Não brigue comigo se você for personal trainer, mas é um fato. Pelo menos um trabalho que concluiu ao comparar duas populações: 172 afrodescendentes de Chicago, e outras 149 do interior da Nigéria.
As mulheres americanas pesaram em média 86,5 quilos, e as nigerianas 57,5. Imagina-se que as magrinhas nigerianas devam, entre outras coisas, ter um maior gasto energético por atividade física que as rechonchudas americanas.
Errado.
As nigerianas gastam 800 calorias por dia em esforço físico, enquanto que as americanas gastam 760. Um pouco menos, mas não chega a ser estatisticamente diferente.
Assim, a balança parece pender mais para a alimentação do que para o exercício. Afinal, a dieta das nigerianas é rica em fibras e carboidratos, com pouca gordura. A das americanas é constituída de 40 a 45% de gordura, e quase tudo comida industrializada.
E fico sabendo disso logo agora que já fiz minha promessa de ano novo para começar uma academia!
Mas vamos tentar ser fortes e manter a promessa. Afinal, se não é tão importante para manter o peso (ainda sim é um fator que conta), o exercício regular ainda é necessário para fortalecer ossos, manter a pressão sanguinea, melhorar níveis de colesterol, reduzir risco de doenças cardiovasculares, diabetes, câncer de mama, entre outros.
Bônus: Aqui vai um desenho fôfo pra quem está cansado das tradicionais “pirâmides”. Um arcoiris alimentar!

Depois das dicas para melhorar desempenho cognitivo, do leite materno e do chá verde, uma nova informação interessante neste campo: Omega-3 deixa meninas mais espertinhas.
Segundo notícia da Science, numa mega-pesquisa sobre nutrição e saúde feita nos EUA, com 4000 garotos e garotas entre 6 e 16 anos, os pesquisadores perceberam que meninas com mesma idade, classe social, etnia e resultados em testes de sangue equivalentes, mas que consumiam mais Omega-3, obtinham melhores resultados em testes cognitivos, inclusive de QI. Em meninos também ocorre um aumento, mas num nível duas vezes menor.
Essa importância do Omega-3 não é nova. Outros estudos já descobriram que a falta desta substância está associada a aumento na agressividade, depressão, suicídio e transtorno bipolar. Isto porque os neurônios utilizam ácido-graxos (que formam as gorduras, como o Omega-3) para formar seus axônios.
Mas agora pasme! O Omega-3 se concentra mais na gordura que se localiza no quadril, e o Omega-6 na cintura. Percebeu-se que mulheres com mais quadril e menos cintura têm melhor desempenho em testes cognitivos, assim como os seus filhos.
Um outro estudo mostrou que os homens preferem as mulheres com mais quadril que cintura ( o teste era simples, mostrando para homens siluetas de mulher com diferentes tamanhos de cinturas e quadris), numa proporção quadril x cintura de 0,7. Comparando esta relação cintura x quadril preferida pelos homens, o estudo, usando dados de clínicas de fertilização, constatou que as mulheres com esta relação 0,7 de medidas eram as mais férteis. Ou seja, corpo de violão é sinal de fertilidade, e os homens que preferem este tipo de mulher teriam maior sucesso reprodutivo, e seria por isso que esta relação 0,7 lota as capas de playboys e concursos de beleza.

Chegamos assim a uma conclusão esdrúxula: as mulheres capas de Playboy, misses e dançarinas de palco do Faustão, seriam as mais inteligentes dentre as mulheres!
Concordemos que isto foge do senso comum. Talvez porque o Omega-3 só é responsável por determinar 1% da diferença de inteligência. Fatores genéticos e educação influenciam muito mais.
Mesmo assim não podemos duvidar da inteligência destas mulheres-melancia, pois se formos ver quem ganha mais, uma capa de Playboy ou uma aluna de pós-graduação, talvez percebamos a “genialidade” que reside nos corpinhos de violão.

Você já se perguntou o que raios é gordura trans? Talvez tão importante quanto isto seja a pergunta: podemos confiar nos alimentos com os dizeres “0% Trans”? Pasme. A resposta para esta última pergunta parece ser NÃO! Já explico…
Primeiro o que é gordura trans. Não vou re-escrever aqui o que está tão didático e sucinto no site da todo-poderosa ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Lá você acha o que é a gordura trans (está curtinho, vale a pena. Leia e volte para esta postagem!). Aqui vai também um videozinho do Mcdonalds (sim, ele mesmo), que explica a mesma coisa do texto da ANVISA e o porquê de se ter usado gorduras trans na indústria até hoje. Mas não é merchandising meu. O vídeo é bem feitinho, só tem aquela puxada de sardinha básica, mas você, leitor crítico, sabe bem perceber esse tipo de interesses.
Até aí ok, mas percebam que não há níveis seguros de gordura trans. E se nem no vídeo institucional do Mac eles falam que as batatas deixam de ter trans (elas apenas tem menos desta gordura), qual o segredo dos produtos serem ZERO TRANS? Ora, tudo uma questão de lingüística, meu caro. Novamente aqui, recorrerei à ANVISA, que é quem decide o que deve estar no rótulo ou não. Esta pergunta é do FAQ da ANVISA:
Pode ser utilizado o claim (alegação) “livre de gorduras trans” nos rótulos dos alimentos?Sim, desde que o alimento pronto para consumo atenda às seguintes condições: - máximo de 0,2g de gorduras trans por porção; e - máximo de 2g de gorduras saturadas por porção. Os termos permitidos para fazer este claim são: “não contém…”, “livre…”, “zero…”, “sem…”, “isento de…” ou outros termos permitidos para o atributo “Não contém” da Portaria SVS nº 27/98. Não podem ser utilizados outros atributos para gordura trans.
Hum, ok. Então se o produto tiver menos de 0,2g por porção posso pôr “0% Trans” na embalagem. E quem define quanto é uma porção? A ANVISA de novo, menos para os produtos de “consumo ocasional”, como sorvetes, balas pirulitos, e imagino que salgadinhos e bolachas também entrem nessa categoria. Portanto, quem produz esse tipo de alimento é quem decide quanto é uma porção.
Notaram o estratagema? Explico. Um pacote de batata frita “0% TRANS” tem 150g, mas a porção indicada na embalagem é 15g. QUEM COME SÓ 15g DE BATATA FRITA?! Só eu, que não sou guloso, como dois pacotes de 150g inteiros!!! Mas 15g é provavelmente a porção limite que contém 0,2g de gordura trans permitidas por lei em cada porção. Se for isso mesmo, o pacote inteiro de batata teria pouco menos de 2g de gordura trans, que é o limite máximo que a ANVISA indica por dia numa dieta saudável.
É isso ae, 0% TRANS, 100% malandragem.
P.S.: Algumas coisas hilárias sobre o filme do Mcdonalds:
O cientista genérico do McDonalds - Percebeu que em dado momento o locutor apresenta “o nosso cientista”? Que seria quem mesmo? Não tem nome não?
Dê-me os dados! - Aparece um gráfico com o nível de gordura da batata caindo vertiginosamente. Desculpe a chatice, mas qualquer cientista (ou pessoa atenta) perguntaria: Caiu de “um montão” para “um pouquinho”? E os números?



