Pessoas de olhos azuis têm o mesmo ancestral, diz estudo
01 de fevereiro, 2008 - 09h19 GMT (07h19 Brasília)

Todas as pessoas com olhos azuis teriam o mesmo antepassado comum, sugere um estudo realizado por cientistas genéticos da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Segundo os especialistas, uma mutação ocorrida num gene de apenas uma pessoa há cerca de 10 mil anos teria alterado a produção da melanina - pigmento que dá cor aos olhos, pele e cabelo – na íris.

“Isso indica que a mutação ocorrida em apenas uma pessoa foi transmitida para todas as outras subseqüentes que têm olhos azuis”, diz o estudo, publicado na revista especializada Human Genetics.

Variações na cor dos olhos - castanhos, verdes e cinzas - podem ser explicadas por quantidades diferentes de melanina na íris, mas a cor azul conta apenas uma pequena quantidade do pigmento, afirmam os especialistas.

Variações

O coordenador da pesquisa, Hans Eidberg, acredita que todos os seres humanos tinham olhos castanhos até que uma mutação genética no gene OCA2 desencadeou um processo que literalmente “desligou” a capacidade de produção da cor castanha na íris.

Os cientistas analisaram o DNA de 800 pessoas com olhos azuis de várias regiões do mundo, como o norte da Europa, Jordânia e Turquia.

“Todos eles, com exceção de possivelmente um, tinham exatamente a mesma seqüência de DNA na região do gene OCA2. Para mim, isso indica que 99,5% dos pesquisados têm um único ancestral comum”, disse Eidberg.

O pesquisador salientou que homens e mulheres com olhos azuis têm praticamente a mesma seqüência genética na parte do DNA responsável pela cor dos olhos. Entretanto, os de olhos castanhos apresentam um grau considerável de variações individuais na área do DNA.

* * * * * * *

Pelo jeito será mais fácil acertar o azul dos olhos de um bebê no futuro do que se os pais pedirem castanho!!! O estudo genético vem evoluindo cada vez mais rápido, tenho certeza que logo-logo o primeiro humano criado em laboratório surgirá… e ele não será nada parecido com Frankenstein… isso se ele já não estiver entre nós!!! Creio que a janela da alma está servindo de porta para um novo mundo!!!

Latino-americanos são os que menos confiam em políticos
17 de janeiro, 2008 - 13h57 GMT (11h57 Brasília)

A população da América Latina é a que menos confia na honestidade dos políticos, indica uma pesquisa do grupo Gallup Internacional. Entre os latino-americanos entrevistados, 77% disseram acreditar que os políticos são desonestos.

O resultado faz parte da pesquisa “Voz do Povo” divulgada nesta quinta-feira, que afirma também que 30% dos entrevistados acreditam que o mundo vai ser menos seguro no futuro.

Entre outubro e dezembro de 2007, o Gallup entrevistou 61,6 mil pessoas em 60 países para elaborar a “Voz do Povo” – que representaria as opiniões de 1,5 bilhão de cidadãos.

O Brasil não entrou no levantamento, mas entre os países latino-americanos analisados, a Colômbia é que a menos confia em seus políticos (90% dos entrevistados acham que a categoria é desonesta), seguida por Paraguai (89%), Bolívia (88%) e Equador (87%).

Os países mais pessimistas sobre o futuro, segundo a pesquisa, são os Estados Unidos e o Canadá, onde 62% dos entrevistados disseram acreditar que o mundo vai ser menos seguro no futuro. Apenas 13% manifestaram a opinião contrária.

Prioridades

No Oriente Médio, o percentual de entrevistados que acredita que o mundo vai estar mais seguro no futuro é maior (23%), embora mais de a metade (51%) seja da opinião contrária.

Para os latino-americanos, as principais prioridades dos líderes mundiais deveriam ser eliminar a miséria e a fome no mundo (27%) e proteger o meio ambiente (18%).

Outras questões, como incentivar o crescimento econômico e incrementar a economia mundial, reduzir as diferenças entre países ricos e pobres e diminuir o número de conflitos e guerras no mundo ficam empatados no terceiro lugar, com 9% das respostas.

Para os latino-americanos, a chamada guerra contra o terrorismo aparece atrás dessas questões, com 6% das respostas. O assunto menos importante entre os escolhidos pelo Gallup foi a promoção da igualdade entre homens e mulheres (1%).

