A exemplo de meu post sobre a Diana Krall, muitos outros blogueiros comentaram sobre o show. O legal é ver as diferentes impressões que convergem na bela música ouvida, no sol rachante, da imensa e vazia área vip da telefônica e da tiazinha que não queria sentar.

Telefonica Open Jazz: horrível! - Vereda Estreita

show da Diana Krall quem ALGUÉM falou que era genial - Acho digno!

O show da Diana Krall ou mais um motivo para odiar a Telefônica. - It´s a kind of Magic

Como encontrei Princesa Diana - Desiluminância

CORRENDO COM DIANA KRALL - Blog da Neta

Show de Diana Krall em SP. - JazzMan!

Mais uma coisa: protetor solar funciona sim! As áreas que foram agraciadas com uma camada de protetor emprestado estão bem melhores que as demais (trinta vezes, eu diria).

xkcd é uma tirinha de quadrinhos para geeks. O desenho é tosco mas as sacadas são geniais (as que eu entendo). Gosto desse humor meio non-sense, tipo Monty Python. Como sou do tipo cientista, selecionei esta tira de exemplo:O que me lembra o velho dito: quando um cientista tem filhos gêmeos, ele batiza um e mantêm o outro como controle.

Neste domingo tivemos aqui em São Paulo um show gratuito da Diana Krall no parque Villa-Lobos (motivo pelo qual estou vermelho-pimentão). O show estava marcado para começar às 10 hs mas, como havia duas bandas de abertura, a pianista e cantora de jazz só apareceu depois das 12 hs. Sentado no meio da multidão, pude observar um comportamento que poderia ser modelado pelo pessoal que estuda teoria dos jogos.

O jogo é o seguinte: como o local do show é basicamente plano e o palco não é alto, se todos ficarem de pé, só o povo da frente e os mais altos vão ver o show. Se todos se sentarem, todos irão ver o show. O problema é: quando todos estiverem sentados, uma pessoa que ficar de pé irá ver mais do palco do que os outros que estiverem sentados, além de cobrir a visão de quem estiver atrás. No entanto, esta pessoa terá que aguentar a reclamação de centenas de pessoas. Quanto mais gente ficar de pé, menos gente vê o show e mais gente reclama, aumentando a pressão para que todos fiquem sentados.

Pois bem, durante os shows de abertura, todos seguiram a regra menos uma senhora (eu te odeio!). Esta senhora decidiu ficar teimosamente de pé, apesar do xingamento de muitos. O resultado era muito bom, na verdade: era somente uma pessoa no meio de milhares. Porém, durante o show principal, quando o “prêmio” por ficar de pé era maior, muitas pessoas começavam a se levantar, querendo espertamente ver mais do show. Só que, quanto mais gente se levantava, mais gente reclamava. Quanto mais gente reclamava, menos as pessoas ouviam o show, levando às pessoas que estavam de pé a sentar para poder escutar a maravilhosa voz da Diana Krall.

O interessante é que este ritmo de pessoas se levantarem para ver mais e se sentarem por causa das reclamações prosseguiu por pelo menos quatro vezes durante o show da Diana, sempre com dinâmicas semelhantes.

A propósito, no meio do show, a senhora que ficava de pé na frente de todos abriu um guarda-chuva por causa do show, tapando ainda mais a visão dos que estavam sentados. Uma moça foi até esta senhora e destruiu o guarda-chuva. Violência pode não ser a solução para os problemas mas é estranhamente satisfatória…

Desde domingo passado estou sofrendo com os efeitos de uma gripe (resfriado, talvez?) que não quer passar. Eu já sabia que isso ia acontecer, na semana retrasada todos do laboratório ficaram doente, alguns dias antes, minha esposa. O que está me irritando desta vez é que o vírus está atacando diretamente a garganta, o que significa tosses constantes.

Tanto a gripe quanto o resfriado são causados por vírus. Vírus são pequenas maquininhas de se reproduzir. Para isso, malditos, eles usam a maquinaria de nossas células. O vírus da gripe, por exemplo (o influenza), tem dez tipos de proteínas e oito fitas de RNA (negativas). O vírus invade as nossas células para produzir mais proteínas e fitas de RNA. Quando prontas, estas moléculas se auto-organizam e formam novos vírus.

Para infectar uma célula, um vírus tem que reconhecê-la. É isso que faz com que a gripe aviária não se espalhe em humanos: ela não é boa em reconhecer as nossas células, apesar de, às vezes, acontecer. A gripe que me irrita faz uma semana é boa em reconhecer as células da minha garganta, eu acho, e isso me faz tossir loucamente durante à noite.

Não há tratamento indicado para se matar os vírus. Vírus não morrem com antibióticos! A recomendação é fortalecer o corpo, comendo bem e tomando água, e tratar dos sintomas com antipiréticos (anti-febres)e analgésicos (anti-dor). A piora dos casos está relacionada com o aparecimento de infecções secundárias como a pneumonia (esta sim, tratada com antibióticos receitados pelo médico). O melhor mesmo é não pegar as gripe.

As vacinas contra a gripe precisam ser tomadas todo o ano, isso porque cada onda de gripe tem seu vírus diferente. Uma vez gripados, deveríamos evitar transmitir o vírus, coisa que somos muito ineficiente (os japoneses usam máscaras para não transmitir gripe e achamos engraçado).

Lá em Cambridge, tínhamos a chamada “gripe dos calouros” (Fresher´s Flu) uma epidemia que vinha em Outubro com a chegada de estudantes do mundo inteiro trazendo pestes diversas. Esta gripe pegava quase todo mundo e a epidemia se estendia pelo inverno. O engraçado é que os brasileiro geralmenet eram abstanet resitentes à esta gripe. Aqui no Brasil, estas epidemias chegam seis meses depois, quando chega o nosso inverno.

Eu falei em meu posts anterior sobre a gripe do frango que não deveríamos entrar em pânico no caso de uma pandemia de gripe aviária. João Carlos comentou dizendo que pânico estava na lista dele de reações. Mantenho o que disse: NÃO ENTRE EM PÂNICO mas fique muito, muito preocupado.

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