(fonte)
25 de setembro, 2007 - 03h07 GMT (00h07 Brasília)
Cerca de oito em cada dez pessoas ao redor do mundo acreditam que a atividade humana está provocando mudanças climáticas, sugere uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC.
Entre os entrevistados, 79% concordaram que “a atividade humana, incluindo indústrias e transportes, é uma causa significativa das mudanças climáticas”. Nove em cada dez participantes disseram que é necessário agir, e dois terços foram além, afirmando que “é necessário tomar medidas importantes e começar logo”. No Brasil, 76% disseram ser necessário agir rapidamente.
Segundo a pesquisa, 73% das pessoas manifestaram apoio a um acordo global em que cada país limite suas emissões de gases que causam o efeito estufa e que incluiria os países em desenvolvimento.
Em troca, os países em desenvolvimento receberiam apoio financeiro e tecnológico das nações ricas.
No Brasil, 63% dos entrevistados disseram ser a favor de limitar as emissões nos países em desenvolvimento. Esse percentual foi de 68% entre os chineses e de 54% na Indonésia.Somente em três dos países pesquisados (Egito, Nigéria e Itália) a maioria dos entrevistados disse que as nações em desenvolvimento não deveriam limitar suas emissões.
Os resultados da pesquisa foram divulgados um dia depois de um encontro de líderes e delegados de 150 países, incluindo 80 chefes de Estado, realizado nesta segunda-feira, na sede da ONU em Nova York, para discutir como combater o aquecimento global.
Segundo o presidente da empresa de pesquisas Globescan, Doug Miller, o impacto das mudanças climáticas pode ser sentido pelas pessoas em seus países, em suas propriedades. “É real para pessoas ao redor do mundo”, disse.
“A força dos resultados (da pesquisa) torna difícil imaginar um momento mais favorável da opinião pública para que os líderes se comprometam em agir (contra as mudanças climáticas)”, afirmou Miller.
Em seu discurso no encontro desta segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a forma como os governos lidam hoje com as mudanças climáticas definirá o legado que deixarão para as futuras gerações e que a ONU é o melhor fórum para discutir quais ações devem ser tomadas.
“Hoje, o tempo das dúvidas acabou. O painel intergovernamental da ONU sobre mudanças climáticas afirmou de forma inequívoca o aquecimento do nosso sistema climático e o associou diretamente a atividades humanas”, disse o secretário-geral da ONU.
“Nosso objetivo não deve ser nada menos do que um real avanço em Bali”, salientou, referindo-se ao encontro anual sobre o Tratado do Clima na ilha indonésia, que será realizado em dezembro.O presidente americano, George W. Bush, não participou do evento desta segunda-feira.
Bush vai realizar seu próprio encontro sobre o tema nas próximas quinta e sexta-feira, quando receberá na Casa Branca representantes de 16 grandes emissores de gases poluentes associados ao aquecimento da Terra.
Se as pessoas já culpam o homem pelo que está acontecendo, por que elas não começam fazendo sua parte? ou elas acham que elas não fazem parte do grupo “homem”? Se 8 em 10 sabem que fazem mal ao Planeta está na hora das pessoas agirem em favor dele!!!
24 de setembro, 2007 - 19h01 GMT (16h01 Brasília)
Quase três em cada quatro jovens brasileiros (74%) disseram estar preocupados com a questão ambiental, em uma sondagem realizada pela rede MTV em 14 países.
A poluição ambiental ganhou mais destaque do que problemas como pobreza e conflitos políticos,
entre os cerca de 200 jovens de oito a 24 anos de idade entrevistados em cada um dos países.Os mexicanos foram os terceiros da lista dos mais preocupados com o meio ambiente (71% se disseram preocupados com o tema), seguidos por indianos e chineses (65%, ambos).
“A pesquisa global mostra que o meio ambiente é uma preocupação de jovens internacionalmente”, disse o diretor-gerente da MTV na Grã-Bretanha, David Lynn.
Mas ele lamentou que a preocupação dos jovens nos países mais industrializados – os mais poluidores – tenha sido menor que nos países emergentes.
Apenas 44% dos jovens britânicos se declararam preocupados com a poluição ambiental. Já os americanos foram os menos preocupados com o tema: 36% lhe deram importância.“É incrível que as pessoas que vivem em países menos desenvolvidos que a Grã-Bretanha estejam tão à frente em termos de conscientização sobre o perigo em que nos encontramos se não ajudarmos a combater a mudança climática.”
O tema ganhará destaque nesta semana em reuniões de representantes internacionais que acontecerão nos Estados Unidos.
Nesta segunda-feira, representantes de 150 países discutiram as mudanças climáticas num evento na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que precedeu a reunião anual da Assembléia-Geral.
Na quinta e na sexta-feira, o tema também estará na pauta do encontro entre o presidente americano, George W. Bush, e líderes das nações mais poluidoras do mundo.
Observadores dizem que o encontro é uma tentativa dos países industrializados de encontrar maneiras de reduzir suas emissões sem prejudicar sua própria economia.
