Capacidade intelectual pode aumentar com idade, indica estudo
07 de janeiro, 2008 - 09h25 GMT (07h25 Brasília)

Um estudo conduzido pelo pesquisador dinamarquês Lars Larsen, da Universidade de Aarhus, indica que a inteligência se mantém estável após os 20 anos de idade e em alguns casos pode até aumentar com o passar dos anos.

A pesquisa contradiz a teoria de que a capacidade intelectual está em seu auge durante a juventude, entre os 18 e os 26 anos de idade.

O estudo foi baseado nos dados de 4,3 mil ex-soldados americanos, que passaram por uma bateria de testes de inteligência ao entrar no serviço militar, por volta dos 20 anos.

Os mesmos soldados, todos veteranos da Guerra do Vietnã, foram submetidos a novos testes duas décadas depois e os resultados mostraram que a capacidade aritmética estava inalterada, em vez de ter reduzido com a idade, e a habilidade verbal melhorou consideravelmente.

Experiência de vida

Larsen diz que a melhoria pode ser resultado de longos anos de prática.

Segundo o pesquisador, com o aumento da experiência de vida e com os desafios que se encontra pela frente, as pessoas desenvolvem mais destreza verbal para descrever seu mundo e lidar com as diferentes situações.

Este efeito anularia a perda de células cerebrais que técnicas de escaneamento mostraram ocorrer pouco antes dos 30 anos de idade.

O estudo, publicado na revista acadêmica Intelligence, faz parte de uma revolução na pesquisa sobre a inteligência, que começou há vários anos e causou uma reviravolta na antiga idéia de que a inteligência tem sua fase mais poderosa no início da fase adulta e depois inicia um longo, lento e inevitável declínio.

A pesquisa também abre caminho para mudanças na concepção de empregadores e instituições educacionais sobre a inclusão em seus quadros de pessoas com idade mais avançada.

O vídeo acima resume meu comentário para este post.

Diminui o apoio de muçulmanos a atentados suicidas, diz pesquisa
25 de julho, 2007 - 14h13 GMT (11h13 Brasília)

O apoio a ataques suicidas contra civis caiu drasticamente em todo o mundo muçulmano desde 2002, segundo uma grande pesquisa de um instituto americano.

A Pesquisa Global de Tendências e Opiniões do Centro de Pesquisas Pew, nos Estados Unidos, entrevistou 45 mil pessoas em 47 países.

Entre os palestinos consultados, 70% afirmaram que acreditam que este tipo de ataque é justificável em algumas ocasiões.

A pesquisa também apurou que existe otimismo em países pobres, que acreditam que a próxima geração terá uma vida melhor.

Os resultados sugerem ainda que as pessoas enxergam os Estados Unidos como o país mais simpático do mundo, mas, ao mesmo tempo, o país mais temido.

Tensão

Em Bangladesh, Líbano, Jordânia, Paquistão e Indonésia, a proporção de muçulmanos que apóiam ataques suicidas caiu pela metade, ou mais, desde 2002.

O Líbano foi o país que registrou maior queda de aprovação. Em 2002 a proporção de muçulmanos que aprovavam esse tipo de ataque era de 74%. Em 2007, o índice ficou em 34%.

Mas em áreas de conflito os resultados são diferentes - 70% dos palestinos afirmaram que ataques suicidas contra civis são justificáveis em algumas ocasiões. O centro de Pesquisa Pew não coletou opiniões entre os palestinos em 2002.

O apoio de muçulmanos a Osama Bin Laden também está caindo, de acordo com os resultados da pesquisa. Na Jordânia apenas 20% expressam alguma ou muita confiança em Bin Laden, uma queda de 56% do índice registrado há quatro anos.

Mas a pesquisa também descobriu uma grande preocupação entre muçulmanos: que a tensão entre sunitas e xiitas não estejam restritas ao Iraque e representem um problema crescente para o mundo muçulmano.

A pesquisa também sugere que à medida que os países e famílias ficam mais ricos, o otimismo aumenta, além do apoio aos governos.

