Oferta de Estágio nos Correios
Cidade: Curitiba - PR
Curso: ESTATÍSTICA
Carga horária: 4hs/dia
Bolsa-auxílio: R$343,00
Pré-requisito: Estar cursando ou acima do 4º semestre
Envio de currículo: est.ana.borota@correios.com.br
Contato: 41 3310-2528 com Ana Carolina/Fernanda
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E-mail recebido do Prof Joel Maurício Corrêa da Rosa, Coordenador do Curso de Estatística na UFPR, dia 24/06/08.
Por que escolher o bacharelado em Estatística?
Que tal ser um profissional super versátil, que possa trabalhar em qualquer área e se dar sempre muito bem? E que tal trabalhar com equipes diferentes, poder interagir com vários profissionais e ainda exercer uma função importante? E, melhor ainda, não ter muito concorrente?
Gostou, não é? Pois este profissional existe e pode ser um Estatístico!
O Estatístico é aquele que se forma Bacharel em Estatística. No Brasil há 29 universidades e/ou escolas que oferecem cursos de Bacharelado em Estatística.
Mas, para que serve a Estatística, afinal de contas?
Imagine um médico e um farmacêutico querendo saber se um remédio em desenvolvimento é bom ou ruim. Para testar o remédio, é preciso PLANEJAR muito bem o experimento, COLETAR corretamente os dados, ANALISAR com muito cuidado e DIVULGAR seus resultados de forma honesta e com confiança no que está dizendo. Imagine o perigo de uma pesquisa mal feita num assunto tão importante! Bom, para não colocar a vida de ninguém em risco, é preciso tomar muitos cuidados. Antes de mais nada, é preciso planejar cada etapa abaixo:
O remédio será testado em quem?
– Homens? Mulheres? Idosos? Crianças? Obesos? Jovens? Quem?
Quantas pessoas serão necessárias para testar?
– Basta testar em uma ou duas pessoas? Ou será melhor testar em 10 pessoas? 30? 500? 2.000? Como saber?
– Há dinheiro para testar em tanta gente?
E se houver dois grupos de pessoas?
– Para um grupo de voluntários dá-se o remédio a ser testado; para o outro grupo, dá-se um remédio “de mentirinha”, chamado placebo, mas não se conta a verdade para ninguém. Será que há diferença nos resultados de um grupo para outro?
– Mas o remédio foi testado só com um grupo de pessoas, em geral voluntários, como é que depois pode-se afirmar que este remédio vai ser bom para todo mundo? É certeza absoluta?
O Estatístico é exatamente o profissional que auxiliará tanto o médico como o farmacêutico em cada uma destas etapas: desde o tipo de voluntário, quantidade e controle das pessoas que farão parte do experimento (amostragem), na coleta cuidadosa e minuciosa dos dados (campo), na organização destes dados no computador (banco de dados e tabulação), na hora de fazer todas as comparações interessantes, interpretar os resultados (testes estatísticos) e divulgá-los para todos os envolvidos (análises estatísticas). Como os testes são feitos somente num grupo de pessoas, existe uma pequena chance de haver um erro, não é mesmo? O Estatístico saberá dizer que tipo de erro poderá ocorrer e com que grau de certeza o resultado será divulgado.
A Estatística é um conjunto de técnicas e métodos que vai ajudar o Estatístico em todas as etapas acima: na amostragem, na organização dos dados, na geração de tabelas e análises comparativas, na interpretação dos resultados, de forma que todas as afirmações possam ser feitas dentro de um limite de segurança estabelecido.
Mas a Estatística não é usada só para ver se o remédio é bom ou não. Se você pensar bem, muita coisa do nosso dia-a-dia acontece em conseqüência de estudos que levam em conta análises estatísticas. Vejam alguns exemplos:
· Você abre o jornal e lê a manchete: “Cruzamentos: perigo à vista”. A matéria mostra um gráfico sobre criminalidade na cidade e traz evidências de que num certo cruzamento houve muito mais assaltos do que noutros. Quantas pessoas evitarão este cruzamento ou passaraõ a ter atenção redobrada nestes locais?
· Um estudo científico mostra que mulheres fumantes têm probabilidade maior de desenvolver câncer do pulmão do que homens fumantes. Quantas mulheres não pararam de fumar diante desta notícia?
· A CET faz um estudo sobre o trânsito na cidade de São Paulo e decide se o rodízio será necessário ou não com base nas estatísticas sobre a quantidade e tipos de veículos diariamente nas ruas, locais mais congestionados, horários de pico, etc.
