11 de fevereiro, 2008 - 09h52 GMT (07h52 Brasília)
Um estudo realizado em ratos nos Estados Unidos sugere que a ingestão de sacarina - tipo de adoçante usado principalmente em refrigerantes dietéticos - pode provocar aumento de peso maior que a ingestão de açúcar.
Se essas calorias não são ingeridas, eles afirmaram, o organismo fica desregulado e, como resultado, pede mais comida ou queima menos calorias, o que provocaria o aumento de peso.
O estudo, publicado na edição desta semana da revista científica Behavioral Neuroscience, gerou reações da indústria alimentícia, para quem a pesquisa “simplifica” as causas da obesidade.
Para realizar o estudo, os cientistas acompanharam a alimentação de 17 ratos. Nove receberam iogurte adoçado com sacarina e oito com açúcar. Depois do iogurte, os animais receberam a dieta normal.
Após cinco semanas, os ratos que consumiram a sacarina ganharam 88 gramas, enquanto os que ingeriram glicose tiveram um aumento de peso de 72 gramas - uma diferença de mais de 20%.
Os ratos que tomaram o iogurte com a sacarina consumiram mais calorias e tiveram aumento de 5% na taxa de gordura do corpo, de acordo com o estudo.
“Os resultados claramente indicam que consumir alimentos adoçados com sacarina pode levar a um aumento de peso e da taxa de gordura maior do que o consumo de açúcares calóricos”, diz o estudo.
Segundo Susan Swithers, uma das autoras da pesquisa, as experiências em laboratório indicam ainda que outros adoçantes artificiais, como o aspartame e o acessulfame K, que oferecem o gosto doce, podem ter o mesmo efeito da sacarina.
O estudo gerou reações da indústria alimentícia. Em uma entrevista publicada na edição desta segunda-feira do jornal americano Los Angeles Times, Beth Hubrich, uma das representantes dos fabricantes de refrigerantes dietéticos nos EUA, rejeitou os resultados da pesquisa.
Segundo ela, “o estudo simplifica demais as causas da obesidade”. Além disso, afirmou, “a descoberta nos animais pode não ser verdadeira quando testada nos humanos”.
Um porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição afirmou que os resultados são “interessantes”, mas não provam que os adoçantes podem ser prejudiciais nas dietas dos humanos.
Para a organização, o tema ainda requer mais pesquisas.
Lembro que essa pesquisa teve grande repercussão quando foi publicada, reforçando aquelas piadinhas sem graça de que adoçante engorda uma vez que você, raramente, vê um magro utilizando. Pois bem, era mais do que esperado que a indústria alimentícia reclamasse, creio que nesse caso, os principais reclamantes foram os fornecedores de sacarina e com toda razão, primeiro porque é o negócio deles, segundo porque a pesquisa mexe demais com o psicológico das pessoas “cheinhas”, assim como eu (que não tomo adoçante algum e continuo engordando), que buscam auto-estima utilizando produtos que utilizam à sacarina em sua composição.
Hoje pesquisei no Google a frase “adoçante engorda mais que açúcar” e a pesquisa mais recente continua sendo essa que vocês acabaram de ler. Também achei um artigo muito interessante vindo de um dos fornecedores de sacarina, onde outros aspectos foram considerados para explicar a obesidade. Eu vou confessar, gostei muito mesmo, pois é assim que eu acredito que dados estatísticos deveriam ser apresentados. (leia aqui)
Acredito que as análises de pesquisas ficam mais valorizadas quando o Estatístico lê outros artigos que envolvam o tema e não fica apenas concentrado nos dados apresentados pelo pesquisador. Essa é minha opinião sincera, inclusive foi o que objetivou criar esse Blog. Fatores externos devem ser vistos, re-vistos e analisados.
