Semana passada foi feriado então não fomos à feira. Nesta semana vamos passar o fim-de-semana fora então compramos menos coisas.
Ontem comprei: mamões, ervilhas, maracujás, laranjas, banana, ameixas, alho e cebolas.
Os tomates estão mais baratos e mais bonitos. Os caqui estão saindo de cena mas as ameixas já estão gostosas, vi pêssegos mas não sei se estão bons. Os morangos ainda não chegaram à minha feira mas, baseado nos que comi por aí, comprados em supermecados, está cedo para comprá-los.
Como a Paula está se matando de trabalhar e não tem tanto tempo para postar no blog dela, resolvemos que vou dar uma mãozinha para ela (isso não quer dizer que não me mato de trabalhar, só que meu trabalho me permite alguns minutos teclando um texto).
O meu primeiro texto lá no Rastro de Carbono eh sobre o Rastro Hídrico.
No blog Neurophilosophy tem uma galeria incrível de crânios perfurados por objetos. O caso mais famoso de acidentes que perfuram o cérebro é o de Phineas Gage. Phineas trabalhava com explosivos e, em um acidente, com a pólvora, uma barra de metal acabou atravessando a cabeça dele. O mais curioso é que Phineas acordou logo após o acidente e ficou esperando o médico sentado e conversando com seus colegas. Após um período complicado de recuperação por causa de infecções, Phineas voltou à sua vida mas nunca mais foi o mesmo. Até hoje é incerto se o acidente causou alguma modificação no comportamento de Phineas além da cegueira no olho esquerdo.
A foto acima é de um cara que se envolveu em uma briga e seis horas depois (seis horas!) deu baixa no hospital com dor de cabeça. Para a sua surpresa, haviam enfiado um pincel inteiro no olho do cara!!!! O cara que enfiou a ferramenta no outro foi tão profissional que o cara nem havia notado, sem contar que não foi detectada nenhuma infecção ou dano neurológico.
A foto abaixo mostra um raio-X de uma pessoa que tentou se suicidar com uma pistola de pregos (que usa ar comprimido para pregá-los). Pistolas de prego são uma opção comum entre os suicidas, aparentemente.
Mais bizarro é o caso abaixo de um homem de 44 anos que se automutilou inserindo diversos pregos no seu crânio em um período de 3 meses. Ele escapou de infecções passando um antisséptico caseiro. Ele acabou sendo interando quando começou a perder os movimentos do lado esquerdo após colocar um prego bem maior. Para as pessoas não notarem suas mutilações, o homem usava um chapéu para andar na rua.
O pior é que este nem é o caso mais bizarro: no caso abaixo o paciente, com histórico de automutilação, abriu um buraco no cérebro e inseriu um arame de caderno por ele!!!
Para terminar, um caso brazuca, de um acidente envolvendo um disco de polir feito de pedra sabão. De novo, apesar de ser uma recuperação complicada, o paciente teve poucos problemas neurológicos (será que o cérebro é menos importante ou mais impressionante do que achamos?).
Fonte: Neurophilosophy, dica da Taninha
Ontem vimos a Phoenix Mars Lander pousar em Marte (a foto acima é uma concepção artística). Pousou no Green Valley, na Vastitas Borealis, região plana e sem muitos marcos geográficos. Pousou mesmo, porque, ao contrário das sondas anteriores, que quicaram em Marte, a Phoenix usou um sistema de pára-quedas e jatos para amartisar no planeta.
O interessante é que acredita-se que esta é a região que possui mais água fora os pólos e este é um dos grandes objetivos da Phoenix: analisar o solo marciano para se entender mais sobre a história geológica (e, quem sabe, biológica) da região.
A missão vai durar 90 dias e pode chegar a pegar o início do innverno marciano, quando gelo seco começa a acumular no solo. É esse acúmulo de gelo, e o posterior desgelo, que dá à região este ar poligonal.