Europa

Já entre os países europeus, a prioridade número um é a redução da fome e da miséria no mundo (17%), seguida pelo fim das guerras e conflitos (13%) e pela proteção do meio ambiente e redução das diferenças entre países ricos e pobres (12%).

Na África, no entanto, essa é a principal preocupação dos cidadãos (17%), ao lado de incentivos ao crescimento econômico e incrementar a economia mundial, seguidos por redução da fome e da miséria no mundo (15%).

Os resultados contrastam com as prioridades dos Estados Unidos e do Canadá, onde a redução de guerras e conflitos (18%) e o combate ao terrorismo (17%) são as duas principais preocupações da população, segundo o Gallup, seguidos por incentivos ao crescimento econômico e incrementar a economia mundial (16%).

O Oriente Médio, no entanto, é a única região em que o combate ao terrorismo encabeça a lista de prioridades (29%), seguido pelo fim das guerras (19%).

A pesquisa foi realizada sob encomenda do Fórum Econômico Mundial, que volta a se reunir neste ano em Davos, entre 23 e 27 de janeiro.

* * * * * *

Minha primeira pergunta ao terminar de ler esse artigo foi: por que eles deixaram de fora o Brasil, uma vez que temos uma filial do Instituto Gallup no Brasil ??? Por que nossa opinião não tem importância?

Pensando nessa exclusão, lembrei de um comercial…


Infelizmente, a política no Brasil sempre é palco de piada e, como sempre, quem paga os custos desses espetáculos somos nós os contribuintes…


Falando nisso!!! Não esqueça do IPTU, do IPVA e que esse ano é ano de eleição!!!

Pesquisa: Senado tem mais de 1,5 mil faltas em 2007
Quinta, 20 de dezembro de 2007, 06h11 Atualizada às 08h20


O Senado registrou 1.545 faltas nas 119 sessões reservadas para votações entre 6 de fevereiro e 12 de dezembro deste ano, de acordo com levantamento do site Congresso em Foco, especializado no acompanhamento das atividades parlamentares.

Com isso, a média de ausências do conjunto dos senadores ficou em 16,05%, de acordo com a pesquisa, feita a partir de análise das listas de presença publicadas pelo Diário do Senado, que é o órgão oficial da Casa.

Apenas duas sessões deliberativas realizadas em 2007 conseguiram reunir todos os 81 senadores - as que livraram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) da cassação, segundo a pesquisa do Congresso em Foco.

O levantamento apontou como o senador com maior número de faltas neste ano o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), que compareceu a apenas 44 sessões deliberativas.

“Considerando o total de sessões realizadas durante o tempo em que ele estava no exercício do mandato, o índice de faltas de Collor foi de 42,11%”, disse a pesquisa.

O senador mais assíduo neste ano foi Marco Maciel (Democratas-PE), que compareceu a 113 das 119 sessões deliberativas realizadas até o último dia 12. Ele foi seguido de Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Antônio Carlos Valadares (PSD-SE), Valter Pereira (PMDB-MS) e Leomar Quintanilha (PMDB-TO), de acordo com o levantamento.


Não, eu não quero discutir política aqui!!! Só quero te lembrar que esse ano teremos eleição e o mandato de senador é de 8 anos!!! Foram 119 sessões em 310 dias (06/02 - 12/12) com, aproximadamente, 13 faltas por sessão!!! Se você faltasse com essa freqüência ao seu trabalho com certeza seria demitido!!! Pense nisso na hora de votar e acompanhe o congresso por aqui!!!

Os números têm perna curta
Valor Econômico - 31/08/2001 - Caderno: Fim de Semana - pg 10

Malditas mentiras e estatísticas: Escritor americano derruba os mitos forjados por vistosos algarismos.

Quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a queda de 0,99% do PIB no segundo trimestre, há duas semanas, não imaginava a polêmica que acabava de criar. Os economistas mais mal-humorados reclamaram do número, que estaria exagerado graças à manipulação incorreta de dados do setor de telecomunicações pelos técnicos do IBGE. Outros, mais conformados, se lembraram apenas de uma antiga piada: “Estatística é assim mesmo. Tire um ’s’ e vira esta titica.”

Felizmente, Sérgio Besserman, o presidente do IBGE, prefere os números às piadas e deve estar buscando a verdade por trás das estatísticas do PIB. O comediante da família Besserman, por sinal, é seu irmão mais novo, Cláudio. Ele mesmo, o Bussunda do “Casseta & Planeta”. Ambos sabem que os números, conforme o mensageiro, podem fazer rir (”quantos portugueses são necessários para trocar uma lâmpada?”) ou chorar (”o Brasil tem 50 milhões de miseráveis”). Na telinha da TV, ou nas planilhas do IBGE, todo cuidado é pouco com as combinações dos dez inocentes algarismos arábicos.