· A prefeitura da cidade reformula o sistema de transporte público com base nos relatórios estatísticos contendo informações detalhadas sobre fluxo de passageiros, linhas mais requisitadas, tempo de ociosidade, demanda vs. oferta, etc.
· O governo divulga dados estatísticos que influenciam todos os índices financeiros que usamos no dia-a-dia: comércio, indústria, transporte, clientes, etc… que vão influenciar nas contas que vamos pagar (prestações, crediário, luz, água, telefone, gás, etc.)
Fonte: MEC-INEP / 2006
TOTAL DE VAGAS AUTORIZADAS: 1513
REGIÕES NORTE - 82 vagas
Universidade Federal do Amazonas - UFAM - Matutino/Vespertino: 40 vagas REGIÃO NORDESTE - 455 vagas
Escola Superior de Estatística da Bahia - ESEB - Noturno: 75 vagas
Universidade Federal da Bahia - UFBA - Matutino/Vespertino: 40 vagas
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE - Integral: 30 vagas
Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP - Noturno: 50 vagas
Universidade Federal de Sergipe - UFS - Noturno: 30 vagas
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN - Matutino: 50 vagas
Universidade Federal do Ceará - UFC - Integral: 80 vagas
Universidade Federal da Paraíba - UFPB - Matutino: 20 vagas
Universidade Estadual da Paraíba - UEPB - Matutino: 40 vagas e Noturno: 40 vagas REGIÃO CENTRO-OESTE - 10 vagas
Universidade de Brasília - UnB - Matutino/Vespertino: 10 vagas
REGIÃO SUDESTE - 780 vagas
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ - Matutino/Vespertino: 20 vagas
Universidade Federal Fluminense - UFF - Diurno (30 vagas/semestre): 60 vagas
Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE - Matutino: 60 vagas e Noturno: 60 vagas
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES - Matutino: 40 vagas
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - Matutino/Vespertino: 70 vagas
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG - Matutino: 35 vagas
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF - Matutino: 25 vagas
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP - Matutino/Vespertino: 30 vagas
Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR - Integral: 30 vagas
Centro Universitário Capital - UNICAPITAL - Matutino: 50 vagas e Noturno: 50 vagas
Universidade de São Paulo - USP - Integral: 40 vagas
Universidade de São Paulo – USP – Matemática Computacional com especialização em Estatística - Noturno: 50 vagas
REGIÃO SUL - 186 vagas
Instituto Superior Tupy – Campus Joinville - Noturno: 40 vagas
Universidade Estadual de Maringá - UEM - Noturno: 40 vagas
Universidade Federal do Paraná - UFPR - Noturno: 66 vagas
Terça, 4 de dezembro de 2007, 11h37 Atualizada às 12h45
Os alunos brasileiros estão entre os piores em conhecimentos de matemática e capacidade de leitura, segundo um estudo elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Ainda assim, os alunos brasileiros marcaram 370 pontos em matemática, 13 a mais do que em 2003, quando foi feita a última sondagem. No quesito leitura, no entanto, o país piorou, marcando 10 pontos a menos do que em 2003, baixando de 403 para 393.
A OCDE não divulgou as posições que o Brasil ocupou nos rankings de 2003. Com os resultados, o Brasil só foi melhor do que Tunísia, Catar e Cazaquistão nos conhecimentos matemáticos. Taiwan, Finlândia e Hong Kong (China) lideram a lista.
No quesito leitura, o país ficou à frente apenas de Montenegro, Colômbia, Tunísia, Argentina, Azerbaijão, Catar e Cazaquistão. Os primeiros da listagem foram Coréia do Sul, Finlândia e Hong Kong (China).
Na quinta-feira passada, a OCDE já havia divulgado os resultados da pesquisa referentes à disciplinano de ciências. O Brasil também ficou entre os últimos da lista, à frente apenas da Colômbia, Tunísia, Azerbaijão, Catar e Quirguistão.
O estudo da OCDE é o principal instrumento de comparação internacional do desempenho entre estudantes do ensino médio e é divulgado a cada três anos.
O teste avaliou o conhecimento de ciências, matemática, capacidade de leitura e analisou como os estudantes aplicam esses conhecimentos para resolver problemas do dia-a-dia.
Ao lançar os resultados finais do relatório em Tóquio, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, comentou que a pesquisa “enfatiza a importância da educação para o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade”.
“Políticas inovadoras e efetivas de educação abrem grandes oportunidades para os indivíduos. Elas são a base para as economias vibrantes”, disse Gurría.
