Folha Online - Dinheiro - 09/03/2007 - 14h36
“A Fundação Procon-SP verificou que, apesar da redução da taxa básica de juros em janeiro, até o início de março, os bancos não haviam mexido nos juros cobrados em suas linhas de crédito ao consumidor. A pesquisa com dez instituições financeiras foi realizada no dia 1º de março, antes portanto, da reunião deste mês, que estabeleceu novo corte de 0,25 ponto e trouxe a taxa Selic para 12,75%.
Foram pesquisados os bancos: HSBC, Santander Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra, Nossa Caixa, Real e Unibanco. O órgão alertou que a comparação com o levantamento anterior ficou prejudicado pela inclusão do Safra na pesquisa, após a unificação de Santander e Banespa.
Segundo o levantamento do Procon, a taxa média de empréstimo pessoal subiu de 5,37% ao mês para 5,38% entre fevereiro e março. Na pesquisa do órgão, somente o HSBC mexeu em sua taxa de juros, que caiu de 4,67% ao mês para 4,66% entre os dois meses.
Nas linhas de crédito do tipo cheque especial, a taxa média foi de 8,24% ao mês ante 8,15% em fevereiro. O Procon-SP registrou que os bancos mantiveram os juros praticados no cheque especial entre os dois meses. O órgão também ressaltou que a elevação vista nas duas linhas de crédito deveu-se à inclusão do Safra na amostra.”
Raras são às vezes em que os jornalistas podem escrevem para todos entenderem, não por não desejarem ou por não se importarem, mas por existirem pautas, espaços destinados a matéria e outros procedimentos que fazem parte de uma redação jornalística. O fato que a matéria acima é destina a um público alvo, pessoas ligadas a economia e finanças, que está mais acostumado com a utilização desses termos e siglas.
Resolvi pesquisar um pouco sobre o assunto, principalmente, porque a área financeira utiliza-se muito da estatística para realizar suas previsões. Abaixo compartilho com vocês um pouco sobre a SELIC.
- Criado pelo Banco Central e pela Associação Nacional das Instituições de Mercado Aberto (Andima) em 1979;
- É um sistema eletrônico que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras, além de assegurar maior controle sobre as reservas bancárias;
- O Selic foi a primeira grande parceria público-privada do país. De um lado, o governo administra o sistema e, do outro, os investidores fazem o sistema funcionar, através da Andima;
- O Selic é um parâmetro para os juros pagos pelos bancos nos depósitos a prazo, as instituições financeiras definem, a partir dela, quanto irão cobrar nos empréstimos a empresas e pessoas físicas. Daí a importância das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre a taxa;
- A elevação da Selic aumenta tudo. Por isso, a melhor forma de comprar é economizar e tentar comprar à vista.”
Acho que já deu para clarear e entender a importância dessa taxa que mexe diretamente nossos bolsos. Caso você deseje ler o texto completo é só clicar aqui.
07 de abril, 2004 - 17h36 GMT (13h36 Brasília)
“Cientistas na Finlândia afirmaram que consumir chocolate durante a gravidez pode resultar em bebês mais felizes. A equipe fez a pesquisa com 300 mulheres antes e depois do parto de cada uma e descobriram que aquelas que comeram chocolate diariamente tinham mais probabilidade de afirmar que seus bebês eram mais felizes.
Segundo um relatório publicado na revista New Scientist, os cientistas acreditam que elementos químicos que alteram o humor presentes no chocolate podem ser os responsáveis.
Katri Raikkonen e seus colegas na Universidade de Helsinki questionaram cada uma das mulheres durante a gravidez sobre seus níveis de estresse e a quantidade de chocolate consumida.
As mulheres passaram por um novo questionário seis meses depois de darem à luz. Desta vez elas foram perguntadas sobre o comportamento de seus filhos.
Os cientistas descobriram que as mulheres que comeram chocolate regularmente durante a gravidez falavam que seus filhos sorriam mais, eram mais alegres e ativos.
Segundo os cientistas, mulheres estressadas que consumiam chocolate afirmavam que seus filhos eram menos medrosos frente a situações novas, o que não ocorria com mulheres estressadas que não consumiram chocolate.
Os cientistas afirmam que, apesar de não descartarem outros fatores, eles acreditam que esses resultados possam estar ligados ao consumo de chocolate.
