Resumão Deu na Nature: painéis solares são feitos mais rápido do que podem ser vendidos.
E isso não é bom, porque as indústrias estão reduzindo a produção, fechando fábricas, e demitindo funcionários.
A empresa americana OptiSolar, que iria construir a maior planta de energia fotovoltaica do mundo, que produziria 550 megawatt teve sua construção adiada por falta de investidores.
Incentivos legais, fiscais e o pacote de ajuda à economia americana parecem que não vão conseguir ajudar diretamente o setor. Quem mais sofre são as empresas maiores, sendo que as menores no setor não prevêem problemas.
Mas com tanto hype na procura de alternativas energéticas, tendo a energia solar como uma das favoritas nos discursos ambientalistas, o que esta queda quer dizer?
Segundo o diretor do Instituto para Análise da Energia Solar da Universidade George Washington em Washington capital, o negócio solar tem crescido 40-50% por dez anos, e o que se está vendo é uma queda nessa aceleração.
Na Europa esta queda já era esperada, resultado de quatro anos de grande quantidade de subsídios que encorajaram muitos empreendedores, culminando na saturação do mercado. Sobram ofertas, falta demanda.
Mas a energia solar é uma possibilidade real? Pelo menos o mercado e os governos ainda parecem não saber como lidar com este possível elefante-branco.
E com relação à construção dos painéis solares? Já ouvi dizer que não são as coisas mais amigáveis ao ambiente. O leitor tem alguma informação quanto a isto?
Olhem este origami de estrela dourado. Na verdade é uma micromáquina do tamanho de um grão de areia que pode ser controlada sem fio. É só esquentar a 40 graus que a estrela mostra a que veio e se fecha, agarrando o que estiver no seu caminho. Para direcioná-la basta usar um bastão magnético por cima da pele. Click aqui para ver o videozinho bacana.
Desde o filme Viagem Insólita, isto não me sai da cabeça. E da cabeça do mundo, diga-se de passagem. Afinal a idéia de poder intervir em doenças com uma precisão “mais-que-cirúrgica” é um sonho da medicina. E digo precisão “mais-que-cirúrgica” porque uma cirurgia não é algo que se possa chamar de exata. Grandes incisões, risco de infecção e aquela sujeira toda.
Claro que hoje em dia a coisa está avançada. Pequenas incisões para introdução de cateteres com câmeras de vídeo e minibisturis fazem um serviço bem mais limpo. Ainda sim as pequenas máquinas seriam um avanço tremendo, já que elas podem ser injetadas por uma agulha de seringa comum ou até mesmo engolidas!
São baratas, fáceis de serem produzidas.
Essas são as boas notícias. A má notícia é que essa tecnologia vai demorar pelo menos uns 10 a 15 anos para realmente vingar.
Dica do Carlos Hotta
links:
Nat Geo NEWS: Dust-Size “Crabs” Grab Living Cells in Lab Video
Impressionante como o nome NASA por si só virou uma marca comercial. Na verdade parece mais um selo de qualidade.
Claro que muita coisa util foi desenvolvida por esta agência, justamente porque explorar o espaço não é algo trivial. É muita pesquisa de ponta no lance, para enfrentar as condições extremas do espaço. Por isso, muitos materiais, softwares, processos e miniaturizações fazem com que a NASA justifique sua existência, além, claro, da pura curiosidade pelo espaço.
Mas algumas coisas me irritam um pouco. Como o travesseiro “desenvolvido pela NASA” , ou “com tecnologia da NASA”, que não deforma nem que um elefante sente nele. O indivíduo que compra faz questão de enfatizar que foi feito com “tecnologia da NASA”.
E como isto existem várias outras coisas como canetas, cooler, relógios, fogão e até um consolo masculino. Sim, um CONSOLO MASCULINO! Que foi desenvolvido e testado por um engenheiro - adivinhem de onde - da NASA.
Criei até um modesto bordão para o produto: Essa é a tecnologia da NASA que vai fazer você ver estrelas!
Desnecessário, concorda?
(Dica do Abacaxi)
O animal que recebe um nome e é tratado com “um toque mais pessoal” pode aumentar a produção em até 285 litros por ano.
“Nossos dados sugerem que, no total, os fazendeiros que produzem leite no Reino Unido consideram suas vacas seres inteligentes, capazes de viverem uma gama de emoções.” “Dar mais importância a conhecer os animais individualmente e chamá-los pelo nome pode, sem custo adicional ao fazendeiro, levar a um aumento significativo na produção de leite”, afirmou Douglas.
Ok, os fazendeiros amam suas vaquinhas que são seu ganha-pão, e realmente não deixam de ter personalidade, óbvio.
Mas o estudo só perguntou se o fazendeiro dá ou não nome às suas vacas? Não analisou mais nada?
Imagino que o fato de dar nomes tenha relação com o maior conhecimento do rebanho por seu dono, não?