Se a sonda não trouxer nada de novo, pelo menos ela serva para empatar a disputa de Marte X Terra em 20 a 20.
Fonte: NASA
Recentemente descobri e me viciei em The Big Bang Theory, seriado de TV estadosunidense. O seriado mostra as aventuras de quatro amigos pesquisadores e uma vizinha civil (hehehe). O legal é que os quatro são bem resolvidos, ainda que seus níveis nerds sejam bastante altos.
O mais engraçado para mim é acabar me identificando com várias situações que aparecem nos episódios (assim como muitos civis devem se identificar com The Office…). Como pesquisador das áreas biológicas, vejo meus amigos fazerem coisas parecidas só que com Biologia (chame um urubu de passarinho perto de uns para vc ver… é uma ave, AVE!!!). A única diferença é que Biologia parece ser mais aceita socialmente do que Física ou Matemática…
O seriado foca em dois esteriótipos nerds: Leonard, o nerd com consciência social que tenta interagir com o mundo e o Sheldon, o nerd que não está nem aí para o resto. Sheldon é bem mais esperto do que o Leonard mas também é mais neurótico e autista do que o Sheldon. Eu diria que tendo mais ao Leonard mas tenho meus momentos neuróticos do Sheldon. Um exemplo:
(conversa no MSN)
Carlos: então, agora o Brontossauros em meu Jardim pode ser acessado por http://brontossauros.com.br
Atila: legal!
Carlos: é uma sensação boa, como se eu fosse dono dos brontossauros no Brasil. É como se eu tivesse meu próprio dinossauro de estimação.
Atila:
Carlos: será que eu devo registrar o http://apatossauros.com.br?
Atila: por que vc faria isso?
Carlos: sei lá, e se alguem registrar o dominio e fizer um blog concorrente? Apatossauros em meu jardim? E ainda tivessem como slogan o seguinte: “Um blog sobre Biologia só que usando a terminologia correta”!
Atila: …
Carlos: vou registrar…
No fim meu lado Leonard venceu a discussão e não registrei o domínio… por enquanto. Certo, para finalizar o post, coloquei a tradução da música-tema completa e um clipe (meu lado Sheldon ainda quer comentar umas incorreções científicas como o fato da teoria BigCrunch estar sendo abandonada mas vou resistir).
Letra do Big Bang Theory traduzida (do jeito que eu entendo):
A História de tudo mais
Todo o nosso universo estava em um estado denso e quente,
Daí mais ou menos 14 bilhões de anos atrás começou a expandir. Espere…
A Terra começou a esfriar,
Os autótrofos começaram a babar,
Neandertais desenvolveram ferramentas,
Construímos um muro (construímos as Pirâmides),
Matemática, Ciência, História, desvendendo os mistérios,
tudo começou com o Big Bang!
“Desde o início da humanidade” nem é tanto tempo atrás,
Uma vez que as galáxias se formaram em menos tempo que esta música.
Uma fração de segundos e os elementos se formaram.
Os bípedes se levantaram,
Os dinossauros se foram,
Eles tentaram mudar mas se atrasaram
e todos morreram (eles se congelaram).
Os oceanos e a Pangea
(até mais, não queria estar em seus lugares)
tudo iniciou-se no mesmo Big Bang!
Tudo começou com o Big BANG!
Tudo está se expandindo mas um dia
vai fazer as estrelas se moverem na direção oposta,
colapsando-se, nós não estaremos lá, nem vai machucar
Nossas mentes mais brilhantes acham que vai fazer um bang ainda maior!
Australopitecos estariam enojados conosco
Discutindo enquanto eles pegavam veados (nós pegamos vírus)
Religião ou Astronomia, Encarta, Deuteronomios
Tudo começou com o Big Bang!
Música e mitologia, Einstein e astrologia
Tudo começou com o Big Bang!
Tudo começou com o Big BANG!