Na América Latina, a pesquisa indicou que, apesar do sucesso eleitoral de uma nova geração de líderes de esquerda, a maioria dos que responderam aos questionários acredita que as pessoas vivem melhor em uma economia de mercado.

Mas de 20 se passaram desde que aprendi a ler… e até hoje não entendi por quê as pessoas se matam desse jeito… espero que as novas gerações tenham mais sorte mesmo!

Número de órfãos na África dobrará até 2010, diz Unicef
26 de novembro, 2003 - 20h39 GMT (18h39 Brasília)

O Unicef – fundo para a infância da ONU – advertiu que o número de crianças orfãs por causa da Aids na África deve dobrar nos próximos sete anos, chegando a 20 milhões em 2010.

Num relatório intitulado O Pior Ainda está por Vir, o fundo prevê que esse aumento causará uma crise de enormes proporções para as sociedades africanas, a não ser que governos e a comunidade internacional intervenham rapidamente.

O Unicef recomenda que seja providenciado melhor apoio médico, social e financeiro para as pessoas afetadas, além de ressaltar a importância de um sistema de educação gratuito.

Um relatório separado divulgado na terça-feira pela agência de combate à Aids da ONU, a Unaids, disse que mais de 2 milhões de pessoas morreram por causa da Aids no ano passado na África subsaariana.

Sobrecarregados

“Precisamos ir além de nos sentirmos pesarosos e passarmos a nos sentir ultrajados pelo inaceitável sofrimento das crianças (da África)”, disse a diretora do Unicef, Carol Bellamy.

Familiares próximos estão cuidando de 90% dos orfãos do continente, disse a entidade no relatório As Gerações de Órfãos da África.

Clique aqui para ler mais sobre o assunto.

O documento adverte que os familiares de órfãos já estão sobrecarregados e terão de assumir ainda mais responsabilidades, na medida em que o número de órfãos cresce.

Crianças e jovens que vivem com uma família afetada pelo vírus HIV começam a sofrer antes mesmo de um dos pais morrer.

Normalmente, com a doença dos pais, a renda familiar cai e as crianças são forçadas a deixar de estudar para ajudar no sustento da família.


Essa situação é tão triste… que é difícil não pensar que alguém inventou essa doença em um laboratório para matar todos os negros do planeta!!! É muito cruel… mas é a única coisa que sempre vem a minha mente!!! Assim como o “e-bola”… só que eu espero que antes que essa pessoa morra ela tenha piedade e divulgue a cura!

Brasileiros têm imagem pior dos EUA que da Venezuela
Pablo Uchoa de Londres

Uma pesquisa encomendada pela BBC e divulgada nesta terça-feira mostrou que os brasileiros têm imagem mais negativa dos Estados Unidos que da Venezuela.

Quase três em cada cinco brasileiros (57%) entrevistados em oito cidades disseram ter uma visão negativa do país liderado pelo presidente George W. Bush, contra dois em cada cinco (41%) que disseram ter a mesma percepção do país liderado por Hugo Chávez.

A pesquisa é divulgada às vésperas da viagem de Bush para a região, no que analistas têm considerado ser uma jogada geopolítica para contrabalançar a influência de Chávez.

A pesquisa indicou, no entanto, que Bush poderá contar com a receptividade de muitos outros brasileiros que têm uma visão positiva dos Estados Unidos.

Quase um terço (29%) dos entrevistados afirmou que os Estados Unidos desempenham um papel bom no mundo, contra um quinto (22%) que tiveram a mesma opinião sobre a Venezuela.

‘Desafio’

Ainda assim, a visão geral sobre os Estados Unidos é mais negativa que positiva, observou Doug Miller, presidente da GlobeScan, a empresa que coordenou o levantamento.

Junto com o Chile (32%), o Brasil está entre os países latino-americanos pesquisados em que os Estados Unidos tiveram maior índice de avaliação positiva.

No vizinho México, os EUA são bem vistos por apenas 12% da população.

Na Argentina, em contrapartida, duas em cada três pessoas (64%) vêem os Estados Unidos negativamente.

