Em um experimento para se determinar como o comportamento de grandes grupos emerge, como o de cardumes e o de aves voando no céu, dois pesquisadores da Universidade de Leeds fizeram um experimento interessante: eles pegaram pessoas e pediram para que elas andassem aleatoriamente por uma área (tipo, a Bienal). A única orientação dada foi para as pessoas não se afastarem muito uma das outras.

Os pesquisadores, então, inseriram no grupo, pessoas que possuíam comunicadores que diziam para onde elas deveriam se dirigir. O que els descobriram foi impressionante: em grupos de mais de 200 pessoas, é necessário controlar a direção na qual apenas 5% das pessoas andava para detarminar o comportamento do grupo inteiro! As outras 95% das pessoas inconscientemente seguiam os “formadores de opinião”.

Dá ou não dá para explicar o comportamento do pessoal que está participando da Campus Party?

Fonte: Science Daily

Você já deve ter ouvido que o Google, Twitter, Flickr, You Tube e outros sites foram bloquados pela organização do evento. Muitos estão revoltados dizendo que houve censura. Eu estou cético quanto a isso. Acho que a organização não seria BURRA a ponto de dar um tiro de bazuca no próprio pé. Aposto que alguém hackeou o sistema e colocou as mensagens. Se eu estiver certo já sabem: ouviram primeiro no Brontossauros. Se eu estiver errado… eu nem sei nada de computadores mesmo!

Quem quer saber como evitar o bloqueio: Tecnocracia

UPDATE: AHÁ!

Estou acompanhando o Campus Party de longe mas sempre de olho na cobertura da imprensa. Uma coisa que eu achei engraçado foi a ausênica da Revista Superinteressante, que sempre associei à Ciência e tecnologia. Mais elucidador foi o post que apareceu no blog mais acessado da Superinteressante: Campus Party: tô fora no qual o blogueiro desdenha da Campus Party. Na minha opinião foi uma comida de bola imensa do autor pois o evento está repercutindo bastante, principalmente entre os que, supostamente, são o público alvo do blog.

Outra coisa curiosa é o Planeta Sustentável que prometeu cobrir o Campus Party mas publicou poucos textos. A cobertura do Campus Verde, aliás, deixa a desejar. Leio pouco sobre esta área importante do Campus Party.

Nunca achei que isso fosse acontecer: minha esposa me abandonou pelo Campus Party.

Sempre fui nerd. Meus filmes, livros, gibis e inúmeros gadgets espalhados pela casa não me deixam mentir. Se posses materiais não te convencem, a própria existência deste blog ou 5 minutos conversando comigo já me denunciariam. Só que a minha esposa ultrapassou a minha nerdice. Logo ela que não gosta de quadrinhos, não sabe a diferença entre vulcanos e romulanos, acha Lost sem graça e, quem joga RPG, meio estranho. Mas ela tem um blog. E o blog dela a apresentou ao Campus Party.

Olhando para trás vejo que não deveria ter ficado surpreso com o abandono. Os sinais estavam na minha cara antes mesmo do #cparty começar: o tempo gasto fazendo sacolas reutilizáveis e canetas recicladas com a marca do blog, a inscrição no Twitter, os emails constantes com outros blogueiros… mas sabe como é: a gente prefere ignorar tudo e achar que nada vai acontecer com vc.

E segunda-feira eu perdi a minha esposa. Note que eu até entrei no site da SPTrans para planejar a rota de ônibus para ela. E ainda desenhei o percurso no GoogleEarth, mostrando landmarks e tudo mais. Às 23hs, quando fui buscá-la, era uma pessoa mudada. Ela nunca entendia porque eu ficava lendo tantos posts em blogs, dando F5 no Twitter aviamente, checando as estatísticas do blog a cada minuto e comemorava cada aumento de Authority no Technorati mas quem fazia estas coisas agora era ela, enquanto eu esquentava o jantar dela.

Eu realmente a febre do Campus Party ia ser uma coisa única, uma experiência que ela queria ter e que iríamos voltar ao nosso cotidiano matrimonial no dia seguinte. Ontem, terça-feira, foi pior: se ontem ela me mandou um Twitter quando chegou, hoje eu tive que ligar para ela do laboratório para saber se estava tudo bem. Daí ela começou a aparecer nas fotos do Flickr de outros campuseiros, outros blogs começaram a falar das coisas que elas está fazendo no Campus Party, os posts do Twitter dela estão menos frequente, o blog dela tem amis acessos que o meu e, pior, acho que ela fez amizade com a LuFreitas e a Nospheratt. E eu em casa, assistindo o Radar Cultura ao vivo do #cparty enquanto passo as roupas.

E depois que ela voltou para casa, eu nem consegui acessar o meu Twitter e email (o que é #eamob, afinal?). Tenho medo dos próximos dias (até o fim-de-semana ela ainda vai passar a noite na Bienal, aposto).

No fundo, no fundo, eu acho que não estou triste com o abandono. O meu lado nerd está cheio de orgulho e inveja, ao invés de ciúmes. Ela parece mais feliz e ainda acho que ela vai voltar, apesar de saber que o dia-a-dia da relação não vai ser mais o mesmo (com certeza vou ter que instalar um roteador para dividirmos a interrnet).

O que mais me deixa p… da vida mesmo é que ela levou o meu Mac.