Eles afirmam que os elementos químicos do chocolate podem ser passados das mães para os bebês ainda no ventre. Nigel Denby, da Associação Dietética Britânica, não acredita na possibilidade.“Chocolate pode estimular a liberação de serotonina, o hormônio que gera bem-estar. Mas é improvável que esse hormônio vá atravessar a placenta e afetar o bebê”, disse.
Ele também alerta para as mães que queiram consumir mais chocolate nesta Páscoa.
“As mulheres devem aumentar de peso de acordo com as recomendações normais durante a gravidez. Chocolate tem muitas calorias e comer demais pode levar a um aumento de peso indesejável”, afirmou.”
Portanto mamães de plantão, nada de exageros, nem na Páscoa nem em outros dias. Antes de sair por ai comendo chocolate, procure seu médico e veja se sua dieta aceita essa amável caloria. Só assim você ficará bem e seu bebê também!!!
Picolés têm açúcar demais
01.03.2007
“Testamos os sabores chocolate e limão de cinco marcas. Um problema foi unânime: todos possuem grande quantidade de açúcares.
O verão está terminando, mas o calor, não. E um dos alimentos preferidos para se deliciar em dias muito quentes é o picolé. Para ver a qualidade dos produtos oferecidos no mercado, a PRO TESTE resolveu testar cinco marcas (Kibon, La Basque, Nestlé, Sorvete Brasil e Sorvete Itália) dos dois sabores de picolé mais vendidos, o de chocolate (à base de leite) e o de limão (à base de água). Como era de se esperar, a degustação foi um dos destaques. Problema mesmo foi o excesso de açúcar. Por isso, o ideal é consumir os sorvetes sempre com moderação.
No final, entre os picolés de chocolate, o Chicabon da Kibon foi o que mais se destacou, unificando os títulos de o melhor do teste e a escolha certa. O picolé da Nestlé, caso encontrado em preço mais baixo, também seria uma boa opção. Já entre os picolés de limão, o Fruttare Limão (também da Kibon) foi o melhor do teste, porém, o La Frutta Limão da Nestlé foi a escolha certa, pois, além de ter uma qualidade muito semelhante, teve um preço médio mais baixo.”
Ao pessoal que adora sorvete é bom lembrar que tudo em excesso faz mal. Mais um picolé no final de semana, enquanto você está andando pelo parque, com certeza, não vai fazer mal. O artigo completo pode ser acessado pelos assinantes da revista.
Toni Sciarretta Editor do FolhaNews - 13/03/2007 - 10h40
“Apesar do monitoramento de preços feito pelo governo, cerca de 400 medicamentos tiveram aumentos de até 49,44% no último ano, revela uma pesquisa do Idum (Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos) obtida pela Folha Online.
O reajuste dos remédios aconteceu mesmo após o aumento concedido pelo governo em 2006. Como os preços são controlados, os laboratórios que aumentaram os medicamentos podem ser multados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Procurada, a agência ainda não se pronunciou sobre a pesquisa do Idum. Os remédios terão novo reajuste no próximo dia 31 de março.
Segundo a pesquisa, o remédio monitorado que teve o maior aumento foi o Cloridrato de Sertralina do laboratório Medley, um ansiolítico, também utilizado no tratamento do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), que subiu 49,44%. O remédio custava em média R$ 55, em abril do ano passado, mas foi encontrado a R$ 82,19 em março deste ano.
O segundo medicamento que teve o maior reajuste foi o antibacteriano Azitromicil, da Greenpharma, que custava R$ 13,85 em abril de 2006 e agora chega a ser vendido a R$ 19,43 –aumento de 40,29%.
O antiinflamatório Flanax, da Bayer, utilizado no alívio de dores musculares e também no tratamento de asma, foi reajustado em 11% e o antiparasitário Mebendazol (Medley) teve aumento de 11,03%.
Aspirina
A pesquisa também constatou aumentos acima da inflação nos remédios não-controlados pelo governo, mas muito consumidos no país, como o analgésico Dórico (Sanofi-Aventis), que subiu 50,09%. A Aspirina (Bayer), um dos medicamentos mais populares no Brasil, teve reajuste de 12,40%, enquanto o Melhoral (laboratório DM) subiu 10,01%. A Neosaldina (Altana Pharma) teve reajuste de 8,13%.Em março do ano passado, o governo autorizou três faixas de aumentos –até 5,51%, 4,51% e 3,64%, variando de acordo com a competição com genéricos nas vendas. O reajuste deste ano também será dividido em três categorias –3,02%, 2,01% e 1%.