A última frase do texto “o tema requer mais pesquisas” deixa uma lacuna de oportunidade gigante para o Estatístico. Deixo claro aqui que não defendo nem quem fornece a sacarina, nem quem estuda ou usa. O que planto aqui é uma dúvida que nasceu em meus pensamentos. Tentarei explicar de forma simples e não preconceituosa, já disse milhares de vezes que não tenho nada contra quem fuma. Bem, sabemos que muitos usuários de tabaco processaram os fabricantes alegando que não sabiam de seu malefício a saúde, depois que pesquisas comprovaram isso! Agora imagine se todos os usuários de sacarina, resolvessem processar as indústrias que a utilizam???
17 de janeiro, 2008 - 16h33 GMT (14h33 Brasília)
Mais de um terço das mortes de crianças e 11% das doenças que afetam mães e seus filhos ocorrem por desnutrição, apontou uma série de estudos compilada por especialistas internacionais e publicada na última edição da revista médica Lancet.
A pesquisa indica que 3,5 milhões de crianças morrem todos os anos por falta de comida ou por causa de uma alimentação precária, deficiente em vitaminas e minerais essenciais para o crescimento. Um problema que, segundo o estudo, “começa dentro do útero”.
O relatório afirma que crianças que não têm alimentação adequada podem ter o crescimento atrofiado e mau desempenho escolar, o que reduziria a sua capacidade de conseguir trabalho, aprofundando ainda mais o ciclo de pobreza.
Os especialistas alertam que o período que vai da gravidez até os dois anos de idade é “crucial para evitar os efeitos irreversíveis da desnutrição”.
“A desnutrição em gestantes ou nos primeiros estágios da vida da criança pode causar um dano irreversível, mesmo se a alimentação melhorar ao longo da infância”, disse Caroline Fall, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, e uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.
O trabalho também sugere que se as mães amamentarem pelo menos até os seis meses de vida do bebê e consumirem alimentos ricos em zinco e vitamina A, o número de óbitos infantis poderia ser reduzido em até 25%.
O pesquisador Zulfiqar Bhutta, do Departamento de Pediatria e Saúde Infantil da Universidade Aga Khan, no Paquistão, estima que 1,4 milhão de crianças morram por falta de amamentação.
A série de estudos divulgada na Lancet ainda mostrou que 80% das grávidas e crianças malnutridas estão concentradas em 20 países da África e da Ásia.
Sem oferecer dados exatos sobre a América Latina e o Caribe, o relatório aponta que os índices de crianças abaixo do peso e com crescimento atrofiado “caiu consideravelmente” na região entre 1980 e 2005.
Sobre o Brasil, a pesquisa comenta que “houve avanços substanciais nos atendimentos básicos de saúde, água e saneamento básico, além de melhorias na educação das mulheres”.
“Esses avanços parecem ter ocorrido, apesar de momentos de estagnação econômica e perdas no poder de compra da população, principalmente entre os pobres.”
O trabalho acrescenta que “pôr um fim na fome e na desnutrição está entre as prioridades de políticas implementadas no Brasil, Bolívia e Peru”.
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Bom, não é a primeira vez que falo da desnutrição de crianças por aqui! O mais triste é ver que estamos no século XXI e ainda tem gente passando fome no mundo! Isso é muito triste! E a genética feminina ainda favorece esse problema!!! Queria colocar um texto explicativo aqui, mas ele tem direitos reservados, só que é um trecho bem interessante, vale a pena ler. Dessa forma, se estiver disposto clique aqui e coloque no localizar nessa página o trecho: “A anemia por deficiência de ferro”. (desculpem esse incomodo). Além disso, falta planejamento familiar, e gravidez indesejada acaba sendo a conseqüência.
Mas podemos diminuir esses números e orientar as pessoas que convivem conosco, através da alimentação, o zinco é encontrado no fígado, ostras, carne de vaca, mariscos, porco, ave, cordeiro, leite, pão, gema de ovo e cereais integrais e germe de trigo. Já a vitamina A é encontrada em alimentos de origem animal, como: leite, ovos, fígado, bem como em vegetais folhosos verde-escuros e frutas amarelo-laranja.