History of Everything
Our whole universe was in a hot dense state,
Then nearly fourteen billion years ago expansion started. Wait…
The Earth began to cool,
The autotrophs began to drool,
Neanderthals developed tools,
We built a wall (we built the pyramids),
Math, science, history, unraveling the mysteries,
That all started with the big bang!
“Since the dawn of man” is really not that long,
As every galaxy was formed in less time than it takes to sing this song.
A fraction of a second and the elements were made.
The bipeds stood up straight,
The dinosaurs all met their fate,
They tried to leap but they were late
And they all died (they froze their asses off)
The oceans and pangea
(See ya, wouldn’t wanna be ya)
Set in motion by the same big bang!
It all started with the big BANG!
It’s expanding ever outward but one day
It will cause the stars to go the other way,
Collapsing ever inward, we won’t be here, it wont be hurt
Our best and brightest figure that it’ll make an even bigger bang!
Australopithecus would really have been sick of us
Debating out while here they’re catching deer (we’re catching viruses)
Religion or astronomy, Encarta, Deuteronomy
It all started with the big bang!
Music and mythology, Einstein and astrology
It all started with the big bang!
It all started with the big BANG!
UPDATE: meu lado Sheldon está p da vida que postagens similares apareceram no Cardoso, 100nexos e Rainha de Copas sem eu saber!
Umas das primeiras revistas Super Interessante tinha um pequeno encarte com fotos retiradas deste vídeo, de 1977. Ela se distancia dez vezes a distância anterior a cada dez segundos, partindo de uma casal fazendo um piquenique. Depois de chegar aos confins do universo, ela volta, chegando a outro universo: o quântico. Melhor que o Google Earth.

Os cientistas vivem procurando inspirações na natureza para desenvolver novas tecnologias. Dois exemplos famosos são os sonares e radares, baseados nos sistemas de ecolocalização dos golfinhos e morcegos (o ultrasom também é filho desta tecnologia). Outro exemplo clássico é o velcro, inspirado no modo que carrapichos se grudam nos pêlos de animais (mais detalhes aqui). Menos conhecido é o caso das flores de lótus que se mantêm limpas mesmo em águas lamacentas e inspiraram a criação de vidros autolimpantes.
Exemplos mais simples são a legião de pássaros e peixes anônimos que tiveram suas asas e nadadeiras reviradas para o design de novas asas de avião. Ou até as plaquinhas olhos-de-gatos, que são autoexplicativas.
A ciência que estuda a natureza para inspirar novas tecnologias tem até um nome: Biônica ou Biomimética. Atualmente, esta área está em franca expansão: algum tempo atrás foi anunciado um breakthrough na síntese de teias artificiais, um sonho de muitos engenheiros. Há pesquisas que descrevem os pés de lagartixas para desenvolver novos adesivos. Até os discretos mexilhões entraram nesta: o sistema que utilizam para fixar-se às pedras, a despeito das ondas, pode ser usado para se fazer colas novas. Os bivalves também estão sendo estudados para se descobrir os segredos da madrepérola, um material resistente e flexível ao mesmo tempo.
Isso sem contar a modelagem de comportamentos de animais e outros sistemas, como o de cardumes, que ajudam os cientistas a criar algoritmos que resolvem muitos problemas na computação. A locomoção de alguns robôs projetados para explorar outros planetas foi baseada na locomoção de insetos e aracnídeos. Redes neurais artificias também são a esperança para se criar robôs capazes de aprender.
Agora saiu uma notícia que um besouro brasileiro pode inspirar uma nova geração de computadores fotônicos. A tecnologia de computadores fotônicos não avança por causa da necessidade de gerar “cristais fotõnicos” porém, aparentemente, as incrustações presentes nas asas iridescentes do besouro Lamprocyphus augustus poderiam sugerir meios de se fabricar novos cristais. A tecnologia de computadores fotônicos é uma das maneiras de se fazer computadores mais rápidos, seria legal saber que um simples besouro poderia revolucionar esta área.
Fontes: Science Daily, Wikipedia, New Scientist e Mongabay.
