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Minas de Trás-os-Montes - exposição

Friday, August 8th, 2008

Informação recebida de

Nélson Campos e adaptada

“Exposição de fotografia, intitulada “Escombros – Minas transmontanas”, de autoria de José Luís Gonçalves, que terá lugar no próximo dia 9 de Agosto (Sábado) no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, pelas 16 horas.

Esta exposição resultou de um trabalho fotográfico de José Luís Gonçalves, realizado em 2005, num momento em que praticamente todas as minas de Trás-os-Montes se encontravam inactivas, com infra-estruturas em ruínas, mas ainda com muitos vestígios do que se pode considerar Arqueologia Industrial e Mineira.
A opção fotográfica a preto & branco ajuda a salientar esse olhar trágico, hoje de desolação e silêncio, com a natureza já a cobrar os seus direitos, em sítios onde outrora se ouviu o ruído das máquinas, as explosões e a vozearia humana. Era esse o cenário quotidiano, feito de esforço insano, para retirar às entranhas da terra a riqueza mineral que fez a fortuna de alguns e deu para o remedeio de muitos outros. Aí se exploraram diversos minerais, desde o volfrâmio, ouro, chumbo, chelite, ferro.

As minas representadas são uma pequena parte do panorama mineiro de Trás-os-Montes, mas aí se encontram algumas das principais, com destaque para Argoselo, que já tiveram direito ao cinema, através do filme “A sombra do Abutre” de Leonel Vieira, Ervedosa, Jales, de que se volta a falar, na expectativa de uma nova “febre do ouro”, Portelo e Coelhoso no concelho de Bragança, e as famosas minas de Ferro de Torre de Moncorvo.

No dia 23 de Agosto está agendada uma palestra, também no mesmo Museu , sobre “Jazigos de Ferro Portugueses”, pelo geólogo Prof. Doutor Fernando Noronha.”

LEONARDO DA VINCI EM LISBOA

Wednesday, March 12th, 2008

A exposição “Leonardo da Vinci – O Génio” vai estar em Lisboa, no espaço do antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres, nos Museus da Politécnica, onde vai ser inaugurada dia 13 de Março.
Esta exposição, que contém dezenas de modelos em tamanho real, construídos a partir de desenhos de da Vinci, a par de outras peças inspiradas na vida e obra do pintor, abrirá ao público dia 14 de Março, para só encerrar no dia 22 de Junho.
Paralelamente à mostra, que permanecerá aberta sete dias na semana, das 10h00 às 20h00, haverá actividades pedagógicas para os mais novos.
Um ciclo de conferências decorrerá em simultâneo, no anfiteatro 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.

A exposição “Leonardo da Vinci – o Génio”, que é patrocinada pelo Millennium BCP e promovida pela Grafinvest, esteve anteriormente patente no Palácio de Cristal, no Porto, sendo agora trazida a Lisboa pelo Museu de Ciência da Universidade de Lisboa.”

Mais informação aqui

Informação recebida do

Gabinete de Comunicação e Imagem
Museus da Politécnica

“Monstros Marinhos” e rigor científico

Tuesday, July 24th, 2007

“Não perca esta oportunidade de conhecer répteis marinhos ancestrais e as mais recentes teorias sobre as causas que terão provocado a sua extinção!
A exposição está dividida em quatro cenários distintos que apresentam a Terra, em
termos geológicos, enquanto planeta em constante mudança e os seus mecanismos de evolução.”

Decidi efectuar esta análise a esta exposição após uma visita informal durante a qual constatei variados erros/omissões/incorrecções científicas.
A análise e revisão feitas estão sistematizadas em seguida.
A exposição é constituída por diversos painéis com breve descrição de criaturas marinhas – a maioria extinta – de grande tamanho: o principal critério unificador.
Não existem fósseis ou réplicas dos exemplares apresentados, apesar de estes serem, na sua maioria, unicamente conhecidos pelo registo fóssil.
Uma das ideias mais promissoras e com “valor de mercado” é a intitulada Cultura Pop – Percepções Culturais e a sua relação com conceitos científicos, neste caso num contexto de criaturas marinhas.
Este conceito, apesar de promissor, não foi suficientemente aproveitado, sendo a sua abordagem limitada a um painel em que é referida, introdutoriamente, a influência daquelas criaturas no imaginário colectivo.
De realçar a excelente qualidade gráfica das ilustrações, sempre com escala humana, que muito contribuem para o aspecto geral, agradável e apelativo.

