Feist: 1234

Nenhum Comentário arquivado em Tecnologia, Vídeos @ 30.Sep.2007

Clipe bem alegre, “1234″ da canadense Leslie Feist, que se tornou mais famoso em um clipe do novo iPod nano.

Ele ganha mais destaque aqui porque é um único take sem efeitos especiais. Veja o making-off, depois de dois minutos para uma visão do take de outro ponto:

Muito bom, direção de Patrick Daughters. Algo assim só é possível com muito treino e uma câmera com movimentos programados por computador.

Trabalho fenomenal neste clipe inspirado na saga do Ventilador Transformista. A música é do grupo Drone, que remixou entrevistas feitas por Linda Moulton Howe (que como ufóloga ou jornalista é uma boa cantora), mas o destaque fica claro para o autor dos gráficos.
Sim, todos os gráficos no vídeo, completamente digital, foram criados por uma única pessoa, e não é o responsável pelas imagens originais: é Kris Avery, mais conhecido como “saladfingers”, o artista que vem reproduzindo todas as imagens do Ventilador Transformista para mostrar como tudo pode ser criado em computador. Segundo ele, é tudo uma fraude, embora uma especialmente interessante.
Baixe o arquivo de vídeo original em alta resolução aqui.

Atualização: Kris Avery esclarece suas opiniões no OpenMindsForum:
“Estou feliz com o fato do vídeo ter sido apreciado, e estou muito lisonjeado por algumas das maravilhosas respostas! Nunca esperei uma reação tão estrondosa. Mas [o vídeo] não foi criado para defender que é tudo uma fraude, e a maior parte das pessoas que o viram também não pensam assim. … Real ou não, há alguns aspectos visuais impressionantes na evidência original apresentada. Penso que a parte do vídeo com os diagramas apresenta isto. A resposta a este caso é pessoal a todos, ninguém “provou” nada até agora. São apenas possibillidades, e há tantas para escolher. Descartar este caso baseado em uma intuição é descartar a busca pela verdade”.


Como muçulmano devoto e primeiro astronauta da Malásia, o xeique Muszaphar Shukor tem um problema: para que direção deve apontar em suas orações diárias quando estiver na Estação Espacial Internacional, se a Meca (ou melhor, a estação) se move a quase 30.000km/h, em quase 16 voltas pelo planeta ao dia? Ainda que ele aponte inicialmente na direção correta, ao final das preces já estará apontando para algo completamente diferente. E isso sem levar em conta as dificuldades de como definir qual seria a “direção correta” em qualquer momento: deveria ser calculado a partir de uma projeção da posição da estação no solo, ou diretamente da posição da estação em órbita; deveria percorrer a superfície da Terra ou apontar diretamente através do planeta ao local sagrado de sua religião?

A agência espacial malaia, Angkasa, promoveu uma conferência com 150 cientistas islâmicos para discutir a questão, que produziu um documento depois aprovado pelo Conselho Fatwa da Malásia. Recomendaram a seguinte ordem de prioridades para o cálculo da qibla: 1) a Caaba, 2) a projeção da Caaba, 3) a Terra, 4) Qualquer lugar. O xeique ao final ainda não se decidiu, e é bem provável que acabe apontando para qualquer lugar.

Curiosamente, o cálculo da qibla não é um dilema tão novo, porque mesmo na superfície do planeta há pelo menos duas formas de determinar a direção. O alcorão apenas determina que se dirija a face à mesquita sagrada, não diz como isso deveria ser feito.

Poderia comentar como seria um exemplo da irracionalidade em meio à ciência (como de fato é, uma agência espacial nacional promover um simpósio religioso) e como o caso lembra o fiasco do astronauta brasileiro (os malaios conseguiram sua passagem ao espaço em um contrato de bilhões em aviões russos). Mas creio que o pensamento mais interessante que me veio à mente nesse episódio foi como esse detalhe é perfeito em histórias de ficção científica.