O grupo de remédios em que os genéricos têm participação de mercado de mais de 20% sofrerá o reajuste máximo, de 3,02%. Aquele em que a participação está entre 15% e 20%, o aumento será de 2,01%. Para o grupo de medicamentos que tem uma participação de genéricos abaixo de 15%, o reajuste será de 1%.
Por essa pesquisa ser divulgada de forma “anual” acabamos não sentindo tanto os aumentos de preços durante o período e nos surpreendemos quando temos sua divulgação. Isso não ocorre apenas com os remédios, mas sim com todos os bens de consumo.
Pesquisas geram custos e necessitam de tempo para uma elaboração, aplicação e análises eficientes. Dessa forma ao invés de acompanharmos mês-a-mês a evolução e evitarmos reajustes absurdos, temos que nos sentar e assistir que eles aumentaram os preços como desejaram correndo o risco apenas de serem multados pela Anvisa.Esta na hora do cidadão solicitar mais pesquisas junto ao governo, principalmente, dos itens que influenciam diretamente o seu bolso.
Multinacionais americanas lucram mais no Brasil
Fernando Canzian da Folha de S.Paulo - 09/03/2007 - 10h09
“Após vários anos de apreensão e amargando resultados insatisfatórios, as maiores empresas norte-americanas operando no Brasil estão otimistas.
Coincidindo com a viagem ao país do presidente dos EUA, George W. Bush, a maioria delas prevê crescimento ‘forte’ em seus negócios em 2007.
Esperam ainda ‘moderada’ expansão do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e ‘forte’ crescimento em 2008 e 2009.
Das 500 maiores empresas americanas listadas pela revista ‘Fortune’, 193 (37%) têm negócios no Brasil. Pesquisa realizada entre elas e obtida pela Folha mostra que 57% esperam ‘forte crescimento’ em seus negócios neste ano.
A elevada carga tributária e os problemas regulatórios continuam no topo das preocupações das companhias. Mas os resultados dos balanços mostram avanços significativos em relação aos últimos anos.
A pesquisa, do Conselho Empresarial Brasil-EUA da Câmara de Comércio dos EUA, sediado em Washington, é a terceira do tipo. Nas anteriores, o otimismo era bem menor.
8 anos no vermelho
O resultado no Brasil da General Motors, uma das maiores companhias do mundo, é um exemplo de mudança. Pela primeira vez em em oito anos, a GM deu lucro no país no ano passado e espera fechar novamente no azul em 2007.
Os investimentos mais recentes são R$ 500 milhões na fábrica de São Caetano do Sul (SP) e US$ 240 milhões em Gravataí (RS). Nos planos da empresa, novo aporte de US$ 1 bilhão para a produção de veículos a partir de 2009.
‘Tivemos muitas dificuldades até 2005, mas um 2006 excepcional, com expectativa de vendas (70% financiadas em até 70 parcelas fixas) batendo recordes daqui em diante’, diz José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM –empresa há 82 anos no país.
Outra gigante americana, a Coca-Cola, registra 11 trimestres de crescimento contínuo no país. Ao longo desse período, no pior trimestre a empresa cresceu 7%. No melhor, 15%.
Nos últimos meses, a Coca-Cola engoliu uma série de concorrentes e lançou novos produtos, com investimentos de R$ 3,5 bilhões acumulados nos últimos cinco anos.
‘A estabilidade no crescimento brasileiro e o aumento da renda, principalmente entre os mais pobres, têm sido fundamentais para esses resultados’, afirma Marco Simões, diretor da Coca-Cola.
‘O mais significativo é que o resultado dessas empresas está crescendo hoje acima da média do próprio desempenho da economia brasileira’, afirma Mark Smith, diretor para Assuntos do Hemisfério Ocidental da Câmara de Comércio dos Estados Unidos.
Carga tributária
No levantamento, 40% das empresas vêem a elevada carga tributária no país como o maior obstáculo; já 15% consideram a falta de marcos regulatórios mais específicos.
O juro alto, tido como vilão do crescimento por muitos empresários brasileiros, é apontado como problema por apenas 6% dos americanos –atrás dos altos custos trabalhistas (9%).
A gigante farmacêutica Merck Sharp & Dohme diz que o ‘problema mais sério’ em seu negócio é o marco regulatório brasileiro, que provoca ‘gargalos’ nas áreas de estudos clínicos e manufatura de medicamentos por causa das patentes.
