É verdade essa história que psicólogo tá sempre analisando todo mundo?
O Hotta me perguntou isso durante um bate-papo num café de São Paulo e confesso que fiquei meio sem saber o que responder. Tem gente que diz que analisa mesmo: tem professor que, como tarefa, pede a seus alunos para observar grupos de pessoas e suas interações na cantina da faculdade. Já outros dizem que não dá pra analisar todo mundo, assim como o proctologista não põe o dedo em todo mundo.

Engraçado que no dia anterior uma amiga tinha me dito: “Eu sempre reparo nos tênis dos homens. Só o tênis já diz muito, por exemplo, se o cara tá de all star quer dizer que ele é mais descolado, deve curtir um rock e tal…” - E ela nem é psicologa!

A meu ver todo mundo analisa todo mundo! A diferença é que quem trabalha com comportamento pode ter um pé à frente em suas interpretações. Ah sim, devemos nos lembrar que tudo o que fazemos são interpretações! A partir do modo como a outra pessoa anda, conversa, se posiciona, se veste, fazemos suposições e apesar disso ter grande valor adaptativo, nem sempre quer dizer muita coisa.

Para realmente se saber porque uma pessoa faz uma coisa ou outra, o que menos importa é a topografia do comportamento (a forma). O que se deve buscar é a função: em que contextos o comportamento ocorre e quais as consequências posteriores. Essas situações e consequências interagem a todo momento com nossos comportamentos em uma relação funcional (igual da matemática), e assim podemos saber realmente o que os mantém. Descobrir todas as relações que envolvem um comportamento não é nem um pouco simples e é o que mais fazemos na clínica.

Nada nos impede de buscar quais as pistas mais adequadas, através da linguagem corporal ou perfis em sites de relacionamentos na internet. Mas continuam sendo suposições.

Não é raro a gente ver (em todo lugar, inclusive salas de aula) pessoas querendo explicações simples e mágicas para comportamentos como se tudo pudesse ser explicado de forma simples e rápida. Tirei alguns exemplos em menos de 5 minutos na seção de psicologia do Yahoo! Respostas:

O nosso pior inimigo é a solidão pq nos faz sentir saudades de pessoas que nos fazem mal?
Pq existem pessoas que adoram ser o centro das atenções?
Como ser uma pessoa altamente motivada?
Pq existem pessoas que preferem desabafar com desconhecidos, do que com amigos?“.

Quem estiver em Goiânia e quiser saber mais sobre Análise Funcional no Contexto Clínico farei uma apresentação sobre isso amanhã a partir das 19 horas na III Mostra de Trabalhos Científicos da Pós-Graduação, na área IV da Universidade Católica de Goiás.

Descobrimos que pessoas narcisistas usam o Facebook se auto-promovendo, podendo ser identificado por outros” disse Laura Buffardi, doutora em psicologia co-autora da pesquisa com o professor W. Keith Campbell.

Na pesquisa, deram questionários a 130 usuários, analisaram o conteúdo dos perfis e pediram a sujeitos para avaliar as páginas e relatar o nível de impressão de narcisismo do usuário. Os resultados encontrados indicaram que a quantidade de amigos e mensagens na página principal estão correlacionadas com o narcisismo - o que a autora diz ser consistente com o mundo real, em que estas pessoas tendem a ter muitos relacionamentos, em sua maioria superficiais.

Achei super legal a idéia dos autores! Hoje em dia é até esquisito alguém dizer que não tem Orkut ou MSN, estas redes sociais cresceram tanto que já tomam conta das vidas de muitas pessoas (como a minha). O Orkut no Brasil é de longe mais popular que o Facebook e já foi responsável por muitas novas amizades, discussões, encontros (e desencontros) amorosos e por aí em diante. Conhecer um pouco mais sobre os indicadores dos traços de personalidade das pessoas baseados nas informações do perfil é algo que muita gente que conheço gostaria de fazer!

O estudo citado não é tão aprofundado, não é feito no Orkut e nem mesmo com sujeitos brasileiros. Mas a idéia é interessante e os resultados sem dúvida já servem como fontes de inspiração para novas pesquisas!

Vi no ScienceDaily.

Agora sim ficou tudo mais claro! O comediante John Cleese nos mostra como realmente funciona o comportamento humano!

Vi no Respectful Insolence. Este ator é bastante conhecido pela série “Monty Python” e este vídeo é parte de seu podcast.

Outro vídeo muito legal é o que ele explica o cérebro humano (e que infelizmente nem sei como legendar, a piada se perde na tradução).

Tá que isso já não é novidade para muita gente, mas pela primeira vez pode-se afirmar que esta teoria foi comprovada cientificamente.