Revisão/Análise científica

Descrevo seguidamente, de forma que não pretende ser exaustiva, algumas das várias incorrecções/omissões/falhas científicas detectadas, documentadas por fotos.
- Critérios pouco uniformes na designação científica dos exemplares, por exemplo: nomes de grupos genéricos (“Notossauro”, “Ictiossauro”) misturados com espécies, uma vezes identificadas (Thalassomedon haningtoni) outras vezes não, apenas pelo género (Dakosaurus, Henodus, Platypterigius).
- Na parte final (em termos do movimento do público) é apresentada num painel representativo, de forma resumida e cronológica, a história, quer geológica, quer biológica, da Terra. Este painel poderia explorar os intervalos temporais relativos de cada uma das fases da História da Terra, ou seja, cada um dos sub-painéis poderia ter um tamanho proporcional à sua amplitude temporal.
- Estando os períodos temporalmente mais próximos do presente antropomorficamente sobreavaliados, poderia ter-se feito um destaque, com painel isolado, revelando pormenores biológicos/geológicos destes períodos.
- “primeiros tetrapódios” – deveria ser primeiros tetrápodes ou Tetrapoda
- “Pangea” e “Pangeia” – utilizados de forma não coerente: deveria ter-se utilizado Pangeia.
- Thalassomedon haningtoni, assim designada em inglês, surge como Thalassomedon hanington em português, o que dá a sensação de que o nome da espécie se altera do português para inglês.
- “Plioceno” em vez de Pliocénico – todas as referências deveriam ser Pliocénico (período geológico entre os 5.3 e 1.8 milhões de anos).
- “Paleoceno” em vez de Paleocénico - todas as referências deveriam ser Paleocénico (período geológico entre os 65 e 55 milhões de anos).
- “Triássico” em vez de Triásico – todas as referências deveriam ser Triásico (período geológico entre os 251 e 200 milhões de anos).
- “Carbonífero” em vez de Carbónico – todas as referências deveriam ser Carbónico (período geológico entre os 359 e 299 milhões de anos).
- Dunkleosteus, mencionado como primeiro animal com reprodução sexuada e com comportamento canibal.
Em relação ao facto de ser canibal, faltaria acrescentar a informação de que este comportamento foi inferido a partir de marcas de mandíbulas encontradas num crâneo de Dunkleosteus. Uma vez que este animal seria o maior predador da época, os paleontólogos deduziram que só outro elemento daquela espécie poderia ter infligido tal marca – faltaria adicionar, de forma breve, esta inferência paleontológica.
No que diz respeito à afirmação de que seria o primeiro animal com reprodução sexuada, qualquer pessoa com um mínimo de formação biológica sabe que esta afirmação carece de qualquer sentido. Quereriam os autores referir-se a primeiros animais com dimorfismo sexual?
Uma das ilustrações Dunkleosteus tem como texto de suporte “…comia tudo o que via.” Esta afirmação, apesar de talvez apelativa, parece-me exagerada do ponto de vista biológico, podendo cair facilmente na especulação não-científica.
- Eric leptocleidus– esta espécie não existe, tendo sido confundido o nome informal “Eric” dado a um exemplar do género Leptocleidus, descoberto na Austrália.

“Período Câmbrico”
- “…maioritariamente organismos marinhos” – toda a vida existente neste período da Terra era exclusivamente marinha, uma vez que a “invasão” terrestre só aconteceu muito mais tarde.
- A frase, geradora de confusão, é contradita pelo cartaz “Ordovícico”, onde se afirma “vida apenas nos mares…” (ver comentários a esta afirmação em “Período Ordovícico”)
- “Trilobites – fósseis indicadores”<
/span> – é verdade, mas falta referir de que é que são indicadores – de idade geológica, de ambiente ou de que outro tipo de informação.
- “Myllokunmingia” – faltaria acrescentar o nome completo (Myllokunmingia fengjiaoa, a sua idade (530 milhões de anos) e a proveniência (China, província de Kunming)

“Período Ordovícico”
-“…começa com clima não muito intenso e alta humidade” – a aparente falta de sentido desta frase somente pode ser justificada pela má tradução de “milder” para “não muito intenso”.
-“vida apenas nos mares com, inicialmente, níveis muito altos” – níveis muito altos de quê?
- É representada uma trilobite designada por “Trilobite Gigante”, enquanto um escorpião-marinho já é apresentado como Megalograptus – faltaria a designação científica desta espécie.

