Carros japoneses são os mais confiáveis, diz pesquisa alemã
18 de janeiro, 2008 - 14h21 GMT (12h21 Brasília)

Os carros japoneses são os mais confiáveis, segundo uma pesquisa realizada pela maior empresa de certificação de qualidade da Alemanha, a TÜV SÜD Group.

Segundo o teste, publicado na revista Auto Bild, maior guia automobilístico do país, os modelos Mazda 3 e Mazda 2 registraram os menores índices de defeito em 2007, na categoria que avaliou os carros com um a três anos de uso.

O Porsche 911 encabeçou a lista dos melhores veículos na categoria dos quatro a cinco anos e o Toyota RAV4 ficou com a primeira posição na lista dos mais confiáveis entre os veículos com até sete anos de estrada.

O relatório analisou os resultados de testes realizados com sete milhões de carros dos 194 modelos mais populares da Alemanha.

O Kia Carnival foi considerado o pior carro em três categorias: 2 a 3 anos, 4 a 5 anos e 6 a 7 anos de uso. O Renault Twingo encabeçou a lista dos piores com 8 a 9 anos de estrada e o Alfa 145/146 foi o pior com 10 a 11 anos.


Os japoneses estão conquistando os motoristas, assim como fizeram com os motociclistas. Hoje as motos japonesas são as mais vendidas no mundo!!! Isso me fez lembrar o Efeito Brad Pitt (lindo!), garoto propaganda do Corolla da Toyota, que com seu charme fez a Toyota ter fila de espera para o novo modelo do veículo (se viesse autografado por ele até eu entrava na fila)!!! E depois o pessoal fala que japonês não abre o olho!!! Claro que abre!!! Quem não abre é a concorrência que já se acomodou ao fornecer o “igual” a preços exorbitantes!!! Para tudo hoje é necessário calcular o custo benefício, se junto a isso temos elegância, conforto, durabilidade e confiança, por que não experimentar??? Mas bem que o Brad Pitt poderia vir como opcional!!!

Coca-Cola usa garrafa de vidro para conquistar classe C
São Paulo, 27 de dezembro de 2007 - Wilson Gotardello Filho - Gazeta Mercantil

Muito popular até o início da década de 1990, as garrafas de vidro, que desapareceram dos pontos-de-venda com o surgimento das garrafas de plástico - as chamadas PET, estão voltando às gôndolas dos supermercados.

Em 2000, por exemplo, a Coca-Cola possuía apenas um modelo de vidro utilizado no Brasil inteiro. Esse cenário mudou. Hoje, a gigante de bebidas totaliza sete modelos de vidros e tem traçado um plano de substituição de todos os disponíveis no mercado por modelos mais leves e econômicos, que têm como alvo as famílias das classes C menos e D.

“Estamos aumentando os investimentos em vidro”, afirmou Marco Simões, diretor de comunicação da Coca-Cola.

“O nosso consumidor das classes A e B prefere conveniência, latas ou garrafas PET de 600 mililitros. Para as famílias de classe C menos e D a gente tem as embalagens retornáveis”, disse Simões.

Por conta disso, o executivo afirmou que o crescimento das embalagens retornáveis tem se destacado no Nordeste. “Nosso crescimento no Brasil é afetado pelo aumento da renda. O consumo está crescendo no Nordeste, nas regiões mais pobres.”

Hoje, segundo dados da ACNielsen, cerca de 13% das vendas de refrigerantes da Coca-Cola no Brasil são em garrafas de vidro. Em 2006, a empresa registrou vendas de 7,4 bilhões de litros de bebidas não-alcoólicas, a maior parte desse volume de refrigerantes. As vendas em garrafas de 290 mililitros lideram entre as sete embalagens de vidro da companhia, representando 5% das vendas de refrigerantes.

Em todo o mercado brasileiro desse tipo de bebida, o vidro possui 12,3% de participação, segundo a Associação das Indústrias de Refrigerantes (Abir). As embalagens PET dominam o mercado com 79,8% do total, enquanto as latas ficam com 7,9%. Os dados são de dezembro de 2006.

Segundo Simões, a Coca-Cola possui modelos retornáveis específicos para a população de baixa renda, como as garrafas com preço marcado nas tampas. “São próprias para as periferias”, disse.