O Protocolo de Kyoto, pelo qual nações mais ricas deveriam se comprometer a reduzir emissões até 2012, foi rejeitado pelo governo Bush, com o argumento de que sua aplicação seria nociva para economia americana. Espera-se que um novo acordo seja definido até 2009, com folga para ratificá-lo nos diversos países a tempo de entrar em vigor quando a primeira fase do atual Protocolo de Kyoto expirar, em 2012.Quer saber um pouco mais sobre o Protocolo de Kyoto? Então clica aqui!
21 de setembro, 2007 - 13h08 GMT (10h08 Brasília)
Um estudo publicado nesta sexta-feira pela revista Science sugere que a Amazônia pode ser mais resistente à mudança climática do que se pensava.
Pesquisas anteriores concluíram que mesmo estiagens curtas podem colaborar para o processo de transformação da Amazônia em savana – fenômeno agravado se o clima se tornar definitivamente mais quente e seco.
Em entrevista à agência Fapesp, um dos autores do estudo, o professor Humberto da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, ofereceu duas explicações para o verdejar das plantas, apesar da pouca disponibilidade de água.
Primeiro, o processo de fotossíntese (transformação de energia solar em energia química nas plantas) se beneficiou da maior disponibilidade da luz solar, ele afirmou.
Além disso, as árvores da floresta tropical podem ter se adaptado evolutivamente para captar água em reservatórios de mais de dez metros de profundidade. Mas o professor observou que a pesquisa não alterou a reação da floresta a outros “estresses climáticos”, como queimadas e desmatamento, e que novos estudos precisam ser conduzidos para examinar os efeitos da mudança climática por períodos mais longos.“Nossa expectativa é que o fenômeno identificado não invalide as previsões feitas para a savanização da Amazônia caso o clima se torne sistematicamente mais seco e quente, como alguns modelos globais estão prevendo”, afirmou ele.
“A seca da Amazônia em 2005 foi muito intensa, mas, por ter sido um evento transitório, não se enquadra exatamente nessas premissas (de longo prazo).”
Eu só espero que daqui a 10 ou 20 anos ainda tenhamos a Amazônia para realizar qualquer tipo de estudo.
25 de julho, 2007 - 14h13 GMT (11h13 Brasília)
O apoio a ataques suicidas contra civis caiu drasticamente em todo o mundo muçulmano desde 2002, segundo uma grande pesquisa de um instituto americano.
Entre os palestinos consultados, 70% afirmaram que acreditam que este tipo de ataque é justificável em algumas ocasiões. A pesquisa também apurou que existe otimismo em países pobres, que acreditam que a próxima geração terá uma vida melhor.
Os resultados sugerem ainda que as pessoas enxergam os Estados Unidos como o país mais simpático do mundo, mas, ao mesmo tempo, o país mais temido.
Em Bangladesh, Líbano, Jordânia, Paquistão e Indonésia, a proporção de muçulmanos que apóiam ataques suicidas caiu pela metade, ou mais, desde 2002.
O Líbano foi o país que registrou maior queda de aprovação. Em 2002 a proporção de muçulmanos que aprovavam esse tipo de ataque era de 74%. Em 2007, o índice ficou em 34%.Mas em áreas de conflito os resultados são diferentes - 70% dos palestinos afirmaram que ataques suicidas contra civis são justificáveis em algumas ocasiões. O centro de Pesquisa Pew não coletou opiniões entre os palestinos em 2002.
O apoio de muçulmanos a Osama Bin Laden também está caindo, de acordo com os resultados da pesquisa. Na Jordânia apenas 20% expressam alguma ou muita confiança em Bin Laden, uma queda de 56% do índice registrado há quatro anos.
Mas a pesquisa também descobriu uma grande preocupação entre muçulmanos: que a tensão entre sunitas e xiitas não estejam restritas ao Iraque e representem um problema crescente para o mundo muçulmano.
A pesquisa também sugere que à medida que os países e famílias ficam mais ricos, o otimismo aumenta, além do apoio aos governos.
Na América Latina, a pesquisa indicou que, apesar do sucesso eleitoral de uma nova geração de líderes de esquerda, a maioria dos que responderam aos questionários acredita que as pessoas vivem melhor em uma economia de mercado.
Mas de 20 se passaram desde que aprendi a ler… e até hoje não entendi por quê as pessoas se matam desse jeito… espero que as novas gerações tenham mais sorte mesmo!
17 de julho, 2007 - 17h00 GMT (14h00 Brasília)
Um relatório divulgado pelo Centro Internacional de Pobreza, instituição de pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), afirma que 27% dos pobres das áreas urbanas do Brasil conseguiram sair da situação de pobreza em dez anos.
“A pobreza se tornou um fenômeno essencialmente urbano e metropolitano, em parte devido ao êxodo rural. No fim da década de 90, 78% dos pobres do Brasil estavam em áreas urbanas”, diz o relatório, assinado pelos pesquisadores Rafael Perez Ribas, do Centro Internacional de Pobreza, e Ana Flávia Machado, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O estudo estabelece as diferenças entre pobreza transitória e crônica. Para os autores, a pobreza transitória caracteriza-se essencialmente por um “problema de renda temporário”, quando, por exemplo, há desemprego na família. Nesse caso, a condição de pobreza pode ser revertida em um curto período de tempo.
