As fotos deste post foram retiradas do marvilhoso slideshow da National Geographic em homenagem aos nudibrânquios.
Os nudibrânquios são um grupo interessante de moluscos marinhos. Muitas vezes eles são chamados pelo genérico nome de lesmas-do-mar, que também incluem animais de outros grupos.
Uma característica interessante dos nudibrânquios é a sua variedade de formas e cores. Estas extravagâncias não são por acaso: elas anunciam que, embora bonitos de se ver, estes animais não devem ter sabor agradável. Inclusive, os nudibrânquios são conhecidos por pegar emprestado as substâncias tóxicas e pigmentos dos organismos que eles comem, como algumas anêmonas. As formas bizarras também se explicam pelo fato das suas brânquias ficarem expostas (brânquias nuas = nudibrânquios, pescou?).
As extravagâncias dos nudibrânquios é tão grande, que até seus ovos são malucos, colocados após uma dança elegante dos nudibrânquios machos/fêmeas (são hermafroditas). Dança, aliás, é o que melhor descreve o nado dos nudibrânquios, que parecem planar nas profundezas do mar.
Para mais informações, e fotos, dê uma visitada no post da Lucia Malla sobre os bichinhos. De lá também fiquei conhecndo esta galeria aqui, com mais fotos destes maravilhosos seres.
Fontes: National Geographic, Uma Malla pelo Mundo e Pondering Pikaia.
J, japonês de Recife, veio para São Paulo trabalhar como consultor em uma empresa de Informática. Chegou em São Paulo em uma quarta-feira e foi trabalhar de táxi na manhã seguinte em um prédio de escritórios perto da Berrini. E assim foi na sexta, segunda e terça que se seguiram: todos os dias de manhã ele pegava o táxi e ia, quase dormindo, para o trabalho. Na quarta-feira, no entanto, o taxista o acordou antes de chegar ao destino final: “Ô moço, tem uma feira aqui na rua do seu prédio, você sabe um caminho alternativo?”. J, olhando a feira cheia de vida, na rua de seu prédio responde: “Rapaz! Se eu te dissesse que ontem esse troço não estava aí, você acredita?”. O taxista, vendo que o moço não conhecia as feiras livres, deu risada e respondeu: “Pode deixar rapaz, que eu dou um jeito!”
Meu amigo ainda complementa, revoltado: “Imagina só, uma rua cheia de multinacional, sendo fechada uma vez por semana! Em Recife a gente tem feiras mas elas ficam em locais delimitados não no meio da rua.” Testemunhei o relato de J com um sorriso enorme no rosto: sendo paulistano de nascença, nunca havia pensado que feiras livres de rua poderiam não existir em outras cidades do país. Feiras livres são uma parte inseparável da grande metrópole, quem nunca foi à feira para comer pastel e beber caldo-de-cana?
As feiras livres em São Paulo, existem 889 delas, acontecem em determinadas ruas da cidade semanalmente. Nos dias de feira, estas ruas são tomadas durante meio-dia (entre às 6 h e 14 h) por barracas cheias de frutas, verduras e legumes além de consertadores de panelas, vendedores de bugigangas, salgadinhos, carnes e peixes, condimentos e, é claro, pastel e caldo-de-cana.
As vantagens de se ir na feira
Nos dias de hoje, com hiper-mega-mercados e sacolões por todos os lados, é difícil saber como as feiras-livres, local considerado como barulhento, sujo e anti-higiênico por muitos, ainda sobrevivem na paisagem paulistana. No entanto, os feirantes entenderam exatamente o que fazer para atrair consumidores: a relação personalizada com o consumidor e a qualidade e diversidade dos produtos oferecidos. Ao invés das pilhas e pilhas de mercadorias que encontramos nos supermecados, temos quantidades menores mas com qualidade melhor. O preço não é, necessariamente mais vantajoso mas o que se compra na feira é, sem dúvida, mais fresco e saboroso uma vez que os períodos de armazenamento e transporte aos quais os produtos de supermecados são expostos não permitem que o produto seja colhido maduro.