Também achei um artigo muito interessante sobre a doação de alimentos, por Raimundo Aquino, “Doação pode diminuir desperdício de alimentos no Brasil”, vale a pena ler! Deixo, também, um vídeo. Está em inglês, mas prometo que, mesmo sem saber uma palavra desse idioma, você entenderá!
05 de fevereiro, 2008 - 10h48 GMT (08h48 Brasília)
Uma pesquisa feita por economistas holandeses publicada na revista especializada Public Library of Science Medicine mostrou que a obesidade não aumenta os custos dos serviços públicos de saúde - ao contrário do que se pensava - porque obesos morrem mais cedo.
Segundo o estudo liderado pelo Instituto Holandês de Saúde Pública e Meio Ambiente, os tratamentos e cuidados com pessoas que levaram uma vida saudável e acabam vivendo mais custam bem mais aos cofres públicos do que os tratamentos com obesos ou fumantes.
A estimativa é que, ao longo da vida, pessoas saudáveis “custariam” US$ 50 mil (cerca de R$ 87 mil) a mais para os serviços de saúde.
No estudo, o economista Pieter van Baal e sua equipe criaram três grupos hipotéticos de 1.000 pessoas com idade entre 20 e 56 anos para comparação: um grupo de pessoas com peso saudável, mas fumantes; um grupo de obesos não-fumantes e um grupo de não-fumantes com o peso saudável.
Os pesquisadores então estimaram, tomando como base dados do serviço de saúde holandês de 2003, a proporção de cada grupo que desenvolveria doenças crônicas ao longo da vida e o provável custo do tratamento médico dessas doenças.
Segundo os pesquisadores, o grupo de não-fumantes com peso saudável apresentou os custos médicos mais altos ao longo da vida (U$ 417 mil, cerca de R$ 729 mil), porque eles vivem por mais tempo e desenvolvem doenças relacionadas ao envelhecimento.
Em média, as pessoas saudáveis viveram 84 anos. Os fumantes viveram até os 77 anos e custaram US$ 326 mil (cerca de R$ 570 mil); e os obesos custaram U$ 371 mil (cerca de R$ 648 mil) e viveram até os 80 anos. Os fumantes e obesos apresentaram maior incidência de doenças cardíacas do que os saudáveis.
A incidência de câncer – exceto o de pulmão – foi a mesma nos três grupos. Os obesos foram os que apresentaram maior incidência de diabetes e os saudáveis, maior incidência de derrames.
O estudo não levou em consideração outros custos de doenças relacionadas à obesidade e ao fumo, como a diminuição da produtividade econômica (muitos dos obesos e fumantes desenvolveriam doenças durante a vida produtiva) ou custos sociais.
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Antes de sair divulgando isso por ai, lembre-se, tratam-se de dados hipotéticos, ou seja, realizaram uma previsão com base em dados de 2003, a qual mostrou essa tendência. A expectativa de vida é bem parecida para saudáveis, fumantes e obesos… o que diferencia, mesmo, é o que você está disposto a sofrer até chegar a essas idades!!! Uma alimentação balanceada e a pratica de exercícios sempre será a melhor pedida, seja você saudável, fumante ou obeso!!!
Achei muito fofo esse vídeo!!! Chamem as crianças elas vão gostar!!!
Redação Terra - Segunda, 17 de dezembro de 2007, 17h41
Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) sugere que cinco porções de vegetais, legumes e frutas podem diminuir o risco de a mulher desenvolver o câncer do colo do útero, noticiou o Jornal Hoje desta segunda-feira.
Segundo a nutricionista e pesquisadora da faculdade de Saúde Pública da USP, Luciana Yuki Tomita, que acompanhou a alimentação de dois grupos de mulheres durante três anos, a importância desses alimentos está no reforço ao sistema imunológico do organismo.