Cientistas na Inglaterra deram à 84 estudantes heterossexuais bebidas sem álcool com sabor de limão, bebidas com uma leve dose de vodka (equivalente à uma taça de vinho) ou um pouco de cerveja. Após 15 minutos, eram mostradas aos voluntários fotos de 40 outros estudantes de ambos os sexos e ambos acharam os rostos mais atraentes, com um aumento de aproximadamente 10%.

O interessante é ver tais resultados com uma dose tão pequena, sem contar que a diferença foi observada mesmo em relação a rostos do mesmo sexo.

Gostar de algo ou não é sem dúvida uma opção nossa, mas este estudo mostra que um simples estímulo externo pode modificar esse nosso “gostar”, e de repente temos uma variável a mais influenciando essa escolha. Mas esta é só uma! No outro dia as pessoas se dizem “Por que eu fiz aquilo?” e nem se dão conta das inúmeras variáveis ambientais que sempre estão influenciando nossos comportamentos…

Fonte: Livescience

Taí uma questão complicada de se responder. Uma amiga me fez essa pergunta para uma pesquisa, mas a resposta está longe de ser simples. Acontece que a psicologia, como uma ciência nova, possui diferentes abordagens que não concordam entre si quanto às técnicas, conceitos e nem mesmo em objeto de estudo.

O termo Psicologia vem do estudo (logos) da Psiquê, ou seja, da alma que guia as pessoas, uma visão dicotômica herdada de Descartes. Pouca coisa mudou desde sua época: hoje muito da psicologia envolve estudar processos internos humanos, processos cognitivos, instâncias psíquicas ou qualquer coisa do tipo - escolha seu termo favorito.

Eu prefiro seguir os caminhos de uma ciência natural, mas como pode uma ciência natural estudar processos mentais de uma natureza inespecífica e metafísica?! Não pode.

Não podemos saber ao certo o que se passa na mente de uma pessoa nem temos como interferir diretamente na mesma. Mas sabemos que alterando certos aspectos ambientais, têm-se como resposta alterações no comportamento de uma pessoa (ou qualquer organismo). Alterando o ambiente (VI) somos capazes de alterar o comportamento (VD).

Deste modo, para fazer um garoto beber água, podemos alimentá-lo com alimentos salgados; para melhorar o desempenho de alunos bagunceiros, podemos reforçar os comportamentos adequados ao invés de apenas usar punição; podemos melhorar o estado de humor de pessoas depressivas apresentando diferentes atividades, desviando o foco dos pensamentos negativos, e por aí vão as inúmeras possíveis intervenções. A previsibilidade e o controle, fundamentais para qualquer ciência, se tornam então possíveis na psicologia, substituindo séculos de especulações com verdadeira praticidade.

Então o que é a psicologia? Bem, só posso dizer que, de acordo com a abordagem comportamental, a psicologia é o estudo de interações entre organismo e ambiente, considerando ambiente tudo aquilo que pode influenciar o comportamento (ambientes físico, social, biológico e histórico).

(Muito) Mais sobre o assunto em:
Todorov (1989-2007) A Psicologia Como Estudo de Interações. Psic.: Teor. e Pesq. 23, 57-61.

O brave new world, That hath such people in’t!
Nós analistas do comportamento buscamos maneiras de aprender a prever e controlar o comportamento humano de modo a trazer o bem-estar social assim como as diversas outras áreas da ciência o fazem com seus respectivos objetos de estudo. O próprio Skinner imaginou uma sociedade onde os princípios da AC fossem aplicados ao bem comum (Walden II) e Aldous Huxley nos trouxe a sua visão de uma sociedade semelhante, onde os avanços da medicina, da biologia, psicologia e sociologia estão avançados em um ponto onde é possível controlar todos seus membros. O mais interessante é o tipo de controle exercido (e como é detalhado) e as repercussões que este mesmo controle traz a seus membros.

De maneira geral, a sociedade é dividida em 5 castas e cada pessoa se mostra bem satisfeita com sua vida, com suas regras e principalmente com sua posição social. As castas são: os Alfas, Betas, Gamas, Deltas e os Ípsilons. Cada ser é manipulado desde seu desenvolvimento embrionário de modo que não só tenham uma aparência física de acordo com sua casta (sendo os alfas os mais desenvolvidos, e os Ípsilons apenas grupos clonados de baixa estatura) mas também que estejam psicologicamente satisfeitos com sua posição: isto é feito através do condicionamento pavloviano e da hipnopedia (repetição durante o sono de frases previamente gravadas). É realmente incrível a descrição feita do processo de condicionamento realizado com os bebês Delta para que não gostassem de flores nem livros. No final das contas, cada um está satisfeito com sua posição e é capaz de relatar boas razões para tal.