Me parece a velha confusão de correlação versus causa-efeito. Vacas com nomes correlacionam com maior produtividade, mas não quer dizer que o nome é que causa a maior produtividade. Neste caso, me parece mais lógico que a causa da maior produtividade seja a intimidade do fazendeiro com o gado, o que acaba trazendo uma relação de convívio em que os fazendeiros acabam batizando suas colegas de trabalho.

Não é o fato de simplesmente ter um nome, ou um tratamento com um toque pessoal, que aumenta a produção de uma vaca, como muitos interpretaram da reportagem. Mas sim a maior intimidade do dono com as condições do gado, sua saúde, higiene e bem-estar. Estar em contato com o gado e perceber rapidamente uma doença, por exemplo, aumentará a produção deste fazendeiro.
Provavelmente os proprietários que não dão nomes aos bois não tenham um contato direto e por isso fiquem menos atentos às condições gerais de saúde dos animais não-humanos em questão.
Parece que esta pesquisa só reforça o que já dizia minha vó: é o olho do dono que engorda o boi.
Olha só, acho que o campus party foi demais pra mim. Por isso saio de Férias!
Quantos dias? 3, quarta já estou de volta… blarg.
Ahhh, nada como o cheiro de silício pela manhã!
O calor dos processadores, o barulho dos coolers e aquele bando de homens!
É… o meu inferno se parece bem com isso. E isso é a CampusParty, o maior encontro de internet do Brasil.

Pra que serve? Bom, muita gente vai pra usar a internet de 10 Gb. Serve também de pauta para todos os meios de comunicação (procure por aí e veja). Afinal passaram por lá Gilberto Gil, o criador da web Tim Berners-Lee, o governador Serra, o prefeito Kassab e as coelhinhas da Playboy (foto ao lado).
Mas por que este biólogo que vos escreve estaria participando? Por dois motivos (além das coelhinhas, claro):
1- Fui convidado para uma mesa-redonda na Quinta-feira, 22/01, 21h-23h, junto com o Igor, e um dia antes o Atila também se apresenta (sinta-se convidado);
2- Precisamos fazer amigos para continuar com este blog sério em meio ao mar de entretenimento inútil que é a internet.
Além disso, muitas palestras interessantes neste primeiro dia. Duas em especial:
A influência das mídias sociais nas publicações
Com gente de peso na mesa, Silvia Bassi (IDG), Sandra Carvalho (Editora Abril), Marco Chiaretti (Grupo Estado), Marcelo Gomes (Meio & Mensagem), falou-se sobre a interação da mídia tradicional com a internet.
Eu tive que perguntar. “Porque os grandes portais de notícias ainda não põem os links das fontes e porque há tanta notícia repetida de grandes agências traduzidas de forma tão displicente muitas vezes errada?”
A mesa respondeu que o jornalismo está numa fase de transição, e que apesar de mudar, realmente não pode esquecer os princípios do jornalismo tradicional. Desde a ética até o uso correto do português.
Os temas da blogsfera brasileira
Alex Primo é um comunicólogo especializado em cibercultura e educação, e estava a falar de sua pesquisa recente sobre blogs. Ele pegou os 50 blogs com maior autoridade no Brasil e tirou alguns dados. Me chamou atenção quando ele falou dos temas mais recorrentes nos posts destes blogs. Segue aqui a tabela de temas e o link para o blog do Alex (com mais análises imprescindíveis pra quem quer entender a blogsfera nacional):
Perceberam? NÃO?! CADÊ A CIÊNCIA AE?!?!?!?
Ela apareceu em 0,33%.
E agora? Nós do Lablogatórios ficamos tristes, porque ninguém quer saber de ciência, ou ficamos alegres por existir um nicho totalmente inexplorado pelos blogs nacionais?
E amanhã tem mais Campus Party. Claro, depois de uma muito produtiva manhã toda no laboratório, eu prometo chefe!
Notícia de Henry Fountain Do ‘New York Times’ pelo G1:
Se você, por acaso, esteve no estado americano de Utah alguns anos atrás e percebeu roedores de aparência estranha correndo através do deserto, seus olhos não estavam lhe enganando. Eles estavam cobertos de talco fluorescente, em nome da ciência.
Christine A. Clay, M. Denise Dearing e colegas, da Universidade de Utah, libertaram cinco roedores selvagens por noite, cada um com uma cor diferente, e então capturavam outros espécimes (da espécie peromyscus) ao longo de um local de estudo de seis acres no dia seguinte. Os animais cobertos de talco que lutavam ou acasalavam deixavam um pouco de sua cor em outros roedores. Desta forma, assim, com uma luz negra direcionada ao roedor capturado, os pesquisadores podiam dizer se um rato com talco havia tido contato com ele.
Os peromyscus carregam um vírus chamado Sin Nombre, que causa em humanos a síndrome pulmonar por hantavírus, uma infecção nos pulmões potencialmente fatal. As pessoas contraem o vírus apenas estando próximas dos roedores, mas os animais o transmitem através do contato direto.