‘Além disso, ainda somos um dos únicos setores com o preço controlado no Brasil’, afirma João Sanches, diretor da multinacional americana.
Mesmo assim, Sanches diz que a Merck Sharp & Dohme permanece ‘cautelosamente otimista’ com o país e mantém planos para dobrar o tamanho do negócio no Brasil ao longo dos próximos cinco anos.”
Esses dados só nos confirmam o que muitos empresários brasileiros já sabem há anos… É muito difícil ser empresário, principalmente, de sucesso no Brasil. A frase que mais marca isso neste artigo e que me cortou profundamente o coração: “Nos últimos meses, a Coca-Cola engoliu uma série de concorrentes e lançou novos produtos, com investimentos de R$ 3,5 bilhões acumulados nos últimos cinco anos”. Mas como nossos empresários podem competir com a Coca-Cola… e outra coisa, a maioria das multinacionais investe mais em tecnologia precisando cada vez menos de pessoas em suas fábricas. É triste, não? Pior ainda ter que ver o governo preocupado só com os seus cofres e preferindo financiar programas/bolsas que estimulam a miséria e fazem o povo se acomodar ao invés de incentivar as empresas, auxiliando-as em seu crescimento e estimulando o trabalho pessoal de qualidade.
01 de junho, 2004 - 09h12 GMT (06h12 Brasília)
“Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmaram ter descoberto que o chocolate amargo melhora o funcionamento dos vasos sangüíneos. Em artigo publicado no Journal of the American College Nutrition, os cientistas descrevem a experiência, que se concentrou no estudo dos flavonóides, substâncias com propriedades antioxidantes.
“Melhoras na função endotelial, que é a capacidade da artéria em se dilatar, são um indício de uma melhora na saúde vascular e de um menor risco de doenças cardíacas“, disse a fisiologista Mary Engler, que liderou o estudo.
O bom funcionamento de veias e artérias ajuda a prevenir enfartes, derrames e outras doenças ligadas à má circulação.
No fim do estudo, os pesquisadores usaram ultrassom para medir o quanto os vasos sangüíneos são capazes de relaxar quando o fluxo de sangue aumenta. No grupo que ingeriu o chocolate rico em flavonóides, a dilatação dos vasos aumentou em 10%, enquanto no outro grupo houve uma queda de 10%.
Apesar dos resultados da pesquisa, cardiologistas britânicos dizem que o chocolate pode ser parte do problema, e não a solução.
A diretora de informação médica da Fundação Britânica para o Coração, Belinda Linden, é cautelosa.
“Estudos anteriores mostraram que os componenetes do cacau podem melhorar a dilatação dos vasos sangüíneos, mas ainda não foi realizado um estudo dos efeitos a longo prazo”, disse Linden.
Como já disse outras vezes, tudo que é exagerado faz mal!!! A pesquisa demonstra que podemos comer chocolate amargo todos os dias, mas também reforça que devemos evitar o sedentarismo.
Uma sugestão é ir às compras de Páscoa caminhando, você compra seu chocolate sem culpa e ainda queima umas calorias.
19/03/2007 - 09h52
“Pequim, 19 mar (EFE).- As crianças chinesas, que desde muito pequenas têm suas agendas completas com aulas e atividades extracurriculares, necessitam de mais horas de descanso e lazer, segundo uma pesquisa realizada pelo jornal “China Daily”.
Setenta por cento dos entrevistados se mostraram de acordo com a redução do número de horas de aula para que as crianças possam ter mais tempo de descanso e lazer.
Para Qi Zhenjun, diretor de uma escola primária da capital chinesa, o principal problema está no sistema que procura avaliar os estudantes apenas por suas conquistas acadêmicas.
Segundo Qi, será necessário muito tempo para mudar a mentalidade tradicional do povo, que ainda pensa que um bom diploma é o melhor caminho para um bom trabalho.
“Claro que quero que meu filho possa dormir mais, fazer exercícios e se divertir, mas, como diz o ditado popular, se der a seu filho uma infância feliz na China, ele será um adulto fracassado”, assinalou uma professora de Pequim.
Nos fins de semana, o filho da professora vai à escola, tem aulas de matemática, inglês e chinês, além de aprender a tocar trompa.
Em 2005, uma enquête nacional revelou que 66% dos estudantes do ensino fundamental e 77% dos de ensino médio não dormiam o suficiente, o que levou algumas cidades a reduzir o número de horas de aula.”
