verve

©estherase*

O COLOURlovers é um site que entre outras coisas extrai cores de imagens bem diferentes, mesclando cores com fotografias lindas, como estas sobre água. Impressionado com a escolha de um tema tão inusitado, e com as cores diferentes, separei a foto do meio de cultura aí de cima. Clique na imagem ou aqui para ver mais tons do mundo microscópico.

link da foto

Por favor, cliquem e divirtam-se.

E agora, mais um post sobre a diversidade de relações que podemos encontrar. Hoje, sobre o quão variável pode ser uma interação que parecia óbvia:

A convivência com inquilinos não é privilégio de humanos. Diversos seres vivos convivem intimamente com outros, num processo chamado de simbiose (vida conjunta). Essa simbiose pode ter várias consequências, que vão do parasitismo, onde um se beneficia e prejudica o outro, ao mutualismo, onde ambos se beneficiam a ponto de dependerem um do outro. Uma associação famosa, e bem ressaltada em tempos de aquecimento global, é a que acontece entre corais e dinoflagelados.

Os corais são formados por animais cnidários, parentes das águas-vivas, e formam um esqueleto externo de calcário, geralmente branco. O acúmulo de esqueletos antigos, uns sobre os outros é o que faz com que o coral cresça. O que dá a cor ao coral é o próprio animal, por isso quando ele morre o coral sofre o processo de branqueamento que tanto preocupa ambientalistas.

Para se alimentar, além da filtragem de partículas da água, os corais fazem associação com dinoflagelados, organismos unicelulares fotossintetizantes, que em troca de proteção e um ambiente favorável, fornecem parte dos açúcares sintetizados. Os dinoflagelados que participam da simbiose são sensíveis a variações de temperatura de alguns graus apenas, e podem morrer tanto em decorrência do aumento da temperatura da água quanto da obstrução da luz solar por poluentes. São eles os mais afetados pelo efeito antrópico (causado pelo ser humano). Continue lendo

Já ouviu falar do Mar Luminoso? Não? E de bioluminescência? Bioluminescência é a produção de luz por seres vivos, como o vaga-lume faz para atrair companhia. Vaga-lumes são a o contato mais comum com isso, mas se você tem sorte, já presenciou isso na praia. Trata-se na maioria das vezes de noctilucas, um grupo de organismos dinoflagelados -seres vivos unicelulares, responsáveis entre outras coisas pelas marés vermelhas.

Onda brilhante, mostrando a bioluminescência produzida por noctiluca

Onda brilhante, mostrando a bioluminescência produzida por noctiluca.

Os dinoflagelados produzem luz através de uma enzima chamada luciferase, um mecanismo diferente do dos vaga-lumes. Essa luz só é visível durante a noite, e é produzida em resposta ao contato, como na onda lá em cima, ou o barco em no vídeo que você vê clicando no continue lendo, o facho de luz que se forma com as marolas é fantástico. Mas não se compara com o fenômeno que você vê abaixo:

Mar luminoso registrado do espaço.

Mar luminoso registrado do espaço.

Mar luminoso é o nome que se dá para quando o mar brilha durante a noite, até durante dias, e por vastas extensões. continue lendo

Pois é, a vida toda você pensando que o Alien foi uma baita sacada, e hoje você descobre que, não só aquela saída dramática dele já existe -é só ver este vídeo - como aquela boquinha que se projeta também. Trata-se do tubarão duende, que consegue projetar a mandíbula bem mais do que o normal para tubarões.

Vi no Neatorama. Muita coisa boa por lá.

Disperse!

Disperse!

Vamos aos esclarecimentos: para quem entrou aqui depois de um tempo e estranhou a casa nova, para os que estranharam a falta de postagens na semana passada (e talvez na anterior), eis aqui o motivo! Durante essas últimas semanas eu e o Carlos estávamos ocupados com a construção do Lablogatórios, e com a migração dos novos blogs, inclusive o meu.

Antes de tudo, para quem frequentava o Rainha de Copas, porque raios o nome mudou? O nome do blog vem da tradução do nome de uma teoria evolutiva, a Red Queen Theory. A explicação está aqui. O nome vem da personagem Red Queen, do livro “Alice Através do Espelho”. Eu, em um deslize muito grande, eu busquei essa personagem no livro “Alice no País das Maravilhas”, e traduzi como Rainha de Copas, a personagem do livro, e não pensei mais no assunto.

Meses depois, com o blog já criado, Stephen Dedalus deixou o comentário que esclareceu tudo -muito obrigado inclusive. Fiquei naquela enorme dúvida de mudo ou não mudo o nome e finalmente aproveitei o Lablogatórios e fiz!

Depois de todo estress e trabalho, aqui estamos, Lablogatórios no ar e o prazer de ter os blogueiros que nós temos como vizinhos. Deixei meu depoimento de como tudo começou aqui, e a descrição do que é o Lablogatórios, feita com o Carlos aqui.

Aproveitem para conhecer nossos blogs, inclusive o Tubo de Ensaios, nosso blog com textos enviados por autores de fora do Lablogatórios.

Quanto ao Rainha Vermlha, aguardem mais surpresas, afinal temos uma designer de mão cheia.

Não posso deixar de agradecer quem ajudou a divulgar nossa realização:

Lucia Malla

Tigre de Muleta

Ceticismo Aberto

A Blog Around the Clock

Glúon

Organelas

Desertores da Escada

Penso

42.

Rastro de Carbono

Informação sempre foi um dos bens -se não o bem- mais importante para o ser humano, padre Carli que o diga. Somos uma das poucas espécies selecionadas pela capacidade de aprender novas informações, e acredite, isso custa muito caro.

