Muito pertinente essa reportagem da Revista Brasil Sempre – Multinacionais: uma ética, duas medidas? Em nenhum momento houve qualquer dúvida em criticar a ação ou a omissão das empresas que assumiram um compromisso com as crianças dos EUA e nenhum com as crianças de outros países onde tem operações.
Gostaria de saber o nome dessas empresas para que possamos cobrar uma postura e uma posição delas, será que se muitas pessoas ligassem nos serviços de atendimento ao consumidor ou enviassem e-mails para questionar esse posicionamento as empresas manteriam seus silêncios ou alegariam a “falta” de legislação brasileira sobre o assunto? Ou se fizéssemos um boicote silencioso aos seus produtos?
Seria a resposta para não se dar nomes aos bois nessa reportagem o fato de que uma das empresas patrocinadoras da revista ser uma empresa multinacional de alimentos? Mesmo e apesar disso a reportagem é de muita coragem , mas para você não ter dúvidas as empresas são as seguintes: Burger King, Adams, Coca-cola, General Mills, Hersheys, Kellog, Kraft, Mars, Mc Donald´s, PepsiCo e Unilever.
Atualizando a matéria: Mars respondeu que todas as determinações da matriz seriam válidas para o território brasileiro. A Coca-Cola já anunciou que, até o final de 2008, aplicará a medida em todo o mundo. A PepsiCo ainda não divulgou quando iniciará o compromisso.
Visto aqui.
Saiu esse mês o Guia Exame de Sustentabilidade. Foram listadas 20 empresas modelo em responsabilidade social corporativa no Brasil. A principal diferença em relação ao ano passado está na escolha da empresa do ano: a Natura.
Fiz uma lista das empresas do ano passado e as desse ano. As empresas em vermelho foram as que não estão na lista de 2008, as em verde são as que continuaram de um ano para o outro e as em amarelo são as novas empresas na lista.
Das empresas da lista de 2008, 6 delas fazem parte do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa) são elas: Natura, Itaú, Bradesco, CPFL, Perdigão e AES Tietê.
Por favor, não vamos nos iludir acreditando que essas empresas são o que há de melhor no mundo porque não são. Elas são a demonstração de que existem empresas preocupadas com o assunto no momento. Se essas listas fossem além do que um retrato momentâneo não teria necessidade alguma de se refazê-las todos os anos. Aliás, acho que a principal utilidade dessas listas é saber quem realmente está evoluindo e mantendo o tema como assunto de real importância no dia-a-dia da empresa ou quem está apenas se aproveitando da “moda” do momento.
A Paula do Rastro de Carbono me indicou esse vídeo (visto aqui) e ele traduz tudo o que eu sempre quis dizer sobre essa onda de produtos verdes e o consumismo.
Pena que a legenda é em espanhol… Bom, espero que mais alguns meses esse vídeo fique bem popular e alguma alma caridosa possa legendá-lo em português.
O Global Forum nasceu como uma iniciativa espontânea de organização da sociedade na busca de ações inovadoras para a sustentabilidade da vida humana em nosso planeta. Surgiu no ano 2000 a partir do Global Compact, na ONU, fundindo-se com o BAWB (Business as an Agent of World Benefit) em um encontro promovido por Kofi Annan e organizado por David Cooperrider (Case Western Reserve). Somente em 2006 ganhou as características de um movimento que se expande em conversações por toda a América, até chegar ao Brasil em 2008.
Em São Paulo o Global Forum será nos dias 20 e 21 de novembro no Centro de Convenções Fecomercio, Rua Dr. Plínio Barreto, 285 Bela Vista.
Eu estarei lá!
Para os designers de plantão!!
Essa Chapada é a única que AINDA não conheço!
O Parque Nacional da Chapada Diamantina convida os cidadãos a apresentarem propostas para o Concurso de Criação e Seleção do Logotipo do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
O vencedor ganhará passagem aérea a Salvador, translado a Lençóis, hospedagem no Hotel Pousada Canto das Águas por 5 dias e passeios com a Venturas e Aventuras pela Chapada Diamantina com um acompanhante, além de um kit acampamento (mochila, barraca e saco de dormir) oferecido pela loja Dois Irmãos.
Participe do concurso enviando sua proposta até 31/01/2009.
Se alguém que viu o concurso aqui ganhar, me leva de acompanhante?? hehehe
Visto via twitter aqui.
Já temalguns anos recebi essas imagens por e-mail. São anúncios se nao me engano. Acho fantástico e triste ao mesmo tempo.
E não é que lembra o logo do meu blog? Legal, né? Pena que não é verde… hehehe
Depois de ler isso: “Como não poderia deixar de ser, a crise financeira foi um dos assuntos abordados no 1º Encontro de Mulheres de TI e Sustentabilidade. Maria Fernanda Teixeira observou que várias empresas nos Estados Unidos já anunciaram que suas metas de sustentabilidade não são mais prioridade. “Esse tipo de atitude já provocou inclusive uma reação da Organização das Nações Unidas (ONU), que divulgou um apelo para que as companhias mantenham seus compromissos com as políticas ambientais previamente definidas”, observou.”