Reciclagem

A vantagem que mais se destaca entre o vidro e a PET é a possibilidade de reciclagem. Segundo o executivo, cada garrafa de vidro é reutilizável 40 vezes, em média. Após as 40 reutilizações das garrafas de vidro, a empresa ainda pode reciclar a desgastada embalagem e utilizar da mesma maneira, o que não é viável com as embalagens de plástico - que não podem ser convertidas em novas garrafas.

“No Brasil ainda é proibido usar PET reciclado para fazer novas embalagens, só podemos fazer produtos secundários como vassouras, tintas, entre outros”, explicou Simões.

As embalagens de vidro utilizadas pela Coca-Cola estão atualmente no meio de um processo de mudança que começou este ano. De acordo com Simões, todas as garrafas do mercado serão substituídas por outras 20% mais leves nos próximos anos. “É uma garrafa mais eficiente sobre todos os aspectos. Esse modelo vai ser o novo padrão mundial, mas a substituição é lenta.”

Segundo o executivo, a nova garrafa deve economizar até mesmo combustível, já que o transporte será facilitado. “Teremos economia de combustível, de procedimento. São milhões de garrafas. Tudo isso, a longo prazo, deve alavancar o negócio”, afirmou. Simões contou que esse mesmo processo já aconteceu com as latas de alumínio, que foram substituídas por outras mais leves no final da década passada.

No ano passado, as vendas totais da Coca-Cola no Brasil somaram R$ 10 bilhões. Este ano, em volume, a empresa cresceu 8%, 22% e 16%, nos primeiro, segundo e terceiro trimestres respectivamente. As vendas da linha Coca-Cola (que inclui light, diet, zero e normal) atingiram 5,678 bilhões de litros este ano, volume 10% superior em relação a 2006. O Brasil foi o terceiro país a atingir essa marca. Antes, Estados Unidos e México já haviam alcançado volume semelhante.

Projeto

Se a Coca-Cola já aposta no vidro para ampliar sua participação na decisão de compra da população de baixa renda, a empresa pode contar com um empurrão do governo do Estado de São Paulo para ampliar ainda mais a penetração do vidro. O governo deve propor um projeto de lei que obriga as empresas que produzem e comercializam água mineral e refrigerantes a eliminar o uso das garrafas plásticas num prazo de seis anos. O projeto deve ser encaminhado no início de 2008.


Antes de comentar esse post vou deixar meu lado publicitário falar um pouco… Eu adoro os comerciais da Coca-Cola (pronto falei!!!) e se você como eu também gosta, assista o vídeo abaixo…


Como uma empresa sai na frente??? Analisando seus dados estatisticamente e ficando sintonizada com as decisões que envolvem a economia. Mudar de pet para vidro não é uma coisa boa apenas para pessoas de baixa renda é uma coisa boa para o Planeta!!! Utilizar vidro significa, entre tantos benefícios, diminuir o volume de lixo gerado. Ainda não estamos estruturados para reciclar tudo o que consumimos. Espero que mais empresas como a Coca-Cola pensem sobre o assunto e reestruturem suas estratégias e pensamentos em relação ao meio ambiente.

Inspiração biológica
Por Thiago Romero em 10/08/2007

Agência FAPESP – Um trabalho pioneiro sobre planejamento de missão para veículos aéreos autônomos foi desenvolvido por Augusto Langer e Lucas Pontes e Silva, alunos do último ano do curso de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), durante estágio de nove meses realizado em 2006 no Instituto DLR para Sistemas de Vôo (DLR), em Braunschweig, na Alemanha.

A inovação do estudo está na utilização de mapas probabilísticos de trajetória e algoritmos de otimização que imitam colônias de formigas. O trabalho, intitulado Probabilistic roadmaps and ant colony optimization for UAV mission planning, será apresentado no 6º Simpósio sobre Veículos Autônomos Inteligentes da Federação Internacional de Controle Automático (Ifac), em setembro, na França,

Segundo Pontes e Silva os mapas de trajetória probabilísticos são geradores de caminhos em um grafo – conjunto de pontos ligados por retas – por meio da inserção randômica de pontos em um espaço tridimensional. Com a conexão entre os pontos gerados, é possível escolher uma trajetória que satisfaça certos requisitos, como o desvio de obstáculos.

