O que acontece se você colocar uma pastilha enfervescente na água em um ambiente sem gravidade?

No vídeo abaixo, um astronauta coloca um Alka-Seltzer, um antiácido, em uma esfera de água em um ambiente de microgravidade. Note que a esfera de água é presa por um arame!

Vou tentar descrever o que acontece no vídeo (físicos e químicos, me corrijam!).

A água, em um ambiente de baixa gravidade, fica em um formato esférico (a não ser que encoste em um objeto) porque esta é a configuração de menor energia. Assim que a pastilha toca na água, ela é puxada para dentro da esfera por causa da tensão superficial da água e a reação de liberação de CO2 começa. As bolhas começam a acumular dentro da água, elas não escapam porque a força de empuxo, que faria as bolhas boiarem é mínima em microgravidade. Aos poucos as bolhas vão se coalescendo em bolhas maiores até escaparem da esfera. No fim fica aprenas uma bolha gigantesca de gás presa na esfera de água.

Vi na Wired Science, lá tem outros vídeos legais sobre o Espaço!

… de que a Phoenix descobriu algo mais excitante do que água nos solos marcianos. Aparentemente não é prova de vida alienígena, ainda. Mas é algo tão excitanet que eles estão rechecando todos os dados e informando os acessores do Bush… o que seria?

Fonte: Astroengine e Universe Today

Olha, eu achava que biólogo era um bicho estranho, comprando vírus da gripe de pelúcia e tudo mais. Para a minha surpresa (ok, nem tanto), não é que os físicos conseguem ser piores?

O site Particle Zoo vende subpartículas atômicas de pelúcia! Você que sempre quis uma partícula de Boson-Higgs, seus problemas acabram! A gama de partículas incluem até neutrinos, matéria escura e grávitons!

A nerdice é tanta que até existe uma seção de partículas de antimatéria! Devidamente separada, para não haver o aniquilamento das partículas!

Libere o Sheldon de dentro de você e compre!

Fonte: S1mone via Twitter

Modelos sofrem com a sua má reputação. :)

Já vi muita gente dizendo que não acredita em aquecimento global porque os modelos matemáticos que os cientistas geraram são muito imprecisos e não prevêem nada. Já muita gente criticar modelos matemáticos porque estão sempre errados. Seria a culpa dos modelos?

Na verdade a culpa é dos cientistas que trabalham com os modelos matemáticos, não por fazer modelos ruims mas por não divulgarem a real serventia dos modelos. Pois bem: modelos matemáticos tentam descrever o comportamento de um sistema através de uma linguagem matemática. Este sistema pode ser o crescimento populacional de um país, o comportamento de peixes em um cardume, as oscilações da bolsa, etc. Para se fazer um bom modelo, você deve ter bons dados iniciais e bons pressupostos (não adianta tentar faezr um modelo onde a população de gatos em Tóquio depende do número de jujubas vendidas na escócia). Uma maneira de se testar modelos é tentar prever o que acontecerá no futuro, como no caso do aquecimento global.

Um modelo serve, portanto, para prever o futuro? Sim e não.

Um modelo pode servir para tentar simplificar um sistema complexo. Desta forma, apesar do modelo não mostrar exatamente o que acontece na realidade, ele dá uma boa idéia do que está acontecendo. É como um mapa: o mapa mais completo que existe, com amis detalhes, é do tamanho da coisa que ele mapeia. Só que não precisamos de um mapa tão completo (nem conseguimos segurá-lo), logo fazemos mapas (e modelos) mais simples mas com as informações que nos interessam.

Da mesma forma, pode-se fazer um modelo para se verificar se os seus pressupostos são o suficiente para prever o comportamento do sistema, ou para testar se a qualidade dos dados permitem tal abordagem.

No caso do aquecimento global, muitos criticam que os modelos prevêm aumentos de temperatura nos próximos anos que variam entre 2 a 20 graus Celsius e isso é um erro enorme. Mas notem que todos os modelos indicam a subida da temperatura. É claro que é difícil dizer o quanto mas isso não quer dizer que os modelos são inúteis. Neste caso, os cientistas estão se esforçando em melhorar suas coletas de dados, além de melhorar os seus pressupostos.

Logo, modelos amtemáticos são muito mais do que um simples exercício de futurologia barato: eles têm muitas utilidades. Alguns, inclusive, são feitos para darem resultados errados, indicando o caminho para se chegar a um modelo mais preciso.