“É uma situação desafiadora para Washington”, afirmou Douglas Miller.

“A reputação dos Estados Unidos se corroeu significativamente nos últimos dois anos, e chegou a um ponto em que será difícil para os americanos convencer as pessoas de que sua visão de mundo é boa”, explicou.

Nos 27 países pesquisados, a avaliação positiva dos EUA ficou em apenas 30%, enquanto a negativa bateu 51%. É um percentual apenas superado por Irã (54%) e Israel (56%).

“As pessoas tendem a avaliar negativamente aqueles países que se destacam por usar ou buscar poder militar”, disse Steven Kull, diretor do Programa sobre Atitudes em Política Internacional (PIPA, sigla em inglês).

“Isto inclui Israel e os Estados Unidos, que, recentemente, entraram em guerras, e a Coréia do Norte e o Irã, percebidos como tentando desenvolver armas nucleares.”

‘Guerra de palavras’

Mas este, segundo Doug Miller, não é o caso da Venezuela.

“A política externa da Venezuela é caracterizada pela confrontação com os Estados Unidos, mas uma confrontação no plano das palavras, como quando o presidente Chávez chama Bush de ‘Mr. Danger’”, ele sustenta.

“A pesquisa indica que as pessoas preferem a confrontação no sentido de usar as palavras, não armas de fato.”

Nos 27 países, o mesmo percentual de entrevistados tem uma visão negativa e positiva da Venezuela: 27%.

“O tipo de política externa que tem dado bons resultados a Chávez é a de prover petróleo a países pobres e ajudar os vizinhos latino-americanos”, diz Miller.

“É interessante descobrir que Chávez é o exemplo de um líder se levantando, resistindo (à hegemonia americana) e conquistando alguns seguidores.”


Sinceramente, eu acho que todos são farinha do mesmo saco!!!

Poluição ‘pode ser mais nociva do que radiação de bomba nuclear’
03 de abril, 2007 - 11h47 GMT (08h47 Brasília)

Respirar o ar poluído de grandes cidades como São Paulo e Londres pode ser mais perigoso para a saúde do que ser exposto a altos níveis de radiação, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista científica BMC Public Health.

O estudo concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso.

“A percepção comum é de que a exposição à radiação causa grandes riscos para a saúde pública. Este estudo mostra que a população exposta a doses significativas de radiação (…) têm o mesmo risco de morte prematura que aqueles que comem demais ou são sujeitos a longos períodos de fumo passivo”, diz o autor da pesquisa, Jim Smith.

Todos nós enfrentamos esses riscos à saúde no nosso dia a dia“, afirma ele.

Cigarro, obesidade e poluição

Estimativas sugerem que pessoas que fumaram a vida inteira podem morrer dez anos antes por causa do hábito, enquanto quem é severamente obeso aos 35 anos (com um Índice de Massa Corporal acima de 40) pode viver de quatro a dez anos a menos.

Já os sobreviventes das bombas atômicas do Japão que estavam num raio de 1,5 quilômetro do epicentro da explosão têm a expectativa de vida reduzida em 2,6 anos, em média, de acordo com a pesquisa.


Problemas de Saúde
Cigarro: 10 anos a menos de vida
Obesidade mórbida: 4 a 10 anos a menos de vida
Bomba Atômica: 2,6 anos a menos de vida
BMC Public Health

O estudo revelou ainda que pessoas expostas à radiação em Chernobyl têm uma chance em 100 de contrair um câncer fatal ao longo da vida, o que representa uma alta no risco de mortalidade de 1%.

Já um não-fumante que vive com um parceiro que fuma tem 1,7% mais chance de morrer de uma doença cardíaca devido ao fumo passivo e alguém que deixa uma cidade pouco poluída para um grande centro aumenta seu risco de morte devido aos efeitos da poluição em 2,8%.

Chernobyl

O autor da pesquisa, Jim Smith, afirma ainda que as pessoas que optaram por viver na zona de exclusão ao redor de Chernobyl podem sofrer menos problemas de saúde do que se elas decidissem se mudar para uma cidade grande próxima, como Kiev, devido aos níveis de poluição.