Dizem que os números não mentem. Mas eles são como as armas de fogo, que não matam. Quem aperta o gatilho são os homens. As estatísticas, assim como os economistas e os comediantes, podem ser boas ou ruins. Podem servir propósitos nobres ou vis. Podem ser honestas ou manipuladas. Ou, então, simplesmente distorcidas ao longo do tempo, como ocorre na brincadeira do telefone sem fio. “Deve-se tomar cuidado com elas”, diz o escritor Joel Best, autor do livro “Damned Lies and Statistics” (Malditas Mentiras e Estatísticas, em tradução livre, University of California Press, 196 págs., US$ 19,95), publicado há quatro meses nos Estados Unidos.

Ninguém melhor do que um americano para desvendar o lado perigoso das estatísticas. Os Estados Unidos são obcecados por números e têm estatísticas para tudo. Todas as manhãs, o presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, aproveita o banho de banheira para ler milhares de levantamentos setoriais sobre o ritmo de atividade econômica. Lá, como aqui, a interpretação das estatísticas é fundamental para determinar a política de juros do banco central, que afeta o dia-a-dia das pessoas e das empresas.

O mundo é muito complicado e precisa de estatísticas para ser mais bem compreendido, defende Best, um bem-humorado professor de Sociologia e Justiça Criminal da Universidade de Delaware, na costa leste americana. “Mas deve-se pensar de forma crítica sobre os números, sejam eles quais forem”, diz. Uma vez, Best ouviu a seguinte pérola de um aluno, numa defesa de tese: “Todos os anos, desde 1950, o número de crianças americanas mortas por arma de fogo dobrou.” Desconfiado, checou a informação na fonte indicada, um artigo de jornal de 1995. A frase estava lá. Depois, Best fez as contas e concluiu. “Essa é a pior estatística social jamais produzida”, contou ao Valor, por telefone.

Aos números. Suponha que em 1950 tenha havido uma morte infantil causada por um disparo de arma de fogo. Em 1951, o número dobrou para dois. Em 1952, para quatro, e assim por diante. Em 1965, teriam sido assassinadas 32.768 crianças, mais de três vezes o número total de homicídios em todo o país naquele ano, segundo o FBI. Mas números assim são como coelhos e em 1970 a cifra estaria em 1 milhão de pessoas. Em 1980, em 1 bilhão. Três anos depois, teriam sido mortas 8,6 bilhões de crianças, o dobro da população do planeta! Em 1995, ano da publicação do artigo, teriam desaparecido 35 trilhões de crianças - um número realmente astronômico.

A estatística havia sido distorcida, descobriu Best. Segundo o Fundo de Defesa da criança, autor do estudo original, o número de infantes mortos a tiros havia dobrado desde 1950. Ao reconstruir a sentença, um jornalista distraído deu novo sentido à pesquisa, que depois ganhou vida própria nos trabalhos escolares e nas campanhas contra o porte de armas. Números errados, ou simplesmente exagerados, podem atrapalhar em vez de ajudar na solução dos problemas sociais, diz Best. “Muitas vezes, os exemplos terríveis são os casos raros. Eles são mais gritantes, mas acabam levando a ações que não resolvem os problemas reais e mais comuns”, observa.

Ele descreve no livro o fenômeno da “lavagem de números”. Como acontece com as mentiras, a repetição de um número errado durante muito tempo o torna verdade absoluta, inquestionável. A fonte desaparece, mas o estrago permanece. Nos anos 80, as famílias americanas perderam o sono com a estatística apavorante de que sumiam 2 milhões de crianças por ano. Na verdade, muitas apenas fugiam de casa, reaparecendo logo depois. “O medo e o pânico desnecessário são um problema, pois as pessoas podem começar a se preocupar com as coisas erradas. Se você está preocupado com as crianças desaparecidas, não está preocupado com outras coisas, como a pobreza”, diz Best. “É mais difícil matar um império do que uma estatística ruim.”