Acho que foi Carl Sagan que disse que ele confiava nos meteorologistas porque, se eles errassem mais de 50% das vezes, eles iriam fazer as suas previsões e divulgar o resultado oposto. A coisa é semelhante no mundo da modelagem matemática…

Dois vídeos de propagando mostrando sondas em Marte. O primeiro, de uma empresa de seguros, mostra por que a NASA deveria ter feito um seguro para Phoenix Mars Lander.

O segundo vídeo mostra a forma holandesa de se encontrar vida em Marte. É da época da Mars Pathfinder.

Para que quiser um post mais sério sobre a Phoenix Mars Lander no 100nexos.

Se você está curioso em saber como a NASA evitou o problema do primeiro vídeo, aqui vai uma explicação: após a abertura dos pára-quedas, a Phoenix Mars Lander começa a calcular o seu deslocamento horizontal. Se o deslocamento horizontal for alto, isso quer dizer que está ventando muito, então o pára-quedas será carregado longe após a separação. Se o deslocamento horizontal for baixo, os jatos que vão aliviar a queda da sonda irão deslocá-la no ar para longe do pára-quedas. Uma peça de engenharia daquelas…

Já que estamos no assunto, aparentemente os jatinhos da sonda abriram um espaço no solo revelando o que é, potencialmente, gelo abaixo do solo. Um dos objetivos da sonda é provar ivevocavelmente que há água em Marte, pousar exatamente em cima da evidência é uma ótima notícia. Água em Marte significa missões tripuladas mais baratas e o potencial de ter haver/ter havido vida marciana… sempre podemos sonhar…

Umas das primeiras revistas Super Interessante tinha um pequeno encarte com fotos retiradas deste vídeo, de 1977. Ela se distancia dez vezes a distância anterior a cada dez segundos, partindo de uma casal fazendo um piquenique. Depois de chegar aos confins do universo, ela volta, chegando a outro universo: o quântico. Melhor que o Google Earth.

Os cientistas vivem procurando inspirações na natureza para desenvolver novas tecnologias. Dois exemplos famosos são os sonares e radares, baseados nos sistemas de ecolocalização dos golfinhos e morcegos (o ultrasom também é filho desta tecnologia). Outro exemplo clássico é o velcro, inspirado no modo que carrapichos se grudam nos pêlos de animais (mais detalhes aqui). Menos conhecido é o caso das flores de lótus que se mantêm limpas mesmo em águas lamacentas e inspiraram a criação de vidros autolimpantes.

Exemplos mais simples são a legião de pássaros e peixes anônimos que tiveram suas asas e nadadeiras reviradas para o design de novas asas de avião. Ou até as plaquinhas olhos-de-gatos, que são autoexplicativas.

A ciência que estuda a natureza para inspirar novas tecnologias tem até um nome: Biônica ou Biomimética. Atualmente, esta área está em franca expansão: algum tempo atrás foi anunciado um breakthrough na síntese de teias artificiais, um sonho de muitos engenheiros. Há pesquisas que descrevem os pés de lagartixas para desenvolver novos adesivos. Até os discretos mexilhões entraram nesta: o sistema que utilizam para fixar-se às pedras, a despeito das ondas, pode ser usado para se fazer colas novas. Os bivalves também estão sendo estudados para se descobrir os segredos da madrepérola, um material resistente e flexível ao mesmo tempo.

Isso sem contar a modelagem de comportamentos de animais e outros sistemas, como o de cardumes, que ajudam os cientistas a criar algoritmos que resolvem muitos problemas na computação. A locomoção de alguns robôs projetados para explorar outros planetas foi baseada na locomoção de insetos e aracnídeos. Redes neurais artificias também são a esperança para se criar robôs capazes de aprender.

Agora saiu uma notícia que um besouro brasileiro pode inspirar uma nova geração de computadores fotônicos. A tecnologia de computadores fotônicos não avança por causa da necessidade de gerar “cristais fotõnicos” porém, aparentemente, as incrustações presentes nas asas iridescentes do besouro Lamprocyphus augustus poderiam sugerir meios de se fabricar novos cristais. A tecnologia de computadores fotônicos é uma das maneiras de se fazer computadores mais rápidos, seria legal saber que um simples besouro poderia revolucionar esta área.

Fontes: Science Daily, Wikipedia, New Scientist e Mongabay.

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