A primeira questão que pode ser levantada é: “Tal controle é necessário? É possível uma pessoa estar sempre 100% contente?” Acho improvável, pois manipular TODAS as contingências de uma pessoa é uma tarefa muito difícil (talvez impossível) e também sabemos que saciação não é necessariamente equivalente à felicidade. Mas neste Admirável Mundo Novo a solução para os momentos de tristeza ou cansaço é simples: uma droga levemente alucinógena chamada Soma que relaxa a pessoa e gera um eficiente reforçamento negativo (assim como drogas existentes em nossa própria sociedade).

Mas não é em todo o mundo que estas regras se aplicam, em algumas regiões vivem os “selvagens“, que ainda mantém hábitos primitivos como a monogamia e a constituição familiar. As interações dos selvagens no mundo moderno (e vice-versa) são bem exploradas no livro e são um prato cheio para os analistas do comportamento.

Enfim, me perguntaram se eu achava que este livro fosse uma crítica ou um apoio ao Behaviorismo. A minha resposta é que não é nem um nem outro. Primeiro porque o livro foi escrito em 1932, antes mesmo até do “Behavior of Organisms” de Skinner, portanto se o livro estivesse criticando alguma corrente do Behaviorismo seria o clássico de Pavlov, e mesmo assim este condicionamento só é citado em alguns trechos (e se mostra extremamente eficaz). Também não é um livro que argumenta a favor do Behaviorismo pois, como já disse, o tema é pouco explorado nele. A verdadeira questão levantada pelo livro é a do livre-arbítrio das pessoas e até que ponto os avanços na ciência e tecnologia o influenciarão: Será que existe um ponto ideal de felicidade? A sociedade deve ser tão manipulada? As pessas em um meio controlado por um ser superior são mesmo mais felizes do que os “selvagens”? São questionamentos que não concernem apenas analistas do comportamento, mas todos profissionais que de certo modo são capazes de influenciar o comportamento humano, ou seja, todos.

Brian Dunning é o autor do site Skeptoid, dedicado à divulgação do pensamento crítico, combatendo assim as idéias pseudocientíficas que costumam aparecer em nosso cotidiano, como a face em Marte como sinal da existência de uma civilização antiga, abduções alienígenas e caçadores de fantasmas.

Recentemente foi publicado pelo autor um vídeo de 40 minutos destinado ao público geral entitulado “Here Be Dragons: An Introduction to Critical Thinking” (Aqui Ter Dragões: Uma Introdução ao Pensamento Crítico), ensinando como reconhecer e entender os perigos da pseudociência, além de como apreciar os benefícios do verdadeiro conhecimento científico.

Achei bem interessante, e ele cita alguns assuntos comuns em algumas psicologias como energias internas do corpo. No final ele ainda faz referência ao grande Carl Sagan e seu livro O Mundo Assombrado por Demônios.

Mais legal ainda seria ter este vídeo legendado em português, alguém se disponibiliza a me ajudar na tradução?

Link original: http://herebedragonsmovie.com/.

É muito comum vermos notícias e pesquisas relacinadas aos jogos de videogame como estimuladores de violência entre seus usuários. No Brasil, alguns jogos até mesmo chegaram a serem proibidos pelo conteúdo violento, como o Carmageddon e, mais recentemente, o Counter-Strike e o Everquest.

Hoje existe uma nova onda de jogos, que se diferenciam dos clássicos: os MMORPGS, ou RPGs online de múltiplos jogadores. Nestes jogos você cria um personagem e participa de, literalmente, outro mundo: os mapas são gigantescos e as milhares de pessoas que participam do jogo são outros jogadores de várias nacionalidades. Este tipo de jogo costuma incentivar a disputa através da cooperação; os jogadores formam grupos, ou guildas, e se unem para alcançar diversos objetivos ou batalhar com outras guildas. Este estudo chegou a mostrar que os jogadores de mmorpgs não seriam tão agressivos pela cooperação entre eles.

Neste tipo de jogo, a verdadeira preocupação não é a violência, é o vício. Joshua Smyth recrutou 100 estudantes universitários para jogarem um entre quatro tipos de jogos, selecionados aleatoriamente. Eles jogavam os jogos quando quisessem, em um laboratório do campus. O requerimento era que jogassem pelo menos uma hora por semana. E o resultado foi:

O grupo que jogava MMORPG foi o que mais gastou tempo na atividade: uma média de 14.4 horas! Mas só o fato de jogarem mais não quer dizer que estavam desenvolvendo um vício. Então, outras questões foram levantadas: (1) Como você dormiu? (2) Você continuaria a jogar? e (3) O jogo interferiu nos estudos?

Ainda não dá para dizer que o jogo se tornou necessariamente um vício, mas é espantoso como eles próprios relatam impactos negativos em outros aspectos de suas vidas, e ainda assim, o grupo do MMORPG foi o que mais quis continuar jogando.

