Recentemente descobri e me viciei em The Big Bang Theory, seriado de TV estadosunidense. O seriado mostra as aventuras de quatro amigos pesquisadores e uma vizinha civil (hehehe). O legal é que os quatro são bem resolvidos, ainda que seus níveis nerds sejam bastante altos.

O mais engraçado para mim é acabar me identificando com várias situações que aparecem nos episódios (assim como muitos civis devem se identificar com The Office…). Como pesquisador das áreas biológicas, vejo meus amigos fazerem coisas parecidas só que com Biologia (chame um urubu de passarinho perto de uns para vc ver… é uma ave, AVE!!!). A única diferença é que Biologia parece ser mais aceita socialmente do que Física ou Matemática…

O seriado foca em dois esteriótipos nerds: Leonard, o nerd com consciência social que tenta interagir com o mundo e o Sheldon, o nerd que não está nem aí para o resto. Sheldon é bem mais esperto do que o Leonard mas também é mais neurótico e autista do que o Sheldon. Eu diria que tendo mais ao Leonard mas tenho meus momentos neuróticos do Sheldon. Um exemplo:

(conversa no MSN)
Carlos: então, agora o Brontossauros em meu Jardim pode ser acessado por http://brontossauros.com.br
Atila: legal!
Carlos: é uma sensação boa, como se eu fosse dono dos brontossauros no Brasil. É como se eu tivesse meu próprio dinossauro de estimação.
Atila: :)
Carlos: será que eu devo registrar o http://apatossauros.com.br?
Atila: por que vc faria isso?
Carlos: sei lá, e se alguem registrar o dominio e fizer um blog concorrente? Apatossauros em meu jardim? E ainda tivessem como slogan o seguinte: “Um blog sobre Biologia só que usando a terminologia correta”!
Atila:
Carlos: vou registrar…

No fim meu lado Leonard venceu a discussão e não registrei o domínio… por enquanto. Certo, para finalizar o post, coloquei a tradução da música-tema completa e um clipe (meu lado Sheldon ainda quer comentar umas incorreções científicas como o fato da teoria BigCrunch estar sendo abandonada mas vou resistir).

Letra do Big Bang Theory traduzida (do jeito que eu entendo):

A História de tudo mais

Todo o nosso universo estava em um estado denso e quente,
Daí mais ou menos 14 bilhões de anos atrás começou a expandir. Espere…
A Terra começou a esfriar,
Os autótrofos começaram a babar,
Neandertais desenvolveram ferramentas,
Construímos um muro (construímos as Pirâmides),
Matemática, Ciência, História, desvendendo os mistérios,
tudo começou com o Big Bang!

“Desde o início da humanidade” nem é tanto tempo atrás,
Uma vez que as galáxias se formaram em menos tempo que esta música.
Uma fração de segundos e os elementos se formaram.
Os bípedes se levantaram,
Os dinossauros se foram,
Eles tentaram mudar mas se atrasaram
e todos morreram (eles se congelaram).
Os oceanos e a Pangea
(até mais, não queria estar em seus lugares)
tudo iniciou-se no mesmo Big Bang!

Tudo começou com o Big BANG!

Tudo está se expandindo mas um dia
vai fazer as estrelas se moverem na direção oposta,
colapsando-se, nós não estaremos lá, nem vai machucar
Nossas mentes mais brilhantes acham que vai fazer um bang ainda maior!

Australopitecos estariam enojados conosco
Discutindo enquanto eles pegavam veados (nós pegamos vírus)
Religião ou Astronomia, Encarta, Deuteronomios
Tudo começou com o Big Bang!

Música e mitologia, Einstein e astrologia
Tudo começou com o Big Bang!
Tudo começou com o Big BANG!


History of Everything

Our whole universe was in a hot dense state,
Then nearly fourteen billion years ago expansion started. Wait…
The Earth began to cool,
The autotrophs began to drool,
Neanderthals developed tools,
We built a wall (we built the pyramids),
Math, science, history, unraveling the mysteries,
That all started with the big bang!

“Since the dawn of man” is really not that long,
As every galaxy was formed in less time than it takes to sing this song.
A fraction of a second and the elements were made.
The bipeds stood up straight,
The dinosaurs all met their fate,
They tried to leap but they were late
And they all died (they froze their asses off)
The oceans and pangea
(See ya, wouldn’t wanna be ya)
Set in motion by the same big bang!

It all started with the big BANG!

It’s expanding ever outward but one day
It will cause the stars to go the other way,
Collapsing ever inward, we won’t be here, it wont be hurt
Our best and brightest figure that it’ll make an even bigger bang!

Australopithecus would really have been sick of us
Debating out while here they’re catching deer (we’re catching viruses)
Religion or astronomy, Encarta, Deuteronomy
It all started with the big bang!

Music and mythology, Einstein and astrology
It all started with the big bang!
It all started with the big BANG!

UPDATE: meu lado Sheldon está p da vida que postagens similares apareceram no Cardoso, 100nexos e Rainha de Copas sem eu saber!