A relação do feirante com o consumidor é outro garnde atrativo das feiras. Imagine se o supermecado vai ter um funcionário que vai te atender pessoalmente e vai responder de forma precisa perguntas sobre os produtos e suas origens: se você quer saber qual batata fica melhor assada, qual laranja é melhor para fazer sucos para bebês, a a berinjela está boa no dia ou quando é a melhor época para se comprar mandiocas, é só perguntar. A preocupação em se manter a freguesia é tanta que é comum os feirantes darem brindes, venderem fiado ou até repôr produtos que, na semana anterior, não estavam de boa qualidade. Honestidade com o freguês, afinal, também contribui com a fidelização da fregueses. Portanto os feirantes geralmente não têm pudores ao admitir que um produto não está bom ou está caro na semana, coisas é impensáveis em um supermercado ou até em um sacolão.
E tem o pastel, é claro
Um dos principais motivos para as pessoas irem à feira livre é o pastel. Não existe lugar melhor apra se comer pastel do que na rua. O interessante é o funcionamento da barraca: as atendentes pegam o pedido, que é passado para uma pessoa que pega os pastéis dos sabores corretos (geralmete são muitos) e os coloca para fritar. A fritura do apstel é feita por uma terceira pessoa,q ue não se preocupa com mais nada a não ser a cor certa do pastel. Com o pastel frito, a atendente pega os pastéis dos sabores pedidos, marcados por símbolos específicos e idnecifráveis por quem não é do ramo, e os oferece para a pessoa que pediu. O pagamento é feito na base da confiança. Depois de se alimentar, o consumidor cqalcula o valor da refição e paga para as atendentes. Algumas barracas até dão brindes, de acordo com a quantidade consumida: mais pastéis, é claro.
Um estudo sociológico
Um outro motivo para ir à feira livre é mais pessoal: eu adoro ver a dinâmica das barracas, feirantes e consumidores. Somente a distribuição das barracas é uma aula de economia: há mais de uma barraca de fruta, verdura e legume mas cada uma ocupa um nicho diferente. Há uma de frutas que vende produtos mais baratos mas com qualidade menor, há uma que vende produtos mais caros mas tem muita diversidade e a que tem menor diversidade de frutas mas uma qualidade maior. Tudo para atrair um perfil de consumidor. Ainda existem barracas especializadas, como as que vendem bananas, produto exclusivo destas barracas. O mesmo acontece com os legumes, mas substitua as bananas pelas batatas.
É interessante ver estas práticas de mercado serem imitadas nas feiras-livres. As barracas mais genéricas (”frutas”, “legumes”) ganham na diversificação de seus produtos enquanto as barracas especializadas possuem um perfil de consumidor próprio (”batatas”, “banana”). Há ainda o grande monopólio das barracas de carnes e a de peixes, geralmente uma por feira. Há também a adaptação do feirante ao consumidor: na feira do Lageado, no Jaguaré, por exemplo, há muitos descendentes de japoneses. Por isso as barracas de verduras oferecem muitos produtos que são consumidos na culinária nipo-brasileira, como a raiz de bardana ou os brotos de feijão. Os donos da barraca sabem, inclusive, os nomes japoneses de seus produtos.
O universo das feiras livres, por fim, é muito mais do que o caos que muitos pensam que é. As feiras livres são bem mais estruturadas e organizadas do que a primeira impressão revela. Para se conhecer uma feira livre é necessário freqüentá-la e freqüentar uma feira livre é apaixonar-se por este microcosmo. Por isso, da próxima vez que você vier a São Paulo, visite uma feira livre. Se você morar na cidade, da próxima vez que for comprar pastel com caldo-de-cana, passe na barraca de fruta para garantir a sobremesa.
————————————–
Este texto foi escrito para a Blogagem Coletiva Blogueiro Repórter. Caso você tenha gostado do texto, por favor, vote nele no Dihitt.