Bom que a educação não é valorizada, faz tempo, em nosso país todo mundo esta cansado de saber!!! Realmente, não vejo muita motivação no governo em querer mudar isso!!! O que temos que nos contentar é que, mesmo sendo para provocar as mulheres, temos muita criatividade na hora de mostrar nossos dotes matemáticos!
Olá pessoal, o Este ou Aquele? também está na campanha: “Eu vou exterminar todos os mosquitos do Universo!!!” , mas uma vez que esse Blog visa mostrar a importância da estatística em nossas vidas, não poderíamos deixar de cita-la!!!
No segundo semestre do ano de 2006, cursei uma disciplina chamada “Laboratório I”, onde apresentamos relatórios com análises estatísticas. Lembrei do trabalho apresentado pelos meus amigos Wagner Hugo Bonat e Henrique Dallazzuana, o qual leva o nome de “Métodos estatísticos aplicados no monitoramento de ovos do mosquito Aedes Aegypti” na cidade de Recife-PE e conta com a orientação do Prof. Dr. Paulo Justiniano Ribeiro Jr.
Como surgiu o Projeto SAUDAVEL
“A degradação do meio ambiente e os problemas sócio-culturais no Brasil afetam o cenário epidemiológico urbano brasileiro, levando-o a ser destaque na mídia nacional e internacional, decorrente de epidemias de dengue, leptospirose, a recorrência de tuberculose, entre outras. Diante dessa realidade constatou-se que é de fundamental importância criar métodos capazes de detectar precocemente o número de casos que caracterizam surtos epidêmicos, modelar e identificar fatores de risco e de proteção nas situações endêmicas e epidêmicas. Nesta perspectiva foi elaborado o Projeto SAUDAVEL (Sistema de Apoio Unificado para Detecção e Acompanhamento em Vigilância Epidemiológica), o qual pretende contribuir para aumentar a capacidade do setor de saúde no controle de doenças transmissíveis, demonstrando ser necessário desenvolver novos instrumentos para a prática da vigilância epidemiológica, incorporando aspectos ambientais, identificadores de risco e métodos automáticos e semi-automáticos, que permitam a detecção de surtos e seu acompanhamento no espaço e no tempo.” (fonte)
Neste trabalho você poderá verificar como é desenvolvido o procedimento para a visualização espaço-temporal dos dados do experimento de coleta de ovos do mosquito Aedes Aegypti bem como os locais mais atingidos pelo mosquito em Recife.
Então se você mora em Recife e também quer participar da campanha: “Eu vou exterminar todos os mosquitos do Universo!!!” dá uma olhadinha nos bairros mais afetados, daí você pega sua Raquete Elétrica e mata mosquito até cansar!!!
Quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a queda de 0,99% do PIB no segundo trimestre, há duas semanas, não imaginava a polêmica que acabava de criar. Os economistas mais mal-humorados reclamaram do número, que estaria exagerado graças à manipulação incorreta de dados do setor de telecomunicações pelos técnicos do IBGE. Outros, mais conformados, se lembraram apenas de uma antiga piada: “Estatística é assim mesmo. Tire um ’s’ e vira esta titica.”
Felizmente, Sérgio Besserman, o presidente do IBGE, prefere os números às piadas e deve estar buscando a verdade por trás das estatísticas do PIB. O comediante da família Besserman, por sinal, é seu irmão mais novo, Cláudio. Ele mesmo, o Bussunda do “Casseta & Planeta”. Ambos sabem que os números, conforme o mensageiro, podem fazer rir (”quantos portugueses são necessários para trocar uma lâmpada?”) ou chorar (”o Brasil tem 50 milhões de miseráveis”).
Na telinha da TV, ou nas planilhas do IBGE, todo cuidado é pouco com as combinações dos dez inocentes algarismos arábicos.Dizem que os números não mentem. Mas eles são como as armas de fogo, que não matam. Quem aperta o gatilho são os homens. As estatísticas, assim como os economistas e os comediantes, podem ser boas ou ruins. Podem servir propósitos nobres ou vis. Podem ser honestas ou manipuladas. Ou, então, simplesmente distorcidas ao longo do tempo, como ocorre na brincadeira do telefone sem fio. “Deve-se tomar cuidado com elas”, diz o escritor Joel Best, autor do livro “Damned Lies and Statistics” (Malditas Mentiras e Estatísticas, em tradução livre, University of California Press, 196 págs., US$ 19,95), publicado há quatro meses nos Estados Unidos.