No ano passado, enquanto escrevia a minha tese, eu fiquei viciado em podcasts. Nada melhor que ficar escutando pessoas falarem do assutno de seu interesse quando você tiver vontade. Para quem nunca ouviu falar, um podcast é um programa de rádio gravado em mp3 para você escutar quando quiser. O mais leal é que qualquer um, a princípio, pode gravar e lançar um podcast, o que amplia enormemente a diversidade de assuntos e opiniões que você consegue encontrar.

Foi no meio desta minha febre por podcasts que descobri que o Jonny Ken, velho amigo da Biologia, junto com a Amanda e a Dani Toste haviam acabado de lançar um: o Decodificando, um podcast que versa sobre o “código genético, jurídico e código fonte”. A emoção foi forte: ouvir um podcast com uma voz conhecida após anos em terras estrangeiras me tornou um dos primeiros fãs do trio de podcasters.

Pois eis que, 11 podcasts depois, eu faço uma pequena ponta no Decodificando! O Jonny quis me entrevistar sobre a pós-graduação na Inglaterra e eu fui lá dar meu pitaco, via celular. Portanto, se você quiser saber como é a minha voz, vá até os 58 minutos de show. Eu sou a voz que parece de uma criança. Mas ouçam o resto que vale mais a pena!

Aracnofilia é um joguinho viciante para passar a segunda-feira. Você controla uma aranha que precisa manter a sua teia em boas condições. Quanto melhor for a sua teia, mais insetos você consegue pegar e mais teia você produz. Clique em um lugar qualquer para a sua aranha se direcionar para lá, arraste o mouse para um local para ela fazer uma teia até lá. Alguns insetos ameaçam a integridade da teia, portanto devem ser consumidos mais rápidos.

Tempo de procrastinação: muitas horas

Para o Luciano do Caapora, que ganhou o primeiro prêmio no 2° Concurso Avistar - Itaú BBA de Fotografia. A foto dele, de garças-brancas-peuqenas, pode ser vista no blog dele.

Aproveitem apra visitar o site do Avistar e ver as demais fotos. Vale a pena!

Neste sábado assisti a animação da Dreamworks chamada ‘Horton e o mundo dos Quem!’. Na animação, o elefante Horton descobre que existe um mundo inteiro vivendo em um frágil grão de pó. O problema é que grãos de pó estão submetidos a todo tipo de condição degradante neste mundo o que afeta diretamente os cidadãos do mundo de Quem. Sensibilizado, Horton tenta encontrar um lugar seguro pros Quem ao mesmo tempo que o prefeito dos Quem tenta manter os Quem seguros (Quem-repetições quem-propositais).

Horton é um filme divertidíssimo com uma moral sutil e muito legal. Só que poucos prestaram atenção na animação: nos Brasil ela nem teve tanta divulgação e nos Estados Unidos, ela foi cooptada por grupos anti-células troncos (e anti-aborto também). Tudo por causa de uma frase de Horton, repetida algumas vezes no filme ao defender o grão pó: “Uma vida é uma vida, não importa o seu tamanho!”.

O que poucos percebem, no entanto, é que Horton é uma fábula sobre o pensamento livre, que a minha sardinha me faz associar ao pensamento científico. Horton defende o grão de pó apesar das autoridades não acreditarem nele: “O que não pode se ver, ouvir ou tocar não existe!” ou “Vida microscópica é impossível!”. ele é o cientista que descobre algo revolucionário, que contradiz o paradigma dos poderosos. Só faltava Horton ser queimado na fogueira pela Inquisição (não há nenhuma conotação religiosa no filme, no entanto). O filme ainda toca na intolerância do status quo em relação às novidades e criatividade e no perigo do controle das grandes massas. Tudo isso sem perder o humor e a originalidade: o mundo dos Quem é bastante distinto da floresta, bastante distinto, aliás, de qualquer oputro mundo fantasioso.

Horton, portanto é um filme divertidíssimo e recomendado para toda a família!

Em tempo, eu assisti o filme no Shopping Continental (na fronteira do mundo de Oz) por R$4,00 com direito a pipocas e crianças mil na platéia. Todo domingo de manhã tem sessão de filmes infantis. Fica a dica!

Mais um trailer do próximo espetacular (espero) filme da Pixar: Wall-E. Wall-E é um robô deixado na Terra para limpar a sujeira deixada pelos humanos, que agora vivem em uma nave espacial. Ele vive sozinho até que os humanos mandam um novo robô: EVE. O que parecia uma história ecológica é, vejam só: uma história de amor com pitadas de revolução! Mal posso esperar!

Uma vez eu juro que eu vi uma reação química que oscilava entre trâs cores diferentes sem a adição de novos compostos. Acho que é a coisa mais incrível que você pode presenciar em um laboratório de Química.

Veja esta reação e outros fenômenos químicos e físicos aqui: TOP 10 reações em laboratórios.

Das que eu não conhecia, eu gostei bastante do vídeo com o barquinho de alumíneo que flutua no ar. Alguém sabe que gás foi usado?

UPDATE: Hexafluoreto de Enxofre (SF6). Obrigado Veronica por indicar o post do Atila.

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