“Período Triásico”
-“…anfíbios labirintóides” – os anfíbios pertencentes ao grupo Labyrinthodontia têm como designação em português Labirintodontes. Para além disto, é referido que este grupo de anfíbios se extingue no final do Triásico: esta afirmação é incorrecta, uma vez que se conhece pelo menos uma espécie deste grupo – o Koolasuchus cleelandi, do Cretácico inferior da Austrália, prolongando-se, assim, o registo paleontológico dos Labirintodontes (cerca de 55 milhões de anos mais tarde do que referido).
-“dinossauros dominam depois da extinção” – até ao final do Triásico, as faunas dominantes eram outros grupos, que não os dinossauros – por exemplo, os grupos Rhynchosauria, répteis herbívoros, os Aetosauria, também herbívoros, e os carnívoros Phytosauria, entre outra fauna.
- traduziu-se “ferns” por abetos, quando deveria ser fetos.
- é referido, no painel deste período, que teria surgido o primeiro tubarão, quando o primeiro representante conhecido do grupo dos tubarões, Doliodus problematicus, data do Devónico inferior (cerca de 200 milhões de anos mais cedo do que referido).

Conclusão
Esta exposição tem como ponto mais positivo apresentar o tema (raramente abordado no contexto de exposições em Portugal) do registo de vertebrados marinhos mesozóicos - leia-se fauna contemporânea dos dinossáurios mas mas não pertencendo a este grupo.
O ponto mais negativo é a deficiente revisão científica e tradução dos texto dos painéis.
Se se tivesse tido o mesmo cuidado na apresentação e descrição das espécies passadas como o que o Oceanário tem nas espécies presentes, esta exposição poderia constituir um marco idêntico aos das exposições que esta instituição tem levado a cabo no passado.
Faltou-lhe mais formação paleontológica…

P.S.- o Oceanário de Lisboa inaugurou, no passado dia 15 de Junho de 2007, a exposição “Monstros Marinhos”; este texto foi enviado ao Oceanário de Lisboa, a 10 de Julho de 2007, não tendo tido eu, até ao momento, qualquer resposta.

Imagens - links nas imagens

Da Tanzânia para Berlim - nova exposição de dinossáurios

Tuesday, July 17th, 2007

O Museu de História Natural de Berlim reabriu a sua exposição de dinossáurios.
Para bem dos meus pecados, no mês que lá passei em 2006, grande parte do material de saurópodes estava desmontado, facilitando-me a digitalização e estudo de Brachiosaurus, Barosaurus, Plateosaurus e Dicraeosaurus.
A equipa canadiana que os remontou, trabalhava num enorme armazém (mesmo ao lado do arquivos da cinemateca alemã!!!) o que me obrigava a passar o tempo entre as caves do Museu e o dito armazém.

Agora já pode ser vista a fauna proveniente, sobretudo, das jazidas de Tendaguru, Tanzânia.
Foram os alemães nos anos 20 do séc. XX, em especial expedições lideradas por Janensch, os principais exploradores das jazidas da Tanzânia.”

a). - úmero de Brachiosaurus com Homo sapiens a servir de escala.

b) aspecto do armazém de remontagem; Brachiosaurus remontado (foto Der Spiegel)

Borboletas desde o tempo dos Dinos

Tuesday, May 29th, 2007

Uma exposição no Museu Nacional de História Natural.
Para quem gosta de borboleteas. E de dinossáurios.
E de borboletas desde os tempos dos dinossáurios…

Mitos em NY

Monday, May 28th, 2007


Uma nova exposição no AMNH.
E texto antigo da relação fósseis e mitos.
Ou vice-versa.
Para maiores detalhes o excelente livro de Adrienne Mayor - The First Fossil Hunters: Paleontology in Greek and Roman Times (Princeton University Press 2000)”