O estudo utiliza esses mapas com algoritmos inspirados biologicamente, que tentam imitar fenômenos naturais na busca de soluções para problemas complexos. Para isso, construímos elementos artificiais baseados em formigas, que servem de guia para a solução do problema de determinação de uma trajetória para o veículo”, disse Silva à Agência FAPESP.

Silva explica que as formigas em uma colônia, na busca por alimentos, utilizam feromônio – substância química que, captada por animais de uma mesma espécie, permite o reconhecimento mútuo – para a comunicação e depositam a substância no caminho utilizado. Com isso, quanto melhor for o caminho, mais feromônio será depositado e maior a chance de as próximas formigas escolherem o mesmo trajeto.

“De maneira semelhante, no problema de planejamento de missão utilizamos um algoritmo para a divisão e ordenação das tarefas. Formigas artificiais foram criadas para percorrer um grafo e depositarem ‘feromônio’ sobre o caminho escolhido. O melhor caminho, que é aquele que tiver maior quantidade de feromônio depositado, determinará a ordenação entre as tarefas em que os veículos autônomos deverão percorrer”, descreveu.

De acordo com o outro autor brasileiro do trabalho, Augusto Langer, o planejamento de missão é o primeiro passo para o uso de qualquer veículo autônomo. “Muito embora seja sempre um operador humano quem determina qual missão o veículo deve cumprir, é desejável que exista um sistema que possa processar autonomamente comandos abstratos. Com o estudo, diminuímos a necessidade do comando pela ação humana. A trajetória de voar do ponto A até o ponto B é calculada automaticamente no computador”, disse.

Trajetórias e tarefas

O principal resultado do trabalho foi a elaboração de um planejador de trajetórias para uma missão no contexto do projeto Artis, do Instituto DLR.

O projeto Artis (de Autonomous Rotorcraft Testbed for Intelligent Systems) tem o objetivo de criar uma plataforma de testes de algoritmos avançados para o desenvolvimento de novas tecnologias na área de veículos autônomos. Para isso, o projeto é centrado em dois helicópteros-modelo disponíveis comercialmente e adaptados para operar autonomamente.

Enquanto o planejador de trajetória criado pelos pesquisadores gera caminhos tridimensionais em um espaço com obstáculos, de modo que a trajetória final seja livre de colisões, o planejador de tarefas determina a melhor ordenação para minimizar o tempo da missão. “A principal característica de ambos é a utilização de métodos probabilísticos para encontrar soluções aproximadas para problemas computacionais complexos”, explicou Langer.

Os outros dois autores do artigo são Florian Adolf, doutorando no DLR responsável pela equipe de planejamento de missões, e o professor Frank Thielecke, diretor do Departamento de Engenharia de Sistemas Aeronáuticos na Universidade Técnica de Hamburg-Harburg (TUHH). No ITA, as atividades conjuntas do DLR e do TUHH são coordenadas pelo professor Karl Heinz Kienitz, do Departamento de Sistemas e Controle.

O artigo Probabilistic roadmaps and ant colony optimization for UAV mission planning ainda não está disponível na internet. Os interessados em obter uma cópia podem enviar um e-mail para augusto.langer@gmail.com

Para mais informações sobre o 6º Simpósio Ifac (IAV 2007), que será realizado entre os dias 3 e 5 de setembro, em Toulouse, na França, onde o artigo será apresentado por Florian Adolf,
clique aqui.


E você achava que não podería aprender nada com as formigas, hein??? Achei muito interessante e creio que temos muito o que aprender observando os animais e a natureza… Vamos aproveitar enquanto eles existem e buscar uma forma de salvá-los de nós mesmos!!!

Pesquisa Benchmark – Serviço ao Cliente 2006
Resultado de pesquisa realizada entre 2004 e 2005 sobre a evolução da
importância e a qualidade do serviço de distribuição física da indústria de
bens de consumo, na percepção dos supermercadistas

Por Cesar Lavalle

Conclusões
“O ritmo de recuperação da economia tem imprimido forte influência nas relações comerciais entre os supermercadistas e as indústrias de bens de consumo. Às indústrias cabe tirar proveito das oportunidades que surgirão destas mudanças em curso, sendo mais ágeis que a concorrência na adequação de suas estratégias de marketing para melhor atender aos requisitos de seus clientes supermercadistas.