Em vários contos de Isaac Asimov, por exemplo, depois de centenas de milhares de anos de expansão pela Galáxia, a humanidade acaba perdendo contato com seu planeta de origem, e ao final não sabe nem onde nem mesmo se a Terra realmente teria existido. Bem, não só isso não acontecerá se o islamismo e o cálculo da qibla continuarem sendo praticados pelos próximos milênios; como mesmo aqueles não-muçulmanos podem passar a praticar um ritual não tão diferente para louvar sua origem.

Ah sim, preciso mencionar também que ao final, todos muçulmanos apontam para um meteorito. Mero detalhe. :-) [via Wired]

Dwar Ev soldou solenemente a junção final com ouro. A objetiva de uma dúzia de câmeras de televisão se concentrava nele, transmitindo a todo o universo doze enquadramentos diferentes do que estava fazendo.
Endireitou o corpo e acenou com a cabeça para Dwar Reyn, indo depois ocupar a posição prevista, ao lado da chave que completaria o contato quando fosse ligada. E que acionaria, simultaneamente, todos os gigantescos computadores da totalidade dos planetas habitados do universo inteiro - noventa e seis bilhões de planetas - ao supercircuito que, por sua vez, ligaria todos eles a uma supercalculadora, máquina cibernética capaz de combinar o conhecimento integral de todas as galáxias.
Dwar Reyn dirigiu algumas palavras aos trilhões de espectadores. Depois de um momento de silêncio, deu a ordem:
- Agora, Dwar Ev.
Dwar Ev ligou a chave. Ouviu-se um zumbido fortíssimo, o surto de energia proveniente de noventa e seis bilhões de planetas. As luzes se acenderam e apagaram por todo o painel de quilômetros de extensão.
Dwar Ev recuou um passo e respirou fundo.
- A honra de formular a primeira pergunta é sua, Dwar Reyn.
- Obrigado - disse Dwar Reyn. - Será uma pergunta que nenhuma máquina cibernética foi capaz de responder até hoje.
Virou-se para o computador.
- Deus existe?
A voz tonitruante respondeu sem hesitação, sem se ouvir o estalo de um único relé.
- Sim, agora Deus existe.
O rosto de Dwar Ev ficou tomado de súbito pavor. Saltou para desligar a chave de novo.
Um raio fulminante, caído de um céu sem nuvens, o acertou em cheio e deixou a chave ligada para sempre.

[fonte]

Dwar Ev soldou solenemente a junção final com ouro. A objetiva de uma dúzia de câmeras de televisão se concentrava nele, transmitindo a todo o universo doze enquadramentos diferentes do que estava fazendo.
Endireitou o corpo e acenou com a cabeça para Dwar Reyn, indo depois ocupar a posição prevista, ao lado da chave que completaria o contato quando fosse ligada. E que acionaria, simultaneamente, todos os gigantescos computadores da totalidade dos planetas habitados do universo inteiro - noventa e seis bilhões de planetas - ao supercircuito que, por sua vez, ligaria todos eles a uma supercalculadora, máquina cibernética capaz de combinar o conhecimento integral de todas as galáxias.
Dwar Reyn dirigiu algumas palavras aos trilhões de espectadores. Depois de um momento de silêncio, deu a ordem:
- Agora, Dwar Ev.
Dwar Ev ligou a chave. Ouviu-se um zumbido fortíssimo, o surto de energia proveniente de noventa e seis bilhões de planetas. As luzes se acenderam e apagaram por todo o painel de quilômetros de extensão.
Dwar Ev recuou um passo e respirou fundo.
- A honra de formular a primeira pergunta é sua, Dwar Reyn.
- Obrigado - disse Dwar Reyn. - Será uma pergunta que nenhuma máquina cibernética foi capaz de responder até hoje.
Virou-se para o computador.
- Deus existe?
A voz tonitruante respondeu sem hesitação, sem se ouvir o estalo de um único relé.
- Sim, agora Deus existe.
O rosto de Dwar Ev ficou tomado de súbito pavor. Saltou para desligar a chave de novo.
Um raio fulminante, caído de um céu sem nuvens, o acertou em cheio e deixou a chave ligada para sempre.