Na pesquisa, Luciana descobriu que a incidência de câncer de colo do útero era menor nas mulheres que ingeriam esses alimentos. Ela diz que o essencial para a prevenção da doença é a ingestão de cinco porções de frutas, legumes e vegetais que tenham diferentes cores.
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Não vou negar que gosto muito quando encontro um artigo de pesquisa feito por brasileiros. É gratificante. Bem todos sabemos que é importante cuidar da alimentação. E é claro que nem sempre podemos nos basear apenas em pesquisas. Eu sempre aconselho a conversa com um médico de confiança, antes de qualquer mudança brusca na alimentação, além é claro de muita leitura sobre o assunto. Falando em leitura, achei um, livro escrito pela pesquisadora Luciana Yuki Tomita, para os que tiverem interesse, é uma publicação da Editora Metha.
Obs: Todos sabemos quanto é difícil ser pesquisador no Brasil. Quer divulgar sua pesquisa, publicação e/ou compartilhar seus conhecimentos com os leitores desse blog? Está aqui o nosso e-mail, não se acanhe, participe!!!
03 de janeiro, 2008 - 14h06 GMT (12h06 Brasília)
A Grã-Bretanha é o país em que as pessoas são mais ligadas à fast food, seguido de perto pelos Estados Unidos, segundo uma pesquisa em 13 países encomendada pela BBC.
O estudo realizado pela empresa Synovate consultou 9 mil pessoas sobre seus hábitos alimentares, como parte de uma investigação da BBC sobre obesidade no mundo, e encontrou grande variedade de atitude em relação a comida e variação de peso.
Enquanto 45% dos entrevistados na Grã-Bretanha concordaram com a declaração “Eu gosto muito do gosto de fast food para abrir mão dela”, no Brasil este número foi de 29,5%. Nos Estados Unidos, o número foi de 44%.
Os franceses são os que mais se pesam diariamente (12,9%), enquanto no Brasil, 44% disseram subir na balança apenas quando se lembram. Os moradores de Cingapura são os que têm menor tendência a se pesar.
A maioria dos brasileiros entrevistados também disse comer o que quer, quando quer (55,6%), mas 36,1% admitiram ter usado ou estar usando produtos com baixo teor de gordura para controlar ou reduzir o peso e 26,3% já usaram ou estão usando produtos com baixo índice de carboidratos.
Ao todo, 77,7% dos brasileiros disseram monitorar a própria alimentação cuidadosamente e 93,2% disseram que se sentem melhor quando consomem alimentos saudáveis.
Árabes
A pesquisa ainda mostrou algumas variações geográficas.
Os moradores da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos estão entre os principais consumidores de produtos com baixo teor de gordura, substitutivos de refeições (como diet shakes, por exemplo) e suplementos alimentares.
Eles também são os mais interessados em programas de perda de peso, ginástica e equipamentos domésticos para exercícios.
“As pessoas são naturalmente contraditórias e em nenhum outro quesito isso é mais óbvio do que em uma questão importante e delicada como o próprio peso”, disse Steve Garton, da Synovate.
“Os resultados mostram um mundo em que as pessoas não conseguem se negar um hambúrguer, ou uma fatia extra de pizza, mas provavelmente se sentem melhores ao acompanhar tudo isso com um refrigerante dietético.”
A obesidade vem aumentando em todo o mundo, com exceção de algumas regiões da Ásia, e um estudo recente conduzido em 63 países mostrou que entre metade e dois terços dos homens estava obeso ou acima do peso em 2006.
Ainda se debate quais são os riscos exatos para a saúde causados pela obesidade, mas pessoas acima do peso sofrem maior risco de doenças cardíacas, diabetes do tipo 2 e outras doenças, como alguns tipos de câncer.
(fonte)
OU
(fonte)
Então, o que você escolhe??? Eu odeio o meu peso e devo ter alguma influência dos franceses no quesito “se pesar todos os dias”, minha felicidade é matar o peso excedente que existe em mim… nem que seja 100g por dia… mas essa morte não ocorre… e sabe por quê? Porque eu iniciaria com a saladinha e depois comeria sem dó o hamburguer e aquelas batatinhas… e é claro não esqueceria da coca-cola… já que não tem fast food com vinhos ainda!!! Bons tempos em que a melhor comida era a da minha vovó!!!