As indústrias devem atentar para o fato de que o serviço de distribuição física está sendo crescentemente valorizado pelos supermercadistas, os quais se encontram significativamente insatisfeitos com o mesmo. Isto significa que existe uma oportunidade para o desenvolvimento de estratégia de marketing vencedora ao se dar mais ênfase aos aspectos relativos ao serviço de distribuição física. Os resultados apresentados demonstram que existe uma forte tendência de aumento de exigência por melhor desempenho da indústria, considerando as três principais dimensões do serviço de distribuição física.

A análise dos resultados também demonstra que existe uma tendência de convergência de desempenho em duas das principais dimensões do serviço de distribuição física, notadamente disponibilidade de produto e consistência do tempo de entrega.

Nesse sentido, será que existe uma tendência de estas dimensões se tornarem cada vez mais qualificadoras, ou requisitos mínimos para a seleção dos fornecedores que pretendem servir a uma determinada rede varejista? Em caso afirmativo, é importante que as empresas passem a considerar, também, outras dimensões do serviço de distribuição física para a obtenção de diferencial competitivo, a um custo provavelmente mais atrativo. Melhorias se tornam mais caras a taxas crescentes à medida que se chega a níveis de excelência de desempenho operacional.

Por outro lado, a expressiva tendência de aumento de exigência por melhor desempenho da indústria reforça a necessidade de as empresas buscarem permanentemente o aperfeiçoamento do seu serviço de distribuição física. Os atuais níveis de insatisfação indicam de existe espaço para as empresas melhorarem sua capacidade de resposta visando atender aos níveis de desempenho demandado pelos supermercadistas.

Como mensagem final, é importante realçar que o esforço de pesquisa é fundamental para manter o negócio alinhado às reais necessidades de mercado. É a partir do monitoramento contínuo do ambiente competitivo que se podem identificar oportunidades para melhor atender ao cliente, antecipando e superando a concorrência.”

Este artigo é muito interessante para quem trabalha ou pensa em trabalhar na área de transportes. Por quê? Porque apresenta uma análise do cenário econômico e discute as implicações das mudanças do ambiente competitivo em termos das necessidades supermercadistas.

A “Pesquisa Benchmark - Serviço ao Cliente 2006″ foi publicada em Nov/2006 pelo Centro de Estudos em Logística - COPPEAD/UFRJ, aqui coloquei apenas as conclusões das análise estatísticas realizadas, pois o artigo possui 12 páginas e ficaria extremamente logo aqui.

Gostaria de ressaltar ainda, algumas, informações importantes citadas pelo autor:

“- o comércio supermercadista está propondo que a indústria invista mais em aperfeiçoamento do seu processo logístico visando redução de custos;

- o serviço de distribuição das indústrias deverá alcançar 24,4% em importância de decisão do comércio;

- o comércio não se satisfaz com entregas que não compreendam pelo menos 99% do que foi originalmente pedido;

- o varejista não tolera receber mais de 3,1% de entregas atrasadas;

- o tempo máximo de entrega, tolerado pelo varejista, não pode ser superior a 1,9 dia.”


“Como ele pode afirmar isso? Com certeza ele utilizou a Estatística como ferramenta em sua análise! Por isso, fica a dica: antes de iniciar um negócio e/ou expandir um já existente, busque por estatísticas na área desejada e/ou procure um Estatístico. Esteja sempre sintonizado com o Mercado e Boa Sorte!”

Reação em cadeia
Por Thiago Romero - 15/08/2007

Agência FAPESP – O crescimento ou a retração do setor aéreo brasileiro geram impactos consideráveis, tanto positivos como negativos, nos demais setores econômicos relacionados com sua cadeia produtiva.

Cada R$ 1 mil produzidos pela aviação civil refletem um aumento de R$ 258 na produção da indústria química, o setor que mais se beneficia, seguido de R$ 78 no comércio, R$ 58 em peças e outros veículos, R$ 52 no extrativismo mineral, R$ 51 nas instituições financeiras e R$ 36 nas agências de viagens.

Os dados são de um estudo que acaba de ser concluído por pesquisadores do Centro de Excelência em Turismo (CET) da Universidade de Brasília (UnB). O trabalho, encomendado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), avaliou o impacto do setor frente a outros 53 setores da economia.

