Os cientistas vivem procurando inspirações na natureza para desenvolver novas tecnologias. Dois exemplos famosos são os sonares e radares, baseados nos sistemas de ecolocalização dos golfinhos e morcegos (o ultrasom também é filho desta tecnologia). Outro exemplo clássico é o velcro, inspirado no modo que carrapichos se grudam nos pêlos de animais (mais detalhes aqui). Menos conhecido é o caso das flores de lótus que se mantêm limpas mesmo em águas lamacentas e inspiraram a criação de vidros autolimpantes.

Exemplos mais simples são a legião de pássaros e peixes anônimos que tiveram suas asas e nadadeiras reviradas para o design de novas asas de avião. Ou até as plaquinhas olhos-de-gatos, que são autoexplicativas.

A ciência que estuda a natureza para inspirar novas tecnologias tem até um nome: Biônica ou Biomimética. Atualmente, esta área está em franca expansão: algum tempo atrás foi anunciado um breakthrough na síntese de teias artificiais, um sonho de muitos engenheiros. Há pesquisas que descrevem os pés de lagartixas para desenvolver novos adesivos. Até os discretos mexilhões entraram nesta: o sistema que utilizam para fixar-se às pedras, a despeito das ondas, pode ser usado para se fazer colas novas. Os bivalves também estão sendo estudados para se descobrir os segredos da madrepérola, um material resistente e flexível ao mesmo tempo.

Isso sem contar a modelagem de comportamentos de animais e outros sistemas, como o de cardumes, que ajudam os cientistas a criar algoritmos que resolvem muitos problemas na computação. A locomoção de alguns robôs projetados para explorar outros planetas foi baseada na locomoção de insetos e aracnídeos. Redes neurais artificias também são a esperança para se criar robôs capazes de aprender.

Agora saiu uma notícia que um besouro brasileiro pode inspirar uma nova geração de computadores fotônicos. A tecnologia de computadores fotônicos não avança por causa da necessidade de gerar “cristais fotõnicos” porém, aparentemente, as incrustações presentes nas asas iridescentes do besouro Lamprocyphus augustus poderiam sugerir meios de se fabricar novos cristais. A tecnologia de computadores fotônicos é uma das maneiras de se fazer computadores mais rápidos, seria legal saber que um simples besouro poderia revolucionar esta área.

Fontes: Science Daily, Wikipedia, New Scientist e Mongabay.

Este post foi escrito para a Blogagem inédita do Interney. O autor do texto tem associações com o setor de biocombustíveis mas não recebeu para emitir as suas opiniões.
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Atualmente há uma verdadeira corrida para se desenvolver uma alternativa viável para o petróleo. Novas tecnologias para o setor energético como um todo, na verdade, vai ser a tônica dos próximos anos. Neste texto, irei discutir a situação atual do biocombustível no mundo e quais serao os próximos passos tecnológicos a serem alcançados para a area.

Os problemas do biocombustível 1.0

O setor de bioenergia pode ser dividido em dois mercados: o de combustíveis transportáveis, que inclui o álcool e o biodiesel, e o de combustíveis para a geração de calor, que incluem as madeiras e outros substratos combustíveis. O álcool pode ser obtido utilizando-se principalmente através da fermentação dos açúcares presentes no milho ou na cana-de-açúcar. O biodiesel é obtido através da extração de óleos de soja, mamona, babaçu e muitas outras plantas.

Existem dois grandes problemas neste setor de biocombustíveis transportáveis: o econômico e o ambiental. Vejamos o caso do milho: para se usar o açúcar presente no milho, é necessário quebrar a extensa molécula de amido em moléculas menores. Isso demanda muita energia, diminuindo assim a eficiência do processo. Além disso, o cultivo do milho necessita da utilização de muitos aditivos químicos, o que também encarece a produção final. Ao final, o consumo de energia e dinheiro necessários para se fazer álcool de milho não resultam em uma melhora em relação ao petróleo. Isso sem contar o aumento do preço do milho utilizado para a alimentação. O mais assustador é que os EUA são os maiores produtores de bioálcool do mundo (46% da prodeção mundial) utilizando este processo que só se sustenta por causa dos subsídios do governo estadosunidense.

