Pite fazendo pose do lado de uma romanzeira. Pite é um pterodáctilo de pelúcia que veio do Museu de História Natural de Nova Iorque nos idos de 1995. Desde então ele viveu alguns anos na janela do meu carro e outros tantos na Inglaterra. A o frio da terra da rainha, aliás, foi que motivou a minha mãe a fazer uma boina e um cachecol para ele.

Um vídeo genial sobre a síntese proteica para salvar esta semaninha de cão. Este vídeo feito em 1971 por um professor de Stanford. A narração é de um cara que ganhou o Nobel em 1980. Meio longo mas vale cada uh-huuu!

Agora imagina essa loucura toda acontecendo zilhares de vezes em cada célula a cada segundo! Haja drogas psicodélicas!

via Desertores da Escada

Este post foi escrito para a Blogagem inédita do Interney. O autor do texto tem associações com o setor de biocombustíveis mas não recebeu para emitir as suas opiniões.
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Atualmente há uma verdadeira corrida para se desenvolver uma alternativa viável para o petróleo. Novas tecnologias para o setor energético como um todo, na verdade, vai ser a tônica dos próximos anos. Neste texto, irei discutir a situação atual do biocombustível no mundo e quais serao os próximos passos tecnológicos a serem alcançados para a area.

Os problemas do biocombustível 1.0

O setor de bioenergia pode ser dividido em dois mercados: o de combustíveis transportáveis, que inclui o álcool e o biodiesel, e o de combustíveis para a geração de calor, que incluem as madeiras e outros substratos combustíveis. O álcool pode ser obtido utilizando-se principalmente através da fermentação dos açúcares presentes no milho ou na cana-de-açúcar. O biodiesel é obtido através da extração de óleos de soja, mamona, babaçu e muitas outras plantas.

Existem dois grandes problemas neste setor de biocombustíveis transportáveis: o econômico e o ambiental. Vejamos o caso do milho: para se usar o açúcar presente no milho, é necessário quebrar a extensa molécula de amido em moléculas menores. Isso demanda muita energia, diminuindo assim a eficiência do processo. Além disso, o cultivo do milho necessita da utilização de muitos aditivos químicos, o que também encarece a produção final. Ao final, o consumo de energia e dinheiro necessários para se fazer álcool de milho não resultam em uma melhora em relação ao petróleo. Isso sem contar o aumento do preço do milho utilizado para a alimentação. O mais assustador é que os EUA são os maiores produtores de bioálcool do mundo (46% da prodeção mundial) utilizando este processo que só se sustenta por causa dos subsídios do governo estadosunidense.

O caso da cana-de-açúcar brasileira é um pouco diferente. A cana não faz amido: ela armazena seus açúcares em uma forma mais simples. A quantidade de adubos necessária para a cana também é muito menor do que o milho. Por fim, o bagaço da cana é utilizado para a geração de calor nas usinas, evitando a utlização de fontes externas de energia. O balanço econômico e enegético de todo processo é extremamente favorável, tornando a cana-de-açúcar o cultivar ideal para a geração de biocombustíveis. No entanto, nem tudo são flores e o aumento do cultivo de cana substitui os campos de soja e outros cultivares que, por sua vez, substituem zones de pastagem que, por sua vez, substituem a Floresta Amazônica. Por isso, apesar de não se poder plantar cana na Amazônia, o seu cultivo em outras areas pode resultar no aumento do desmatamento.

Este é o mesmo problema observado com o biodiesel: derruba-se florestas para se abrir novos campos de cultivo. Este é o grande paradoxo dos biocombustíveis de primeira geração: eles surgiram como os salvadores do planeta e podem acabar contribuindo com a sua destruição. Por causa disso, segundo Michael Goosey, da Shell, os biocombustíveis foram de panacéia para párias em menos de dois anos.

Dois outros grandes problemas dos biocombustíveis atuais são que há dúvidas se os biocombustíveis poderiam realmente suprir a demanda por combustíveis transportáveis e as condições de trabalho em muitas lavouras são péssimas, utilizando crianças ou trabalho escravo.

A nova geração de biocombustíveis

Se os biocombustíveis estão longe de serem ideais, ainda há muito espaço para aprimorar as tecnologias por trás de sua geração. É aí que entram os chamados biocombustíveis de segunda geração, que devem aumentar a escala de produção sem comprometer a sustentabilidade.