O estudo foi realizado por meio do cruzamento de dados macroeconômicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao ano de 2003, com indicadores dos setores que fornecem insumos e dos que demandam serviços da aviação civil.

“O estudo se concentra em simulações sobre os impactos que variações econômicas no setor aéreo causam nos segmentos industriais relacionados com a aviação”, disse Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, coordenadora do trabalho e professora do Instituto de Economia da UnB, à Agência FAPESP.

“Isso significa que, se a produção de aviões ou a oferta de serviços de transporte aumentarem, os ganhos da indústria química, que fornece combustível e outros insumos para as aeronaves, será proporcionalmente igual”, afirmou.

Nesse caso, as perdas dos outros setores com uma possível retração do setor aéreo também seriam proporcionais. “Por isso, os setores que fornecem insumos para a aviação fazem o papel de estimuladores da cadeia produtiva, uma vez que a produção deve sempre responder aos aumentos de demanda”, disse Maria de Lourdes.

O trabalho indica também o volume de serviços fornecidos pelo transporte aéreo para outros setores da economia.
Nesse contexto, a aviação civil gera R$ 4,2 bilhões anuais para o setor de serviços e R$ 795,4 milhões para o setor de turismo.

Em contrapartida, o setor aéreo demanda insumos provenientes da indústria (R$ 5,8 bilhões) e do setor de serviços (R$ 5,3 bilhões), ao qual pertence. Os pesquisadores calcularam também a participação do setor aéreo no
Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que subiu de 0,63%, em 2003, para 0,86% em 2006.

“Por fazer uma radiografia completa do setor aéreo dentro da macroeconomia brasileira, esse tipo de análise interessa tanto aos setores industriais, para o planejamento estratégico, como ao governo, na elaboração e no aperfeiçoamento das políticas econômicas”, destacou a economista.

Além de Maria de Lourdes, participaram do trabalho Joaquim Pinto de Andrade, Aquiles Rocha, José Ângelo Divino e Milene Takasago, todos pesquisadores do Centro de Excelência em Turismo da UnB.

Para ler o estudo “A importância do setor aéreo na economia brasileira” clique aqui


Apesar dos pesares… voar é preciso e benéfico ao Brasil.

Consumidores planejam mais viagens de carro, diz pesquisa
Simone Cunha - Colaboração para a Folha - 26/07/2007 - 10h27

Os brasileiros devem trocar o avião pelo carro nas viagens de férias de fim de ano. Segundo pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas), realizada até 20 de julho, 39,5% dos consumidores estão planejando viajar de carro nas férias. Viagens de avião estão nos planos de 37,8% dos consumidores.

Segundo o coordenador de sondagens e levantamentos da FGV, Aloísio Campelo, a diferença poderia ser ainda maior para as viagens de automóveis não fosse o aumento no número de consumidores de renda mais baixa que pretendem viajar de avião. “Surgiu um novo consumidor da concorrência entre as empresas aéreas, que hoje têm até vôos noturnos e fazem inúmeras promoções”, diz.

O resultado da pesquisa neste mês segue uma tendência que começou ainda no ano passado, após o acidente com um Boeing da Gol, em setembro, e atrasos e overbooking nos aeroportos brasileiros.

Segundo Campelo, a queda não tem relação com o acidente com o Airbus da TAM.

Em outubro, 45,2% dos consumidores apontavam o avião como provável meio de transporte para suas viagens de férias. Em novembro, o índice foi de 35,7%, ficando atrás do automóvel, que foi apontado por 37,1% dos consumidores.

Neste ano, houve apenas dois meses –março e maio– com queda na intenção das viagens de automóvel. As viagens de avião estavam recuperando espaço nos planos dos consumidores, mas as quedas na participação total nos últimos meses fizeram o automóvel voltar à dianteira na pesquisa.

A queda na intenção de viajar de avião em julho foi maior nas famílias com renda acima de R$ 9.600. Segundo Campelo, 62,1% dos consumidores dessa faixa de renda pretendiam viajar de avião em julho de 2006. Neste mês, caiu para 47,2%.

Entre as famílias com renda até R$ 2.100, houve aumento de 14,4% para 28% no mesmo período. “Esses consumidores querem viajar de avião e não se importam com os problemas.”
É do jeito que as coisas andam… melhor mesmo é se garantir por terra… ou quem sabe fazer um cruzeiro, sem esquecer do Titanic, é claro.