Ninguém melhor do que um americano para desvendar o lado perigoso das estatísticas. Os Estados Unidos são obcecados por números e têm estatísticas para tudo. Todas as manhãs, o presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, aproveita o banho de banheira para ler milhares de levantamentos setoriais sobre o ritmo de atividade econômica. Lá, como aqui, a interpretação das estatísticas é fundamental para determinar a política de juros do banco central, que afeta o dia-a-dia das pessoas e das empresas.
O mundo é muito complicado e precisa de estatísticas para ser mais bem compreendido, defende Best, um bem-humorado professor de Sociologia e Justiça Criminal da Universidade de Delaware, na costa leste americana. “Mas deve-se pensar de forma crítica sobre os números, sejam eles quais forem”, diz. Uma vez, Best ouviu a seguinte pérola de um aluno, numa defesa de tese: “Todos os anos, desde 1950, o número de crianças americanas mortas por arma de fogo dobrou.” Desconfiado, checou a informação na fonte indicada, um artigo de jornal de 1995. A frase estava lá. Depois, Best fez as contas e concluiu. “Essa é a pior estatística social jamais produzida”, contou ao Valor, por telefone.
Aos números. Suponha que em 1950 tenha havido uma morte infantil causada por um disparo de arma de fogo. Em 1951, o número dobrou para dois. Em 1952, para quatro, e assim por diante. Em 1965, teriam sido assassinadas 32.768 crianças, mais de três vezes o número total de homicídios em todo o país naquele ano, segundo o FBI. Mas números assim são como coelhos e em 1970 a cifra estaria em 1 milhão de pessoas. Em 1980, em 1 bilhão. Três anos depois, teriam sido mortas 8,6 bilhões de crianças, o dobro da população do planeta! Em 1995, ano da publicação do artigo, teriam desaparecido 35 trilhões de crianças - um número realmente astronômico.
A estatística havia sido distorcida, descobriu Best. Segundo o Fundo de Defesa da criança, autor do estudo original, o número de infantes mortos a tiros havia dobrado desde 1950. Ao reconstruir a sentença, um jornalista distraído deu novo sentido à pesquisa, que depois ganhou vida própria nos trabalhos escolares e nas campanhas contra o porte de armas. Números errados, ou simplesmente exagerados, podem atrapalhar em vez de ajudar na solução dos problemas sociais, diz Best. “Muitas vezes, os exemplos terríveis são os casos raros. Eles são mais gritantes, mas acabam levando a ações que não resolvem os problemas reais e mais comuns”, observa.
Ele descreve no livro o fenômeno da “lavagem de números”. Como acontece com as mentiras, a repetição de um número errado durante muito tempo o torna
verdade absoluta, inquestionável. A fonte desaparece, mas o estrago permanece. Nos anos 80, as famílias americanas perderam o sono com a estatística apavorante de que sumiam 2 milhões de crianças por ano. Na verdade, muitas apenas fugiam de casa, reaparecendo logo depois. “O medo e o pânico desnecessário são um problema, pois as pessoas podem começar a se preocupar com as coisas erradas. Se você está preocupado com as crianças desaparecidas, não está preocupado com outras coisas, como a pobreza”, diz Best. “É mais difícil matar um império do que uma estatística ruim.”Isso ocorre porque a maioria das pessoas sofre de “innumeracy“, o equivalente matemático do analfabetismo (em inglês, “illiteracy”). Incapazes de interpretar os números, os pobres mortais simplesmente absorvem as estatísticas como elas são apresentadas. Pelo senso comum, por trás das estatísticas sempre tem alguém que entende de números. É verdade, mas as intenções de quem produz os levantamentos são determinantes em suas conclusões. As estatísticas podem virar armas em disputas em torno de problemas e políticas sociais, afirma Best. Elas têm sempre dois objetivos, um deles geralmente oculto. O objetivo público é dar uma descrição acurada e verdadeira da sociedade. O outro é dar apoio a visões particulares de certos problemas.
Durante anos, o Instituto do Tabaco nos Estados Unidos produziu inúmeras estatísticas para desmentir as evidências científicas de que o cigarro faz mal à saúde. Acabou desmoralizado, mas ajudou a manter o lucro da indústria por muito tempo. Os ativistas antifumo também fazem das suas. Recentemente, um jornal publicou a seguinte estatística: um quinto dos fumantes morre todos os anos por conta de doenças relativas ao consumo de cigarros. “Se fosse assim, o problema do fumo estaria resolvido rapidamente”, ironiza Best. Geralmente, os grupos de interesse são ótimos para questionar as estatísticas de seus oponentes, mas não têm o mesmo espírito crítico com os próprios números. A mídia, apressada e interessada em atrair o público, também contribui para aumentar a ignorância, divulgando sem verificar os números apresentados pelas indústrias e pelas ONGs.