São Paulo, 27 de dezembro de 2007 - Wilson Gotardello Filho - Gazeta Mercantil
Muito popular até o início da década de 1990, as garrafas de vidro, que desapareceram dos pontos-de-venda com o surgimento das garrafas de plástico - as chamadas PET, estão voltando às gôndolas dos supermercados.
Antes de comentar esse post vou deixar meu lado publicitário falar um pouco… Eu adoro os comerciais da Coca-Cola (pronto falei!!!) e se você como eu também gosta, assista o vídeo abaixo…
Como uma empresa sai na frente??? Analisando seus dados estatisticamente e ficando sintonizada com as decisões que envolvem a economia. Mudar de pet para vidro não é uma coisa boa apenas para pessoas de baixa renda é uma coisa boa para o Planeta!!! Utilizar vidro significa, entre tantos benefícios, diminuir o volume de lixo gerado. Ainda não estamos estruturados para reciclar tudo o que consumimos. Espero que mais empresas como a Coca-Cola pensem sobre o assunto e reestruturem suas estratégias e pensamentos em relação ao meio ambiente.
03 de outubro, 2006 - 16h41 GMT (13h41 Brasília)
Um estudo feito por cientistas americanos afirma que comer demais é um vício para pessoas obesas.
O estudo feito pelo Brookhaven National Laboratory, de Nova York, foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Science.
A equipe de cientistas que fez a pesquisa disse que os resultados podem ajudar a desenvolver novos tratamentos para obesidade.
Os pesquisadores estudaram os impulsos do cérebro de pessoas obesas. Todas elas usavam um Sistema Implantável de Estimulação Gástrica (sigla ISG, em inglês), um aparelho implantado no corpo que ajuda a reduzir peso.
O ISG manda sinais eletrônicos para um nervo que repassa uma mensagem de saciedade para o cérebro, reduzindo a vontade de comer.
Para entender a interação entre o estômago e o cérebro, os voluntários tiveram seus cérebros escaneados duas vezes com um intervalo de duas semanas. Em um dos testes, o aparelho estava ligado, e no outro, desligado.
Isso nos dá outro canal para compreender como tratar ou prevenir obesidade
Gene-Jack Wang, cientista
Quando os voluntários estavam se sentindo saciados, o scanner mostrou mudança no metabolismo em partes do cérebro como o córtex orbitofrontal e o hipocampo, área do órgão associada com o comportamento emocional, o aprendizado e a memória.“Logo que vimos esses testes, logo me lembrei do que havíamos estudado sobre abuso de drogas, quando as pessoas estavam passando grande vontade (de tomar a droga) – as mesmas áreas do cérebro se ativaram”, disse o pesquisador do Brookhaven National Laboratory, Gene-Jack Wang, que liderou o estudo.
Segundo ele, isso corrobora a idéia de que há relação entre os circuitos do cérebro ativados pela alimentação e aqueles ligados ao consumo de drogas.
Apesar de a pesquisa ser uma amostragem pequena, afirmou Wang, ela ajuda a entender melhor a obesidade e o desejo de comer.“Isso nos dá outro canal para compreender como tratar ou prevenir obesidade.”
Para o professor Jimmy Bell, do grupo de imagem molecular do hospital Hammersmith, de Londres, o estudo é muito interessante.
“Há muita pesquisa sendo feita em todo o mundo procurando biomarcadores – qualquer coisa que mostre exatamente o que está acontecendo no processo biológico – para entender a relação entre apetite, saciedade e fatores emocionais que controlam o que nós comemos, quando nós comemos e quanto nós comemos”, disse Bell.“Não acho que seja surpreendente que eles tenham encontrado um elo entre o vício de drogas e comer demais. De certa forma, você pode encarar o ato de comer como uma ‘necessidade que vicia’ – se nós não fossemos viciados em comer, a maioria pararia de comer.”