O caso da cana-de-açúcar brasileira é um pouco diferente. A cana não faz amido: ela armazena seus açúcares em uma forma mais simples. A quantidade de adubos necessária para a cana também é muito menor do que o milho. Por fim, o bagaço da cana é utilizado para a geração de calor nas usinas, evitando a utlização de fontes externas de energia. O balanço econômico e enegético de todo processo é extremamente favorável, tornando a cana-de-açúcar o cultivar ideal para a geração de biocombustíveis. No entanto, nem tudo são flores e o aumento do cultivo de cana substitui os campos de soja e outros cultivares que, por sua vez, substituem zones de pastagem que, por sua vez, substituem a Floresta Amazônica. Por isso, apesar de não se poder plantar cana na Amazônia, o seu cultivo em outras areas pode resultar no aumento do desmatamento.

Este é o mesmo problema observado com o biodiesel: derruba-se florestas para se abrir novos campos de cultivo. Este é o grande paradoxo dos biocombustíveis de primeira geração: eles surgiram como os salvadores do planeta e podem acabar contribuindo com a sua destruição. Por causa disso, segundo Michael Goosey, da Shell, os biocombustíveis foram de panacéia para párias em menos de dois anos.

Dois outros grandes problemas dos biocombustíveis atuais são que há dúvidas se os biocombustíveis poderiam realmente suprir a demanda por combustíveis transportáveis e as condições de trabalho em muitas lavouras são péssimas, utilizando crianças ou trabalho escravo.

A nova geração de biocombustíveis

Se os biocombustíveis estão longe de serem ideais, ainda há muito espaço para aprimorar as tecnologias por trás de sua geração. É aí que entram os chamados biocombustíveis de segunda geração, que devem aumentar a escala de produção sem comprometer a sustentabilidade.

O primeiro grande desafio é o equivalente de se transformar metais em ouro da biotecnologia: descobrir uma forma barata e eficiente de se quebrar a celulose em açúcares mais simples. Assim como o amido, se quisermos usar a celulose como fonte de biocombustível, é necessário a utilização de muita energia. A alternativa atual é queimá-la mas isso é jogar fora um potencial energético imenso. Uma técnica que permite a quebra de celulose ainda nos permitiria a utilização de dejetos à base de celulose (papel, pricipamente) na produção de bioálcool. Para isso busca-se a criação de enzimas capazes de quebrar a celulose de forma eficiente.

Outras formas de biocombustíveis de segunda geração são a busca novas fontes de carbono como as algas. A utilização de algas evitaria a necessidade da criação de novos campos de cultivo além da sua manipulação ser muito mais fácil do que a de outras espécies de cultivo.

Um terceiro desafio é a fabricação de formas mais energéticas de biocombustíveis que permitiriam o seu uso na aviação. Este setor é um dos grandes consumidores de derivados petróleo no mundo e é um dos maiores emissores de CO2 na atmosfera.

Há ainda as perspectivas de se produzir formas alternativas de combustíveis transportáveis como o butanaol ou o gás hidrogênio, ams estes ficam para uma putra ocasião.

Por fim, uma última pergunta deve ser feita: qual vai ser o papel do bioálcool de cana-de-açúcar neste cenário de biocombustíveis 2.0?

O futuro da cana-de-açúcar no Brasil

Já discutimos que a cana-de-açúcar é a única fonte viável de biocombustíveis atualmente. O grande objetivo atual é otimizar os setores de produção da cana e maximizar o seu rendimento SEM impactar o ambiente.

Na verdade, o aumento do cultivo de cana no Brasilo não implica em direto aumento do desmatamento. No lugar de florestas, a cana deveria etsra substituindo as áreas de pastagens: o Brasil utiliza uma área muito maior de pastagem por cabeça de gado do que o necessário. Além disso, há imensas áreas abandonadas e inativas que podem ser recuperadas para este fim. Estas terras são o resultado do mal uso da terra ou da tentativa de se utilizar o solo pobre da Amazônia para o cultivo e devem ser recuperadas tanto para a regeneração da floresta quanto para a sua produção econômica.