[fonte]

ET, sofá, rosto

Nenhum Comentário arquivado em Imagens @ 30.Sep.2007


via Bits&pieces

Criando uma tela multitouch com um saco plástico e água colorida. É bem verdade que o computador para processar a imagem, mais a câmera e os programas especiais custarão um pouco mais. Sem contar que a tela sensível ao toque não irá exibir as imagens. Ainda assim, criativo, e poderia ser aplicado como interface barata para uma tela fixa. Confira a página do autor, via Marcianos.

A idéia básica de sensores óticos em telas sensíveis ao toque não é nova, e já é aplicada de forma mais prática com telas que podem ser distorcidas e sensores infravermelhos. Mas custam bem mais que dois dólares.


Você também considera “De Volta para o Futuro” um dos melhores filmes de todos os tempos? Então vai gostar de “Summer Time Machine Blues“, um filme japonês abordando a viagem no tempo ao mesmo tempo mais bobo e mais sério que as aventuras de Marty McFly. É mais bobo com seus personagens mais caricatos, mas muito mais sério em toda sua abordagem do ingrediente essencial: os paradoxos da viagem no tempo.

Em “Summer Time Machine Blues”, um grupo de estudantes passa as férias no escaldante verão japonês (sim, o verão japonês é tão ou mais quente que o dos trópicos) reunido no “clube de estudos de ficção científica”, ainda que estudar ficção científica seja a última coisa que façam. Sua única salvação é um ar-condicionado antigo que só pode ser ligado com um controle remoto. Isto até o dia em que por acidente derrubam refrigerante sobre o controle. De frente com o enorme problema para a humanidade de não poder mais ligar o ar-condicionado, a solução vem quando do nada surge uma máquina do tempo em seu clube. O que eles decidem fazer de posse de algo tão poderoso?

Voltar no tempo e recuperar o controle remoto do ar-condicionado antes que fosse destruído pelo refrigerante, claro. Apenas depois percebem que se buscarem o controle remoto antes que este seja destruído pelo refrigerante, estariam causando um paradoxo temporal. Será que não irão afetar o continuum do espaço-tempo e destruir o Universo? Isto é, na pior das hipóteses, como diria Doc Brown? Assista e reveja esta despretensiosa aventura com atenção, porque acaba sendo quase perfeita em sua abordagem do assunto. Também está repleta de referências a filmes como o próprio De Volta para o Futuro (o relógio na praça) e mesmo A Máquina do Tempo (na adaptação de George Pal, apenas olhe para a máquina).

Infelizmente este excelente filme é muito pouco acessível no Brasil, e só está disponível na versão original em japonês, ou legendada em inglês. Pode ser comprado aqui, mas considerando as muitas dificuldades e abrindo uma exceção, indico que talvez possa ser baixado aqui.

ATUALIZAÇÃO: De alguma forma (pela qual agradecemos, qualquer que tenha sido!), uma tradução da legenda ao português se materializou em nosso computador. Ela pode ser baixada aqui.

Escute a palavra, com o pastor Graham e o pastor Gym pregando o ateísmo em seu lar.
[via Jorge Jarufe na lista CA]


Dorota Rabczewska, ou “Doda Elektroda”, é uma cantora polonesa famosa em seu país. Basta olhar para ver que é uma loiraça, que já posou para a Playboy. O incrível é que em 2004, com 20 anos, Doda Elektroda teria entrado para a Mensa com um QI de 156 pontos.

Pelo menos é o que a Wikipedia (!) informa. Uma listagem de membros da Mensa na Polônia não inclui seu nome, e uma olhada em seus videoclipes não parece mostrar muita inteligência também (se é que alguém repararia nisto):

Um polonês comenta aqui que ela realmente teria marcado 156 pontos de QI, depois de treinar para o teste, mas que em geral ela seria tão inteligente quanto parece em seus videoclipes.

Seja como for, e ainda que seja um golpe publicitário, golpes assim seriam até bem-vindos. A maior parte das celebridades nem sabe o que é QI.

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