Um feixe de prótons e uma webcam, quem ganha? O feixe de prótons, é claro. O legal disso tudo é que no vídeo acima você confere segundo a segundo a tortura a que a webcam foi submetida, enquanto os prótons surgem como diversos pontos brancos na imagem.
Alguns pontos ficam mais alongados, como riscos, e são as partículas atingindo o sensor da webcam de forma oblíqua. E, pobre webcam, alguns pontos ficam permanentemente brancos. São pontos do sensor de imagem que foram efetivamente “queimados”, danificando permanentemente a câmera.
Você também pode escutar as partículas como um ruído no áudio, e tudo é uma boa demonstração da equipe trabalhando na missão do Lunar Reconnaissance Orbiter e os instrumentos que devem medir a radiação lá pelo nosso satélite.
De forma curiosa, algo similar ocorre com astronautas que vão ao espaço, que relataram ver estranhos flashes, explicados como resultado de raios cósmicos atingindo diretamente a retina ou os nervos óticos. Mas assim como tais partículas altamente energéticas danificam permanentemente a webcam, você pode imaginar que os efeitos não só na retina, como no cérebro e todo o corpo dos astronautas não são nada bons.
Como realmente não são. A radiação cósmica a que os astronautas ficam expostos é um dos maiores obstáculos para as viagens espaciais de longa duração.
Confira nosso post anterior sobre a incrível história do homem que foi atingido pelo feixe concentrado de um acelerador de partículas. [via MAKE]
Não é uma animação detalhada de como uma estrela é formada e evolui – você pode assistir a este vídeo ao invés, que é apenas um pouco mais aprofundado. Mas é uma boa compilação de imagens retratando alguns dos principais eventos no ciclo de vida de uma estrela da classe espectral G. Você sabe, uma como o nosso Sol.
A música é Hayling por FC Kahuna, com vocais da islandesa Hafdís Huld. De nada.
Mais astronomia você confere no novo vizinho de Lablog, o Big Bang Blog.
Vídeo mostrando o passo a passo da construção de um motor a vapor extremamente simples e engenhoso, criado com um tubo de cobre e uma vela tealight (um maçarico talvez seja necessário se você tiver apenas um tubo de latão, que precisará ser aquecido, o que torna o projeto um pouco mais complicado).
O princípio pelo qual esse motor a vapor funciona é igual ao do “barco pop-pop”. Mas de construção um pouco mais simples, e com uma vela girando na água produzindo efeitos de luzes, parece um projeto ainda mais interessante.
Esta máquina a vapor também é idêntica em seu movimento à reação à primeira máquina a vapor registrada: a eolípila de Herão, de quase 2.000 anos atrás. [via neatorama]
Atualização: Não tem uma vela tealight? Uma latinha serve. Clique para instruções em português, no Imperdível.
O astronauta Donald Pettit passou cinco meses e meio na Estação Espacial Internacional em 2003, de onde capturou imagens de auroras boreais… e, não contente, as compilou em um vídeo simplesmente estupendo que você confere acima.
É o mesmo Pettit que conduziu a série “Ciência de Sábado de Manhã”, com inúmeros vídeos simples exibindo os efeitos da micro-g no que ele chama apenas de “Estação”. [via Nerdcore]
Quase despercebido na imagem que lembra o “Olho de Sauron”, onde a elipse é poeira cósmica, está um pálido ponto vermelho um pouco mais brilhante. É Formalhaut b, um planeta orbitando a estrela de Formalhaut, a 250 trilhões de quilômetros da Terra.
A imagem obtida através do telescópio espacial Hubble é um dos primeiros registros diretos confirmados de um planeta fora do sistema solar – um exoplaneta – orbitando uma estrela brilhante parecida com a nossa. E não é a única notícia astronômica sensacional da semana, ou melhor, do dia.
Isto porque os outros primeiros registros foram publicados também na mesma edição da revista Science de ontem, onde astrônomos apresentam outra descoberta que pode ser resumida em mais uma imagem fantástica:
São mais três exoplanetas, aqui em órbita da estrela HR 8799. Isso mesmo, uma família de planetas em órbita, em outra imagem direta, óptica. Caso tivéssemos olhos suficientemente poderosos – com alguns metros de tamanho, quiçá – e aplicássemos mais alguns macetes, como nosso cérebro processar a informação visual com técnicas sofisticadas, bem, poderíamos ver tais planetas a olho nu. Um olho nu gigantesco.
