No Pondering Pikaia tem uma tirinha que mostra por quê seremos todos Michael Phelps.

A cena é familiar: centenas de vacas pastando, todas voltadas para a mesma direção. Sempre se achou que as vacas voltavam-se para uma determinada direção para receber mais sol ou para evitar o vento. Uma pesquisa que mal saiu na revista PNAS sugere que a resposta não é nenhuma das anteriores. As vacas se alinham com os pólos magnéticos do planeta!
A pesquisa, que estudou rebanhos de vacas e veados utilizando o Google Earth (!!!) procurou uma correlação entre a direção que as vacas escolhiam com a direção do sol e com os ventos: não achou nada. Uma correlação apareceu apenas quando usaram o Norte magnético como referência. O interessante é que nos rebanhos de veados, o alinhamento se mantinha durante à noite, excluindo a possibilidade de um outro fator, como luz polarizada,ser o responsável pelo alinhamento.
A pergunta maior é a seguinte: existe uma vantagem evolutiva em se alinhar com o Norte magnético? Para se orientar mais facilmente, talvez? Principalmente se considerarmos que estes rebanhos podem andar por quilômetros e quilômetros de distância em pouco tempo.
Além de vacas e veados, sabe-se que pombos, cupins, tartarugas, peixes, moscas e muitos outros animais também podem detectar campos magnéticos. Feng shui à parte, há evidências que isso também pode se aplicar ao sono humano.
O mais legal é falar que estudou mais de 500 imagens de rebanhos pelo Google Earth e mais de 10 mil animais somente usando o Google Earth!
Recentemente houve uma proposta de como este mecanismo pode funcionar em moscas: existe um receptor de luz (que está rpesente em animais e plantas), o criptocromo, que possui as propriedades químicas necessárias para perceber campos magnéticos.
Fontes: National Geographic, Not Exactly Rocket Science
Dica do Átila
No Olhômetro, cinco motivos para não temer o Large Hadron Collider. Aproveite e passe no N-dimensional para defender o tratamento ético dos Hádtrons!
Utilizar milho como fonte de biocombustíveis é um dos maiores tiros no pé que os americanos já deram.
Primeiro porque o milho rende pouco combustível, comparado com o que ele exige de energia para ser processado.
Segundo porque o etanol feito do milho é caro, e só sobrevive dos subsídios do governo. Isso quando a economia americana se afoga em seu défict público.
Terceiro porque, ao se usar o milho para se fazer bioetanol, diminui-se a quantidade desse grão para a alimentação, aumentando o seu preço e de outros alimentos juntos.
Agora temos um quarto motivo para ser contra o biocombustível de milho: a alta no preço dos alimentos está fazendo os agricultores do México a abandonar o cultivo do agave para plantar grão como o milho e trigo.
O agave é a planta usada como matéria-prima da TEQUILA! O cultivo da agave é arriscado, uma vez que a planat demora seis anos para ficar pronta. A substituição das plantações de agave, portanto, só impactará a produção de tequila daqui a seis anos. Quando se perceber a falta de tequila no mercado, o preço da agave deve subir e as plantações devem voltar (mais seis anos). Ou seja: comece a estocar tequila para durar eplo menos 12 anos!
Quem sabe agora não se decide tomar providências sobre isso?
Fonte: The Telegraph
Leia mais sobre Biocombustíveis aqui.
Reescrever um texto é uma arte. Deve-se tentar resumir o que foi escrito no calor da emoção para diminuir o texto e aumentar o índice de impacto por palavras. Leia mais sobre isso neste texto (em inglês).
Knuttz fala no Y!Posts sobre a simplicidade, conceito que tento seguir.
Nunca escondi a minha admiração por polvos. Estes seres octopédicos são muito inteligentes, chegando a prender a arrombar cadeados e resolver problemas complexos.
No blog de animação Smelly Cat, vi um curta excelente sobre estes meus amiguinhos cefalópodes: Oktapodi.