Ontem foi dia de feira. O moço da barraca de frutas me deu mais um saquinho de limão… vamos chamar a todos para uma festa da limonada em breve. Isso me lembra uma vez que compramos 200 limões na Inglaterra para uma festa de Carnaval… 200 limões para 300 doses de caipirinha, feitas em contêiners de plástico. Os limões eram amassados com a própria garrafa da cachaça. Os gringos adoraram.
Comprei: maçãs, bananas, atemóia, goiabas, alface, cogumelos, couve-flor, cenouras, cebolas, alhos e salmão.
Enfim, os tomates começaram a ficar mais bonitos mas ainda estão caríssimos. O vendedor disse que o preço vai melhorar.
Para outros dias de feira, clique aqui.
“Até deus tem senso de humor: veja os ornitorrincos.” Dogma, 1999
E veja só: sequenciaram o genoma dos ornitorrincos! Acabaram-se os genomas para se sequenciar? De jeito nenhum. Os ornitorrincos são um grupo interessante para ter o genoma sequenciado exatamente porque eles são estranhos.
Para os que não conhecem o animal, os ornitorrincos vêm da Austrália (o que já lhes garante um atestado de peculiariedade). Eles nascem de ovos, no entanto, eles possuem pêlos e produzem leite. Pois então: eles são aves, répteis ou mamíferos? Por incrível que pareça eles são considerados mamíferos, uma vez que pêlos e lactação são características bem exclusivas desse grupo.
Essa mistura de características, ovos e leite, indica que os ornitorrincos são mais parecidos com primeiros mamíferos a surgirem no planeta do que nós. Isso quer dizer
que, se compararmos o nosso genoma e de outros mamíferos, como o gato e o cachorro, com o do ornitorrinco, podemos descobrir quais genes estavam presentes no mamífero-primordial e saber o foi mantido em nós.
E as surpresas foram muitas: os ornitorrincos possuem genes semelhantes ao dos répteis como os de fazer ovos e veneno (os ornitorrincos machos são venenosos). Ainda assim os ornitorrincos possuem 80% dos genes em comum com os demais mamíferos, como por exemplo, os genes da lactação dos mamíferos.
Assim como os cachorros, os ornitorrincos possuem duplicações nos genes responsáveis pelo olfato, o que não é de se espantar já que este sentido é bastante importante pro animal. Além disso, o bico do ornitorrinco contém uma extensa rede de sensores elétricos que o ajudam a caçar debaixo da água.
Viva o ornitorrinco! Bem-vindo ao exclusivo clube dos organismos com genoma sequenciado!
Fontes: Nature, BBC e Science Daily.
Fotos: Science Photo Library
Vi no Omedi, o link para uma impressionante notícia: 30% dos macacos do parque Ohama, perto de Osaka, têm problemas de peso que dificultam a sua movimentação! Os macacos, que vivem recebendo comida dos visitantes, serão colocados em uma dieta rígida. Um macaco saudável pesa cerca de 5 a 11 quilos enquanto um dos maispesados pesa até 30 quilos!!!!
Apesar de existirem placas proibindo a alimentação dos animais, de 10 a 20 visitante por dia dão comida aos macacos. Um deles disse que tem dó dos macacos menores porque os maiores roubam comida deles.
Fonte: Omedi e Daily Mail e Asahi
Para o Luciano do Caapora, que ganhou o primeiro prêmio no 2° Concurso Avistar - Itaú BBA de Fotografia. A foto dele, de garças-brancas-peuqenas, pode ser vista no blog dele.
Aproveitem apra visitar o site do Avistar e ver as demais fotos. Vale a pena!
Voltando à rotina dos dinossauros no meu jardim, obviamente sem dinossauros nem jardim.
Esta é uma réplica (mais ou menos) do lagarto que protege as entradas do Parc Guell, feita pelo brilhante Gaudí, em Barcelona. Acho que lagartos gigantes se configuram como dinossauros, não? Etimologicamente falando, digo.
Ao lado da estatueta tem uma singela suculenta que foi uma lembrancinha de aniversário da minha amiga Vivian!