O primeiro passo para detectar uma estatística ruim é desconfiar dos grandes números arredondados. Há 1 milhão de casos de abusos de velhos. Há 3 milhões de sem-teto nos Estados Unidos. Há 1 bilhão de pessoas no mundo vivendo com menos de US$ 1 por dia. “Um número grande e redondo é um indício de que alguém está chutando”, diz Best. Mas não se deve apenas descartar essas estatísticas. Elas podem ser verdadeiras e refletir problemas sérios. O importante é olhar os números de maneira crítica.A dica é fundamental não apenas na aplicação de políticas públicas, como o controle da violência ou das doenças, mas também para as decisões dos investidores e homens de negócios. Alguém se lembra das incríveis estatísticas sobre o potencial de internautas e dos resultados das empresas da Nova Economia? Os incautos perderam muito dinheiro acreditando em números irreais. Só duvidaram das estatísticas depois que estourou a bolha da tecnologia no mercado acionário. De ativistas a políticos, de industriais a corretores, todos os grupos de interesse sofrem do mesmo problema. “A tentação de fabricar números vistosos é muito grande”, diz Best.
As estatísticas dos órgãos do governo também devem ser analisadas com cuidado. A maneira como são feitas as perguntas pode ajudar determinadas políticas que interessam ao governo, alerta o escritor. Nos Estados Unidos, os números oficiais tendem a ser menos distorcidos. Mas não estão imunes ao erro. No século XIX, a prostituição era considerada um grande problema. Em Nova York, dezenas de estatísticas eram produzidas para ajudar no combate ao “mal social”. Em 1833, os reformistas publicaram um estudo contando “não menos que 10 mil prostitutas”, o equivalente a 10% da população feminina da cidade na época. Em 1866, um bispo da igreja Metodista declarou que havia mais prostitutas do que metodistas em Nova York. Outras estimativas apontaram pelo menos 50 mil. Chamada a agir, a prefeitura começou a fazer o próprio levantamento. A Polícia de Nova York, responsável pelo combate à prática, contou apenas 1.223 prostitutas em 1872. Na época, as mulheres nova-iorquinas somavam meio milhão. No fundo, todos estavam mentido.
“Damned Lies and Statistics - Untangling Numbers from the Media, Politicians, and Activists”. Joel Best, 199 págs., US$ 19,95. University of California Press.
É claro que um estatístico não é dono da verdade!!! Só que não é apenas o estatístico que divulga dados estatísticos… temos muitos profissionais que não possuem essa graduação, mas que exercem essa (des)função!!! Estatística vai além de calcular médias e percentuais e é ai que muitos se perdem em suas análises. Não estou aqui para achar culpados, mas para começar a exigir que estatísticas sejam realizadas por estatísticos e que seja cobrado, acima de tudo, ética e responsabilidade na divulgação de informações por esses profissionais!!!
O vídeo é só para vocês refletirem sobre as mentiras da verdade e também para não esquecerem que 2008 é ano de eleição e muitas, muitas estatísticas!!! Aos que desejarem fazer uma paródia a realidade brasileira a letra da música encontra-se no Blog do Patricio Langa - Olhar Sociológico.
Feliz 2008 para todos!!!
Pesquisa mundial sobre código aberto chega ao Brasil
InfomediaTV - Quarta, 14 de junho de 2006, 16h51 Atualizada às 20h32
O mapeamento da comunidade é considerado peça chave para sua expansão. Segundo o site de divulgação da pesquisa FlossWorld, esse fortalecimento será acompanhado pela realização de workshops regionais e internacionais. Isso significa maior visibilidade para os encontros locais. Para participar, acesse o endereço rau-tu.ccuec.unicamp.br/floss
Procurei no Google por resultados… mas não achei!!! Alguém ai respondeu essa pesquisa???
Por Fábio de Castro em 10/08/2007
Agência FAPESP – Adolescentes que trabalham consomem álcool, tabaco e outras drogas em quantidades expressivamente maiores do que jovens não-trabalhadores. Esse foi o principal resultado de um estudo realizado com 2.718 estudantes da rede estadual de ensino em Cuiabá.