“O último planeta gigante diretamente visual visto por comprimentos de ondas foi Netuno, em 1846”, conta o cientista Paul Kalas ao G1. “A detecção ótica é como um prêmio porque ela é parte do espectro onde nós esperemos ver refletida luz de planetas maduros capazes de suportar vida", explica.
Planetas extrasolares vêm sendo detectados indiretamente há duas décadas (contam-se já mais de 300 detectados), e recentemente, imagens diretas já vinham sendo obtidas. Todas elas foram, contudo, de planetas orbitando estrelas de brilho tênue como anãs marrons. No fim de setembro, a primeira imagem óptica de um planeta obritando uma estrela brilhante como a nossa foi anunciada, mas o achado ainda precisa ser confirmado.
Estas novas imagens são as primeiras já confirmadas. “São história”, atesta o astrônomo Phil Plait, o Bad Astronomer, que já trabalhou com dados do Hubble em pesquisas desta natureza. Não posso deixar de traduzir suas palavras:
“Não há nada como uma imagem. Aí, com seus próprios olhos, você pode ver por si mesmo que outros planetas existem. Não são como a Terra, nem um pouco… são planetas gigantes, jovens e quentes que são provavelmente em sua maior parte gasosos e completamente inóspitos. Mas lá estão eles.
Em alguns anos, teremos mais imagens como essas. E ficaremos melhores nisto. Nossos telescópios ficarão maiores, nosso equipamento mais sensível, nossas ténicas aperfeiçoadas enquanto entendemos suas capacidades. E as imagens de outros planetas virão.
Quanto tempo antes de que vejamos o Santo Graal, a primeira imagem de um planeta terrestre, obritando uma estrela como o Sol na distância certa para água líquida banhar sua superfície? Pode levar mais uma década ou duas, mas anote minhas palavras: esse dia vai chegar. E quando chegar, bem, teremos que reescrever os livros de história de novo, não?”
Mais sobre a notícia histórica em português:
- G1: Cientistas ‘fotografam’ exoplanetas orbitando uma estrela pela primeira vez;
- Estadão: Descobertos mais quatro planetas fora do Sistema Solar;
- NASA (em inglês): Hubble Directly Observes a Planet Orbiting Another Star;
- Google News: Formalhaut.
Confira acima um clipe de “O Discreto Charme das Partículas Elementares”, documentário criado pela TV Cultura a partir do livro homônimo para explicar o mundo das partículas elementares, celebrando o Dia Mundial da Ciência pela Paz e Pelo Desenvolvimento.
É amanhã, 10 de novembro, às 19:30h!
“Esta “flor de nanotubos” é o resultado de um processo de crescimento de nanotubos de carbono que não saiu exatamente como os pesquisadores esperavam. A imagem é uma das vencedoras do concurso Nikon Small World 2008, que premia as melhores fotos feitas com técnicas de microscopia. Ela foi feita pelo professor Paul Marshall, do Conselho Nacional de Pesquisas do Canadá”.
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E o nosso é infinitesimalmente minúsculo. O vídeo é ainda mais outro da longa série de vídeos exibindo comparações de escala, os gráficos não são lá tão bons, está em inglês…
Mas a música e a composição são boas, assim como estender-se até o limite do universo observável mais do que vale uma olhada. E aposto que você dará um replay.
Um feto de Chihuahua, e abaixo, de um pingüim Imperador. São imagens do novo documentário "Extraordinary Animals in the Womb", seqüência de “Animals in the Womb”, que deve ir ao ar no final deste mês nos canais National Geographic nos EUA e Channel 4 no Reino Unido.
[Mais imagens em Zooillogix]
A Lua, a olho nu, é cinzenta e repleta de manchas. Com um telescópio podem-se ver suas crateras em maior detalhe, mas ela continua cinzenta. Mesmo em uma fotografia comum.
Mas com fotografias digitais, com um simples filtro para aumentar a saturação de cores, descobrimos que nosso satélite tem sim tons muito tênues de cor que, realçados, incluem mesmo azuis-marinho e vermelhos.
Clique para a versão com maior resolução, do fotógrafo Russel Croman.



