com a água magnetizada, ela pode criar impessionantes e estranhas formas com o óleo que se alteram e fluem aparentemente sem ligar para a gravidade. Veja essas bizarras violações das leis da natureza:

Uma de suas esculturas será exibida no Jardim Botânico de Atlanta no fim de Outubro. De acordo com o SculptureSite Gallery, que ajudou na curadoria da exibição:

Empregando eletromagnetos e partículas microfinas magneticamente carregadas suspensas no óleo posto em movimento através de um controlador computadorizado, Kodama, que é professora na Tokyo’s University of Electro-Communications, explora um território totalmente novo onde o líquido preto sedutor parece se tornar em grupos de espinhos sólidos impecavelmente organizados ao redor de um cone espiralado, apenas para se dissolver abruptamente naquele líquido uma vez mais.

Já fica aqui minha sugestão caso o Rio de Janeiro seja sede de uma olímpiada: Usar litros e litros e usar isso na abertura bem depois da apresentação em conjunto de diversas escolas de samba (que aposto um braço vão participar, afinal é um dos nossos principais produtos). De qualquer forma, foi um chinês que disse que imagens valem mais do que mil palavras, fiquem com mais uma e ainda um vídeo, que como só é 24 imagens por segundo devem valer em torno de 25.000 palavras:

E o vídeo:



Link para o vídeo

Fonte: io9

É o que afirma Richard Lynn, professor emérito e chefe do Departamento de Psicologia da Universidade do Ulster na Irlanda do Norte. Ph.D. pela Universidade de Cambridge, é um dos maiores especialistas  em estudos de inteligência em raças e gêneros.

Graças ao seu campo “minado” de estudos, ele provoca com suas descobertas os mais variados ataques, mas ele entende muito bem qual é a sua posição. “Faz parte do ofício de um cientista revelar o que as pessoas não estão prontas para receber”, afirma. O que nos leva diretamente a Bertrand Shaw quando este afirma que as grandes verdades começam como grandes blasfêmias. E Richard Lynn nos apresenta uma, e uma das grandes: Os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior. Se a pessoa tem uma educação melhor, ela possui acesso a teorias alternativas da criação do mundo. Por isso, um Q.I. alto leva à falta de religiosidade. O estudo publicado reune dados de diversas pesquisas (o que se chama de “meta-pesquisa”, o que lhe confere maior peso e credibilidade pois não parte de uma única fonte) e é o mais completo sobre o assunto.

A média da população dos Estados Unidos, por exemplo, tem Q.I. 98, alto para o padrão mundial, e mesmo assim, 90% da população acredita em uma divindade. Essa exceção porém é explicada por Lynn devido ao grande fluxo de imigrantes de países católicos, como o México, que ajuda a manter índices altos de religiosidade na população. Tiradas as ondas migratórias, o país teria um índice muito maior de ateus, parecido com os encontrados na Inglaterra (41,55%) e Alemanha (42%).

Cuba é outro país que à primeira vista seria uma exceção, pois, baseado em sua porcentagm de ateus (40%), o Q.I. da população (85) deveria ser maior que o americano. No entanto, houve muita propaganda contra a crença religiosa. Lá em Cuba não teria se chegado ao ateísmo pela inteligência. A população não chegou a se atéia pois questionou a religião. Foi uma imposição governamental.

O Brasil segue a lógica descrita pela pesquisa de Lynn: Possui um porcentual muito baixo de ateus (1%) e Q.I. mediano (87). É um país miscigenado e sofreu forte influência do catolicismo de Portugal e das crenças vindas com os negros da África.

Lynn conclui que a religião é um instinto. O homem primitivo possuía uma crença religiosa (ainda que com outros discursos e personificações) e por uma série de fatores, se manteve até hoje. Mas, acredita ele: “Somos capazes de superar isso com a razão”.

Fonte: Revista Época

National Cathedral
Creative Commons License photo credit: D3 San Francisco