Um relatório da Organização das Nações Unidas estima em 9 mil pessoas o número total de pessoas que morreram ou ainda morrerão por causa da exposição à radiação durante o acidente em Chernobyl, apesar de o Greenpeace acreditar que o número de mortes ligados ao desastre será próximo a 90 mil.

As bombas atômicas que atingiram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki mataram mais de 200 mil pessoas devido a efeitos da explosão, queimaduras e doenças ligadas à radiação.

Ótima pesquisa, não acham??? Ela mostra que, realmente, a poluição e o cigarro podem diminuir nosso tempo de vida, ou seja, poluição e cigarro matam!!!

Mas essa pesquisa mostra algo além!!! Ela mostra que o homem é capaz de matar mais gratuitamente do que a poluição e o cigarro… Não importa que quem foi exposto a radiação viva mais, o que importa é que inocentes morreram… isso é o que importa e deve ser lembrado!!!

Não estamos tendo efeito estufa só por causa da poluição e do desmatamento!!! Temos que lembrar que isso também é efeito das guerras que temos vivido, além de Chernobyl, Hiroshima e Nagasaki, devemos lembrar da Guerra do Vietnã (gás laranja) e Guerra das Malvinas (bombardeio nas geleiras) onde houveram grandes conseqüências a natureza.

Devemos começar a nos preocupar com o Planeta… novas guerras estão por vir… e dessa vez não será por petróleo, pedras preciosas ou poder, será por água e comida. Ainda temos como escolher que mundo deixaremos para os que virão depois de nós. Pense nisso!!!

Quatro anos depois da invasão dos EUA, os iraquianos cada vez mais pessimistas
Internacional - 19/03/2007 - 10h13

“LONDRES, 19 mar (AFP) - Quatro anos depois da invasão do Iraque lançada pelos Estados Unidos, os iraquianos se declaram cada vez mais pessimistas quanto ao futuro e manifestam sua rejeição às forças da coalizão e sua desconfiança em relação ao próprio governo, segundo uma pesquisa encomendada pela BCC e outros três meios de comunicação que foi publicada nesta segunda-feira.

A pesquisa, realizada por ocasião dos quatro anos da guerra no Iraque, reflete que a rejeição à presença das tropas estrangeiras no Iraque aumentou consideravelmente neste período.

Segundo a pesquisa, 78% da população iraquiana é contrária à presença das tropas de ocupação e 69% acham que as forças da coalizão só fizeram piorar a situação.

Passados quatro anos, 51% dos iraquianos entrevistados aceitam que sejam realizados ataques politicamente motivados contra as tropas da coalizão. Esta cifra era de 17% há três anos.

A pesquisa, que reflete um Iraque cada vez mais polarizado entre sunitas e xiitas, não deixa dúvidas sobre o pessimismo dos iraquianos em relação a seu futuro, particularmente dos sunitas, hoje uma minoria excluída do poder.

Mais de 1.450 dias depois da invasão, 90% dos entrevistados se queixam da falta de eletricidade e combustível, enquanto 80% dos entrevistados se mostraram insatisfeitos com a falta de trabalho.

No total, 53% dos iraquianos expressaram sua desconfiança em seu próprio governo e apenas 26% afirmaram sentir-se “muito seguros” em seu próprio bairro, contra 40% há três anos, indica a pesquisa realizada pela empresa americana D3 Systems, que consultou mais de dois mil iraquianos nas 18 províncias do país.

A opinião atual dos iraquianos contrasta com a que tinham em 2005, quando uma grande maioria tinha esperanças no futuro do país, observa a pesquisa, que destaca que o pessimismo é mais marcado no centro do Iraque, incluindo Bagdá, onde se encontra o maior número de sunitas.

A pesquisa revela um país polarizado, apesar de uma maioria dos entrevistados (56%) não considerar que o Iraque esteja em meio a uma guerra civil. No entanto, essa porcentagem é bem menor entre os sunitas do que entre os xiitas.