A pesquisa foi feita em trabalho de doutorado de Delma Perpétua Oliveira de Souza, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), defendida no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com orientação do professor Dartiu Xavier da Silveira.
Resultados do estudo foram publicados pelos dois autores na edição atual da Revista Brasileira de Epidemiologia, da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva.Os pesquisadores trabalharam com a hipótese de que estudantes trabalhadores teriam padrões mais altos de utilização de drogas, mas a diferença surpreendeu. “Ao combinar diversas variáveis, identificamos que a chance de usar drogas ao longo da vida é 1,5 vez maior entre os jovens trabalhadores. É um padrão que chama a atenção e dá mais um motivo para achar que eles não deveriam trabalhar”, disse Silveira à Agência FAPESP. O estudo mostra que, entre os adolescentes trabalhadores, o álcool já foi usado por 81%, contra 64,8% dos não-trabalhadores. No caso do tabaco, a porcentagem é de 43,7% contra 26,8%, respectivamente. O uso de maconha foi feito por 8,6%, contra 4,4% entre os não-trabalhadores. A cocaína foi usada por 3,2% contra 1,4% e as anfetaminas por 6,9% contra 3,6%.
Os pesquisadores avaliaram uma amostra de 798 adolescentes trabalhadores e de 1.493 não-trabalhadores, matriculados na rede estadual de educação básica da área urbana de Cuiabá. As idades variaram de 10 a 20 anos. Um questionário de autopreenchimento foi aplicado em sala de aula, indagando sobre aspectos sociodemográficos, sociais e consumo das substâncias psicoativas.
O objetivo foi identificar o padrão de uso das substâncias ilegais, do álcool e do tabaco e quais fatores poderiam ser relacionados ou predizer o uso. Para identificar as interações entre as variáveis, a equipe adotou a técnica Chi-squared Automatic Interaction Detection (Chaid), um procedimento para modelagem de segmentação.
De acordo com Silveira, a técnica evitou os resultados exclusivamente descritivos dos testes estatísticos usados na maioria dos trabalhos com levantamentos epidemiológicos. “O trabalho teve uma amostra muito ampla, que possibilitou usar essa técnica estratificada de análise. Isso permitiu uma avaliação profunda de subgrupos, que revelou uma ampla diversidade de fatores de risco. Mas ficou evidente que o trabalho realmente influencia o uso indevido de drogas em todos os casos”, disse.
Para o professor da Unifesp, é provável que dois fatores principais aumentem o uso de drogas entre adolescentes trabalhadores: a inserção precoce no mundo adulto e o acesso à renda própria. “Podemos inferir isso, mas tudo sempre depende de uma combinação de fatores. Todo fator só se transforma efetivamente em fator de risco na medida em que se associa a outros”, destacou.
Uso recente
Ao avaliar o uso recente (no último mês) de álcool, tabaco e outras drogas, os pesquisadores verificaram prevalências de 37,4%, 9,5% e 8,4%, respectivamente. O uso, no entanto, foi bem diferente entre adolescentes trabalhadores e não-trabalhadores: 47,4% contra 32,1% para álcool, 13,6% contra 7,3% para tabaco e 11,1% contra 6,9% para as outras drogas.
Apesar de mais vulneráveis às drogas, os estudantes adolescentes que trabalham começaram a usar as substâncias mais tarde.
A idade inicial do uso de álcool foi de 12,5 anos para os jovens que não trabalham, contra 13,1 para os outros. O tabaco começou a ser usado com 13 anos e 13,7 anos, respectivamente. A idade inicial para outras drogas foi de 13 anos para os não-trabalhadores e 14,3 para os demais. Todos os resultados, segundo os autores, estão dentro da margem de erro.Em relação às condições econômicas da família dos participantes do estudo, apenas os adolescentes trabalhadores de famílias com níveis de renda mais baixos (C+D+E) mostraram-se associados ao uso recente de tabaco.
Entre os estudantes trabalhadores, os mais expostos às drogas foram os que afirmaram ter carga diária de trabalho de 4 a 8 horas e insatisfação com o trabalho. O estudo constatou maior uso recente de álcool entre os adolescentes que trabalham no setor secundário da economia, especialmente na construção civil.
Categorias de consumo
Em relação ao consumo de drogas no decorrer de toda a vida, excluindo-se álcool e tabaco, houve diferenças significativas para as diferentes categorias de uso, na comparação entre adolescentes trabalhadores e não-trabalhadores.
