A maioria dos organismos possuem um relógio interno. Este relógio os permite acompanhar a progressão das horas sem precisar ficar medindo o ângulo do sol ou olhando pro relógio. Por causa deste relógio, se nos colocarmos em uma caverna escura, por exemplo, sem relógio ou outro mecanismo de medição de tempo, continuaremos a comer e dormir em intervalos próximos a 24 horas.
Uma das funções menos conhecidas, e talvez a principal, do relógio é o de organizador das atividades diárias do corpo. No nosso caso, isso inclui dormir e comer. No caso das plantas, isso inclui fazer fotossíntese. Qual seria a razão de ter suas atividades diárias organizadas? Uma delas pode ser vista em um artigo recente que saiu na revista científica PNAS.
Estudando as bactérias Cyanothece (também conhecidas como cianobactérias), os pesquisadores descobriram que existiam dois processos vitais para a sua sobrevivência: a fotossíntese e a fixação de nitrogênio. O problema é que a fotossíntese produz oxigênio enquanto a fixação de nitrogênio é inibida pelo mesmo! Ambos processos vitais são, portanto, incompartíveis!
A solução encontrada na bactéria é bastante simples: os processos são separados no tempo. Durante o dia as bactérias fazem fotossíntese usando a luz do sol e produzindo oxigênio e, durante a noite, elas fixam nitrogênio. De forma semelhante, nosso organismo está programado para sentir fome ao meio-dia e não no meio da noite (não, eu não consigo fazer boquinhas noturnas). Estes processos estão sob a batuta do relógio biológico, que possui propriedades semelhantes em humanos, bactérias e todos os outras seres vivos que possuem um relógio.
Fontes: Science Daily e PNAS
Na última quinta não houve feira: como nós íamos à BH no final de semana passado, não compramos nada fresco que pudesse estragar na nossa ausência. Agora que voltamos, passei na feira da terça, algumas ruas acima da de quinta, para reencher os nossos estoques.
Algumas considerações:
- não existem feiras de rua, do tipo que fecha uma rua uma vez por semana, em Recife e em BH. Seriam as feiras um fenômeno paulista?
- no sábado compramos um abacaxi no mercado central de BH. A nossa anfitriã ficou escolhendo um por horas e, no final, o vendedor trocou o abacaxi escondido por um que estava estragado! Isto nunca iria acontecer em uma feira de rua, pelo menos nas pequenas, pois a idéia é conquistar o freguês e lucrar no longo prazo.
- a feira de terça é só um pouquinho menor do que a de quinta mas é muito pior. As de quinta possuem produtos melhores e maior diversidade, mesmo tendo praticamente os mesmos feirantes.
- Compras: filé de pescado, ovos, tomates (continuam feios e caros), pimentão vermelho, alho poró (caros no Brasil), espinafre e rúcula. Frutas só na quinta.
Neste sábado assisti a animação da Dreamworks chamada ‘Horton e o mundo dos Quem!’. Na animação, o elefante Horton descobre que existe um mundo inteiro vivendo em um frágil grão de pó. O problema é que grãos de pó estão submetidos a todo tipo de condição degradante neste mundo o que afeta diretamente os cidadãos do mundo de Quem. Sensibilizado, Horton tenta encontrar um lugar seguro pros Quem ao mesmo tempo que o prefeito dos Quem tenta manter os Quem seguros (Quem-repetições quem-propositais).
Horton é um filme divertidíssimo com uma moral sutil e muito legal. Só que poucos prestaram atenção na animação: nos Brasil ela nem teve tanta divulgação e nos Estados Unidos, ela foi cooptada por grupos anti-células troncos (e anti-aborto também). Tudo por causa de uma frase de Horton, repetida algumas vezes no filme ao defender o grão pó: “Uma vida é uma vida, não importa o seu tamanho!”.
O que poucos percebem, no entanto, é que Horton é uma fábula sobre o pensamento livre, que a minha sardinha me faz associar ao pensamento científico. Horton defende o grão de pó apesar das autoridades não acreditarem nele: “O que não pode se ver, ouvir ou tocar não existe!” ou “Vida microscópica é impossível!”. ele é o cientista que descobre algo revolucionário, que contradiz o paradigma dos poderosos. Só faltava Horton ser queimado na fogueira pela Inquisição (não há nenhuma conotação religiosa no filme, no entanto). O filme ainda toca na intolerância do status quo em relação às novidades e criatividade e no perigo do controle das grandes massas. Tudo isso sem perder o humor e a originalidade: o mundo dos Quem é bastante distinto da floresta, bastante distinto, aliás, de qualquer oputro mundo fantasioso.
Horton, portanto é um filme divertidíssimo e recomendado para toda a família!
Em tempo, eu assisti o filme no Shopping Continental (na fronteira do mundo de Oz) por R$4,00 com direito a pipocas e crianças mil na platéia. Todo domingo de manhã tem sessão de filmes infantis. Fica a dica!
Eu não senti mas há vários relatos de pessoas que sentiram tremores de terra no estado de São Paulo. O terremoto atingiu cerca de 5.2 graus na escala de magnitude Richter, um recorde no Estado, e é considerado um tremor de magnitude moderada que pode afetar construções mal construídas ou danificadas. Aparentemente o terremoto não durou mais que 5 segundos e o epicentro deve ter sido no oceano, a uns 270 km de São Vicente (fonte).
