Jean-Claude Bradley relata como utiliza blogs, wikis, second life(!), lista de discussão e GoogleDocs para interagir com outros pesquisares.

Algo que achei interessante é que o grupo lista os erros cometidos. Esse tipo de comportamento dificilmente é encontrado em um artigo. Poucos cientistas têm segurança para relatar tranquilamente os erros cometidos em uma pesquisa, ou então existe o temor que um artigo repleto de relatos de erros não teria uma boa aceitação em um processo de revisão por pares.

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Observando a pesquisa de perto

O campeonato internacional Fórmula Zero é a primeira competição a empregar somente karts movidos a hidrogênio.

A tecnologia utilizada é de células a combustível, que utilizam o hidrogênio como combustível gerando eletricidade e água.
O Zero vem da idéia que a competição seria um incentivo para o desenvolvimento de tecnologias com zero emissão de carbono.
A competição contou com equipes da Bélgica, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda e Espanha.
A equipe holandesa, Greenchoice Forze, da universidade de Delft venceu a prova subindo ao pódio na ´posição zero´ (é, exageraram no marketing).
A competição foi criada pelos holandeses Godert van Hardenbroek e Eelco Rietveld, que conseguiram reconhecimento oficial da Federação Internacional de Automobilismo.

http://www.formulazero.nl/pagina/home/en

No Glúon eu já tinha comentado sobre um robô que consegue resolver o cubo de rubick (cubo mágico). Agora a NewScientist inseriu um vídeo no Youtube com a explicação mais detalhada de como a resolução robótica é feita.
Primeiro a máquina precisa registrar as posições das cores. Com as posições marcadas, existe um software que consegue resolver o desafio do cubo em 20 movimentos.
Essas táticas de solução do cubo são também treinados por quem compete em campeonatos de velocidade.

Homem versus máquina

Em uma série de vídeos disponíveis no Youtube, Dr. Albert A. Bartlett apresenta uma palestra intitulada “Aritmética, população e energia”.

Os argumentos são fortes, Bartlett demonstra muitos erros cometidos por leigos e pela imprensa no que diz respeito ao entendimento do crescimento exponencial.

Entre os diversos exemplos de escassez de recursos e do perigo do crescimento, ele cita um clássico Maltusiano. Com um crescimento de 1,3% ao ano, a população da Terra terá uma pessoa por metro quadrado de terra (seca) em apenas 780 anos. Nesse ritmo de crescimento em 2400 anos a humanidade terá a mesma massa da Terra!

O crescimento populacional terá que parar mais cedo ou mais tarde. Caso contrário os recursos esgotarão ainda mais rapidamente.

Parte 1

Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8 (última)

A parte 5 do vídeo não está carregando corretamente.

A moda é falar em ´crescimento desenvolvimento sustentável´, mas o crescimento também tem seu limite.

Ps: alguns (desavisados) falam em crescimento sustentável. Mas a moda mesmo é ´desenvolvimento sustentável´.
Roberto Takata, como de costume, fez interessantes comentários na Ciencialist.

Temos um problema. Vamos encontrar os culpados? :-)
A dificuldade em divulgar a ciência para leigos é maior a cada dia que passa. A população parece ter perdido o interesse em informações científicas.
Será que o interesse sempre foi baixo e só a percepção do problema é que melhorou?
O inventor Dean Kamen argumenta que a falta de interesse pela ciência é um fator cultural.
Segundo ele, não existe um incentivo entre leigos para que busquem a informação científica.


Como fazer com que leigos incentivem leigos para o gosto pela ciência?

Sempre tenho um receio em falar de assuntos ligados à reações explosivas. É um perigo alguém achar que é divertido e tentar reproduzir o experimento.
No vídeo abaixo temos o exemplo de uma demonstração de combustão do acetileno, a explosão foi muito forte, um claro exemplo de que com fogo não se brinca! :-)

Um vídeo de uma experiência bem planejada. Neste caso a explosão não é tão forte e a demonstração foi um sucesso.

Reação de combustão:
C2H2 + 5/2O2 —> 2CO2 + H2O


O Osame comentou sobre a criação de um novo portal de divulgação da ciência, que utiliza como foco os arquivos de áudio (podcast).
Fui conferir, e imediatamente encontrei um interessante estudo de Maria Emilia Yamamoto, pesquisadora da UFRN. O grupo estudou o comportamento moral de crianças, tentando entender como ocorre a cooperação, investigando pelo ponto de vista evolutivo se atitudes seriam direcionadas a um benefício comum, ou se revelariam egoísmo.

As crianças foram separadas em grupos pequenos ou grandes. Para ambos ofereciam três chocolates para cada criança. Cada criança tinha opção de ficar com o chocolate, ou doar para um fundo comum. Para cada chocolate doado, mais dois seriam acrescentados ao fundo, que depois seria dividido com a classe toda. Conhecendo as regras as crianças iam para trás de um biombo e decidiam a atitude que deveriam tomar.
O resultado observado foi quem em grupos menores, a generosidade foi maior, já em grupos grandes o egoísmo foi maior. Isso ocorre porque em grupos menores as pessoas percebem que podem ter um controle maior da situação da cooperação. Em grupos maiores, diminui a sensação de vantagem de cooperação, já que parece inexistir o controle.
A literatura científica já revela resultados semelhantes para grupos de adultos.
Esse estudo é muito interessante, pois revela de forma clara e direta a interessante dinâmica da teoria dos jogos.
Para quem gostou do assunto, indico o livro ´Glorioso Acidente´ que trata, entre outros temas, deste tipo de situação de cooperação e egoísmo.

Podcast do estudo
http://www.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/projetos/toque/arquivos/audio/Emilia%20Yamamoto.mp3

Texto adaptado do site
http://www.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/projetos/toque/podcasts.php?c=6

Imagem Flickr-RIPizzo