Já a pobreza crônica pode ser definida “por uma situação de desemprego mais duradoura, que ultrapassa dois anos”. Os pesquisadores, no entanto, afirmam que a situação de pobreza crônica no Brasil se dá pela “dependência”, acima de tudo. “Durante este período (1993-2003), constatamos que 73% da pobreza no Brasil era crônica. Esta grande proporção se deve, principalmente, a um estado de dependência, ou seja, pessoas pobres, que continuam pobres porque têm um passado pobre independentemente de suas características pessoais.”Os autores observam que entre os mais propensos à pobreza crônica estão “os não-brancos, menos escolarizados, residentes da região Nordeste e trabalhadores informais”.
Por sua vez, a pobreza transitória atinge mais as mulheres que chefiam domicílios e os lares chefiados por desempregados.
De forma geral, conclui o relatório, tanto a pobreza transitória e como a crônica estão ligadas ao nível de escolaridade.
“A pobreza transitória é observada entre os indivíduos com muito pouco ou nenhum nível de escolaridade. Isso se explica porque esses grupos estão mais suscetíveis às crises do mercado de trabalho do que as que estudaram mais tempo”, diz o estudo.Para reverter a situação, os autores sugerem “aliar políticas de formação de capital humano e acesso a serviços públicos combinados com programas destinados a reduzir desigualdades na distribuição de renda das famílias”.
Bom pelo jeito miséria chama miséria mesmo… infelizmente o governo vive disso… e duvido muito que façam grandes coisas para resolver esse problema.
11 de julho, 2007 - 07h52 GMT (04h52 Brasília) - Richard Black
Um novo estudo científico concluiu que mudanças na atividade do Sol não podem estar causando mudanças climáticas no mundo moderno.
O estudo mostra ainda que as temperaturas modernas não são determinadas pelo efeito do sol em raios cósmicos (um tipo de radiação emitida por estrelas e galáxias), como foi alegado.
Por esta teoria, os raios cósmicos ajudam a formação das nuvens ao fornecer pequenas partículas em torno das quais o vapor d’água pode se condensar.
Em artigo na revista científica da Sociedade Real Proceedings A, os pesquisadores dizem que raios cósmicos podem ter afetado o clima no passado, mas não no presente.
“Isto deve resolver o debate”, disse Mike Lockwood, do Laboratório Rutherford-Appleton, na Grã-Bretanha, que realizou o novo estudo juntamente com Claus Froehlich, do World Radiation Center, na Suíça.
Lockwood iniciou o estudo em parte como resposta ao documentário exibido na televisão britânica em meados do ano The Great Global Warming Swindle (A Grande Enganação do Aquecimento Global), que apresentou a hipótese dos raios cósmicos.
“Todos os gráficos que eles mostraram paravam por volta de 1980, e eu sei por que - é porque as coisas mudaram depois daquilo”, disse Lockwood.“Não se pode ignorar dados de que não se gosta”, afirmou.
A principal abordagem dos cientistas nesta nova análise é simples: observar a atividade do sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30 ou 40 anos, e comparar estas tendências com o gráfico para média global das temperaturas da superfície, que aumentou cerca de 0,4ºC nesse período.
O Sol varia em um ciclo de cerca de 11 anos entre períodos de atividade intensa e baixa.
Mas este ciclo ocorre junto com outras tendências de longo-prazo e a maior parte do século 20 viu um aumento leve, mas persistente, da atividade solar.
Mas por volta de 1985, esta tendência parece ter se revertido, com a atividade solar diminuindo.
Apesar disso, neste período temperaturas subiram tão depressa, ou talvez até mais depressa, do que qualquer época nos cem anos anteriores.
“Este estudo reforça o fato de que o aquecimento nos últimos 20 ou 40 anos não pode ter sido causado por atividade solar”, disse Piers Forster, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, um dos principais cientistas que contribuíram para a avaliação científica do clima feita pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).O relatório do IPCC apresentado em fevereiro concluiu que gases do efeito estufa eram cerca de 13 vezes mais responsáveis do que as mudanças no Sol pelo aumento das temperaturas na Terra.
Mas a organização foi criticada em algumas áreas por não levar em conta a hipótese dos raios cósmicos, desenvolvida por, entre outros, Henrik Svensmark e Eigil Friis-Christensen, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.
A análise de Mike Lockwood parece ter colocado um grande fim nesta hipótese intrigante.
“Eu acho que há um efeito dos raios cósmicos sobre a cobertura oferecida por nuvens. Funciona no ar marítimo limpo, onde não há muito mais onde o vapor d’água pode se condensar”, afirmou.
“Pode até ter tido um efeito significativo no clima pré-industrial. Mas não se pode aplicar isto ao que estamos vendo agora, porque estamos em uma situação completamente diferente.”
Svensmark e Friis-Christensen não foram encontrados para comentar o caso.
O Planeta pede socorrro!!! Simplesmente é isso que concluo!!!
(fonte)
(fonte)









