Dawkins, Dennett, Hitchens e Harris em dois vídeos de uma hora cada onde discutem de maneira informal as reações a seus livros e propõem novas estratégias para promover o ateísmo.
A conversa tomou lugar em 30 de setembro de 2007, e está disponível também em um DVD. A versão online que pode ser vista aqui é legal e endossada pela Richard Dawkins Foundation, que também oferece uma transcrição. Ainda não assisti a tudo, mas não dá para não assistir. [via Evolutionary Middleman e José Ildefonso]
“As provas inconstestáveis de um filósofo que não acreditava em nada” é o subtítulo deste livro de Antony Flew com Roy Varghese, “Deus Existe” (Ediouro, 2008). E é exatamente aquilo que você não irá encontrar ao lê-lo.
Em um livro de quase duzentas páginas, é apenas na página 83 que encontramos a primeira rápida menção ao que levou o filósofo Flew a abandonar o ateísmo que nutriu desde a adolescência. Até então o filósofo se alonga ao contar detalhes de sua vida, indo desde as férias de sua infância com seu pai religioso, seu namoro e casamento, os trabalhos que publicou sobre a questão de deus e como foram recebidos. Tudo em detalhes, exceto aqueles sobre os argumentos por trás desses trabalhos, mencionados apenas de passagem em meio à profusão de datas e nomes de colegas, lugares, instituições.
Depois de tudo isso, você esperaria que a segunda metade do livro finalmente mergulhasse nas “provas incontestáveis”… no que, claro, estará enganado. Não há referências ou bibliogragia indicadas e os argumentos são expostos como um “porque sim”, ou melhor, como um “porque não”. Principalmente um “porque não”, uma vez que apesar de negá-lo explicitamente, as supostas provas defendem um deus das lacunas.
E é então que aqui, no quarto parágrafo, menciono finalmente as provas de Flew. E elas são… o criacionismo. O livro é uma defesa muito explícita do criacionismo, não apenas argumentando que a ciência não pode explicar a origem da vida e inteligência, como é fundamentalmente incapaz de lidar com a questão de “quem escreveu as leis da natureza”, como elas estão ajustadas para nós, e como alguma coisa pode ter vindo do nada. Não pode, “porque não”, a menos que tenha sido criada.
A primeira prova citada, naquela marcante página 83, é a complexidade do DNA. Posteriormente se apresenta mesmo o “teorema do macaco”, sobre como macacos batendo em um teclado nunca produziriam uma obra de Shakespeare, e como isso e algo mais provaria que a “única explicação satisfatória para a origem dessa vida ‘dirigida por um propósito e capaz de se reproduzir’, como a que vemos na Terra, é uma Mente infinitamente inteligente”.
Ao final desses “porque não” que seriam suas provas, Flew se declara “aberto à onipotência”, dando a entender que não só aceita agora como evidente e comprovada a existência de um deus aristotélico, como concede mesmo que a religião revelada, em particular a cristã, pode bem ser verdadeira.
Cede então a palavra a dois apêndices, o primeiro em que o executivo Roy Varghese refuta Dawkins, Wolpert, Harris e Stenger, e o segundo em que o bispo N.T. Wright mostra por que devemos acreditar que a Ressurreição de Jesus de fato aconteceu. Sim, você leu corretamente.
O próprio Flew encerra o livro com dois parágrafos sobre os argumentos de Wright sobre a ressureição, que vê como uma “explicação absolutamente maravilhosa, absolutamente radical e muito poderosa”. E termina falando sobre como Deus é poderoso. Amém.

Se você ficou com sentimentos confusos em relação a esta perturbadora imagem, de Richard Dawkins e Emma Watson, clique na continuação.
E alguns ainda duvidam que somos parentes. O vídeo também apóia o rabiscado em O Macaco Gordo e o Nobre Selvagem.
Níquel Náusea em referência às cobrinhas? Seja como for, bom.
- Pai, por que o céu é azul?
Pai teísta: – Porque Deus fez assim, filho.
Pai ateu: - Porque quando a luz do sol passa por nossa atmosfera, as ondas na faixa azul mais curtas são absorvidas e espalhadas por toda a parte pelas moléculas de gás no ar.
Pai agnóstico: – Vai perguntar para a sua mãe.
Adoráveis tiras Cectic [via Scepticisme Scientifique]
"Abra a geladeira, prometo que serei bonzinho".
As origens biológicas da oração. O curioso é que no Japão, em rituais xintoístas, sacerdotes fazem exatamente os mesmo movimentos, não só juntando as mãos em oração como movimentando-as para cima e para baixo. E dizem algo como "Hanyaaa…. Hanyaaa…". Segurando um bastão sagrado, é verdade, mas esse é um detalhe do polegar opositor.
Pensando sobre o assunto até não sei se o ritual não se inspira em gatos, mas suspeito que não. De toda forma, a oração com as mãos juntas em outras religiões certamente não se inspirou em gatos. [Neatorama]
Um bebê de 18 meses incorporando o Espírito Santo. Glória a Deus.
Escute também as pregações de Nezareth contra as macaquices da evolução e, claro, as parábolas comoventes da menina-pastora. [via Cardoso]
“A analogia entre a singularidade do Big Bang e o colapso gravitacional estelar sugere que um Criador é necessário no primeiro caso apenas se um Destruidor o for no segundo”. – Why the Big Bang Singularity does not Help the Kalam Cosmological Argument for Theism [via Black Belt Bayesian]

Os Caçadores da Arca Perdida
DEUS: Moisés, você leverá estes 10 Mandamentos Sagrados aos israelitas, para que minhas leis sejam obedecidas.
MOISÉS: Obrigado, meu Senhor.
DEUS: Você irá então selar meus Mandamentos em uma arca sagrada, onde eles serão protegidos.
MOISÉS: Mas e se alguém tentar abrir a arca?
DEUS: Então eu irei derreter seus rostos.
MOISÉS. Eu… Eu… Desculpe, meu Senhor. Como é mesmo?
DEUS: Fantasmas horripilantes irão saltar e irão derreter seus rostos. Simplesmente derreter ali mesmo, meu filho.
MOISÉS: Entendo.
Indiana Jones e a Última Cruzada
DEUS: Você encontrou o Santo Graal, bravo cruzado. Agora, você deverá levá-lo a um templo sagrado e vigiá-lo.
CAVALEIRO: Eu tomarei esta honra com toda minha vontade, meu Senhor. Defenderei o Copo de Cristo contra todos os intrusos.
DEUS: Isso não será necessário. Porque eu tornei a ponte para o Graal invisível!
CAVALEIRO: É mesmo?
DEUS: É, é verdade. E também deixei umas nove lâminas para protegê-lo também.
CAVALEIRO: Perdoe-me, Senhor, mas não há algo a mais que possa fazer?
DEUS: Você não entende. Essas lâminas vão estar girando rápido para caramba. Ah, e eu também vou deixar uns 100 graals perto do verdadeiro, e ninguém vai adivinhar qual é o real.
CAVALEIRO: (pausa) Entendo.
DEUS: E eu também vou transformar qualquer um que tome do cálice errado em um esqueleto. Vai ser muito legal.
Indiana Jones e o Templo da Perdição
DEUS: É, eu derreti a cara daqueles nazistas que tentaram pegar a Arca. E aí eu transformei aquele sujeito que estava tentando roubar meu Graal em um esqueleto. Foi radical.
KALI: Ahan. Eu gosto de arrancar o coração deles enquanto ele ainda está batendo. Então eu os abaixo em um poço de lava.
DEUS: Putz.
