William Paley foi quem lançou o problema para os evolucionistas: se você achasse um relógio no chão, você não pensaria que ele sempre esteve lá, observando seu mecanismo de funcionamento, você chegaria à conclusão de que alguém, que entendia da função e do funcionamento de relógios, projetou e construiu este relógio. Por que não admitir, diante da complexidade da vida e de seus intricados mecanismos de funcionamento, que existiu um Criador?
O vídeo acima é um ótimo exemplo dos argumentos utilizados pelos evolucionistas como resposta ao desafio de Paley que pode ser resumido no seguinte: seres vivos complexos surgiram de outros seres vivos complexos ao longo de milhões de anos através da seleção natural, eles não surgiram do nada, de forma espontânea. Da mesma forma, relógios nõa se reproduzem, não sofre seleção natural e não têm mutação.
No vídeo, cdk007 criou um programa que atribui tais atributos a relógios para ver se era possível criar relógios precisos com a força da seleção natural. Ele criou relógios com quatro componentes: engrenagens, catracas, ponteiros e molas. As conexões entre as peças são determinadas geneticamente bem como o número de dentes em cada engrenagem. A simulação pegava três relógios de forma aleatória e eliminava o que fosse mais impreciso. Os dois relógios restantes eram cruzados, mutações eram introduzidas, e os relógios-filhos eram devolvidos à população.
No início, 98% dos relógios não eram funcionais. Os 2% restantes eram formados por uma engrenagem presa a um ponteiro, formando um pêndulo. Os pêndulos logo dominaram a população pois, apesar de primitivos, são melhores do que nada. Depois de cerca de 400 gerações, surge os primeiros proto-relógios, mais algumas, surge os relógios com um ponteiro, dois, três e até quatro! Os relógios possuíam ponteiros de segundos, minutos, horas e outros (2 segundos).
O melhor é que, a cada simulação relógios diferentes mas igualmente precisos eram gerados! Esta simulação é mais uma que mostra o poder da dupla mutação/seleção natural em sistemas de transmissão de informação. Mais detalhes no vídeo.
Fonte: 100nexos
Por que as drogas viciam? Aliás, por que qualquer coisa vicia? Geralmente os vícios se originam através de alterações nas vias de recompensa no cérebro. Estas vias, mediadas pela dopamina, nos fazem se sentir bem depois de se completar uma atividade. As drogas de abuso mexem nestes vias (e em muitas outras no cérebro) levando ao vício.
Aprenda como as drogas levam ao vício vendo esta animação em Flash.
No site do European Molecular Biology Lab existe uma árvore da vida interativa para brincar. É legal ver a proporção que cada grupo de seres vivos ocupa na árvore. O maior é o grupo Bacteria seguido pelo Archaea, ambos formados por células sem núcleo, e o menorzinho é o das células com núcleo, o Eukariota. A árvore ainda se subdivide em inúmeros ramos e, mesmo subrepresentando alguns grupos, como o das plantas (sempre!), dá para ver a posição insignificante dos humanos diante da diversidade da vida no planeta.
O mais interessante é ver as fotos de cada espécie na árvore. A maior surpresa está na foto que representa os Homo sapiens.
Fontes: The Loom
O título completo do famoso livro do Darwin é: “On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life” que traduzirei como “Sobre a origem das espécies através da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”. Bonito né?
A primeira edição teve cerca de 1250 cópias, todas vendidas antes do lançamento do livro (viu dona J.K. Rowling?). A segunda edição teve cerca de 300 cópias, também esgotadas.
Muitos sabem que Alfred Russel Wallace teve idéias semelhantes às de Darwin, alguns até acreditam que Darwin sacaneou com o Wallace para conseguir a fama só para ele. É possível, mas alguns anos antes do Origem, os dois cientistas publicaram um artigo científico explicando suas principais idéias sobre seleção natural. Ironicamente, o artigo foi ignorado pelos cientistas da época. O livro foi um sucesso devido à estratégia de marketing da editora, que ficou divulgando que o livro iria ser muito polêmico.
Darwin não entendia muito de genética, ninguém na época entendia. Os conceitos de Mendel só foram integrados aos de Darwin tempos depois, por heróis como R. A. Fisher, Theodosius Dobzhansky, J.B.S. Haldane, Julian Huxley, Ernst Mayer e John Maynard Smith.
Darwin não parou de adicionar dados ao livro, a sexta edição é cerca de um terço mais longa que a primeira.
O filósofo Herbert Spencer que cunhou a expressão “sobrevivência dos mais adaptados”, que foi adicionada por Darwin na quinta edição.
Há 148 anos a “Origem das Espécies” de Charles Darwin foi publicada. O livro pode conter idéias recicladas, conceitos já abandonados, exemplos incorretos e tudo mais que seus críticos escrevem mas ele com certeza foi um dos mais importantes da nossa história moderna.
Infelizmente a Origem é um livro muito citado mas pouco lido atualmente. Talvez se os seus críticos realmente sentassem e lessem o Livro, eles aprenderiam como se constrói uma teoria com argumentos e exemplos. Pode-se citar mil exemplos (pseudo-exemplos) de como a seleção natural é incompleta ou inválida mas nenhuma outra teoria consegue explicar tanto quanto a de Darwin (e seus anexos).
Viva a Origem das espécias! Viva a Seleção Natural! Viva Darwin!
Agora que durmo percebo - eu sonho quando estou acordado.
Pedro Calderón de la Barca
Fonte: Blog Around the Clock
Plantas-filhas podem responder à luz de forma diferente dependendo de como suas plantas-mães cresceram.
Na Science da semana passada, um artigo mostrou que a planta mãe consegue passar para seus descendentes informações sobre o ambiente na qual elas viveram. Esta é mais uma evidência que não são somente os genes que são herdados das plantas ancestrais.
Os pesquisadores chegaram a tal conclusão ao estudar a Campanulastrum americanum, uma planta que cersce tanto em locais sombreados por árvores quanto em clareiras. Quando os pesquisadores cresciam as plantas-filhas nas mesmas condições de luz que as mães, as plantas-filhas cresciam melhor do que se fossem plantadas em condições opostas (mãe crescendo na sombra e filhas crescendo na luz).
Isso sugere que as mães, de alguma forma, passam informações sobre seus arredores para suas filhas (provavelmente pela metilação de genes). Acontece que há uma vantagem evolutiva para tal fato: as descendentes da Campanulastrum americanum geralmente cerscem nos arredores da planta progenitora e o mecanismo de transmissão de informação entre as gerações revela uma plasticidade maior do que os mecanismos genéticos, pois podem mudar de geração para geração.
Fonte: Science

