Será que existe uma correlação entre o nosso alinhamento polÃtico e o modo no qual percebemos dados cientÃficos? Uma pesquisa inetressante da Pew Research Center perguntou a pessoas de diferentes filiações polÃticas sobre as suas percepções sobre o aquecimento global.
Os resultados são surpreendentes. Cerca de 77% dos americanos acreditam que as temperaturas médias do planeta estão ficando mais altas. Dentro do grupo dos Republicanos mais conservadores, somente 54% responderam positivamente a mesma pergunta. Em contraste, 92% dos Democratas mais liberais disseram que o planeta tem ficado mais quente. O resto das categorias intermediárias (Republicanos e Democratas moderados) acompanham os 77-78% da média americana. Me isentando de estabelecer qualquer causalidade, quanto mais conservador o indivÃduo, menos ele tende a acreditar em aquecimento global.
Melhor ainda são os dados que correlacionam o grau de instrução com o alinhamento polÃtico e as crenças sobre o papel da humanidade no aquecimento global. Resumidamente, quanto mais instruÃdo o Republicano, menos ele acredita que os humanos contribuem para o aquecimento global. No entanto, quanto mais instruÃdo o Democrata, mais ele acredita no mesmo fenômeno! Portanto, o grau de instrução da pessoa não muda as suas crenças mas sim deixa-as mais fortes!
A pesquisa foi feita com cerca de 1700 americanos e possui um erro estimado de 3%.
Pessoalmente, achoq ue esta pesquisa mostra que a “controvérsia” sobre a ação antrópica no aquecimento planetário tem mais fundo polÃtico e ideolÃgico do que realmente cientÃfico (que controvérsia cientÃfica não tem?). Eu só queria ver a mesma pesquisa feita com Evolução no lugar de Aquecimento Global…
Fontes: Rastro de Carbono (comunicação pessoal), Pew Research Center e Dot Earth.
Nestes tempos de festividades religiosas, com as pessoas indo visitar seus familiares e amigos, eu entro em contato com o meu lado religioso e começo a perceber que Deus deve existir mesmo. Afinal, só a existência de um ser supremo que olha por nós pode justificar como não há ainda mais acidentes nas estradas do que já tem!
Eu só tive que dirigir um trecho de 50 km em uma das melhores estradas do paÃs para ver pelo menos três situações de risco. A mais comum é fácil: excesso de velocidade. Vários sujeitos acham que andar a 140 km/h é melhor do que andar na velocidade máxima permitida de 120 km/h. Isso faz com que eles se aproximem perigosamente destes carros e exige a constante mudança de faixas de carros a altas velocidades. Só que andar a esta velocidade é de uma burrice tremenda!!! É só fazer os cálculos: um carro a 140 km/h só economiza 15 minutos a cada 200 km em comparação a um carro a 120 km/h! Isso sem contar que ele frequentemente tem que diminuir esta velocidade por causa dos carros mais lerdos (a 120 km/h) que não lhe dão passagem.
A segunda situação perigosa é filha da primeira: não se deixa espaço suficiente entre carros. Se o carro da frente tem que dar uma freada brusca por algum motivo (pedestre, detrito, buraco, sei lá) o de trás não tem tempo de frear! Eu vi um caminhão a menos de um metro de distância de outro a mais de 100 km/h!!!! E o caminhão da frente era tão grande que não era possÃvel o motorista do de trás ver a estrada.
A terceira situação é mais difÃcil de se perceber mas é a manutenção do carro no ponto cego do motorista de outro carro. Em uma estrada na qual se tem que mudar as faixas frequentemente por causa dos carros mais rápidos, saber a localização dos carros vizinhos é essencial. portanto, ficar no ponto cego do outro motorista pode levar á choques.
Resumindo, hoje foi um dia estressante para dirigir um pequenÃssimo trecho de estrada e se arriscar tanto. Mesmo ateu o nome de deus apareceu umas três vezes enquanto estava no volante e só a existência dele mesmo para explicar que o trânsito brasileiro não mate ainda mais do que já mate…
Traduzido bem livremente do Dynamics of Cats:
“Em teoria não há diferença entre teoria e prática.Um teórico consegue derivar a álgebra dos operadores diferenciais não-comutáveis que descrevem o problema de se fazer baliza e consegue derivar as equações que determinam o menor espaço no qual se pode fazer a baliza.
Um experimentalista consegue fazer a baliza.
Na prática, existe uma diferença enter teoria e prática.”
PS: O post tem um monte de jargão matemático que esdpero nunca poder conseguir traduzir.
No site Critique Wall existe um conjunto de fotos que simulam como alguns daltônicos vêem o mundo. São daltônicos aqueles que enxergam certos comprimentos de onda com menos intensidade do que a média da população. A consequüência disto é uma inabilidade em se distinguir certas cores. O tipo mais comum de daltonismo afeta de 5 a 8% da população amsculina do mundo.