Isso ocorre porque a maioria das pessoas sofre de “innumeracy“, o equivalente matemático do analfabetismo (em inglês, “illiteracy”). Incapazes de interpretar os números, os pobres mortais simplesmente absorvem as estatísticas como elas são apresentadas. Pelo senso comum, por trás das estatísticas sempre tem alguém que entende de números. É verdade, mas as intenções de quem produz os levantamentos são determinantes em suas conclusões. As estatísticas podem virar armas em disputas em torno de problemas e políticas sociais, afirma Best. Elas têm sempre dois objetivos, um deles geralmente oculto. O objetivo público é dar uma descrição acurada e verdadeira da sociedade. O outro é dar apoio a visões particulares de certos problemas.

Durante anos, o Instituto do Tabaco nos Estados Unidos produziu inúmeras estatísticas para desmentir as evidências científicas de que o cigarro faz mal à saúde. Acabou desmoralizado, mas ajudou a manter o lucro da indústria por muito tempo. Os ativistas antifumo também fazem das suas. Recentemente, um jornal publicou a seguinte estatística: um quinto dos fumantes morre todos os anos por conta de doenças relativas ao consumo de cigarros. “Se fosse assim, o problema do fumo estaria resolvido rapidamente”, ironiza Best. Geralmente, os grupos de interesse são ótimos para questionar as estatísticas de seus oponentes, mas não têm o mesmo espírito crítico com os próprios números. A mídia, apressada e interessada em atrair o público, também contribui para aumentar a ignorância, divulgando sem verificar os números apresentados pelas indústrias e pelas ONGs.

O primeiro passo para detectar uma estatística ruim é desconfiar dos grandes números arredondados. Há 1 milhão de casos de abusos de velhos. Há 3 milhões de sem-teto nos Estados Unidos. Há 1 bilhão de pessoas no mundo vivendo com menos de US$ 1 por dia. “Um número grande e redondo é um indício de que alguém está chutando”, diz Best. Mas não se deve apenas descartar essas estatísticas. Elas podem ser verdadeiras e refletir problemas sérios. O importante é olhar os números de maneira crítica.

A dica é fundamental não apenas na aplicação de políticas públicas, como o controle da violência ou das doenças, mas também para as decisões dos investidores e homens de negócios. Alguém se lembra das incríveis estatísticas sobre o potencial de internautas e dos resultados das empresas da Nova Economia? Os incautos perderam muito dinheiro acreditando em números irreais. Só duvidaram das estatísticas depois que estourou a bolha da tecnologia no mercado acionário. De ativistas a políticos, de industriais a corretores, todos os grupos de interesse sofrem do mesmo problema. “A tentação de fabricar números vistosos é muito grande”, diz Best.

As estatísticas dos órgãos do governo também devem ser analisadas com cuidado. A maneira como são feitas as perguntas pode ajudar determinadas políticas que interessam ao governo, alerta o escritor. Nos Estados Unidos, os números oficiais tendem a ser menos distorcidos. Mas não estão imunes ao erro. No século XIX, a prostituição era considerada um grande problema. Em Nova York, dezenas de estatísticas eram produzidas para ajudar no combate ao “mal social”. Em 1833, os reformistas publicaram um estudo contando “não menos que 10 mil prostitutas”, o equivalente a 10% da população feminina da cidade na época. Em 1866, um bispo da igreja Metodista declarou que havia mais prostitutas do que metodistas em Nova York. Outras estimativas apontaram pelo menos 50 mil. Chamada a agir, a prefeitura começou a fazer o próprio levantamento. A Polícia de Nova York, responsável pelo combate à prática, contou apenas 1.223 prostitutas em 1872. Na época, as mulheres nova-iorquinas somavam meio milhão. No fundo, todos estavam mentido.
“Damned Lies and Statistics - Untangling Numbers from the Media, Politicians, and Activists”. Joel Best, 199 págs., US$ 19,95. University of California Press.


É claro que um estatístico não é dono da verdade!!! Só que não é apenas o estatístico que divulga dados estatísticos… temos muitos profissionais que não possuem essa graduação, mas que exercem essa (des)função!!! Estatística vai além de calcular médias e percentuais e é ai que muitos se perdem em suas análises. Não estou aqui para achar culpados, mas para começar a exigir que estatísticas sejam realizadas por estatísticos e que seja cobrado, acima de tudo, ética e responsabilidade na divulgação de informações por esses profissionais!!!


O vídeo é só para vocês refletirem sobre as mentiras da verdade e também para não esquecerem que 2008 é ano de eleição e muitas, muitas estatísticas!!! Aos que desejarem fazer uma paródia a realidade brasileira a letra da música encontra-se no Blog do Patricio Langa - Olhar Sociológico.

Feliz 2008 para todos!!!