E você ainda acha que tem que estudar demais, imagina se tivesse nascido na China!!! O pessoal pega no meu pé dizendo que estudo muito… mas acho que não tanto quanto eles. Agora como fui acostumada a estudar bastante, trabalhar mais ainda e dormir muito pouco… não sei se sinto por saber essa notícia, pois como dizia um amigo: “Gente que fica muito tempo sem ocupar a cabeça em nada, por nada acaba por perdê-la”, ou como diriam no dito popular: “Cabeça vazia, morada do demônio”.
Na verdade acho que isso deveria servir de exemplo, creio que o governo deveria disponibilizar mais atividades para nossas crianças, não só estudos, como lazer. Mas que elas ficassem mais tempo na escola do que nas ruas.
22 de março, 2005 - 16h03 GMT (13h03 Brasília)
“Comer chocolate escuro pode ajudar a controlar diabetes e pressão sangüínea, segundo equipe de pesquisadores da Universidade de L’Alquila, na Itália. O estudo, feito com 15 pessoas, constatou que comer 100 g de chocolate escuro diariamente por 15 dias provocou uma queda de pressão.
A equipe de pesquisadores também constatou melhora na capacidade do corpo de metabolizar açúcar, o que é um problema para os diabéticos.
No entanto, comer a mesma quantidade de chocolate branco não teve qualquer efeito, de acordo com os pesquisadores.
Em artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, eles dizem que o antioxidante chamado flavanol é o responsável pelo efeito porque neutraliza substâncias potencialmente danosas às células, conhecidas como radicais livres.
Apesar dos benefícios do chocolate escuro, porém, o pesquisador chefe da equipe, Cláudio Ferri, disse que as pessoas devem ter cuidado com o consumo de chocolate.
“Chocolate escuro contém antioxidantes, mas também muita gordura e muitas calorias”, disse.
“As pessoas que querem adicionar chocolate à dieta precisam retirar quantidades equivalentes de calorias, reduzindo outros alimentos, para evitar ganhar peso.”
Em artigo na mesma edição do jornal, o nutricionista Cesar Fraga, da Universidade da Califórnia, disse que os resultados ligados à pressão sangüínea parecem ter credibilidade.
Segundo ele, outros alimentos ricos em flavanol, como chá e vinho, têm efeito semelhante sobre a pressão sangüínea.
“A identificação de alimentos saudáveis e a compreensão de como os componentes dos alimentos influenciam a fisiologia vai ajudar a melhorar a saúde da população”, acrescentou.
Amanda Vezey, especialista em diabetes no Reino Unido, destacou que o estudo é pequeno, mas mesmo assim, interessante.
“Pessoas com diabetes podem comer chocolate escuro com moderação, como todo mundo”, disse.
“No entanto, recomendamos às pessoas com diabetes que tenham uma dieta balanceada, com pouca gordura, pouco sal e açúcar, muitos legumes e frutas, combinado com exercícios regulares para ajudar a controlar a doença.”"
Quem vem acompanha o blog sabe que comer 100g de chocolate amargo por dia faz bem. Temos aqui mais uma pesquisa que comprova. Dessa forma aproveite as promoções de Páscoa e faça um estoque de chocolate, você não vai se arrepender!!!
08/03/2007 - 18h06 - Valor Online
“SÃO PAULO - A briga comercial com a concorrência chinesa continua sendo mais forte no ambiente externo. Boa parte das companhias brasileiras, 48%, ainda não concorre com empresas chinesas no mercado doméstico. Já entre as exportadoras, mais da metade (54%) enfrenta a presença do gigante asiático. Mesmo assim, dos 26% de empresários que vivem a disputa com os produtos chineses no Brasil, mais da metade já perdeu espaço nas vendas domésticas para os chineses.
Os números, divulgados hoje, constam de uma sondagem especial realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) junto a 1.581 empresas brasileiras, das quais 214 são de grande porte e as demais são pequenas e médias. Dentre os consultados 27% não responderam à pesquisa.
Conforme o levantamento, do total de empresas que responderam que concorrem diretamente com produtos chineses no mercado local, 45% são empresas de grande porte. Já as pequenas e médias demonstram enfrentar menos pressão. Apenas 23% delas afiram que disputam a demanda doméstico com as companhias chinesas.