O uso alguma vez na vida foi feito por 28,5% dos trabalhadores e 19,3% dos demais. No último ano, ficou em 15,9% nos trabalhadores e em 11,1% nos demais; no último mês, 5,1% e 4,9%. Entre os trabalhadores, 1,4% deles fizeram uso freqüente, contra 0,5% nos demais. O uso pesado foi constatado em 3,3% no primeiro grupo e em 1,1% no segundo.A Organização Internacional do Trabalho estima que existam, em todo o mundo, 352 milhões de menores de 17 anos vinculados ao trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2001, revelou que, dos 5,4 milhões de crianças e adolescentes trabalhadores no Brasil, 4,4 milhões também estudam, enquanto 1 milhão apenas trabalha.
Para ler o artigo Uso recente de álcool, tabaco e outras drogas entre estudantes adolescentes trabalhadores e não-trabalhadores, disponível na biblioteca on-line SciELO (FAPESP/Bireme),
http://icpc.baylor.edu.Pedir aos pais que evitem que seus filhos trabalhem é complicado, pois nosso país não dispõem ainda de uma política voltada à educação e desenvolvimento do cidadão. Nosso custo de vida é alto e hoje poder apenas estudar é um privilégio de poucos! Eu se pudesse, só estudaria e ensinaria… mas até professor tem que procurar outras fontes de renda para sobreviver!!! É lamentável a realidade da educação no Brasil!!!
Educação - vestibular carreira - estatística publicado na edição impressa de 16/07/2007 por Marcela Campos
PERFIL
No Paraná, apenas duas instituições de ensino superior oferecem o curso de graduação em Estatística:
De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os estatísticos têm a segunda melhor remuneração do estado, atrás apenas dos médicos. Em Curitiba, a média salarial seria de R$ 6.292. Para Corrêa, entretanto, o valor foi puxado para cima pelos poucos profissionais que recebem altos salários.
Segundo o coordenador do curso de Estatística da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Joel Maurício Corrêa da Rosa, a análise de dados leva a previsões confiáveis e exige, muitas vezes, habilidades dignas de um detetive. “A Estatística é a arte de torturar os dados até que eles confessem a verdade”, brinca.
O estatístico atua em todos as áreas que envolvem pesquisa. De acordo com Corrêa, grandes oportunidades são oferecidas por clínicas e hospitais, onde este profissional determina métodos de pesquisa e organiza dados obtidos em levantamentos na área da saúde.
“Outra possibilidade é o trabalho nas indústrias, no controle de qualidade dos produtos, procurando diminuir a variabilidade do que é fabricado. O estatístico pode atuar ainda na área de marketing de uma empresa, levantando o perfil dos clientes e estudando o efeito de uma propaganda”, acrescenta Corrêa.
FALSO OU VERDADEIRO?
FALSO. Conta é o que não falta no currículo do curso, mas o estudante também precisa desenvolver habilidades de comunicação e para trabalhar em equipe. A leitura diária de jornais e revistas também facilitará a interpretação dos resultados quantitativos.
A Estatística é uma área em expansão?
VERDADEIRO. O campo de trabalho para este profissional é amplo e cresce à medida que empresas públicas e privadas descobrem a importância de investir em planejamento. A maior parte dos graduados é contratada ao deixar a faculdade.
A área financeira, porém, é a que mais tem absorvido estes profissionais. Nestas instituições, os estatísticos analisam como se comporta o crédito, a inadimplência e a movimentação das ações, entre outras variáveis. “Quando me formei, fui contratado pelo Banco Bamerindus para planejar a capacidade computacional do grupo. Fazia o levantamento do número de transações financeiras realizadas nos caixas eletrônicos e projetava qual seria a demanda pelo serviço nos próximos anos. Com base nestas informações, a instituição importava novas máquinas”, recorda Sabbag, graduado em 1982 pela UFPR.
VESTIBULAR ESTENDIDO
Simplesmente um curso apaixonante!!!
Por Paulo Afonso Lopes
“Jornais, televisão, rádio, revistas e outros meios de comunicação nos bombardeiam, diariamente, com notícias, baseadas em estatísticas, como se fossem verdades absolutas. Nessa hora, provavelmente, você sente a importância de ser capaz de avaliar corretamente o que lhe dizem. Todavia, será que os números apresentados resultam de uma análise estatística cuidadosa? O perigo está no fato de que, se não consegue distinguir as afirmações falsas das verdadeiras, então você está vulnerável à manipulação por outras pessoas, cujas conclusões podem conduzir você para decidir contra os interesses seus e, depois, arrepender-se. Por estas razões, conhecer Estatística é um grande passo no sentido de você tomar controle da sua vida (embora não seja, obviamente, a única maneira necessária para esta finalidade).