Quem não deseja ter um corpinho sarado sem ter que fazer nenhum esforço??? Comer é muito bom!!! Mas tudo que é seguido de exagero prejudica, transformando o sonho do corpo sarado em garoto propaganda dos pneus Michelin!!! Então se você, assim como eu, não consegue se controlar, é melhor buscar ajuda ou encomendar um Sistema Implantável de Estimulação Gástrica (sigla ISG, em inglês) para uso particular e permanente. Eu já encomendei o meu KaKaKa!!!
Menos açúcar para combater a acne
Dom, 16 Dez, 11h39 - Por Marco de Cardoso
Uma rotina alimentar com menos alimentos chamados glicêmicos, pode melhorar a sensibilidade à insulina e também ajudar a limpar o rosto da acne, a popular “espinha”, que tanto “assusta” os adolescentes.
Pelo menos é o que mostra um estudo feito pela Universidade RMIT na Austrália. A pesquisa australiana analisou 43 homens entre 15 e 25 anos que, em 12 semanas, passaram pela dieta de baixa carga glicêmica e que apresentaram redução no peso corporal, uma maior sensibilidade à insulina e diminuição do risco da acne.
Os estudos revelam que alimentos como pão e batata, que elevam os níveis de glicose no sangue, podem contribuir para o aparecimento da acne.
Já os cereais com muita fibra e os feijões,considerados como tendo um baixo índice glicêmico, ajudam a impedir o aparecimento deste problema.
O excesso de açúcar não é só prejudicial ao risco da acne ou obsidade… ele também contribui para o aparecimento de doenças como a diabetes. Vale a pena ler e conhecer um pouco sobre essa doença, para isso, clique aqui.
20 de março, 2007 - 11h26 GMT (08h26 Brasília)
Mesmo com o significativo crescimento econômico dos últimos anos, mais de 200 milhões de pessoas ainda vivem abaixo da linha da pobreza na América Latina, segundo o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luís Alberto Moreno, que classificou a situação de “inaceitável”.
O presidente do banco previu um crescimento econômico para a região de 4,8% a 5% para este ano, pouco abaixo do registrado no ano passado, de 5,3%.
Moreno salientou que essa expansão, no entanto, não levou à melhora esperada para grande parte da população latino-americana.
“A desigualdade continua. É inaceitável que 205 milhões de pessoas vivam abaixo da linha da pobreza”, disse Moreno.
Em seu discurso de abertura do encontro na Guatemala, Moreno aproveitou para elogiar o pioneirismo do programa Pró-Álcool no Brasil.
“Devemos nos espelhar no Brasil, líder mundial em biocombustíveis, e não só para aprender com essa experiência, mas também pela importância do intercâmbio de tecnologias entre países-irmãos.”Participaram da abertura do encontro autoridades da região como a presidente do Chile, Michelle Bachelet, o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, o presidente de Honduras, José Manuel Zelaya, e o anfitrião, presidente da Guatemala, Oscar Berger, entre outros.
É incrível como são os discursos… começou falando da pobreza no mundo e terminou elogiando o Brasil pela liderança em biocombustíveis.
24/07/2007
Agência FAPESP – O hábito de beber mais de um refrigerante por dia, mesmo que em versão “diet”, pode estar associado a um aumento dos fatores de risco para doenças cardíacas, de acordo com pesquisa realizada por uma equipe do Instituto Framingham, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado na revista Circulation, da Associação Norte-Americana do Coração.
“Entre os que bebem um ou mais refrigerantes diariamente há uma associação com um maior risco de desenvolver a síndrome metabólica”, disse o autor principal do estudo, Ramachandran Vasan, pesquisador do instituto e professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston.