Os terremotos são o resultado de uma liberação repentina de energia na crosta terrestre. O interessante é que o Estado de São Paulo está sobre uma região relativamente estável do planeta, no meio de uma placa tectônica.
A escala Richter é medida de forma logaritmica o que significa que um terremoto de 4.0 é dez vezes mais fraco que um de 5.0. As chances é de que não ocorrerão terremotos de igual intensidade nas próximas horas, se ocorrerem, haverá ondas sísmicas mais fracas.
UPDATE: a Folha tem um infográfico legal mostrando como acontecem terremotos. Ela só exagera um pouco nos efeitos das diversas intensidades de tremores…

Este post é para a postagem coletiva para o DIA DA TERRA.
Em 1990 a Voyager 1, completando a sua missão de fotografar o Sistema Solar, deu uma volta em seu eixo e tirou uma última foto de nosso planeta (que está circulado em azul). A cerca de 6.4 bilhões de quilômetros, a Terra é apenas um ponto, mais ou menos azul. Esta distância, inimaginável para nossas obtusas mentes primatas, é por si só um ponto no universo.
Só que é o nosso ponto no universo.
Vendo essa foto, muitos pensam na pequenez da nossa existência. Eu tendo a pensar o contrário: vejo o quão rica nossa cultura consegue ser, o quanto nós conseguimos chegar acima da barbárie que impera a nossa espécie. Nossos cérebros, afinal, não foram construídos para a música, arte, etc. eles foram construídos para a nossa sobrevivência.
Mas não é uma tarefa fácil. Para cada virtude temos muitos vícios, para cada criação, muitas destruição. Mas nós temos virtude e nós criamos. E são nossas criações e virtudes que vão triunfar no fim. O fim que parece estar próximo, com mudanças climáticas, preço do petróleo, guerra, dança do Créu e terrorismo. Mas nós sobreviveremos porque é para isso que o nosso cérebro foi construído. E vamos perceber que desse jeito não dá e que temos que mudar. Sim, sou patologicamente otimista desse jeito.
A mudança está aí, todos os dias, a cada mudança de nossos hábitos. Toda vez que preservamos a nossa qualidade de vida em detrimento de nossas ambições, toda vez que diminuímos nosso consumo (de qq coisa), toda vez que preservamos a civilidade em detrimento da barbárie. Porque toda mudança começa imperceptível mas toma a todos como um maremoto.
Quando eu era monitor da Comissão de Visitas, nós tínhamos um vídeo que começava assim: “Todo dia é dia da Terra, você pode fazer a diferença!” Piegas ou não, eu acredito nisso.
Deixo o resto da mensagem para um vídeo indicado pelo Inagaki:
Aqui no bairro tem duas feiras: uma de terça e uma de quinta-feira. Nós geralmente vamos na de quinta, que gostamos mais.
Ir à feira é uma experiência deliciosa: os feirantes te conhecem, te tratam bem e sempre falam algo engraçado ou dão uma aula sobre os seus produtos. Isso sem contar no preço e qualidade dos produtos (às vezes o preço é até igual mas a qualidade…). Eu tenho me empolgado tanto que vou ter que carregar duas sacolas do Rastro de Carbono!
É por causa de todas estas diversões que vou começar a relatar minhas experiências na feira de quinta aqui no blog. Quem sabe eu começo a incentivar as pessoas a valorizar mais as suas feiras?
As compras de hoje foram:
Verduras - Alho, cebola, batata, couve manteiga, brócolis, rúculas, brotos de feijão e brotos de bambu (os dois últimos para fazer comidinhas japocas).
Frutas - maçãs, laranjas, maracujás, goiabas vermelhas, pinhas, mamãos e limões (estes foram de presente).
Ovos caipiras
O custo de tudo isso foi pouco mais de R$40,00 e compões cerca de 60 a 70% de nossas jantas, 30% de meus almoço, 30% dos cafés da manhã, 50% de sobremesas e lanchinhos da tarde para duas pessoas.
Algumas observações:
- os cogumelos estavam caros nesta semana (R$4,00 a bandejinha).
- aprendi que sucos de laranja para bebês devem ser feitos com laranja lima pois é menos ácida. Sucos para adultos podem ser feitos com laranjas pêra.
- os tomates andam feios e caros.
- figos começam a aparecer mas não valem muito a pena.
Boa feira e até semana que vem!
É engraçado esse negócio de escala. Para nós uma piscina olímpica é grande, mas para uma baleia Jubarte, ela pode parecer apertada. Para nós, uma estradinha é pequena mas, para um inseto, ela pode ser gigantesca.
Outro dia eu andava em uma estradinha asfaltada que vai até a Universidade. Ela tem uns 4 m de comprimento e corta um matagal. Neste dia eu comecei a notar o número de minhocas e centopéias mortas na estradinha. Em um trech de menos de 200 m eu contei 13 minhocas secas e esturricadas, 8 exoesqueletos de centopéias e mais 2 centopéias vivas. Estes seres provavelmente tentam cruzar o grande deserto de concreto à noite mas acabam morrendo com o nascer do sol.
Às vezes o nosso impacto em um ambiente passa despercebido…