De qualquer modo, dentre aquelas que sofrem concorrência, 52% afirmaram que já perderam mercado na disputa com os produtos chineses. Além disso, para 12% desses empresários já prejudicados, a baixa na fatia de mercado local foi “significativa”.
Nesse quadro se destaca com mais fragilidade o setor de Vestuário e Têxteis, onde a cada quatro empresas, pelos menos três perderam espaço para os chineses no mercado interno. Também sofrem os segmentos de Equipamentos Hospitalares e de Precisão, além de Calçados.”
Podemos supor que uma vez que foi realizada uma pesquisa, os resultados surgiram de análises estatísticas. Temos aqui um problema que só tende a crescer, as nossas industrias perderem espaço dentro do próprio país. Esse é um assunto sério que deveria ser explorado não só pelos empresários brasileiros como por nossos governantes, antes que “mandarim” seja disciplina obrigatória nas escolas.
Internacional - 19/03/2007 - 10h13
“LONDRES, 19 mar (AFP) - Quatro anos depois da invasão do Iraque lançada pelos Estados Unidos, os iraquianos se declaram cada vez mais pessimistas quanto ao futuro e manifestam sua rejeição às forças da coalizão e sua desconfiança em relação ao próprio governo, segundo uma pesquisa encomendada pela BCC e outros três meios de comunicação que foi publicada nesta segunda-feira.
A pesquisa, realizada por ocasião dos quatro anos da guerra no Iraque, reflete que a rejeição à presença das tropas estrangeiras no Iraque aumentou consideravelmente neste período.
Segundo a pesquisa, 78% da população iraquiana é contrária à presença das tropas de ocupação e 69% acham que as forças da coalizão só fizeram piorar a situação.
Passados quatro anos, 51% dos iraquianos entrevistados aceitam que sejam realizados ataques politicamente motivados contra as tropas da coalizão. Esta cifra era de 17% há três anos.
A pesquisa, que reflete um Iraque cada vez mais polarizado entre sunitas e xiitas, não deixa dúvidas sobre o pessimismo dos iraquianos em relação a seu futuro, particularmente dos sunitas, hoje uma minoria excluída do poder.
Mais de 1.450 dias depois da invasão, 90% dos entrevistados se queixam da falta de eletricidade e combustível, enquanto 80% dos entrevistados se mostraram insatisfeitos com a falta de trabalho.
No total, 53% dos iraquianos expressaram sua desconfiança em seu próprio governo e apenas 26% afirmaram sentir-se “muito seguros” em seu próprio bairro, contra 40% há três anos, indica a pesquisa realizada pela empresa americana D3 Systems, que consultou mais de dois mil iraquianos nas 18 províncias do país.
A opinião atual dos iraquianos contrasta com a que tinham em 2005, quando uma grande maioria tinha esperanças no futuro do país, observa a pesquisa, que destaca que o pessimismo é mais marcado no centro do Iraque, incluindo Bagdá, onde se encontra o maior número de sunitas.
A pesquisa revela um país polarizado, apesar de uma maioria dos entrevistados (56%) não considerar que o Iraque esteja em meio a uma guerra civil. No entanto, essa porcentagem é bem menor entre os sunitas do que entre os xiitas.
As diferenças entre as duas comunidades religiosas se refletem particularmente na atitudes em relação à execução do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, cujo suposto arsenal nuclear - nunca encontrado ou comprovado - foi a razão dada por Washington e Londres para invadir o Iraque.
Os sunitas questionam a morte de Saddam, que consideram inapropriada, opinando, além disso, que é improvável que sua execução ajude a causa da reconciliação, enquanto os xiitas opinaram o contrário.
Mas, apesar da crescente polarização no tecido social iraquiano - que muitos consideram irreversível - 94% dos pesquisados expressaram que não querem que as diferenças étnicas e religiosas terminem dividindo o país.
A pesquisa foi divulgada por ocasião de um aniversário que voltou a colocar nas ruas neste fim de semana milhares de manifestantes em dezenas de cidades de todo o mundo.
Em Washington, mais de 50.000 pessoas se manifestaram no sábado para exigir o fim da guerra no Iraque, que já custou a vida de milhares de civis iraquianos e mais de três mil soldados americanos. “
Quatro anos de uma guerra sem argumentos sustentáveis. Espero que os governantes prestem atenção nos resultados apresentados pela pesquisa e que essa guerra chegue ao fim.