A síndrome metabólica é um aglomerado de fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes, incluindo excesso de circunferência abdominal, alta pressão sangüínea, triglicerídeos elevados, baixos níveis de lipoproteína de alta densidade (o “colesterol bom”) e altos níveis de glucose em jejum. A presença de três ou mais desses fatores aumenta o risco do aparecimento de diabetes ou doença cardiovascular.“O mais impressionante foi o fato de o risco aumentar tanto para quem consome refrigerantes diet quanto para os que tomam a versão normal”, disse Vasan.
De acordo com o pesquisador, estudos anteriores ligavam o consumo de refrigerantes a múltiplos fatores de risco para doença cardíaca, mas, pela primeira vez, foi demonstrado que a associação incluía também os refrigerantes com adoçantes artificiais.
O estudo teve como base observações feitas com 9 mil pessoas de meia- idade durante quatro anos em três ocasiões diferentes. Os pesquisadores concluíram que os indivíduos que consumiam um ou mais refrigerantes por dia apresentavam um aumento de 48% na prevalência da síndrome metabólica em comparação aos que consomem menos.Considerando apenas os pacientes livres da síndrome metabólica – 6.039 dos indivíduos observados – o consumo diário de um ou mais refrigerantes foi associado com um risco 44% maior de desenvolvimento da síndrome durante um período de quatro anos.
Os cientistas observaram que os participantes que beberam mais de um refrigerante por dia tinham chances 31% maiores de desenvolver obesidade, 25% mais risco de ter triglicerídeos elevados e 32% mais propensão de apresentar baixos níveis de colesterol bom. O risco de desenvolvimento de síndrome metabólica aumentou de 50% a 60%.
“Os resultados aparentemente não tiveram interferência dos padrões dietéticos dos usuários de refrigerantes, isto é, por outros itens que são tipicamente consumidos com essas bebidas”, disse Vasan.
Os pesquisadores ajustaram as análises em relação ao consumo de gordura saturada, de gordura trans, fibras alimentares, taxa calórica total, consumo de tabaco e atividade física. “Mesmo assim, observamos uma associação significativa do consumo de refrigerantes com o risco de desenvolvimento da síndrome metabólica”, destacou.
Uma explicação possível para o fenômeno é que o xarope de frutose de milho nos refrigerantes causaria ganho de peso e poderia levar ao diabetes. “Mas, nesse caso, fica difícil explicar por que as versões ‘diet’ não apresentaram diferença”, disse Vasan.
Outra hipótese é que o maior consumo de líquidos estaria associado com um grau mais baixo de compensação alimentar. Normalmente, segundo o pesquisador, quem come muito em uma refeição tende a comer menos na próxima. “Mas os líquidos não têm o mesmo grau de compensação dos sólidos. Portanto, se você bebe uma grande quantidade de líquidos em uma refeição, tende a beber tanto quanto na próxima”, explicou.
Outra tese é que os refrigerantes, em versão “diet” ou não, são altamente adocicados. Isso poderia fazer com que a pessoa ficasse mais propensa a consumir doces. Ou, ainda, que o caramelo dos refrigerantes poderia promover o desenvolvimento de complexos de açúcares – que, por sua vez, poderiam resultar na resistência à insulina, causando inflamação.“São teorias que precisam ser estudadas. Nossa pesquisa teve caráter observacional e, embora tenhamos demonstrado a associação, ainda não provamos que há uma relação de causa e efeito”, disse Vasan.
O artigo Soft drink consumption and risk of developing cardiometabolic risk factors and the metabolic syndrome in middle-aged adults in the community, de Ramachandran Vasan e outros, pode ser lido por assinantes da Circulation: Journal of the American Heart Association em
http://circ.ahajournals.org.Já me falaram que não é bom beber nada durante as refeições… mas eu não resisto a um suco ou algo doce depois que termino de comer!!! Provavelmente estou correndo riscos… pois hoje em dia não está sendo possível comer e beber nada que não cause algum problema, não é? Pão, água e vinho tinto… acho que essa é que é a receita!