As diferenças entre as duas comunidades religiosas se refletem particularmente na atitudes em relação à execução do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, cujo suposto arsenal nuclear - nunca encontrado ou comprovado - foi a razão dada por Washington e Londres para invadir o Iraque.

Os sunitas questionam a morte de Saddam, que consideram inapropriada, opinando, além disso, que é improvável que sua execução ajude a causa da reconciliação, enquanto os xiitas opinaram o contrário.

Mas, apesar da crescente polarização no tecido social iraquiano - que muitos consideram irreversível - 94% dos pesquisados expressaram que não querem que as diferenças étnicas e religiosas terminem dividindo o país.

A pesquisa foi divulgada por ocasião de um aniversário que voltou a colocar nas ruas neste fim de semana milhares de manifestantes em dezenas de cidades de todo o mundo.

Em Washington, mais de 50.000 pessoas se manifestaram no sábado para exigir o fim da guerra no Iraque, que já custou a vida de milhares de civis iraquianos e mais de três mil soldados americanos. “

Quatro anos de uma guerra sem argumentos sustentáveis. Espero que os governantes prestem atenção nos resultados apresentados pela pesquisa e que essa guerra chegue ao fim.

25% dos soldados americanos voltam do Iraque com problemas psíquicos
Últimas Notícias - 12/03/2007 - 17h52

“Por Mira Oberman CHICAGO, Estados Unidos, 12 mar (AFP) - Um em cada quatro soldados americanos sob cuidado dos sistemas de saúde estatais depois de sua volta do Iraque e do Afeganistão apresenta problemas de ordem psicológica, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Se entre os problemas psicológicos forem incluídos, por exemplo, os casos de violência doméstica, a cifra de ex-combatentes com problemas mentais sobe para 31%.

O estudo, publicado no Archives of Internal Medicine do Journal of the American Medical Association (JAMA), estabelece que mais da metade (56%) dos soldados também apresenta mais de uma doença mental.

As enfermidades psíquicas entre os soldados que retornaram recentemente aos Estados Unidos ou os integrantes da Guarda Nacional são mais numerosas do que as de um estudo publicado há um ano e realizado com militares na ativa, informou à AFP Karen Seal, do Centro Médico de ex-combatentes de San Francisco e chefe da pesquisa.

Somente 12% deles foram diagnosticados anteriormente com transtorno psíquico ou com problemas psico-sociais.

A nova pesquisa, realizada por cientistas da Universidade da Califórnia, estudou os casos de 103.788 soldados atendidos pelo sistema de cuidados de Veteranos de Guerra, financiado pelo Governo, entre 30 de setembro de 2001 e 30 de setembro de 2005. Mais da metade deles tinha menos de 30 anos.

O trabalho estabelece que os militares que correm mais riscos se encontram entre os 18 e 24 anos, mas que as enfermidades psíquicas são freqüentes em todas as categorias.

Os transtornos de estresse pós-traumático são os mais freqüentemente diagnosticados (13% dos soldados), seguidos por ansiedade (6%), depressão e abuso de entorpecentes (5%).

Este estudo é divulgado alguns dias depois de o presidente Bush ter desejado um “exame completo da queixas” dos soldados feridos em combate, depois de um escândalo sobre o tratamento dos militares no Walter Reed Army Medical Center, em Washington.

Com mais de 860.000 queixas médicas e uma espera de mais de um ano para obter um tratamento, vários soldados que retornaram aos Estados Unidos não recebem a ajuda que necessitam, inclusive para problemas psiquiátricos, indicou Joe Davis, um porta-voz do Veterans of Foreign Wars.

O diagnóstico precoce e o tratamento são cruciais caso se pretenda prevenir os problemas mentais “que ameaçam tornar a guerra aos Estados Unidos um fardo para a saúde de cada um e da coletividade”, estimam os autores deste estudo.

29% dos ex-combatentes tiveram acesso às estruturas de cuidados governamentais, segundo o estudo.

Esses resultados também mostram “a necessidade de melhorar a prevenção dos problemas mentais ligados à função militar, em particular entre os mais jovens”, acrescentaram eles.