Pagamos o preço da informação cada vez que vamos ao médico, deixamos o carro na oficina, contratamos um advogado ou frequentamos uma universidade. Paga-se pela informação que eles têm e nós não, e via de regra, quanto mais restrita e importante essa informação, mais caro.

De alguns anos para cá, por causa de uma coisa chamada Internet, essa desigualdade de informações diminui muito. Hoje em dia não faltam sites, fóruns e afins que explicam como se faz de tudo -comofas?, o Google é onipresente, e em breve onipotente. Qualquer comprador mais esperto pode dar uma procurada no produto de interesse, para ver desde especificações até depoimentos de usuários.

Há quanto tempo você não consulta uma enciclopédia Barsa? - cc umjanedoan

Há quanto tempo você não consulta uma enciclopédia Barsa? Cc - umjanedoan

Os blogs cada vez mais se posicionam nessa linha de frente. São dinâmicos, possuem muitas formas de apresentar o conteúdo, e o melhor de tudo: são acessíveis. Ao invés dos livros, revistas e até mesmo jornais, a informação não demora para chegar até você, e o autor está lá, à sua disposição -pelo menos os autores que valem a pena. Essa acessibilidade tem muitos desdobramentos, antes de tudo, o conteúdo depende plenamente do que você buscar, e muito mais facilmente do que outras formas de mídia, preenche quase todos os nichos de informação.

Pergunte a qualquer pessoa que more em uma cidade pequena, afastada da capital, qual a chance de conseguir revistas de conteúdo específico, livros, cds, quadrinhos e filmes. Muitas vezes é quase nula. E eu, que cresci andando em sebos no centro de São Paulo, sei o que é desfrutar da diversidade

Na internet, não existe esse tipo de barreira. Existem blogs sobre quase tudo, escritos por quem realmente entende e gosta do que fala, para todos gostos. E com isso, o leitor pode optar por qualquer relevância, desde o blog que comenta sobre um celular bonitinho, até o blog que trás informações muito mais completas. Está tudo aí, cabe a você escolher até onde ler, diferente do texto fechado e formatado da sua revista semanal.

Tenho o Lablogatórios como um marco nesse sentido. A ciência, sempre presente em nossa vida, é uma das informações mais valiosas. Valiosa porque trás consigo possibilidades tecnológicas absurdas, valiosa porque preenche a escuridão do desconhecido com idéias propostas, testadas e passíveis de refutação, o que as aproxima muito mais da verdade -e isso não quer dizer que atinja- do que outras formas de produção de conteúdo. Aqui, a informação é apresentada de diferentes formas e sob diferentes ópticas. Temos de cientistas (este que vos escreve) a curiosos, de geólogos a matemáticos, e o que une todos é a paixão por compartilhar.

Com muito orgulho, faço parte dessa iniciativa que visa traduzir o enorme conteúdo científico gerado atualmente para algo palatável a todos os públicos. Deixo aqui a explicação de como começamos isso tudo. Bem-vindos a um sonho realizado.

Em tempos de internet, você decide o quão ignorante quer permanecer.

Você tem idéia do que é ver o lançamento de um foguete? Todo mundo conhece aquela cena vista de baixo, ou da plataforma de lançamento. Mas o felizardo do filme estava dentro de uma avião quando filmou isso, e caramba, como ele sobe rápido!!

Vi no Gizmodo.

Dois minutos de uma música legal e cogumelos crescendo loucamente:

Mais um legal aqui.

Vi no Dark Roasted.

Um artigo recente me inspirou para o primeiro post no Rainha Vermelha (se você está lendo o feed, clique no título e visite a casa nova), por mais que já tenha saído em outros lugares. Vírus são ao mesmo tempo simples e complicados. Simples porque não possuem muita coisa além de proteínas, de vez em quando uma camada de lipídeos, chamada envelope e material genético bem variado -DNA, RNA, dupla fita, simples fita, e variações disso. Seu material genético costuma ser bem resumido, deixando várias funções de lado, que serão completadas pelo hospedeiro. Complicados porque essa simplicidade toda desafia o conceito de vida aceito por muita gente.

Pretendo escrever alguns textos que mostrem que por baixo dessa aparente simplicidade, existe uma riqueza de interações muito curiosas. Um dos fatores que contribuem para que os vírus não sejam considerados seres vivos, é o fato de que não possuem metabolismo, dependem exclusivamente de células para sua reprodução. Assim sendo, é de se esperar que vírus sejam os últimos parasitas naquela escala: O cão têm pulgas, suas pulgas têm bactérias, e suas bactérias têm vírus.

Pois bem, conheçam os Mimivírus:

Durante um surto de pneuminia, foi feito o isolamento de água do sistema de resfriamento de um prédio na Inglaterra para checagem de microorganismos (doenças muito sérias, como a Doença dos Legionários podem ser transmitidas por dutos de ar-condicionado por exemplo), e alguns cientistas isolaram uma bactéria, que ebora aparecesse no microscópio, escapou a todas tentativas de isolamento de seus genes de ribossomo. Depois de perceber uma relação entre ela e uma ameba de nome Acanthamoeba polyphaga, ficou claro que aquela bactéria era na verdade um vírus, e por isso não tinha ribossomo. Um vírus que aparecia em microscópios ópticos normais. Para dar uma noção, o limite teórico da resolução de um microscópio óptico é cerca de 200nm (nanômetros), ou 200 bilhonésimos de metro. A grande maioria dos vírus têm entre 80 e 150nm. O vírus isolado tinha 400nm, maior do que muitas bactérias. Devido ao tamanho e à coloração que confundiu os cientistas ele recebeu o nome de Mimivírus, derivado de mímico ou mimético.

Pode clicar que a coisa fica interessante

Page 1 of 212»