Vou repetir aqui o trecho que coloquei no post anterior:
“Enquanto a sustentabilidade for tratada como um conjunto de metas a alcançar, uma obrigação conveniente para não perder negócio ou o mero objeto de um plano com cuja essência as pessoas parecem não se identificar intimamente, então as soluções encontradas serão sempre superficiais, utilitárias e de curtíssimo espectro. Nunca é demais lembrar: sustentabilidade não representa um trabalho a mais, um custo a mais ou uma função a mais com que se preocupar numa corporação. Significa o modo mais humano—e portanto, o melhor - de pensar e fazer negócios.”
E aí, quem acredita em sustentabilidade??? Eu já não sei mais.
Dando uma limpeza na caixa postal achei um texto que gostei muito e mandei para uns amigos. O texto chama-se: Uma lição de sustentabilidade do Ricardo Voltolini, editor da revista Idéia Socioambiental.
O texto conta basicamente o caso da Nike com a sustentabilidade, é bastante interessante, mas a parte que mais me chamou a atenção mesmo foi o parágrafo final.
“Enquanto a sustentabilidade for tratada como um conjunto de metas a alcançar, uma obrigação conveniente para não perder negócio ou o mero objeto de um plano com cuja essência as pessoas parecem não se identificar intimamente, então as soluções encontradas serão sempre superficiais, utilitárias e de curtíssimo espectro. Nunca é demais lembrar: sustentabilidade não representa um trabalho a mais, um custo a mais ou uma função a mais com que se preocupar numa corporação. Significa o modo mais humano—e portanto, o melhor - de pensar e fazer negócios.”
Quando as empresas, as pessoas, a mídia, o sistema econômico vão entender isso?
Meu pai outro dia me perguntou se meu trabalho de meio ambiente (eu faço supervisão ambiental de obras) é mesmo sério. Ai eu respondi com uma pergunta: Algum dia um problema ambiental vai fazer a produção da sua plataforma parar? (ele trabalha numa empresa de petróleo). Ele: Não, nunca, imagina! Eu: É, então, se lá é assim, imagine em construção civil como é?
Infelizmente meio ambiente só é levado a sério onde não comprometa o lucro de uma empresa. Tá bom, podem existir raras exceções, mas é assim que são as coisas, infelizmente… Acho que isso responde minha crítica de qual a causa dos cases de sustentabilidade serem sempre os mesmos.
Pessoas, o lance passarinhos e chicletes é um hoax. Mas parece tão fácil de acontecer… De qualquer forma segue o parecer de um biólogo.
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Sobre os Chicletes X Passarinhos, não encontrei nada científico na net que falasse sobre isso. Como apaixonado por aves desde os 13 anos (já tive autorização do Ibama para criar aves nativas), creio que uma ave em perfeito estado de adaptação em um ecossistema sem muita competição e abundância de alimentos, não se interesse por uma goma de mascar. A partir do momento que ocorre uma elevada competição e escassez de alimento, pode ser que elas optem por se aventurar em alimentos diferentes. Talvez possa ocorrer numa cidade. Mas mesmo com abundância de alimentos, as aves possuem um recurso adaptativo chamado pelos ornitólogos de TEORIA DO FORRAGEAMENTO ÓTIMO, onde ela sabe se a presa (inseto ou semente) tem um tamanho que é valido para sua captura, como se ela calculasse o valor energético da presa para ver se vale a pena o gasto de energia para ir atrás. E também consiste em calcular quando uma área está acabando o alimento para cair fora antes do esgotamento do mesmo. Então creio ser difícil isso ocorrer, apesar de ter vários fatores como novos chicletes sabor pitanga por exemplo ou de outras frutas que as aves comam.
Em um trabalho que fiz sobre a adaptação de duas aves exóticas para a cidade, no parque do Ibirapuera, o Paroaria coronata e dominicana - Cardeal e Galo de Campina respectivamente, concluí que uma das fortes adaptções era a alimentação, onde numa foto que tiramos delas se alimentando no asfalto e um pacote de bolacha logo atrás. Apesar de não termos o aparato de pesquisa suficiente sobre se elas realmente estavam se alimentando dos restos de bolacha ou dos insetos que iam comer a bolacha, tivemos de aceitar uma forte plasticidade para adaptação.
No entanto, sabemos que chicletes demoram muito tempo para serem degradados por serem simplesmente borracha. Então não aconselho ser jogado no chão, até que eu ou outra pessoa comprove numa pesquisa que sou louco para fazer, sobre chicletes serem arremessados no asfalto e assim ser ciclado rapidamente, transformando em um asfalto emborrachado, já que existe esse tipo de pavimentação.
Ricardo M. Bulgarelli