Caramba, onde acho esse talco?! Pense nas possibilidades para uma festa à fantasia!!!
Ok, pode parecer idiota. E é idiota, mas existe uma balança que mede seu peso quando sentado na privada!
VI no Gizmodo, dica do Abacaxi.
Mesmo isto me parecendo idiota, um lado de pesquisador maluco apitou no meu cérebro. Deve servir pra alguma coisa. Claro que o óbvio é saber seu peso real sem aquela carga a mais, se é que você me entende. Nada que não fosse possível simplesmente se pesando depois de usar o banheiro em uma balança comum.
Medindo antes e depois podemos saber exatamente o quanto de fezes ou urina produzimos. Talvez este dado seja importante para alguém. Sei lá, endocrinologistas, nutricionistas, ou mesmo para nós sabermos nossa produção média e perceber, quando houver uma mudança nesta produção, se algo está errado conosco.
Isso não é coisa do outro mundo. Quem já viu um programa da TV a cabo, não me lembro do canal, mas se chama “Você é o que você come”. Lá a apresentadora, que é uma especialista em nutrição, analisa a dieta e o como esta dieta é processada pelo organismo do indivíduo. Como faz isso? Olhando e cheirando as fezes da tal pessoa. Afinal é o maior indicador de como está a digestão de alguém.Faz sentido.
Também em zoologia as fezes tem um papel importante. Muito do que se sabe de animais ariscos, que fogem do contato humano, foi descoberto analisando as fezes destes animais. Afinal, as fezes não fogem quando encontram com uma pessoa no mato. Podemos saber o que o animal comeu, se estava doente, quantos deles vivem em uma região, e muito mais. (Eu chamava meus amigos que trabalhavam com isto de “biólogos de merda”)
Experimento com a balança-privada
Na verdade este post só reflete a incrível capacidade dos pesquisadores (no caso eu) de querer tirar dados experimentais de tudo!
Ok, ainda não achei nenhuma utilidade realmente interessante para a tal balança de privada. Mas se você tiver uma boa idéia de experimento com este magnífico aparelho, escreva um comentário contando sua idéia.
Não vamos desperdiçar este produto do engenho humano!
Quem não queria ter o carro do De Volta Para o Futuro?
Vários motivos:
1- Viajar no tempo. Quem não quer? (se eu tivesse feito engenharia ao invéz de biologia minha vida seria bem diferente, pelo menos com mais dinheiro)
2- o carro é estilo com aquela porta vertical
3- a versão voadora dispensa comentários
4- esta versão voadora também tem o Mr. Fusion
O Mr. Fusion era um aparelinho que usava lixo pra mover o carro. Sonho de qualquer ativista do Greenpeace.
E não é que um cara fez isso?! Olha só:
Vi no Gizmodo Brasil. E lá tem um videozinho explicativo. (valeu Abacaxi!)
Claro que exagerei quando disse que é o sonho de qualquer ativista ambiental, porque a queima de gás gera carbono na atmosfera.
Mas CO2 é bem menos pior para o clima do que o metano. Por isso queimar o metano da biomassa é melhor que deixá-la decompondo e liberando a gás no ambiente.
Tanto que no começo desta história de vender créditos de carbono, muita gente ganhou dinheiro com projetos de lixões com queima do metano gerado. Coisa que já se faz a muito tempo. Mas só a troca de metano por CO2 já valia alguns créditos de carbono. Dinheiro fácil esse.
Pergunta: Alguém sabe se queimar a biomassa direto é melhor ou pior do que esperar e queimar o metano de sua decomposição?
Duas buscas no Google produzem a mesma quantidade de gases do efeito estufa que ferver água em uma chaleira elétrica, segundo um acadêmico da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
A conclusão faz parte de um estudo do físico americano Alex Wissner-Gross,que realizou pesquisas sobre o impacto ambiental do uso do Google.
Hum, e isso é muito? O problema é que é muita gente usando. Na mesma reportagem dizem que outro estudo mostrou que o todo setor de tecnologia da informação gera tanto CO2 quanto todas as empresas aéreas juntas! Agora pareceu muito.
Usar o google e outros serviços tem um gasto energético que muitas vezes a gente ignora. Só porque o serviço é virtual não quer dizer que não exista gasto de energia.
Mas como era a vida sem o google? Quantas árvores não seriam derrubadas para que tivessemos em casa enciclopédias, listas telefônicas, mapas, e sei lá mais o que o Google faz pela gente. Será que pondo isto tudo no cálculo não estaríamos na verdade economizando energia?
Não é porque simpatizo com o Google que eu ache que ele é um santo. A pesquisa mostrou também que o Google acaba usando mais bancos de dados, e por isso mais energia, só para ser mais rápido que seus concorrentes.
Atualização: texto muito bom do Cardoso no Meiobit
