O primeiro grande desafio é o equivalente de se transformar metais em ouro da biotecnologia: descobrir uma forma barata e eficiente de se quebrar a celulose em açúcares mais simples. Assim como o amido, se quisermos usar a celulose como fonte de biocombustível, é necessário a utilização de muita energia. A alternativa atual é queimá-la mas isso é jogar fora um potencial energético imenso. Uma técnica que permite a quebra de celulose ainda nos permitiria a utilização de dejetos à base de celulose (papel, pricipamente) na produção de bioálcool. Para isso busca-se a criação de enzimas capazes de quebrar a celulose de forma eficiente.

Outras formas de biocombustíveis de segunda geração são a busca novas fontes de carbono como as algas. A utilização de algas evitaria a necessidade da criação de novos campos de cultivo além da sua manipulação ser muito mais fácil do que a de outras espécies de cultivo.

Um terceiro desafio é a fabricação de formas mais energéticas de biocombustíveis que permitiriam o seu uso na aviação. Este setor é um dos grandes consumidores de derivados petróleo no mundo e é um dos maiores emissores de CO2 na atmosfera.

Há ainda as perspectivas de se produzir formas alternativas de combustíveis transportáveis como o butanaol ou o gás hidrogênio, ams estes ficam para uma putra ocasião.

Por fim, uma última pergunta deve ser feita: qual vai ser o papel do bioálcool de cana-de-açúcar neste cenário de biocombustíveis 2.0?

O futuro da cana-de-açúcar no Brasil

Já discutimos que a cana-de-açúcar é a única fonte viável de biocombustíveis atualmente. O grande objetivo atual é otimizar os setores de produção da cana e maximizar o seu rendimento SEM impactar o ambiente.

Na verdade, o aumento do cultivo de cana no Brasilo não implica em direto aumento do desmatamento. No lugar de florestas, a cana deveria etsra substituindo as áreas de pastagens: o Brasil utiliza uma área muito maior de pastagem por cabeça de gado do que o necessário. Além disso, há imensas áreas abandonadas e inativas que podem ser recuperadas para este fim. Estas terras são o resultado do mal uso da terra ou da tentativa de se utilizar o solo pobre da Amazônia para o cultivo e devem ser recuperadas tanto para a regeneração da floresta quanto para a sua produção econômica.

Além disso, o Brasil precisa buscar formas de substituir as suas indústrias petroquímicas por indústias capazes de gerar os mesmos produtos utilizando-se o álcool de cana. Também é preciso investir no melhoramento das variedades de cana que foram otimizadas para se gerar açúcar e não combustível. O uso de variedade de cana transgênicas podem ainda aumenatr e muito a produtividade por hectare. Isso sem contar que novas tecnologias de adubação e irrigação podem aumentar a produtividade das plantações ainda mais.

No aspecto econômico, o Brasil precis exportar a tecnologia de produção de bioácool para outros países da África e Austrália: o monopólio do bioálcool não é interessante porque limita a utilização deste combustível em uma escala global. Por isso, é necessário que haja uma produção global de bioálcool para que haja em mercado global do mesmo. Por mais que os outros países desenvolvam novas tecnologias, o Brasil sempre vai ter posição de destaque neste mercado uma vez que só nós temos terras de sobra para plantar cana (sem substituir as florestas!).

Concluindo, o setor energético terá um papel fundamental na economia deste século. Dentro do setor energético, os biocombustíveis têm o potencial de se destacar nos próximo ano e não dá para se falar em biocombustíveis sem falar de álcool proveniente da cana. No entanto, desafios econômicos, tecnológicos, sociais e ambientais devem ser enfrentados com cuidado pelos garndes jogadores do bioálcool principamente para que os biocombustíveis deixem de ser os párias das tecnologias energéticas e voltem ater um papel imprtante no futuro.



Na tirinha The Norm, do Michael Jantze, tem uma frase que resume tudo: “Você sabe que os tempos estão mudando quando você digita no seu celular e fala no seu computador.”

Este texto faz parte do Carnaval de Evolução do Átila: Como seria o ser humano atualmente se Lamarck estivesse certo? Se Lamarck estivesse certo (e ignorando como seriam todos os outros organismos), como seríamos nós, depois de todas essas gerações convivendo em sociedade? Que características adquiridas seriam passadas adiante? Como sempre, desvirtuei o tema e viajei em uma tentativa frustrada de história alternativa:

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Este ano comemoramos 206 da publicação do livro Recherches sur l’Organisation des Corps Vivans, considerada a Bíblia da Evolução. O grande patriarca da teoria, o francês Lamarck, desafiou a os fixistas, que acreditava que as espécies eram imutáveis. Até hoje ainda lemos sobre os grandes debates de Lamarck contra Galton, na Sociedade Científica de Paris. Apesar da idéia geral de que organismos evoluíam já existia, duas são as contribuições de Lamarck deram à teoria a sua forma: a idéia de que há uma força por trás da evolução que impulsiona o surgimento de organismos cada vez mais complexos e a existência de uma força adaptativa que permitia a rápida adaptação dos organismos ao seu ambiente através do mecanismo simplificadamente descrito como “lei do uso e desuso”. No entanto, o sucesso da teoria de Lamarck iria esperar, uma vez que não havia evidências suficientes para a sua corroboração.

