Senhores, estou num período bem complicado aqui, ficaremos num ritmo menor de atualizações até dia 10 de dezembro.

Por mais estranho que seja, o que vou discutir sobre os gatos tem um bom fundamento científico. E não, ninguém ficou arremessando gatinhos pela janela para calcular o estrago, simplesmente se valeram de registros veterinários de atendimentos em emergências.

Baseados nos registros de quedas, vemos algo muito curioso. A regra “quanto mais alto, pior” não é verdade. Aliás, o gato que caiu da maior altura sobreviveu a uma queda de 32 andares no concreto, noventa metros de queda livre, passou dois dias em acompanhamento e saiu com um dente lascado. Vou parar de enrolar e colocar o gráfico de machucados por número do andar para vocês entenderem - e perceberem que o Diogo acertou em cheio! Read the rest of this entry »

Isso mesmo, a temporária falta de posts neste blog tem um bom motivo! Estive desenhando e montando modelos de papel de três cientistas de primeira linha.

Na ordem, Albert Einstein, Carl Sagan e Charles Darwin. Einstein e Darwin são conhecidíssimos, e Sagan também deveria ser. Se você não conhece ele, corra já para alugar e assistir toda a série “Cosmos”, o filme “Contato”, os livros “Pálido Ponto Azul” e o essencial “O Mundo Assombrado pelos Demônios - A Ciência vista como uma vela no escuro” para começar, depois volte aqui, imprima e monte o papercraft dele.

Recomendo muito o uso de papel grosso para imprimir, quanto maior a gramatura, melhor. Até hoje o melhor que encontrei é o papel cartolina, com 180g. Use o estilete nos cortes internos, e tente cortar o mais próximo possível da parte de dentro para facilitar o encaixe. Não é necessário nem cola nem fita adesiva, mas gotinhas espalhadas de cola branca são uma ótima idéia para deixá-lo mais firme.

Para baixar o pdf deles é só clicar no nome ali em cima ou nestes: Albert Einstein, Carl Sagan e Charles Darwin. Para ver como são as imagens para montar, uma versão reduzida está aqui.

Se gostar da brincadeira e quiser mais alguns, recomendo olhar esse post aqui, são muitos modelos científicos. Também tem um vírus da dengue para montar aqui e um jogo Super-Trunfo de árvores aqui.

Não se preocupe. Sempre caímos em pé.

Não se preocupe. Sempre caímos em pé.

Demorou mas veio!No fim do dia, mas prometo que o enigma de hoje é bom.

No enigma de hoje uma pergunta cruel: Qual o pior andar de um prédio para um gato cair?

Não são válidos testes práticos para a resposta ;). Segunda de noite conto tudo.

Seguindo a linha de brinquedos cientificamente embasados que eu realmente gostaria de ter, a cadeia alimentar! Feitos pela FAO Schwarz, são feitos de pelúcia e têm um preço bem salgado, U$ 50.

Vi no Neatorama.

Adoro vídeos e imagens cientificamente relevantes e belas. E me dá muito orgulho saber que isso está sendo produzido aqui no Brasil também. Um companheiro de biologia meu e do Carlos, o Nelas produziu esse vídeo fantástico sobre o desenvolvimento da bolacha-do-mar Clypeaster subdepressus.

Aliás, mereceu inclusive um post no mega blog Pharyngula!


Vida de Bolacha from Bruno Vellutini on Vimeo.

Hoje o enigma vai ser diferente. Sexta-feira passada disseram até o gênero dos insetos que coloquei (o que é ótimo) e eu fiquei no chinelo. Então, hoje vou matar uma curiosidade minha eu vou fazer uma pergunta para a qual não sei a resposta. Juro, o enigma de hoje só tem resposta se vocês encontrarem :)

Quando nos machucamos com objetos que entram na pele, depois de algum tempo o corpo é capaz de se livrar dele. No Japão, sobreviventes das bombas atômicas freqüentemente soltavam cacos de vidro pela pele, anos após a atrocidade. Então eis a pergunta, motivada por um dente do sizo retirado recentemente:

“Como o corpo sabe onde é o lado de fora, para expulsar os corpos extranhos. Um pedaço de vidro por exemplo, pode ir mais para dentro do corpo, ao invés de ir para fora?”

Se você não sabe a respota e quer tentar outra pergunta, tem uma aqui. Ou quem sabe um paradoxo hoje?

[update] Fico com a explicação do Mallmal:

Se o objeto estiver alojado em tecidos de rápida replicação celular, que crescem a partir de uma região específica (como a pele), ele será simplesmente “carregado” pelas novas células que se originam da região de crescimento para a região de desgaste (a epiderme).
Ele simplesmente “segue o fluxo”.
A demora para expelir os objetos pode ser decorrente de ancoramento em regiões mais profundas, como a hipoderme, necessitando assim de um longo fluxo desse “rio celular” para conseguir movê-los até as camadas externas da epiderme.

Levando em conta a ressalva do Igor, que o objeto precisa estar alojado na pele…

Grande parte da ciência molecular feita hoje em dia ocorre dentro de tubinhos como esse -na foto ele está ampliado. Os mais famosos, tubos Eppendorf, são inclusive usados por traficantes para embalar cocaína. Como os reagentes costumam ser caros, tais tubos são uma maneira de economizar no volume da reação, de modo que conseguimos fazer experimentos com décimos de mililitros ou menos, deixando para trás os antigos tubos de ensaio de vidro.

Para manipular quantidades minúsculas de líquido - acreditem, realmente minúsculas - utilizamos um instrumento chamado pipeta, capaz de sugar líquidos em volumes determinados, utilizando uma peça de plástico chamada ponteira, que pode ser trocada evitando comtaminação com o reagente anterior.

Um artigo deste mês da revista Science reporta que muitos compostos utilizados na tanto na fabricação quanto na composição do plástico tanto das ponteiras quando dos tubinhos são capazes de interferir nos experimentos. Substâncias como os detergentes usados para remover bactérias contaminantes durante a produção - irônico isso, evita-se uma contaminação com outra - e compostos usados para melhorar a estabilidade e durabilidade do plástico são capazes de se dissolver em soluções aquosas e bloquear ou aumentar a atividade de proteínas utilizadas nos ensaios.

Atualmente, quase todos os experimentos são feitos nesses tubinhos, de forma que as implicações para laboratórios de ciências biológicas são bem sérias. Mais um dos dois milhões de fatores que podem interferir e arruinar o seu experimento - quem disse que fazer ciência é fácil?

Vi no Not Exactly Rocket Science.

Referência:

G. Reid McDonald et al., “Bioactive Contaminants Leach from Disposable Laboratory Plasticware,” Science 322, no. 5903 (November 7, 2008): 917, doi:10.1126/science.1162395.

Para os que acreditam que dinossauros foram extintos porque não cabiam na arca de Noé, o artista Stephen Geddes deu uma outra justificativa, em uma resposta bem humorada ao Museu Criacionista construido recentemente nos EUA. Entre as obras da exibição está a peça Arca Jurássica:

Vi no Bad Astronomer.

Adoro esse mundão sem fim que é a Internet! Coloquei essa figura no post sobre aposematismo e olha só o que o usuário dedo de um fórum fez:

© fmc.nikon.d40

Agora sim, ao invés de causar alucinações que te fazem parecer maior, ele dá uma vida!

Page 1 of 212»