Além disso, o Brasil precisa buscar formas de substituir as suas indústrias petroquímicas por indústias capazes de gerar os mesmos produtos utilizando-se o álcool de cana. Também é preciso investir no melhoramento das variedades de cana que foram otimizadas para se gerar açúcar e não combustível. O uso de variedade de cana transgênicas podem ainda aumenatr e muito a produtividade por hectare. Isso sem contar que novas tecnologias de adubação e irrigação podem aumentar a produtividade das plantações ainda mais.

No aspecto econômico, o Brasil precis exportar a tecnologia de produção de bioácool para outros países da África e Austrália: o monopólio do bioálcool não é interessante porque limita a utilização deste combustível em uma escala global. Por isso, é necessário que haja uma produção global de bioálcool para que haja em mercado global do mesmo. Por mais que os outros países desenvolvam novas tecnologias, o Brasil sempre vai ter posição de destaque neste mercado uma vez que só nós temos terras de sobra para plantar cana (sem substituir as florestas!).

Concluindo, o setor energético terá um papel fundamental na economia deste século. Dentro do setor energético, os biocombustíveis têm o potencial de se destacar nos próximo ano e não dá para se falar em biocombustíveis sem falar de álcool proveniente da cana. No entanto, desafios econômicos, tecnológicos, sociais e ambientais devem ser enfrentados com cuidado pelos garndes jogadores do bioálcool principamente para que os biocombustíveis deixem de ser os párias das tecnologias energéticas e voltem ater um papel imprtante no futuro.



Na tirinha The Norm, do Michael Jantze, tem uma frase que resume tudo: “Você sabe que os tempos estão mudando quando você digita no seu celular e fala no seu computador.”

Mais um trailer do próximo espetacular (espero) filme da Pixar: Wall-E. Wall-E é um robô deixado na Terra para limpar a sujeira deixada pelos humanos, que agora vivem em uma nave espacial. Ele vive sozinho até que os humanos mandam um novo robô: EVE. O que parecia uma história ecológica é, vejam só: uma história de amor com pitadas de revolução! Mal posso esperar!

Em um experimento para se determinar como o comportamento de grandes grupos emerge, como o de cardumes e o de aves voando no céu, dois pesquisadores da Universidade de Leeds fizeram um experimento interessante: eles pegaram pessoas e pediram para que elas andassem aleatoriamente por uma área (tipo, a Bienal). A única orientação dada foi para as pessoas não se afastarem muito uma das outras.

Os pesquisadores, então, inseriram no grupo, pessoas que possuíam comunicadores que diziam para onde elas deveriam se dirigir. O que els descobriram foi impressionante: em grupos de mais de 200 pessoas, é necessário controlar a direção na qual apenas 5% das pessoas andava para detarminar o comportamento do grupo inteiro! As outras 95% das pessoas inconscientemente seguiam os “formadores de opinião”.

Dá ou não dá para explicar o comportamento do pessoal que está participando da Campus Party?

Fonte: Science Daily

Você já deve ter ouvido que o Google, Twitter, Flickr, You Tube e outros sites foram bloquados pela organização do evento. Muitos estão revoltados dizendo que houve censura. Eu estou cético quanto a isso. Acho que a organização não seria BURRA a ponto de dar um tiro de bazuca no próprio pé. Aposto que alguém hackeou o sistema e colocou as mensagens. Se eu estiver certo já sabem: ouviram primeiro no Brontossauros. Se eu estiver errado… eu nem sei nada de computadores mesmo!

Quem quer saber como evitar o bloqueio: Tecnocracia

UPDATE: AHÁ!

Estou acompanhando o Campus Party de longe mas sempre de olho na cobertura da imprensa. Uma coisa que eu achei engraçado foi a ausênica da Revista Superinteressante, que sempre associei à Ciência e tecnologia. Mais elucidador foi o post que apareceu no blog mais acessado da Superinteressante: Campus Party: tô fora no qual o blogueiro desdenha da Campus Party. Na minha opinião foi uma comida de bola imensa do autor pois o evento está repercutindo bastante, principalmente entre os que, supostamente, são o público alvo do blog.

Outra coisa curiosa é o Planeta Sustentável que prometeu cobrir o Campus Party mas publicou poucos textos. A cobertura do Campus Verde, aliás, deixa a desejar. Leio pouco sobre esta área importante do Campus Party.

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