O Lamarckismo só ganhou mesmo forças cerca de trinta anos depois, quando o naturalista Charles Darwin publicou o seu Origem das espécies pelo uso e desuso dos caracteres alguns anos após de voltar de sua expedição com o Beagle. A Origem, que compilou inúmeros exemplos dos mecanismos por trás da teoria de Lamarck, impulsionou o movimento neolamarckista e sepultou de vez os fixistas. Mais um impulso foi dado por Gregor Mendel, em seus estudos com ervilhas, que mostrou que os mecanismos moleculares pelos quais a “lei do uso e desuso” funcionava.

Foi somente no início século passado que as teorias de Lamarck começaram a resultar em resultados práticos na biotecnologia: vegetais cada vez maiores e mais nutritivos começaram a surgir, madeiras mais resistentes ou algodão mais suaves foram alguns exemplos disso. O início do século XX foi marcado por um otimismo imprecedente utilizando o Lamarckismo na prática. Mas foi a Primeira Guerra Mundial que mudou tudo. A grande guerra deixou traumas psicológicos imensos na Europa e Estados Unidos que levaram à Segunda Guerra Mundial. Foi também da primeira guerra mundial que o surgiram os Projetos Manhatan, nos Estados Unidos, o Projeto Überman, na Alemanha e o projeto Grande Irmão soviético. Todos tinham o mesmo objetivo: utilizar as idéias de Lamarck para gerar raças de seres humanos superiores.

Se na Segunda Guerra Mundial os projetos de seleção de humanos ainda estava nos seus primeiros passos, foi na Terceira Guerra Mundial que vimos as suas horríveis consequências. O projetos das três grandes potências surgidas da Segunda Guerra Mundial: a América Unificada, o Terceiro Reich e a União Soviética eram muito semelhantes entre si: os melhores soldados que sobreviveram à primeira guerra mundial foram concovados a gerar crianças com as mulheres mais fortes de seus países; as crianças foram criadas em um regima espartano e duríssimo e seus filhos, brutamontes e sanguinários mas desconcertantemente dóceis com seus superiores em um regime ainda pior. Quando os supersoldados de cada país foram lançados uns contra os outros e contra os civis o massacre foi inevitável. As violentas batalhas que marcaram o final do século XX e que terminou sem vencedores pôs fim à geração perdida e ao início da restauração.

A restauração, que hoje tem pouco mais de 20 anos, tem sido um processo lento e cuidadoso. Os ecossistemas destruídos pelas máquinas de guerra das três ex-grandes potências têm se recuperado rapidamente, mostrando a força da evolução lamarckista. Esta nova geração, que cresceu no meio da guerra foi selecionada para a paz, e uma nova era se inicia, com a utilização extremamente regulamentada de programas de melhoramentos. Há teorias da conspiração que o mundo atualmente é controlado por uma rede de humanos melhorados geneticamente para o intelecto. Muitos dizem que a área 51 da ex-América Unificada é um de seus QG mas sabe como são as teorias conspiratórias….

Mais um trailer do próximo espetacular (espero) filme da Pixar: Wall-E. Wall-E é um robô deixado na Terra para limpar a sujeira deixada pelos humanos, que agora vivem em uma nave espacial. Ele vive sozinho até que os humanos mandam um novo robô: EVE. O que parecia uma história ecológica é, vejam só: uma história de amor com pitadas de revolução! Mal posso esperar!

Um velocirraptor de pelúcia abraçado a uma Kalanchöe. Já não fazem velocirraptors como antigamente… depois dos raptors escamentos dominarem os filmes do Jurassic Park, cientistas descobriram evidências que eles podem ter sido cobertos de penas! Este bichinho de pelúcia é uma reconstrução de um velocirraptor com penas e coloração de acasalamento. Comprei a preciosidade no Museu de História Natural de Londres. Afinal, quem disse que os dinossauros não eram rosa com bolinhas laranja?

Nota: Hoje é terça? Putz, juro que passei o dia pensando que era segunda…

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