Esta é uma área interessante para pesquisas, pois eu já vi gente querendo largar a faculdade porque estava ganhando dinheiro com jogos. Eu mesmo já ganhei alguns prêmios em campeonatos durante a faculdade (e quase deixei de entregar trabalhos por causa deles também…) e também já vi psicólogos com clientes que passam tempo demais no computador. Não sei dizer exatamente porque esses jogos acabam sendo tão viciantes mas sempre lembro de um professor meu dizendo uma vez na sala de aula que “o reforço social é o mais forte nos humanos“, e é justamente esta interação social que os MMORPGs priorizam.

Vou finalizar este post com um vídeo do youtube que tinha visto há muito tempo atrás e acabei lembrando após ler este estudo. Mostra um garoto “viciado” no jogo World of Warcraft (o mais popular MMORPG da atualidade) dizendo que não é viciado e “pode parar quando quiser” e a preocupação da mãe. Em um momento ela até cita o DSM. Acho que vale a pena legendar este vídeo e continuar o assunto em outro post…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=K8hfK3RQs2g]

Fonte: Cognitive Daily.

Meus grandes ídolos da ciência são Skinner e Darwin, que dispensam comentários. Mas tenho outro ídolo logo ao lado deles que é o astrônomo Carl Sagan, não tão conhecido pelos psicólogos. Falei sobre um livro dele aqui e postei uma citação de outro livro aqui.

Sagan é hoje reconhecido como um dos maiores divulgadores da ciência e ficou conhecido mundialmente principalmente pela sua série televisiva “COSMOS: Uma Viagem Pessoal“, exibida em 1980, com 13 episódios abrangendo assuntos como astronomia, religião, ceticismo, evolução, pensamento científico, teoria da relatividade, viagens no espaço e tempo e até um pouco de psicologia.

A série foi premiada com os troféus Peabody e Emmy e foi vista em mais de 60 países por mais de 600 milhões de pessoas e é ainda, de acordo com o Science Channel, a série da PBS mais vista em todo o mundo.

Fica então a sugestão para as férias de julho, eu recomendo muito assistir esta sensacional série, que, para quem não quiser comprar, está disponível legendada em português no YouTube pelo usuário ztaarb.

Episódio 1 - Os Limites do Oceano Cósmico (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 2 - Uma Voz na Fuga Cósmica (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 3 - A Harmonia dos Mundos (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 4 - Céu e Inferno (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 5 - Blues por um Planeta Vermelho (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 6 - Relatos de Viajantes (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 7 - A Espinha Dorsal da Noite (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 8 - Viagens no Espaço e no Tempo (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 9 - A Vida das Estrelas (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 10 - O Limiar da Eternidade (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7).

Episódio 11 - A Persistência da Memória (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Episódio 12 - Encyclopaedia Galactica (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6)

Episódio 13 - Quem Pode Salvar a Terra? (Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6).

Estes links eu encontrei no http://ensinofisicaquimica.blogspot.com.

Passeando pela net, me deparei com este artigo, a seguir um trecho:

Uma novidade pode reforçar o arsenal da medicina contra a depressão. Grupos de pesquisadores estão testando a eficácia de marcapassos no controle dos sintomas da doença, [...] Embora ainda experimentais, os estudos têm apresentado resultados animadores.

O objetivo da implantação dos marcapassos é o mesmo dos medicamentos orais usados hoje contra a enfermidade. As duas estratégias têm como finalidade reequilibrar a concentração no cérebro de substâncias associadas às emoções.

Eu achei essa idéia tão absurda que juro que nem soube por onde começar a comentar, escrevi e apaguei este primeiro parágrafo umas três vezes pois em todas acabei sendo “radical” demais ou ofendendo alguém. Melhor apenas defender minha postura:

Eu não acredito que a depressão seja de origem genética nem que seja uma doença. Mas eu acredito que nosso corpo possui uma estrutura biológica herdada filogeneticamente para sentir, e em nossa ontogenia, ou seja, durante nosso desenvolvimento, esse corpo vai se adaptando ao meio que vivemos e em conjuntos de situações mais complexas como na perda de um ente querido, dificuldades financeiras, dificuldades de relações interpessoais, entre vários outras possíveis situações agravantes, acabamos adotando comportamentos rotulados como depressivos e nem sabemos como chegamos até tal ponto, muito menos como sair dele. No final das contas, é tão estranho que parece até doença!

O mais engraçado é que apesar de todos esses avanços e pesquisas nos tratamentos medicamentosos para a depressão (e outros transtornos), a terapia comportamental ainda é a mais eficaz.

Mais sobre o assunto em:
BANACO, R. A., Auto-regras e Patologia comportamental. Em ZAMIGNANI, D. R. (org.) Sobre comportamento e Cognição: a aplicação da análise do comportamento e da terapia cognitivo-comportamental no hospital geral e nos transtornos psiquiátricos. Santo André, ESEtec, 2001. (Cap.12)

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