Observe os seguintes exemplos de afirmações recentemente publicadas em dez meios de comunicação (não estou dizendo que cada uma delas seja verdadeira)· Sua expectativa é de que a inflação feche o ano entre 6% e 7%. (Folha de São Paulo, Dinheiro, 16 de maio de 2005)· Atualmente, a taxa de pacientes com câncer de pulmão que não apresentam reincidência depois de cinco anos de tratamento é de 17% – um avanço de 70% em relação à década de 70. (Revista Veja, edição 1905, 18 de maio de 2005)· As projeções de mercado para o IPCA de 2005 subiram de 6,30% para 6,39% em pesquisa semanal feita pelo Banco Central e divulgada hoje. (O Estado de São Paulo, 16 de maio de 2005)· Um estudo da Corporate Executive Board mostrou que a produtividade de um funcionário brilhante chega a ser até 12 vezes superior à do colega mediano.(Revista Exame, edição 841, 27 de abril de 2005) · De acordo com a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), a companhia aérea trouxe 1.473.183 dos 6.138.000 passageiros que entraram no país no ano passado, o equivalente a 24% desses passageiros.(Revista Aeromagazine, Notícias, 16 de maio de 2005)· IBGE: Emprego industrial cai 0,2% em março (JB Online, 16 de maio de 2005)· Os investidores que colocam todo seu dinheiro em uma única ação estão elevando em mais de 50% a chance de queda do poder de compra de seu investimento em um período de 20 anos, aponta o estudo. (JB Online, 17 de abril de 2005)· Nordestinos já são 52,6% dos migrantes (Jornal O Globo, 16 de maio de 2005)· Comércio varejista cresce 1,75% em volume de vendas e 2,44% em receita nominal (IBGE, 12 de maio de 2005)· Se a vítima não fosse o prefeito de Santo André, o impacto não seria o mesmo e o caso teria sido tratado como mera estatística. (Márcio Coimbra em http://www.ambito-juridico.com.br/aj/cron0237.htm)
Todas essas notícias são, na sua essência, Estatística. Elas parecem familiares, embora os exemplos sejam de áreas bastante distintas: economia, medicina, gestão, turismo, social, investimentos, comércio e até política. Em resumo, os números (também expressos por meio de tabelas e gráficos) e a interpretação deles surgem nos discursos de praticamente todo aspecto da vida contemporânea.
Desse modo, as estatísticas são, freqüentemente, apresentadas como um testemunho de credibilidade a um argumento ou a uma recomendação, fato que você pode comprovar ouvindo o veiculado nos meios de comunicação: o primeiro pensamento é acreditar na notícia como se fosse verdade absoluta. Recorde-se, então, do ex-primeiro-ministro britânico Benjamin Disraeli (1804-1881), quando afirmou que “Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas”.
No entanto, Estatística é método, ciência e arte.
É método quando, na Física, na Biologia, na Medicina ou na Pedagogia, aplica-se a populações específicas, isto é, serve a uma ciência particular, da qual se torna instrumento. É ciência quando, graças às suas teorias, estuda grandes conjuntos, independentemente da natureza destes, sendo autônoma e universal. Finalmente, é arte na construção de modelos para representar a realidade.
Assim sendo, nem tudo está perdido, porque a Estatística pode ajudar você a reagir de modo inteligente às informações que lê ou escuta e, neste sentido, torna-se um dos mais importantes assuntos que provavelmente estudou.
O presente artigo tem o objetivo de motivar você a ser mais um dos consumidores inteligentes de estatísticas e, para ser um deles, o primeiro passo é refletir e começar a questionar aquelas que encontrar.
Por esta razão, convido você a reformar os seus hábitos estatísticos a partir de agora. Simplesmente, não mais aceite números, tabelas, gráficos e conclusões. Ao invés disso, comece a pensar nas fontes de informação e, mais importante, nos procedimentos usados para gerar essa informação. Defenda-se contra afirmações falsas, embrulhadas como se fossem estatísticas. Aprenda a reconhecer se uma evidência estatística apóia, realmente, uma conclusão apresentada.
Motivada pelo texto do estatístico Paulo Afonso Lopes, resolvi dar o primeiro passo na busca da divulgação da Estatística e sua importância em nosso dia-a-dia.
Sei que não será algo definitivamente fácil, por isso espero contar com a colaboração dos amigos interessados pelo assunto.