Esses americanos!!! Acharam que a guerra se resume aos filmes que vêem!!! As conseqüências a gente está vendo ai. E mesmo vendo todas essas conseqüências, o governo americano continua insistindo nessa guerra, incentivando mais jovens a participar…

Mas aqui não um espaço para eu discutir o que acho certo ou errado, o mais importante para mim nesse artigo é a utilização da estatística para sustentação das afirmações mencionadas. Caso deseje ler o original completo desse artigo em pdf é necessário se cadastrar e contribuir… Mas o abstract é free!!!

Quase 60% dos americanos apóiam saída do Iraque até 2008
Com Associated Press - Folha Online - 13/03/2007 - 12h43

Quase seis em cada dez americanos querem as tropas americanas fora do Iraque imediatamente ou dentro de um ano, de acordo com pesquisa divulgada pela rede de TV americana CNN nesta terça-feira.

Apesar de o apoio à decisão do presidente americano, George W. Bush, de enviar mais tropas ao Iraque ter crescido para 37% –contra 32% em janeiro–, uma estreita maioria de 52% afirma que o Congresso deveria bloquear o fundo para isso.

De acordo com a pesquisa, a maioria dos americanos apóia uma retirada das tropas do Iraque, com 21% querendo que isso seja feito imediatamente e 37% dizendo que os militares deveriam retornar para casa dentro de um ano. Outros 39% opinaram que os soldados devem permanecer no Iraque enquanto for necessário.

Lauren Frayer/AP

Soldados dos EUA descansam após chegada a base em Baquba; americanos querem retirada
A pesquisa da CNN foi realizada de sexta-feira (9) a domingo (11) pela Opinion Research Corp., com 1.027 adultos. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima e para baixo.

Bush anunciou em janeiro que enviaria mais 21.500 soldados para o Iraque para enfrentar a guerra sectária e os rebeldes sunitas.

A Casa Branca aprovou a ida de outros 4.400 soldados no último final de semana, devido ao aumento esperado do número de prisioneiros.

A decisão é impopular, de acordo com a última pesquisa, embora a oposição tenha declinado. O estudo desta semana revelou que 59% dos entrevistados se opõem ao plano do presidente, contra 66% em janeiro. Já o apoio à decisão de Bush de enviar mais tropas ao Iraque aumentou para 37%, contra 32% em janeiro.

Uma estreita maioria de 52% diz que o Congresso deveria bloquear os fundos para isso. Para 43%, porém, o Congresso não deveria fazer isso.

Divisão democrata

A liderança democrata no Congresso, com o apoio de alguns republicanos, se opõe ao envio de mais tropas. Mas os esforços para usar o controle congressional sobre os gastos militares do presidente provocou uma divisão entre os democratas.

Líderes democratas querem incluir a exigência da retirada das tropas até o segundo semestre de 2008 à solicitação emergencial de Bush por mais US$ 100 bilhões em gastos de guerra. Caso o presidente americano não prove que o governo do Iraque está realizando progressos, a retirada seria feita até o final deste ano.

Em discurso ao Comitê Israelo-Americano de Assuntos Públicos, nesta segunda-feira, o vice-presidente Dick Cheney disse que até mesmo a discussão sobre uma retirada diz aos inimigos que eles devem olhar o relógio e esperar a saída americana.

A porta-voz da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, respondeu que Cheney e Bush estão pedindo um “compromisso aberto” às tropas americanas, contra o conselho de líderes militares.

A Casa Branca e republicanos alertaram os líderes democratas contra planos que podem atrapalhar os comandantes americanos no Iraque.

Porém, a pesquisa da CNN revela que os americanos estão mais receptivos à idéia de o Congresso tomar a liderança, com 47% dizendo que o Congresso deveria ser o principal responsável pelas definições das políticas de guerra. Outros 33% afirmaram que o presidente deveria ser o responsável principal por definir o curso da nação.”

Fico feliz em ver que a pesquisa realizada demonstrou que os americanos estão atentando para ignorância dessa “guerra”.