
Acabei de voltar do VI Encontro Anual de Etologia, um evento em que evolução e comportamento andam sempre juntos. Nesse ano o tema foi “Bem estar animal e humano: a questão etológica da valorização da vida” e certamente em novembro de 2009 as comemorações evolucionistas estarão presentes. Fiquem de olho na página da Sociedade Brasileira de Etologia.
Resumidamente nesse um ano o MARCO EVOLUTIVO foi acessado não só por pessoas no Brasil, mas em vários países do mundo. Acessaram mais de 10 vezes pessoas em Portugal, Estados Unidos, Moçambique, Angola, Espanha, Reino Unido, Holanda, Argentina, Japão, Canadá e Cabo Verde (em ordem decrescente de acessos). E o Português é a terceira Língua européia mais falada no mundo, elo de comunicação entre 200 milhões de pessoas. E para aquelas que não entendem o português podem usar o tradutor automático.
Os textos mais lidos na época do blogspot, em ordem decrescente eram: 1 - Revolução Genômica e Lei de Biossegurança 2 - 2009 o “ANO DA BIOLOGIA” 3 - Psicologia Evolucionista - Edição Especial Psique 4 - Dicas de Livros em Psicologia Evolucionista 5 - Lamarck - A Verdadeira Idéia Errada 6 - Somos dominados por genes ou por mal-entendidos? Os textos mais lidos na era Lablogatórios são: 1 - ANO DE DARWIN 2009 no Brasil 2 - Evolução Humana Facilitada 3 - Lamarck - A Verdadeira Idéia Errada e 4 - 2009 o “ANO DA BIOLOGIA”. E as palavras chaves mais usadas para chegar ao blog são “Psicologia Evolucionista” e “Evolução Humana”.
Agradeço aos Labrothers que me acolheram aqui nessa empreitada revolucionária da divulgação científica brasileira que é o Lablogatórios. Agradeço também ao Blogs de Ciência e ao Anel de Blogs Científicos pela visibilidade ao MARCO EVOLUTIVO e a todos os outros colegas que me linkaram. Agredeço ainda os convites para palestras em semanas de estudos feitos pelo pessoal da Psicologia da PUCCAMP e do Mackenzie e da Biologia da Unesp de Jaboticabal. 
Enquanto andam por um parque em Londres eles conversam de forma descontraída e esclarecedora. O vídeo tem 29 minutos, todo em espanhol e começa abordando a seleção sexual e as características sexualmente selecionadas nos sexos, a beleza e o corpão violão das mulheres e a força e a competitividade dos homens. O mito do “quadril largo = boa parideira” é desacreditado e a proporção quadril/cintura é explicada como indicador de fertilidade nas mulheres.
Eles conversam sobre a Revolução Darwinista no panorama geral das ciências. Punset considera Darwin o maior cientista que já existiu. Helena considera fantástico como Darwin acabou com a dicotomia “acaso/designo” mostrando que entre as opções “acaso” e “projeto-com-projetista” existe a possibilidade darwinista de “projeto-sem-projetista”. E essa noção explica a origem do projeto dos seres vivos de forma natural sem a necessidade de explicações sobrenaturais metafísicas.
Depois eles conversam sobre as origens do sexo e voltando 800 milhões de anos atrás com o surgimento das primeiras células sexuais diferenciadas em maiores e menores. Helena explicar que machos e fêmeas surgem da solução do dilema de alocação de investimentos reprodutivos em acasalamento versus parental. E então abordam as diferenças psicologias entre homens e mulheres começando pelos meninos e meninas.
As diferenças entre comportamento de homens e mulheres é um assunto muito delicado, pois reações emocionais contras o sexismo por vezes atrapalham o entendimento sobre o tema. Isabella a bordou profundamente essa temática no CientíficaMente e ajudou a desfazer mal-entendidos. A dica é nunca confundir diferenças com desigualdade. Não precisamos ser clones idênticos para temos igualdades de direitos e oportunidades.
Helena mostra como um melhor entendimento das diferenças na distribuição de cada característica, em que homens estão mais representados do que mulheres nos dois extremos da curva, nos ajuda a entender fenômenos ditos machistas. O interessante é ver no vídeo o que pensam meninos e meninas sobre as diferenças entre homens e mulheres.
Espero que gostem do vídeo.
Muitas pessoas já encararam (ou encaram) o Lamarckismo como um substituto à altura do Darwinismo na explicação da evolução. Mas a filósofa Helena Cronin nos deixa claro que não é bem assim e explica o porquê. Aliás, para ela Richard Dawkins mostrou brilhantemente isso no seu livro The Exended Phenotype de 1982.
O Darwinismo pode explicar com facilidade de que maneira a girafa inicialmente passou a fazer a coisa certa, adaptativa. É a descendência de uma longa linhagem de girafas que – saindo de um conjunto aleatório de mudanças genéticas possíveis – acaba encontrando em mudanças que representam um avanço, mesmo que elas sejam muito pequenas. As girafas não precisam encontrar a chave que finalmente abrirá a fechadura, mas simplesmente uma chave que se aproxime um pouco disso, não importando quão pequena seja essa a aproximação. É o fato de as chaves adaptativas poderem ser escolhidas por incrementos que torna possível encontrar, entre todas as chaves, uma que seja satisfatória.
Em contrapartida, o Lamarckismo precisa explicar de que maneira a girafa, por algum meio misterioso, foi orientada a fazer a coisa certa. A teoria pressupõe que um organismo responda adaptativamente porque aprende do seu meio ambiente, extrai dele informações, recebe dele “instruções” sobre qual resposta é necessária. Mas a teoria não elucida como surge a habilidade de esse organismo aceitar as instruções em primeiro lugar.Fonte
CRONIN, H. (1995). A Formiga e o Pavão: Altruísmo e Seleção Sexual de Darwin até hoje. Tradução C. Fragoso e L. C. B. de Oliveira. Campinas: Papirus, capítulo 2 - Um Mundo sem Darwin. P. 69.