De acordo com os comentários, as fotos simulam bem diversos tipos de daltonismo, com vários relatos de pessoas que não conseguem ver diferenças entre as fotos. Isto provavelmente varia com o grau de seu daltonismo pois há outros tantos relatos de daltônicos que conseguem perceber diferenças entre as duas fotos.
Nós enxergamos através do estÃmulo de dois tipos de células: os cones e os bastonetes. De modo geral, os cones são mais importantes na presença de muita luz enquanto os bastonetes são mais importantes no escuro. Existem três tipos de cones, cada um com um tipo de pigmento. Quando estes pigmentos absorvem a luz, ocorre um estÃmulo que gera o sinal que faz o nosso cérebro “ver” a cor. Como cada tipo de pigmento absorve comprimentos de onda diferentes (com picos em azul, verde e amarelo), o cérebro ineterpreta os sinais dos três tipos de cones para concluir a cor dos objetos.
Aplicando-se isto ao daltonismo, o tipo mais comum envolve uma menor estimulação do cone “amarelo”, que leva a uma menor percepção do componente vermelho do espectro. Como conseqüência, as cores avermelhadas, amareladas e alaranjadas se deslocam para o verde, ficando mais pálidas enquanto as cores violetas e lavandas ficam simplesmentes azuladas.
Existem vários testes online para chegar se você é daltônico. Tente este aqui.
Fontes: Inusitatus, Wikipedia e Colorblind HomePage.
“Querido Papai Noel, este ano eu trabalhei duro, não alterei os meus dados nem sabotei os meus colegas. Tudo o que eu queria neste Natal é que este artigo que acabei de escrever seja publicado. Carlos.”
Uma carta super divertida saiu na Nature desta semana revelando que o número de artigos submetidos à revistas cientÃficas no Natal vem aumentando progressivamente nos últimos anos.
Os pesquisadores procuraram no Google Scholar por artigos submetidos no dia 25 de dezembro de 1996 a 2006. O que eles encontraram é que o número de artigos submetidos neste dia, normalizado pela média dos número de artigos submetidos nos demais dias 25 (exceto fim-de-semanas) aumentou cerca de 6 vezes em dez anos!
Os pesquisadores sugeriram três motivos para tal fenômeno:
1) A pressão para se publicar tem se intensificado nos últimos anos.
2) O aumento da carga administrativa e didática faz com que os pesquisadores deixem tarefas como a de escrever artigos cientÃficos em perÃodos de férias.
3) A possibilidade de submissão eletrônica a partir do final dos anos 90 permitem a submissão de artigos 24 h 7 dias por semana.
A esses motivos eu adiciono uma vontade de terminar os assuntos inacabados do ano antes do começo do próximo e uma vontade de se escapar de parentes indesejáveis usando o trabalho como desculpa.
Só sei que isso de trabalhar em finais de semanas e feriados não faz bem e só contribui com a sensação de burnout (estafa) que assola os cientistas, principalmente nos finais de ano. Por isso, eu desejo a todos um bom Natal e feliz festas longe do trabalho e que Papai Noel traga aquele artigo publicado que você tanto deseja.
Feliz Natal! Ho! Ho! Ho!
Fonte: Nature
Não vai abalar o mundo mas é uma notÃcia curiosa: Bruce Alberts é o novo editor-chefe da revista cientÃfica Science. Para quem não reconhece o nome, Alberts é um dos autores originais do clássico Molecular Biology of the Cell, livro básico de Biologia Celular, considerado uma BÃblia para muitos da área. Eu estudei muito pelo Alberts mas sempre achei-o detalhista demais. Didaticamente há melhores e mais bonitos mas o The Cell (ou o Alberts) ainda é um excelente livro de referência.
Este é o mais novo bordão empresarial: tal coisa está no DNA da empresa, qual caracterÃstica sempre esteve no nosso DNA (exemplos vão de fábricas de catalisadores a empresas de comércio exterior. Este é um ótimo exemplo . A S***l até encheu os seus postos com cartazes divulgando a gasolina com o seu DNA. Keith Robison se perguntou que diabos as empresas queriam dizer com isso. Eu selecionei as seguintes hipóteses formuladas por ele:
- Grande parte da nossa empresa é incompreensÃvel para a mente humana.- Nós temos muita redundância aqui.
- Nós repetidamente repetimos as nossas repetições.
- Nós mantemos pedaços dos que invadem o DNA da nossa empresa sem nenhuma razão aparente.
- A maior parte da organização não tem objetivo óbvio, se algum.
- As nossas metodologias não são otimizadas mas sim o resultado do acúmulo de acidentes históricos.
Um dos comentaristas ainda sugeriu esta: “Nossa corporação foi feita por um ser superior e inteligente”. Sem comentários.
Fonte: Omics! Omics!


